Belo Sun e a exploração do maior depósito de ouro do Brasil.

 

     Entrevista especial com Rosana Miranda.

     A empresa canadense “pretende se instalar em uma das regiões mais sociobiodiversas do mundo, e que já sofre com os impactos irreversíveis causados pela construção da hidrelétrica de Belo Monte”, diz a pesquisadora.

 

     Ilha da Fazenda, uma das comunidades ribeirinhas que pode ser impactada pela mineradora Belo Sun Por: Patricia Fachin | 12 Abril 2021.

     O projeto de mineração Volta Grande da empresa canadense Belo Sun, previsto para ser instalado na cidade vizinha de Altamira, Senador José Porfírio, no Pará, na Volta Grande do Xingu, “prevê a extração de 74 toneladas de ouro em 20 anos de operação – entre construção, exploração e descomissionamento”, diz Rosana Miranda. O empreendimento também prevê, segundo ela, “2.100 empregos diretos em fase de implantação e 526 na fase de operação, R$ 60 milhões em royalties de mineração em 12 anos, cerca de R$ 130 milhões em impostos durante o período de instalação e R$ 55 milhões ao ano quando em operação”. Apesar de o montante parecer significativo, “a mineração de ouro gera um efeito apenas temporário nos municípios, e não é capaz de alterar indicadores importantes como saúde, educação e PIB per capita”, adverte na entrevista a seguir, concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos - IHU.

 

     Rosana Miranda, integrante da ONG Amazon Watch, que faz parte de um grupo de organizações que vêm denunciando a inviabilidade socioambiental do projeto Belo Sun, menciona os efeitos que o projeto de mineração poderá causar na região, especialmente por estar muito próximo de outro grande empreendimento, Belo Monte, que gerou inúmeros problemas socioambientais em Altamira e na Volta Grande do Xingu. “Há graves lacunas no processo de licenciamento do projeto da Belo Sun, que oferece informações contraditórias e minimiza os impactos de sua operação. Os primeiros Estudos de Impacto Ambiental da Belo Sun foram começados em 2009, quando a instalação de Belo Monte sequer havia sido iniciada. Não há, portanto, informações suficientes por parte dos estudos de Belo Sun com relação ao impacto cumulativo da sua operação com o que já é causado por Belo Monte. Esses estudos, finalizados e apresentados em 2012, trazem informações radicalmente diferentes do Estudo de Viabilidade que a empresa divulgou em 2015 para seus investidores”. Entre os riscos apontados por pareceres técnicos feitos por pesquisadores independentes, Rosana destaca a contaminação do rio Xingu devido ao uso de “grandes quantidades de cianeto e de outros processos químicos” e a “alta probabilidade de falha da barragem, cujo rompimento poderia resultar em um volume de aproximadamente 9 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos atingindo o rio Xingu em apenas sete minutos”.

 

     Na entrevista a seguir, ela também critica a falta de consulta prévia às comunidades tradicionais de agricultores, ribeirinhos e indígenas não aldeados sobre o projeto. “Consultas servem para que os conhecimentos e opiniões da comunidade possam ser incorporados ao projeto, para que possam ser contempladas outras alternativas, e feita uma análise equilibrada da viabilidade da empreitada.  Não é o caso do projeto Volta Grande, e sendo assim, não consideramos válidas todas as decisões que avançaram o projeto sem que ainda houvesse sido feita a consulta”, afirma.

 

     Rosana Miranda é mestre em Estudos de Desenvolvimento pelo Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento - IHEID, de Genebra, na Suíça, e especialista em cooperação internacional, tendo trabalhado na área nos últimos oito anos com foco na defesa dos direitos territoriais e na promoção da justiça climática, econômica e de gênero. É assessora de campanhas para o Brasil da Amazon Watch.

 

     IHU On-Line - A senhora participa de um grupo de organizações que denuncia a inviabilidade socioambiental do projeto Belo Sun. Por que o projeto é inviável socioambientalmente?

 

     Rosana Miranda - Sim, há alguns anos a Amazon Watch tem acompanhado os acontecimentos na  Volta Grande do Xingu, ainda quando organizações da sociedade civil e lideranças indígenas tentavam impedir o empreendimento de Belo Monte. Com a chegada da Belo Sun, nos unimos a organizações da sociedade civil que vêm denunciando a inviabilidade socioambiental do projeto, como a Rede Xingu+, o Movimento Xingu Vivo para Sempre, o Instituto Socioambiental - ISA, a International Rivers, a Above Ground, a MiningWatch Canada e a Associação Interamericana de Defesa do Meio Ambiente - Aida.

 

     Como parte desta coalizão, nós temos sim apontado a inviabilidade do projeto. A mineradora pretende se instalar em uma das regiões mais sociobiodiversas do mundo, e que já sofre com os impactos irreversíveis causados pela construção da hidrelétrica de Belo Monte. É importante lembrar que Belo Monte é a maior obra de infraestrutura da Amazônia e uma das maiores hidrelétricas do mundo. O passivo de Belo Monte, que não gera energia como se prometeu, inclui a redução de até 80% de vazão no rio Xingu, o desmatamento e as invasões em terras indígenas e áreas protegidas, e a perda dos meios de vida de milhares de comunidades, algumas até hoje esperando pelo reassentamento. Isso por si só já deveria gerar um alarme com relação à instalação de um empreendimento de tão alto impacto como a mineração de ouro.

 

     Lacunas no processo de licenciamento.

     Mas além disso, há graves lacunas no processo de licenciamento do projeto da Belo Sun, que oferece informações contraditórias e minimiza os impactos de sua operação. Os primeiros Estudos de Impacto Ambiental da Belo Sun foram começados em 2009, quando a instalação de Belo Monte sequer havia sido iniciada. Não há, portanto, informações suficientes por parte dos estudos de Belo Sun com relação ao impacto cumulativo da sua operação com o que já é causado por Belo Monte. Esses estudos, finalizados e apresentados em 2012, trazem informações radicalmente diferentes do Estudo de Viabilidade que a empresa divulgou em 2015 para seus investidores.

 

     Uma articulação de pesquisadores independentes apoiados pela nossa coalizão publicou três pareceres técnicos em que questionam os dados apresentados por Belo Sun em seu EIA-Rima [Estudo e Relatório de Impacto Ambiental]. Os estudos apontam um enorme risco de contaminação do rio Xingu devido à possível infiltração de fluidos poluentes, ao uso de grandes quantidades de cianeto e de outros processos químicos. O cianeto em particular, pode ser letal tanto para a fauna aquática quanto para as pessoas. Além disso, há uma alta probabilidade de falha da barragem, cujo rompimento poderia resultar em um volume de aproximadamente nove milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos atingindo o rio Xingu em apenas sete minutos. Todos esses pareceres técnicos recomendaram a rejeição do projeto por parte das autoridades brasileiras, algo que foi endossado tanto pela Defensoria Pública do Estado do Pará quanto pelo Ministério Público Federal. Isso não impediu a Secretaria de Meio Ambiente do Pará de expedir uma licença de instalação para o projeto em 2017, num procedimento que consideramos pouco transparente e irregular, sem quaisquer considerações com as populações da região.

     IHU On-Line - Pode nos explicar em que consiste o projeto da Belo Sun? Quanto minério a empresa pretende extrair e por quanto tempo?

Rosana Miranda - O projeto Volta Grande da mineradora canadense Belo Sun prevê a extração de 74 toneladas de ouro em 20 anos de operação – entre construção, exploração e descomissionamento. Como o nome sugere, ele está localizado na Volta Grande do Xingu, próximo a três Terras Indígenas e a cerca de 50 quilômetros da Hidrelétrica de Belo Monte. Para obter essa quantidade de ouro, terá que extrair alguns milhões de toneladas de rocha das principais minas previstas no projeto. Ele prevê também o armazenamento permanente de 35,43 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério e água por trás de uma barragem de rejeitos de 44 metros de altura às margens do rio Xingu.

 

     IHU On-Line - Por que a empresa canadense tem interesse em se tornar a maior mineradora a céu aberto no Brasil e por que escolheu especificamente a Volta Grande do Xingu para instalar esse empreendimento?

 

     Rosana Miranda - A mineração não é novidade na região, o garimpo artesanal de ouro existe por ali desde o início do século XX, e a chegada das primeiras mineradoras na região remonta à década de 1970. O interesse da Belo Sun na Volta Grande do Xingu também é antigo, desde quando a empresa tinha outro nome e composição distinta da de hoje. O interesse da empresa, claro, deve-se principalmente ao que ela considera como o potencial minerário na região, segundo eles, o maior depósito de ouro no Brasil. Além disso, a própria empresa aponta como uma das vantagens a região estar localizada no Pará, segundo estado com maior atividade de mineração do país, e com legislação “amigável”, segundo o próprio site da empresa. Por fim, Belo Sun considera como extremamente vantajosa a localização próxima a Belo Monte, uma área com “infraestrutura excelente”, onde ela terá acesso à energia barata para sua operação. Ou seja, o que consideramos como um dos principais riscos do empreendimento, a empresa enxerga como oportunidade de reduzir custos.

 

     Diferentemente do que as empresas e governos gostam de propagandear, a mineração de ouro gera um efeito apenas temporário nos municípios, e não é capaz de alterar indicadores importantes como saúde, educação e PIB per capita - Rosana Miranda.

 

     IHU On-Line - Quais são as contrapartidas que a empresa oferece ao Estado brasileiro? O que tem sido negociado entre as partes acerca desse empreendimento?

 

     Rosana Miranda - Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, o projeto apresenta a previsão de 2.100 empregos diretos em fase de implantação e 526 na fase de operação, R$ 60 milhões em royalties de mineração em 12 anos, cerca de R$ 130 milhões em impostos durante o período de instalação e R$ 55 milhões ao ano quando em operação. Parece uma soma significativa, mas é importante lembrar que somente em 2020 a indústria da mineração no Brasil faturou R$ 126 bilhões, em plena pandemia. Somente o que uma mineradora como a Vale distribuiu para seus acionistas no ano passado – R$ 12 bilhões – já supera os valores anunciados pelo governo do Pará sobre a arrecadação do projeto Volta Grande. No mais, um estudo importante do Instituto Escolhas mostra que, diferentemente do que as empresas e governos gostam de propagandear, a mineração de ouro gera um efeito apenas temporário nos municípios, e não é capaz de alterar indicadores importantes como saúde, educação e PIB per capita.

     Belo Sun ainda não realizou a Consulta Prévia, Livre e Informada aos povos indígenas, e nem às demais comunidades tradicionais da Volta Grande do Xingu - Rosana Miranda.

 

     IHU On-Line - Durante a construção de Belo Monte, houve inúmeras disputas jurídicas acerca da implementação da obra, especialmente porque alegava-se que as empresas envolvidas no projeto não cumpriam a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho - OIT sobre o direito à consulta prévia aos povos indígenas, como determina a Constituição de 88. No caso de Belo Sun, como está esse processo?

 

     Rosana Miranda - Belo Sun ainda não realizou a Consulta Livre, Prévia e Informada - CLPI aos povos indígenas, e nem às demais comunidades tradicionais da Volta Grande do Xingu, em que pese já estarmos há quase uma década desde que os primeiros estudos sobre a viabilidade do projeto foram apresentados. As etapas iniciais da análise de impacto ambiental de Belo Sun foram realizadas sem qualquer ciência das comunidades indígenas, e nem dos órgãos competentes, como a Funai – a primeira reunião de apresentação do projeto aos indígenas foi realizada apenas em dezembro de 2014.

 

     A princípio, a empresa alegou não caber processo de CLPI por se tratar de projeto com uma distância maior de terras indígenas do que os 10 quilômetros definidos por uma portaria no tema. A empresa inclusive ignorou que os limites de uma das terras indígenas afetadas, a Paquiçamba, foram alterados em 2012, e disputou essas informações em todos os momentos, até que foi obrigada na Justiça a realizar a consulta prévia. Então Belo Sun entende o direito à consulta como um gesto de cooperação da parte dela, e não uma obrigação, e os órgãos licenciadores trataram esse direito com enorme irresponsabilidade, endossando essa atitude da empresa. Também não houve consulta às comunidades tradicionais de agricultores, ribeirinhos e indígenas não aldeados, apesar de a empresa já ter construído uma sede administrativa, e parte do projeto, dentro do território de uma das comunidades afetadas, a Vila da Ressaca.

 

     Por essas razões, a Justiça suspendeu a Licença de Instalação do projeto em 2017, porque a empresa não havia realizado os estudos sobre os impactos nas comunidades indígenas de forma satisfatória, nem cumprido a exigência de realização de um processo de Consulta Livre, Prévia e Informada. E essa é uma das principais razões pelas quais a coalizão da qual a Amazon Watch faz parte pede pela anulação de todo o processo de licenciamento do projeto. Não faz sentido consultar as comunidades após conceder diversas permissões à empresa. Esse tipo de consulta, realizado depois que já há uma decisão favorável ao projeto, esvazia os direitos das comunidades. Consultas servem para que os conhecimentos e opiniões da comunidade possam ser incorporados ao projeto, para que possam ser contempladas outras alternativas, e feita uma análise equilibrada da viabilidade da empreitada. Não é o caso do projeto Volta Grande, e sendo assim, não consideramos válidas todas as decisões que avançaram o projeto sem que ainda houvesse sido feita a consulta. A Aida lançou recentemente um estudo detalhado sobre o processo de análise de impacto ambiental de Belo Sun, que é um importante recurso para refletir sobre essa questão da CLPI do projeto Volta Grande.

 

     Belo Sun entende o direito à consulta como um gesto de cooperação da parte dela, e não uma obrigação, e os órgãos licenciadores trataram esse direito com enorme irresponsabilidade, endossando essa atitude da empresa - Rosana Miranda.

 

     IHU On-Line - Como as comunidades indígenas da Volta Grande do Xingu têm se posicionado acerca do projeto de Belo Sun? Há unanimidade ou divergências acerca de qual posicionamento adotar?

 

     Rosana Miranda - As comunidades ribeirinhas da Volta Grande do Xingu, área de impacto do projeto de mineração, estão totalmente desconsideradas nesse processo da consulta e não têm ocorrido discussões sobre impacto e ações de mitigação e/ou compensação. Assim como ocorreu em Belo Monte, essas comunidades ribeirinhas foram apagadas do processo de licenciamento ambiental de Belo Sun. Em relação aos povos indígenas, existem pelo menos duas situações. De um lado, a ausência de posicionamento das instituições licenciadoras (Funai e Semas) em relação a quatro pareceres independentes incluídos no processo que questionam, dentre outras coisas, a viabilidade técnica do empreendimento tal como ele se apresenta no componente indígena do Estudo de Viabilidade Ambiental. As informações apresentadas por esses pareceres não podem ser ignoradas no processo de licenciamento, seja com os povos indígenas ou com as comunidades ribeirinhas. Além disso, de outro lado, existem outras comunidades indígenas na região da Volta Grande do Xingu que pedem para serem incluídas no processo de licenciamento e da Consulta Livre, Prévia e Informada. Essas comunidades não foram, até o momento, incluídas nesse processo.

 

     Importante ressaltar que os Juruna da Terra Indígena Paquiçamba mandaram carta para a Funai em dezembro de 2020 dizendo que não abrem mão do protocolo de consulta que afirma que todas as reuniões devem ser presenciais e que só as fariam quando todos os indígenas estivessem vacinados. Afirmam categoricamente que não aceitam reuniões virtuais para falar sobre os impactos de Belo Sun e não aceitariam reuniões presenciais antes de serem todos vacinados.

 

     Os Juruna da Terra Indígena Paquiçamba mandaram carta para a Funai em dezembro de 2020 dizendo que não abrem mão do protocolo de consulta que afirma que todas as reuniões devem ser presenciais e que só as fariam quando todos os indígenas estivessem vacinados - Rosana Miranda.

 

     IHU On-Line – Mas recentemente, em meio à crise sanitária, divulgou-se a notícia de que a Funai havia autorizado a realização de uma reunião presencial de representantes da mineradora com indígenas Arara da Volta Grande do Xingu e Paquiçamba, em Altamira, para apresentação e validação de seus estudos de impacto ambiental. Como avalia essa decisão? O encontro aconteceu? O que foi tratado?

 

     Rosana Miranda - Para a coalizão é inaceitável que a Funai e a Belo Sun planejem reuniões presenciais no momento que o Brasil vive com relação à pandemia. Neste momento, as autoridades brasileiras devem garantir a proteção dos povos indígenas e solucionar as graves deficiências técnicas do projeto. Autorizar reuniões presenciais deixa claro de que lado estão a Funai e o governo brasileiro: o das grandes mineradoras.  O processo de consulta prévia, livre e informada é um direito das comunidades indígenas, não uma obrigação imposta à revelia de sua saúde e segurança. Essa tentativa de avançar com o processo de consulta é mais uma movimentação da Belo Sun para apressar o processo e silenciar as evidências de que esse projeto é inviável técnica e ambientalmente.

 

     Felizmente, graças à mobilização de organizações parceiras para que o caso ganhasse repercussão na imprensa, e uma recomendação contrária da Defensoria Pública da União no Estado do Pará, a Funai voltou atrás e afirmou que não havia autorizado tais reuniões, e que nenhuma consulta presencial seria realizada até que se pudesse garantir a segurança sanitária dos povos indígenas envolvidos.

 

     O Programa Mineração e Desenvolvimento - PMD, lançado por Bolsonaro e Albuquerque, foi, na prática, literalmente ditado por associações representativas do setor mineral - Rosana Miranda.

IHU On-Line - Segundo notícias da imprensa, neste mês ocorreu a convenção do Prospectors and Developers Association of Canada - PDAC, encontro anual que reúne grandes investidores e mineradoras do Canadá para apresentação de oportunidades de negócios no setor para as próximas décadas. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, enviou uma mensagem aos participantes do evento, através da qual disse que o governo brasileiro está determinado a expandir o acesso aos recursos minerais no país. Como vê essa declaração?  O que ela sinaliza a longo prazo?

 

     Rosana Miranda - Não é a primeira vez que o ministro faz um aceno desse tipo. No ano passado, o Brasil também esteve no PDAC – sendo inclusive um dos poucos países a patrocinar o evento – e a mensagem era a mesma: abrir definitivamente as fronteiras do Brasil às mineradoras. Mas de fato, analisando a fala do ministro no evento deste ano, ela é bastante escandalosa em diversos pontos, e passou batida pela imprensa nacional. Em primeiro lugar, ao falar do esforço do governo brasileiro em elevar a mineração à categoria de atividade essencial para que pudesse continuar operando em plena pandemia, ele desrespeita as centenas de milhares de vítimas da Covid-19 no Brasil, e ignora que a mineração foi a responsável por surtos em Minas Gerais e no Pará – inclusive com riscos para comunidades indígenas próximas às áreas de mineração que foram continuamente expostas ao vírus. Além disso, ao afirmar os esforços do governo para “aumentar o acesso” à mineração em áreas até então restritas, ele inverte a lógica do princípio de precaução com relação a uma atividade como a mineração, que é de alto impacto, alto risco, e que deixa um passivo ambiental por décadas. Não é à toa que há hoje uma série de restrições a essa atividade. Por isso vejo essa declaração com muita preocupação. Ela vai na contramão do que o momento global exige – devido tanto à pandemia quanto às discussões sobre como reduzir nossa pegada ambiental diante das mudanças climáticas.

 

     No entanto, é uma declaração totalmente em linha com a proposta do governo Bolsonaro. Abrir as unidades de conservação e as terras indígenas para o garimpo e a mineração industrial é uma das prioridades do governo desde o primeiro dia, e ele vem atuando em todas as frentes para que isso aconteça. Por um lado, temos os riscos representados por legislações como o PL 191/2020, que retira de forma inconstitucional o direito de veto dos povos indígenas com relação a atividades extrativas em seu território e, por outro, as movimentações do governo federal para alterar e suprimir tudo aquilo que for de sua competência em favor das mineradoras – o que o diretor da Agência Nacional de Mineração - ANM chamou de “guilhotina regulatória”. O Programa Mineração e Desenvolvimento - PMD, lançado por Bolsonaro e Albuquerque, foi, na prática, literalmente ditado por associações representativas do setor mineral.

 

     É impressionante como mesmo com toda a experiência negativa de Belo Monte, o discurso com relação ao projeto Volta Grande, tanto pela Belo Sun como pelo governo do Pará, continua o mesmo - Rosana Miranda.

 

     IHU On-Line - Os pesquisadores continuam denunciando e mostrando os efeitos da obra de Belo Monte não só para os indígenas, como para toda a população de Altamira. Como o projeto Belo Sun poderá piorar ainda mais a realidade local?

 

     Rosana Miranda - Os grandes empreendimentos sempre trazem consigo a promessa de geração de emprego e melhora da qualidade de vida para os municípios. É impressionante como mesmo com toda a experiência negativa de Belo Monte – que não só não resultou em uma melhora nas condições de vida em Altamira como gerou o legado de ser um dos municípios mais violentos do Brasil –, o discurso com relação ao projeto Volta Grande, tanto pela Belo Sun como pelo governo do Pará, continua o mesmo. O próprio diretor de Belo Sun disse isso em entrevista recentemente, sobre como o projeto será um “motor econômico” para a região.

 

     Destruição da vida comunitária.

     O projeto de Belo Sun deve ser instalado na cidade vizinha, Senador José Porfírio (PA), que também fica na Volta Grande do Xingu. As comunidades atingidas ali já denunciaram, em diversas ocasiões, que mesmo com a licença de instalação suspensa a mineradora nunca deixou de trabalhar no local, tendo provocado a evasão de pelo menos metade da população da comunidade da Vila da Ressaca, uma das comunidades mais fortemente atingidas pelo empreendimento, e cuja remoção para outra localidade está nos planos da empresa.

 

     Então você tem aí toda uma desestruturação da vida comunitária, com pessoas ou saindo por conta própria – pelo receio de ficarem e serem removidas à força e sem compensação – ou sendo realocadas para outros locais sem a infraestrutura necessária para recebê-las – algo que aconteceu em Altamira, com impactos até hoje. Você tem o aumento da especulação imobiliária na região, expulsando essas famílias também, sem nenhum plano específico por parte de Belo Sun para mitigar esses impactos. A empresa inclusive é acusada de realizar contratos irregulares de compra de terrenos em áreas de assentamento na Vila da Ressaca, onde também construiu uma sede, tudo isso antes mesmo de realizar o processo de consulta prévia das comunidades. Só mais um capítulo da série de irregularidades que o projeto acumula. Então, mesmo que fosse possível visualizar algum ganho social e econômico para as comunidades como resultado do projeto, a postura da empresa até agora não condiz com uma atuação que leve a isso. O que podemos esperar é a desestruturação de comunidades ribeirinhas, rurais e indígenas, aumento da pobreza e da violência (inclusive violência de gênero), mais problemas de saúde pela contaminação da água e dos peixes, e isso não apenas para os municípios mais próximos.

 

     As comunidades atingidas ali já denunciaram, em diversas ocasiões, que mesmo com a licença de instalação suspensa a mineradora nunca deixou de trabalhar no local, tendo provocado a evasão de pelo menos metade da população da comunidade da Vila da Ressaca - Rosana Miranda.

 

     IHU On-Line - Como tem se dado a exploração mineral ilegal em territórios indígenas? Em que terras existem garimpos e quais são os efeitos da mineração em terras indígenas?

 

     Rosana Miranda - O garimpo em terras indígenas explodiu no último ano, trazendo a ameaça de uma escalada de violência e de problemas para a saúde dos indígenas, além do impacto ambiental. Um estudo lançado recentemente (25/03), feito a partir de imagens de satélite, conduzido pelas organizações Hutukara e Seedume e o Instituto Socioambiental - ISA, mostrou que o garimpo ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami degradou 500 hectares, registrados entre janeiro e dezembro de 2020. Recomendo acompanhar os estudos recentes da Rede Pró-Yanomami e Ye'kwana, do ISA e do Instituto Escolhas, e as comunicações das Associações Yanomami e Munduruku para mais informações sobre o garimpo em terras indígenas.

 

     O garimpo em terras indígenas explodiu no último ano, trazendo a ameaça de uma escalada de violência e de problemas para a saúde dos indígenas, além do impacto ambiental - Rosana Miranda

 

     IHU On-Line - Vários pesquisadores têm defendido outros modelos de desenvolvimento para a Amazônia, a fim de barrar megaempreendimentos e garantir a sustentabilidade social, ambiental e econômica dos povos da floresta. Como você tem refletido sobre essa questão? O que seria um modelo de economia justo, levando em conta as questões ambientais, sociais e culturais da região?

 

     Rosana Miranda - Nós, na Amazon Watch, advogamos por um modelo centrado naquilo que chamamos de soluções lideradas pelos povos indígenas. Ou seja, apoiamos e promovemos soluções alternativas lideradas pelos povos indígenas e comunidades tradicionais às mudanças climáticas, extração de recursos naturais e desenvolvimento industrial.

 

     O conhecimento, as culturas e as práticas tradicionais dos povos indígenas contribuem há milênios para a gestão sustentável e equitativa da Amazônia e de todo o planeta. Isso inclui apoiar iniciativas lideradas por indígenas para gestão e manejo sustentável de recursos florestais, agroecologia, energia solar e captação de água autônomas, além de trabalhar em parceria para fortalecer líderes indígenas, especialmente mulheres. Mas mais que tudo, significa apoiar essas comunidades e estar em solidariedade com elas para que se cumpram seus direitos reconhecidos internacionalmente com relação à soberania, autodeterminação e usufruto do território.

 

     Recentemente, a Organização das Nações Unidas lançou um relatório que compilou mais de 300 estudos que mostram o papel fundamental dos povos indígenas e tradicionais como guardiões das florestas e outros ecossistemas sensíveis, e como a garantia do acesso à terra para essas comunidades pode reduzir as taxas de desmatamento e a perda de biodiversidade, evitando as emissões de CO2, por exemplo. Por essa razão, qualquer modelo de economia justa passa por garantir o direito ao território aos povos indígenas e comunidades tradicionais, não só no Brasil, mas no mundo todo.

 

     Apoiamos e promovemos soluções alternativas lideradas pelos povos indígenas e comunidades tradicionais às mudanças climáticas, extração de recursos naturais e desenvolvimento industrial - Rosana Miranda.

 

     Rosana Miranda - O projeto Volta Grande, da Belo Sun, ainda está em processo de ser viabilizado, inclusive financeiramente. Isso traz à tona um ponto importante que é o papel dos grandes agentes do sistema financeiro internacional no financiamento de grandes obras e das indústrias extrativas como a mineração. Essas empresas não poderiam continuar expandindo a fronteira da exploração mineral na floresta se não fosse pelas instituições que financiam isso. Por isso temos trabalhado na Amazon Watch em campanhas para responsabilizar grandes atores financeiros globais, como a BlackRock, o Citigroup, J.P. Morgan Chase, entre outros.

 

     Os trilhões de dólares que essas instituições administram, que vêm de centenas de milhares de pessoas – sejam clientes de bancos ou investidores individuais –, representam uma ferramenta poderosa de pressão sobre a indústria da mineração, para deixar claro que ela não pode mais negligenciar suas responsabilidades ambientais e sociais. Por isso, precisamos de uma discussão pública mais ampliada sobre Belo Sun, para que atuais e potenciais investidores saibam que esta empresa pode estar promovendo as últimas etapas do ecocídio do rio Xingu, e qualquer um que invista ou apoie esse projeto de qualquer forma é cúmplice nessa destruição.

 

 

 

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ERNANI SERRA

 

 



CONGELAMENTO


     O Brasil vai entrar na fase de aumentos constantes nas mercadorias e já temos um congelamento salarial, isso vai provocar uma hiperinflação que vai achatar o poder aquisitivo dos trabalhadores e do povo em geral.

     Essa hiperinflação vai levar o Brasil ao nível da Venezuela e do Haiti a menos que, apareça um presidente nacionalista que adote as seguintes medidas:

1º -  Fazer um lastro ouro para garantir uma moeda forte, revogar todas as privatizações criminosas;

2º - Passar um calote em todos os banqueiros internacionais até que o Brasil possa a vir a pagar seus débitos (devo não nego, pago quando puder);

3º -  Primeiro congelar os preços de todos os produtos no mercado e depois dar um aumento salarial aos funcionários públicos e um aumento digno a todos os trabalhadores com um mínimo que garanta a dignidade  e respeitem a Constituição brasileira, isso é, sem deixar os empresários repassar para os preços que estão já congelados porque aumentos salariais não é da competência do povo e sim, dos donos das empresas que devem tirar dos lucros e pagar aos seus empregados;

4º - Obrigar por lei que as riquezas do país sejam todas obrigadas (nacionais ou internacionais) de pagarem impostos sem nenhuma concessão, nem mesmo, as leiloadas e privatizadas, não fazer nenhuma concessão às empresas estrangeiras para se estabelecerem e produzirem no Brasil, os políticos precisam acabar de baixar a cabeça e deixar os estrangeiros passar e esfregar o pé sujo no tapete;

5º - Punir os fiscais do governo com prisões e demissões caso estejam favorecendo as empresas nacionais ou estrangeiras de sonegarem os impostos em troca de propinas, que haja uma fiscalização geral para descobrir os sonegadores e obrigarem a pagarem de imediato mesmo que fechem as portas, nada de facilitar com parcelas os roubos do Estado, se gostaram de roubar agora deve gostar de pagar ao governo. Para conter essa onda de preços elevados.

     A hiperinflação não é boa para o povo e nem para a indústria, comércio, agropecuária, porque leva esses empresários a falência e o povo a miséria. Não temos mais no Brasil uma Petrobras que nos salve dessa hiperinflação e muitas outras companhias estatais que davam lucros ao país para garantir a saída dessa situação caótica porque foram todas entregues aos estrangeiros e os brasileiros estão a mercê desses países que não estão nem aí para o povo brasileiro.

     Infelizmente, não temos mais em quem votar nesse país, são todos coniventes com os banqueiros e a política dos EUA, os políticos brasileiros são movidos a toma lá, dá cá, outros favorecimentos e benesses, e também a negociatas obscuras para votarem leis contra o povo brasileiro.

     A Dilma Rousseff e o Lula se diziam socialistas e populistas, mas, não passam de neoliberais a serviço dos políticos estrangeiros. Se realmente o Lula fosse um socialista-populista durante o seu longo mandato deveria ter dado aos trabalhadores Salários Mínimos dignos não acima de uma falsa inflação e sim, como manda a Constituição Federativa do Brasil, um salário para manter os trabalhadores com dignidade perante a sua família e não com salários mínimos de fome. Ele deu uma entrevista dizendo que vai falar com seus amigos empresários, logo, se for eleito na próxima eleição não vai governar para o povo e sim, para esses amigos empresários que vão financiar a campanha eleitoral para a presidência da República. O povo é que é idiota que acredita e se deixa emprenhar pelos ouvidos. Fica enrolando o povo com Bolsa Família e outras benesses de fome que não dá nem para passar um dia com esse dinheiro e o certo não é dá dinheiro à toa e sim, promover trabalho digno e honesto para o povo com salários acima do mínimo com respeito a sociedade, e não ficar a favor dos empresários e políticos que não desejam que o mínimo seja bem acima do mínimo miserável que estão pagando aos trabalhadores. O Lula e a Dilma quando dava aumento de Salário Mínimo aos trabalhadores faziam apologia a pseudo-inflação do mês, ou seja, bradavam que o salário mínimo estava acima da inflação, mas que inflação? 4% ou 7% a.m., que dava um valor de R$ 800 com os descontos do governo (impostos) o salário mínimo se torna muito menos e a fome continua nos lares dos trabalhadores. Todo esse mínimo é para proteger os empresários, pagarem salários de escravos.

     Inflação de Demanda: Demanda por produtos (aumento no consumo) maiores do que a capacidade de produção do país; esse tipo de inflação é por causa das exportações que estamos tirando da boca do povo para matar a fome dos povos estrangeiros, não é por causa do aumento de consumo e sim, porque estamos exportando e dando prioridade ao consumo estrangeiro quando deveríamos dar prioridade ao nosso povo e as nossas necessidades e exportar somente as sobras, ou seja, os excedentes.

 

Ernani Serra

 

https://www.todoestudo.com.br/geografia/inflacao

 

Pensamento: A inflação é programada pela incompetência de políticos corruptos.

 

Ernani Serra

 

 



DESMANCHE NACIONAL

 

     O Brasil está sendo esquartejado, vendido, privatizado, leiloado, a varejo, pelos políticos neoliberais que compartilham com os inimigos do Brasil que querem afundar não só o país como também a nação brasileira.

     Até hoje não encontrei nenhuma nação ou país que tenha entregado todas as suas riquezas, economias, finanças, patrimônios ativos, e até sua soberania nacional para outros países invasores. O Brasil foi invadido pelo capital que comprou todos os políticos e fez uma lavagem cerebral no povo brasileiro.

     O povo brasileiro tem um cérebro do tamanho de uma ervilha, é um povo que anda pelas cabeças dos outros como piolho, não sabem raciocinar porque estão alienadas ao álcool, aos entorpecentes, as baladas, aos sexos, aos jogos, a corrupção, enquanto tudo isso acontecem, os estrangeiros estão invadindo e levando todas as riquezas do Brasil. Agora está querendo mais dos políticos, a extinção dos miscigenados e inúteis brasileiros, tentaram com as leis austeras, mais foram contemplados com a Pandemia, que não querem que acabe tão cedo, pois, estão fazendo o trabalho dos invasores, é por isso, que não estão vacinando em grande escala estão cozinhando em banho-maria e impedindo a chegada de vacinas através da burocracia corrupta. Quando acabar com a Pandemia os que sobrarem vão receber o xeque-mate das leis austeras que vai levar o povo a miséria social. Está querendo deixar o Brasil igual ou pior do que o Haiti, a Venezuela...

     O Japão saiu da II Guerra Mundial arrasado sem eira nem beira, mas, o seu povo continuou com o espírito patriótico e nacionalista ativo dentro do seu cérebro de elefante. Os EUA conseguiu confiscar as Forças Armadas do Japão, mas, não conseguiram dominar e escravizar os japoneses tomou o arquipélago, mas não conseguiram colocar de joelhos o povo japonês, hoje, uma grande nação e uma potência econômica e financeira, tudo porque tiveram uma educação e instrução nacionalista de amor a pátria.

     O Brasil infelizmente é um povo educado e instruído para os vícios e a corrupção generalizada, isso vem como uma herança maldita dos imperadores portugueses e toda sua corte corrupta e estão dando continuidade até hoje, de cabo a rabo. Os brasileiros são educados e instruídos para entregarem a sua casa aos estrangeiros ou por ignorância ou por negligência, só não são patriotas nem nacionalistas, é o caso dos comunistas que queriam entregar o Brasil a União Soviética que foi traída pelo seu presidente e políticos-militares e perderam a maior parte do seu território conquistado e agora vive num território restrito chamada de Rússia S/A porque é um capital socialista, como a China também é, mas esses países jamais entregaram a soberania nacional ao capitalismo. Como não há mais União Soviética os brasileiros acharam por bem substituir o invasor pelos EUA, agora os EUA é o Deus dos brasileiros traidores, corruptos e alienados, os brasileiros é como canoa tem que ser movimentado pelo fundo e pela sua incompetência de arcar e defender o seu próprio país. São traidores que estão traindo a si mesmos.

     Até os índios norte-americanos quando foram atacados e invadidos pelos imigrantes resistiram até a morte e não entregou barato aos brancos “civilizados”, houve perdas de ambos os lados, os brancos só venceram porque tinham armas de fogo, hoje, esses índios vivem como mendigos em cabanas abandonados a sua própria sorte, mas foram nações que lutaram bravamente pelo seu território de maneira heroica contra os invasores brancos e corruptos até hoje. Agora esse vencedor branco vive a corromper e invadir as outras nações implantando a discórdia e envenenando os políticos com propinas e benesses contra o seu próprio povo.

     Os brasileiros vão morrer como os gados nos matadouros sem direito a reivindicar nada, porque tudo estará nas mãos dos invasores. Tenho pena desses brasileiros xenófilos que não têm orgulho de sua pátria e não sabem defender o que é seu de direito.

     Pátria amada dos estrangeiros, Brasil!

 

Ernani Serra


https://pcb.org.br/portal2/23962/paulo-guedes-poe-o-brasil-a-venda/

 

https://ptnosenado.org.br/sou-candidato-para-recuperar-a-soberania-do-povo-brasileiro/

 

https://www.opetroleo.com.br/o-furto-do-nosso-petroleo/

 

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/o-brasil-esta-sendo-vendido-pedaco-por-pedaco-pelo-governo-golpista-por-dilma-rousseff/

 

https://www.facebook.com/deputadofederal/posts/2644438858982387

 

https://bemblogado.com.br/site/doutrina-guedes-coloca-o-brasil-a-venda/

 

 

Pensamento: Não se pode chamar de valor assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar à palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória.

 

Maquiavel

 


OCDE – LAVA JATO - CORRUPÇÃO

 

 

     OCDE adota medida inédita contra o Brasil após sinais de retrocesso no combate à corrupção no país.

    

     O chanceler Ernesto Araújo e Jair Bolsonaro consideram a entrada do Brasil na OCDE como uma prioridade do governo.

 

      Diante do que tem sido visto como um recuo no combate à corrupção no Brasil, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tomou uma decisão inédita: criar um grupo permanente de monitoramento sobre o assunto no Brasil.

 

     A entidade, na qual o Brasil pleiteia entrada, está preocupado com o fim “surpreendente da Lava Jato", o uso da lei contra abuso de autoridade e as dificuldades no compartilhamento de informações de órgãos financeiros para investigações.

 

     A medida, jamais adotada contra nenhum país antes, representa uma escalada — com tons de advertência — nas posições da OCDE, que desde 2019 tem divulgado alertas públicos ao governo e chegou a enviar ao país uma missão de alto nível para conversar com autoridades e tentar reverter ações de desmonte da capacidade investigativa contra práticas corruptas.

 

     "A missão aconteceu em novembro de 2019 e saímos do país bastante satisfeitos, apenas para descobrir logo depois que os problemas - com raras exceções - ainda existiam e que novos problemas que ameaçavam a capacidade do Brasil de combater o suborno internacional continuam a surgir", afirmou à BBC News Brasil Drago Kos, presidente do grupo de trabalho antissuborno da OCDE e membro do Conselho Consultivo Internacional Anticorrupção.

 

     Em nota em resposta à reportagem da BBC News Brasil, o Itamaraty confirmou a criação do grupo de monitoramento anticorrupção da OCDE para o Brasil: "A iniciativa de criação do subgrupo para o atual monitoramento do País contou com a anuência da delegação brasileira, interessada em aprimorar o processo de apresentação dos elementos de interesse do Grupo (de Trabalho Antissuborno da OCDE)", diz a nota do órgão.

 

     OCDE reafirma que ação contra Brasil é inédita e contradiz governo Bolsonaro.

     Além disso, ao contrário da justificativa dada pelo presidente da área antissuborno da OCDE, que vê retrocessos no combate à corrupção, o Itamaraty afirma que "nenhuma razão de mérito ou demérito está na origem da criação do subgrupo. Logo, é incorreta a interpretação de que o subgrupo foi criado 'diante do que tem sido visto como um recuo no combate à corrupção'. Tratou-se tão-somente de decisão processual para estruturar o debate sobre o monitoramento comum a que se submetem voluntariamente todos os membros do Grupo de Combate ao Suborno".

 

     Por fim, o Itamaraty contestou a informação dada à reportagem pela OCDE de que é a primeira vez que um grupo para monitoramento das ações contra a corrupção em um determinado país é criado pela entidade.

 

     À BBC News Brasil, Drago Kos, chefe do Grupo de Trabalho Antissuborno da OCDE afirmou que "já emitimos muitas declarações públicas a respeito de outros países e também organizamos algumas missões de alto nível. Mas nunca antes estabelecemos um subgrupo para acompanhar o que está acontecendo em um país de interesse".

 

     “Marcha à ré” no combate à corrupção.

     Agora, especialistas de três países membros da OCDE irão monitorar a situação do combate à corrupção no país de maneira contínua e independente, e manter consultas frequentes com autoridades brasileiras.

 

     Conforme apurou a BBC News Brasil com exclusividade, é a primeira vez em 59 anos que a entidade adota uma medida como essa contra qualquer país, seja um de seus 37 membros permanentes ou qualquer outra nação candidata ao grupo.

 

     A entrada na OCDE é considerada uma prioridade na política externa do presidente Jair Bolsonaro. Há 10 dias, em um evento para investidores americanos no Council of the Americas, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que "o Brasil vai integrar em breve a OCDE, o que é algo decisivo para nós, muito importante, uma maneira de ancorar o Brasil na atmosfera de democracias liberais e economias orientadas pelo mercado".

 

     Eleito sob a bandeira do combate à corrupção, o governo Bolsonaro vê ameaçado o ingresso na OCDE caso a avaliação sobre o desempenho brasileiro no assunto não melhore.

 

     Perguntado pela BBC News Brasil se as práticas brasileiras de combate à corrupção atuais estariam de acordo com os parâmetros mínimos para que o país fosse aceito na entidade, Drago Kos afirmou que "se você tivesse me feito essa pergunta há alguns anos, minha resposta teria sido um "sim" definitivo.   Hoje eu simplesmente não sei: enquanto a Operação Lava Jato nos deu informações tão positivas sobre a capacidade do Brasil de combater a corrupção nacional e internacional, hoje parece que alguns dos processos iniciados em 2014 estão dando marcha a ré".

 

Segundo Kos, essa é apenas uma opinião pessoal e o órgão que comanda deverá deliberar sobre o assunto em algum momento, mas isso ainda não tem data para acontecer.

 

     Decisões do Judiciário que beneficiaram o clã Bolsonaro no caso das 'rachadinhas' também preocupa a OCDE

 

     A decisão da OCDE foi tomada em dezembro, mas só agora se tornou pública. Há duas motivações primordiais para a medida e algumas preocupações recentes adicionais.

 

     A primeira é a aprovação da lei de abuso de autoridade, que criminaliza algumas condutas de juízes e procuradores e foi aprovada pelo Congresso contra a vontade do então Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, mas com a anuência de Bolsonaro, que declarou que "o Ministério Público, em muitas oportunidades, abusa. Eu sou uma vítima disso. Respondi tantos processos no

Supremo (Tribunal Federal) por abuso de autoridade. Isso não pode acontecer. Eu sei que grande parte (do MP) é responsável, mas individualmente alguns abusam".

 

     Para a OCDE, ela pode ser usada como elemento de intimidação contra investigadores que estejam cumprindo seu dever.

 

     A segunda diz respeito diretamente ao clã Bolsonaro: em julho de 2019, o então presidente do STF Dias Toffoli concedeu liminar à defesa do senador Flávio Bolsonaro em que suspendia a investigação do caso das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio.

 

     Toffoli acolheu argumento da defesa do filho mais velho do presidente de que seus sigilos fiscais e bancários tinham sido quebrados pelos investigadores, que conseguiram acesso às informações sem ordem judicial.

 

     A decisão interrompia também todos os demais processos que envolvessem compartilhamento de dados bancários ou fiscais entre a Receita Federal e a Unidade de Investigação Financeira (UIF, antigo COAF) e o Ministério Público. A liminar acabou revertida seis meses mais tarde pelo plenário do STF, que reafirmou que esse tipo de colaboração não necessitava de autorização judicial para acontecer.   Os ministros, no entanto, estabeleceram regras mais rígidas para o compartilhamento dessas informações entre órgãos financeiros e investigativos.

 

     Em fevereiro deste ano, no entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou novamente a quebra de sigilo de Flávio. A Procuradoria-Geral da República está recorrendo da decisão.

 

     "Em nossa opinião, essas ações prejudicam seriamente a capacidade do Brasil de detectar e combater a corrupção de forma eficaz", avalia Kos.

 

     Mas as preocupações do órgão não se encerram aí. "Além disso, também tomamos conhecimento dos problemas atuais, acompanhando reportagens da mídia a respeito de ocorrências na área de corrupção e verificando-as com a Delegação do Brasil e outras fontes", afirmou o presidente do grupo antissuborno da OCDE.

 

     Uma dessas ocorrências foi o fim formal da força-tarefa da Lava Jato, em fevereiro de 2021. Meses antes disso, no entanto, a operação já agonizava, tanto pela repercussão negativa da divulgação de trocas de mensagens entre o então juiz Sérgio Moro e os procuradores quanto por ações do governo Bolsonaro que alteraram o funcionamento do Ministério Público Federal, ao indicar para o comando do órgão um nome alinhado ao presidente e que não havia sido escolhido pelos pares em lista tríplice.

 

     Além disso, Moro deixou o Ministério da Justiça acusando Bolsonaro de interferência política na Polícia Federal. O ex-ministro sugeriu que a intenção do presidente seria controlar as investigações para evitar avanços investigativos sobre atos de seus filhos.

 

     O presidente chegou a admitir que tivesse interesse em ter mais informações de inteligência, mas negou que agisse para proteger a família. Em outubro de 2020, Bolsonaro afirmou: "acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo".

 

     Para Drago Kos, há problemas nesse discurso. "Não existe governo no mundo absolutamente livre de corrupção, mas os governos devem investir seu máximo esforço para combater todas as formas de corrupção em suas próprias fileiras, independentemente da identidade dos suspeitos".

 

     O presidente da área antissuborno da OCDE classificou como "surpreendente" o interesse do de autoridades brasileiras de "encerrar o mais rápido possível" as atividades da força tarefa.

 

     "Operações como a Lava Jato, que começam devido a problemas urgentes e importantes de corrupção, nunca devem durar para sempre. No entanto, tendo em mente que neste caso nem todas as atividades investigativas relacionadas ao caso Lava Jato foram finalizadas, inclusive em alguns casos importantes, o desejo de encerrar a operação o mais rápido possível é realmente surpreendente", afirmou Kos.

 

Para ele, a comunicação entre Moro e procuradores é "antiética" mas não acaba com legado da Lava Jato

 

     O especialista classificou o teor das mensagens entre o juiz Moro e os investigadores, que vieram à tona no escândalo da Vaza Jato, como sinais de "uma cooperação entre promotores e juízes (que) não é comum em processos criminais e pode certamente ser considerada antiética".

 

     Kos, no entanto, afirmou ainda ter dúvida sobre se a conduta das autoridades no caso foi ilegal e ressaltou que não se deve esquecer que as mensagens foram obtidas ilegalmente e que foram um ataque a profissionais que desbaratavam um grande caso de corrupção.

 

     Para ele, erros na condução do processo não podem servir para anular completamente o trabalho investigativo de quase sete anos. E revisões devem ser feitas caso a caso, como defendeu o ministro Edson Fachin ao anular as sentenças dadas por Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Outros ministros, capitaneados por Gilmar Mendes, veem nos vícios, apresentados material suficientes para rejeitar todo o trabalho feito em Curitiba. A disputa entre visões no Supremo hoje pende para a vitória de Gilmar, que chamou a operação de "o maior escândalo judicial da história". O julgamento foi interrompido por pedido de vistas do ministro Kássio Nunes Marques. Kos está longe de concordar com a avaliação do ministro Gilmar.

 

     "A Operação Lava Jato colocou o Brasil no mapa global anticorrupção, mostrando que o país está realmente disposto a lidar com um caso de corrupção de grande magnitude. Claro, erros sempre são possíveis. Mas isso terá que ser comprovado em cada caso individual, separadamente, e não deve de forma alguma afetar o legado geral da operação", diz Kos.

 

     Comentário:

     O Brasil não pode entrar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCDE porque é um país pobre economicamente, financeiramente, moralmente, e falido; e essa organização é um Clube dos Ricos. Como o Brasil é um grande país da corrupção também não pode entrar porque a OCDE não permite subornos: toma lá, dá cá, negociatas, trocam de favores políticos, propinas, etc.

 

Ernani Serra

 

https://blog.nubank.com.br/ocde-o-que-e/

 

Pensamento: Diz com quem andas que eu direi quem és.

 

Adágio Popular

 

 


DISTANCIAMENTO MUNDIAL

 

      A desigualdade social, chamada também de desigualdade econômica, é um problema social presente em todos os países do mundo. Ela decorre, principalmente, da má distribuição de renda e da falta de investimento na área social, como educação e saúde.

     Desigualdade sobe para mais de 70% da população global, mas pode ser combatida.

     21 janeiro 2020.

     Desenvolvimento econômico

     Novo relatório da ONU alerta para risco crescente de divisões; mudança climática, novas tecnologias, urbanização e migração são grandes tendências; secretário-geral pede que mudanças sejam usadas para criar mundo mais igualitário e sustentável.

     A desigualdade está crescendo para mais de 70% da população global, aumentando o risco de divisões, mas a tendência pode ser combatida, afirma um estudo divulgado pela ONU na terça-feira.

     O Relatório Social Mundial publicado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA) mostra que a desigualdade de rendimentos aumentou nos países mais desenvolvidos e em algumas nações de renda média.

     Cidades, como Nairóbi, estão entre os locais mais desiguais do mundo.

     Problemas

     No relatório, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que o mundo enfrenta "a dura realidade de um cenário global profundamente desigual", em que problemas econômicos, desigualdades e insegurança no emprego levam a protestos em massa.

     Para o chefe da ONU, as diferenças de rendimentos e a falta de oportunidades "estão criando um ciclo vicioso de desigualdade, frustração e insatisfação."

     Segundo o estudo, as pessoas que ocupam o 1% no topo da pirâmide de rendimentos são as mais beneficiadas. Entre 1990 e 2015, a porcentagem de riqueza global acumulada por essas pessoas aumentou.

     No outro extremo, as pessoas que ocupam os 40% mais baixos da pirâmide de rendimentos ganham menos de 25% de toda a riqueza produzida anualmente, aumentando a desigualdade a cada ano.

     Regiões

     Segundo a pesquisa, a desigualdade torna o crescimento econômico mais lento. Nas sociedades mais desiguais, com grandes disparidades em áreas como saúde e educação, as pessoas têm maior probabilidade de viver em pobreza durante várias gerações.

Entre os países, a diferença na renda média está diminuindo, com a contribuição de países como a China.   Ainda assim, existem grandes diferenças entre os Estados. A renda média na América do Norte, por exemplo, é 16 vezes maior do que na África      Subsaariana.

     Combate a mudança climática pode gerar novos empregos, em setores como energias renováveis.

     Tendências

     O relatório analisa o impacto de quatro grandes tendências globais: inovação tecnológica, mudança climática, urbanização e migração internacional.

     Embora a inovação tecnológica possa apoiar o crescimento econômico, também pode levar ao aumento das diferenças salariais e deslocar trabalhadores. Segundo a pesquisa, “as novas tecnologias podem eliminar categorias inteiras de empregos, mas também podem gerar novos empregos e inovações.”

     Por enquanto, no entanto, apenas os trabalhadores altamente qualificados estão colhendo os benefícios da chamada "quarta revolução industrial.”

     Já a mudança climática está tornando os países mais pobres do mundo ainda mais pobres e pode reverter o progresso feito na redução da desigualdade.

     Ações para combater a crise climática devem eliminar empregos em setores que geram muitas emissões de gases de efeito estufa, mas a ONU acredita que a mudança “pode resultar em ganhos no número de empregos, com a criação de muitos novos empregos.”

     Cidades e migração

     Pela primeira vez na história, mais pessoas vivem em áreas urbanas do que rurais, uma tendência que deve continuar. Embora as cidades impulsionem o crescimento econômico, elas são mais desiguais do que as áreas rurais, com as pessoas mais ricas do planeta vivendo junto das mais pobres.

     Segundo o relatório, “à medida que crescem e se desenvolvem, algumas cidades se tornam mais desiguais, enquanto que outras se tornam menos desiguais.”

     Mulheres ganham 21% a menos que os homens para desempenhar a mesma função.

     Por fim, a quarta tendência em destaque é a migração internacional, que os especialistas da ONU descrevem como "um símbolo poderoso da desigualdade global" e "uma força pela igualdade nas condições certas".

     A pesquisa afirma que, em alguns casos, quando os migrantes competem por trabalhos pouco qualificados, os salários podem cair, aumentando a desigualdade.    Por outro lado, se têm competências necessárias ou se fazem trabalhos que outros não estão dispostos a fazer, podem ter um resultado positivo.

     Oportunidade

     Apesar de um claro aumento das desigualdades entre os mais ricos e os mais pobres, o relatório afirma que a situação pode ser revertida.

     O secretário-geral diz que as grandes tendências podem "ser aproveitadas para criar um mundo mais igualitário e sustentável." Para António Guterres, tanto os governos como as organizações internacionais têm um papel a desempenhar.

     A pesquisa sugere três estratégias. A primeira pede maior igualdade de acesso a oportunidades, através, por exemplo, do acesso universal à educação. Depois, políticas fiscais, como benefícios de desemprego e invalidez. E, por fim, legislação sobre preconceito e discriminação, promovendo maior participação de grupos desfavorecidos.

     Comentário:

     O ser humano tem tendências desastrosas como: de destruição, avareza, egoísmo, egocentrismo, etc.

     As pessoas mais ricas do mundo em vez de colocar sua fortuna em movimento para beneficiar a todos, prefere estocar em bancos para os banqueiros ficarem mais ricos do que eles, enquanto isso, os pobres ficam mais pobres por falta de oportunidades, de poder aquisitivo, trabalhos e salários dignos. Parece que o mundo foi criado só para os ricos explorarem os escravos pobres.

     Tanta fortuna estocada e o planeta pedindo socorro, e esses megalomaníacos entesourando suas riquezas.

     O planeta precisa de saneamento básico, de despoluição em geral, reflorestamentos, menos gente no planeta... E esses homens bilionários não investem em nada, deixando o planeta morrer e todos os seres vivos dentro dele. Verdadeiros Cavaleiros do Apocalipse.

 

Ernani Serra

 

https://artigos.toroinvestimentos.com.br/homens-mais-ricos-do-mundo-e-do-brasil

 

https://www.youtube.com/watch?v=Li-SES39Z6E

 

Pensamento: Somos imagens no computador da vida, Deus é a Internet, e a morte é o internauta que deletam (apagam) as vidas.

 

Ernani Serra

Postagem em destaque POLÍTICOS ATUAIS DA GUERRILHA NO BRASIL

quinta-feira, 6 de agosto de 2026 A IA E OS FATIADOS NOS FRIOS        Os supermercados podem estar vendendo queijos e presuntos em cima ...

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