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SECA NO AMAZONAS

 

     O homem é o único responsável pela seca no Rio Negro e Solimões no Amazonas; o ser humano é um animal irracional que se auto denominou de homo “sapiens” pela sua vaidade e orgulho de um superego que se acha superior a tudo e a todos.

     Estão colocando a culpa no El Niño e as vezes na La Niña e também no aquecimento global; esses efeitos tiveram uma importância no aquecimento global mas não foram os únicos, a causa principal foi o homem, com sua ganância de enriquecimento fácil e ilícito com o apoio governamental dos políticos brasileiros começaram a destruir as florestas: Amazônica, Atlântica, os Cerrados, os Manguezais...

     A floresta Amazônica ficou sendo o alvo principal dos políticos que queriam ambiciosamente os dólares na exportação da agroindústria, agronegócio e agropecuária, comprometendo a fauna e flora daquela imensa floresta em troca do papel moeda; a ganância foi tão grande que partiram para os incêndios criminosos e no desmatamento desenfreado em extensões nunca visto neste planeta.

     A seca no Amazonas é consequência da insanidade dos políticos que não tiveram a visão de que, com a devastação criminosa, a floresta perdeu muitos biomas importantes para conservação das nascentes que formam os rios atuais. Sem as nascentes os rios tendem a secarem e o povo a passar fome, sede, adoecerem e morrerem em consequência da ambição desvairada dos políticos e dos ruralistas que passam por cima de tudo e de todos. Essas terras de exportação no Amazonas vão se tornar terras áridas, desérticas sem nenhuma utilidade como aconteceu no Sul do Brasil; com o desmatamento e queimadas criminosas que botam a culpa no aquecimento global dizendo que são incêndios espontâneos por causa do clima, tentando tirar a culpa do homem “sapiens”. A floresta Amazônica outrora nunca pegou fogo só depois que o homem botou o pé naquele lugar a miséria se instalou.

     Em vez das autoridades estaduais e federais se aproveitarem da seca nos rios amazonenses para retirar os lixos que estão no leito seco e melhorar a qualidade das águas quando voltarem a subir o nível, se não fizerem a limpeza agora, quando as águas voltarem a subir os rios vão ficar uma imundície como era antes da seca. O ser humano só quer tudo na boca sem esforços, mas, para sujarem o meio ambiente são os primeiros, essa humanidade está transformando o planeta numa pocilga e como um vírus e porcos estão se expandindo vertiginosamente como uma pandemia viral e, como um vírus inconsequente, estão se proliferando e comprometendo a vida planetária ao ponto da extinção de todos os seres vivos.

     A floresta Atlântica foi o alvo dos governantes porque as terras que antes eram de exportação no Sul do país ficaram cansadas e inúteis para a plantação, e por conta desse desmatamento no Sul do país, hoje, a população dos municípios dos três Estados sulistas estão sofrendo com os ciclones extratropicais que estão destruindo tudo e alagando o comércio e residências, essas enchentes é o resultado do desmatamento ganancioso dos políticos atrás dos dólares de exportação. Sem falar nos rios caudalosos e largos que viraram canais. As florestas no Sul do país viraram pastagens para o gado de exportação e é essa falta de vegetação florestal que está havendo a mudança climática na região. O homem destrói mas não é capaz de reconstruir com o reflorestamento.

     Estamos deixando de alimentar o nosso povo para nos tornar o celeiro do mundo (commodities) e, alimentar os estrangeiros em troca de papel moeda. Trocando as nossas riquezas e pondo em risco a escassez desses produtos no futuro para o povo brasileiro, já não basta a fome e o desemprego que o povo já está passando! A causa da miséria brasileira é por causa dos políticos corruptos e entreguistas que são um bando de preguiçosos que não querem trabalhar e vivem de propinas, negociatas e vencimentos de marajás para favorecerem as grandes potências; são políticos venais que entregam as riquezas do solo e subsolo e do mercado através de leilões e privatizações de crime de Lesa a Pátria. O Brasil está perdendo a soberania para as privatizações e leilões. O Brasil está de joelhos nas mãos dos estrangeiros que estão invadindo como piratas a saquearem o país, e o povo a passar fome. Quem manda nos políticos são as multinacionais, os ruralistas que são estrangeiros, as petroleiras internacionais, e todos que compraram as riquezas do Brasil em leilões e privatizações criminosas. São essas empresas que controlam o país e o povo.

 

Ernani Serra

    

 

https://g1.globo.com/profissao-reporter/playlist/profissao-reporter-ultimos-videos.ghtml

 

https://www.youtube.com/watch?v=5RtkFYQzPdU

 

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2023/09/25/mais-de-80-mil-pessoas-sao-afetadas-pela-seca-dos-rios-no-amazonas-aponta-defesa-civil.ghtml

 

https://www.google.com.br/search?q=Quantos+hectares+foi+destruida+do+amazonas.&sca_esv=578522338&ei=BXtCZa-wHP7Z1sQP6vOAiA0&ved=0ahUKEwjvxqDNmqOCAxX-rJUCHeo5ANEQ4dUDCBA&uact=5&oq=Quantos+hectares+foi+destruida+do+amazonas.&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiK1F1YW50b3MgaGVjdGFyZXMgZm9pIGRlc3RydWlkYSBkbyBhbWF6b25hcy4yBRAhGKABSLPEAlAAWJG1AnAKeACQAQKYAYMCoAHUZqoBBjAuNzguM7gBA8gBAPgBAagCFMICBRAAGIAEwgIGEAAYBxgewgINEAAYBxgeGA8Y8QQYCsICCBAAGAcYHhgPwgIIEAAYFhgeGA_CAgYQABgWGB7CAh0QABiKBRjlAhjlAhjqAhi0AhiKAxi3AxjUA9gBAcICFhAAGAMYjwEY5QIY6gIYtAIYjAPYAQLCAhYQLhgDGI8BGOUCGOoCGLQCGIwD2AECwgIHEAAYigUYQ8ICCxAAGIAEGLEDGIMBwgIREC4YgAQYsQMYgwEYxwEY0QPCAgsQABiKBRixAxiDAcICCBAAGIAEGLEDwgINEAAYgAQYsQMYRhiAAsICBxAAGIAEGArCAgoQABiABBixAxgKwgIPEAAYgAQYsQMYChhGGIACwgIPEAAYDRiABBixAxhGGIACwgINEAAYigUYDRixAxiDAcICBxAAGA0YgATCAgoQABgNGIAEGLEDwgIKEAAYgAQYRhj7AcICCBAAGIoFGLEDwgIFEAAYogTCAggQIRgWGB4YHcICCBAAGIkFGKIE4gMEGAAgQYgGAboGBAgBGAe6BgYIAhABGAo&sclient=gws-wiz-serp#ip=1

 

Pensamento: A ambição é o último recurso do fracassado.

 

Oscar Wilde

 

 


INVASÃO DE GARIMPEIROS NO RIO MADEIRA

 

     O que se sabe e o que falta esclarecer.

     Grupo instalou centenas de dragas e balsas na região, há pelo menos 15 dias, para exploração ilegal de ouro.  No local, foi formada uma espécie de “vila flutuante” para a atividade.

     25/11/2021 06h00  Atualizado há um dia.

     Dragas atracam no Rio Madeira, próximo ao município de Autazes.

     Garimpeiros invadiram o Rio Madeira, no interior do Amazonas, com centenas de dragas e balsas para exploração ilegal de ouro.

     Por que os garimpeiros ocuparam o local agora?

     Em qual trecho do rio eles realizam o garimpo ilegal?

     A exploração de ouro é permitida na região?

     O que os órgãos de controle estão fazendo para impedir a invasão?

     Por que a presença das dragas irregulares não foi impedida até agora?

     Além da exploração ilegal, há outros crimes praticados na área?

     Dezenas de balsas de garimpo ilegal atracam no Rio Madeira no AM

     Por que os garimpeiros ocuparam o local agora?

     A presença de garimpeiros com balsas atuando na extração de ouro ao longo do rio Madeira não é novidade. Porém, a grande quantidade de dragas e balsas atuando no mesmo trecho chamou atenção, e a imagem impressiona.

     Moradores da região relatam que garimpeiros começaram a compartilhar, nas últimas semanas, a informação de que haveria ouro naquele trecho específico, de forma informal. Eles começaram a chegar no local há cerca de 15 dias.

     GREENPEACE: “Operando naturalmente à luz do dia sem ser incomodada por ninguém”.

     Em qual trecho do rio eles montaram a "vila flutuante" para o garimpo ilegal?

     A situação ocorre próximo à comunidade de Rosário, no município de Autazes, distante 113 quilômetros de Manaus.

     O trecho ocupado é usado para deslocamento de moradores de Nova Olinda do Norte, Borba e Novo Aripuanã para chegar a Manaus em lanchas. O trajeto é mais curto do que utilizando a BR-319, que é conhecida por estar muito deteriorada.

     Balsas e dragas se instalam no rio Madeira para garimpo ilegal.

     A exploração de ouro é permitida na região?

     O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou, em nota, que atividades de exploração mineral naquela região não estão licenciadas, portanto, se existindo de fato, são irregulares.

     O Ministério Público Federal (MPF) também ratificou que a extração de ouro na região do rio Madeira não é amparada por licença ambiental expedida pela autoridade ambiental competente ou por título de lavra emitido pela Agência Nacional de Mineração, o que torna essa atividade ilegal.

     Presença de garimpeiros assustou moradores de comunidade no rio Madeira, no Amazonas. — FotoPresença de garimpeiros assustou moradores de comunidade no rio Madeira, no Amazonas.

 

     Por que a presença das dragas irregulares não foi impedida até agora?

     Essa é uma das questões que ainda não foram esclarecidas. O ativista do Greenpeace Danicley de Aguiar denunciou que a falta de fiscalização permitiu o avanço da atividade ilegal.

     "Nós estamos vendo aqui um conjunto de mais de 300 balsas colocadas numa ponta de rio, sem licença ambiental alguma, mas operando naturalmente à luz do dia sem ser incomodada por ninguém. São 300 balsas a menos de 30 minutos de voo da maior cidade da Amazônia e elas colocam aí em risco também toda a saúde pública da região”.

     O que os órgãos de controle estão fazendo para impedir a invasão?

     Até então, nenhuma ação concreta foi feita para retirar os garimpeiros do local. Questionados pelo g1, órgãos de controle informaram que estavam apurando a situação.

     O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou, nesta quarta-feira (24/11), que está buscando informações, com intuito de planejar e realizar as devidas ações no âmbito de sua competência, integrado aos demais órgãos estaduais e federais.

     O órgão também afirmou que comunicaria o fato ao comando da Segurança Pública do Amazonas (SSP), além de pedir apoio federal para apurar a ocorrência.

     O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que teve ciência do caso e, nesta terça-feira (23/11), reuniu-se com o Ipaam para alinhar as informações, a fim de tomar as devidas providências e coordenar uma fiscalização de garimpo na região.

     A Polícia Federal informou que tomou conhecimento das atividades ilícitas que estão ocorrendo no Rio Madeira, e "juntamente com outras instituições, estabelecerá as melhores estratégias para o enfrentamento do problema e interrupção dos danos ambientais".

     Além da exploração ilegal, há outros crimes praticados na área?

     O Ipaam destacou que, além da mineração, pode haver outras possíveis ilegalidades que devem ser investigadas, tais como: mão de obra escrava, tráfico, contrabando e problemas com a capitania dos portos.

     Centenas de balsas de garimpo ilegal desafiam fiscalização e tomam conta de trecho do rio Madeira, na Amazônia.

     Comentário:

     Tanto os garimpos legais ou ilegais são considerados crimes ambientais, esses garimpeiros afrontaram as leis e as autoridades constituídas do Brasil. Estão contaminando todos os rios e a bacia hidrográfica do Amazonas. O ouro não compensa os riscos ambientais que são maiores do que o valor desse metal que não vai para os cofres e nem para o lastro ouro do Brasil, e sim, para os contrabandistas que negociam com outros países.

     O governo vem apoiando esses garimpeiros, tanto é que, se organizaram de maneira criminosa com aproximadamente umas 300 balsas para extrair o ouro do leito do rio Madeira, sem serem incomodados pela Polícia Federal, IBAMA, Marinha de Guerra do Brasil, Batalhão do Exército Brasileiro, e outros órgãos ambientais. Tudo a revelia das leis constitucionais do país, agindo de maneira irreverente contra a legalidade da ação perniciosa contra o meio ambiente, as pessoas, os animais, contaminação das águas, etc.

     Quando souberam que a Polícia Federal e a Marinha de Guerra do Brasil iam investigar e proibir a mineração, da noite para o dia, essas balsas desapareceram do rio Madeira, para despistar esses órgãos federais numa ação estratégica para não serem multados ou terem suas balsas destruídas.

     Se nós brasileiros tivéssemos um governo austero em favor do povo e do Brasil e contra esses crimes ambientais, o governo mandaria a Polícia Federal, o Batalhão de Fronteira do Exército Brasileiro, a Marinha do Brasil fazer uma varredura em todos os rios do Amazonas e destruir todas as balsas de mineração e prender os garimpeiros e não fornecer mais documentos a grupos privilegiados de legalidade aos crimes ambientais e também, não dar apoio as grandes mineradoras estrangeiras para extrair os minérios do solo e subsolo que são responsáveis pela destruição das florestas, genocídios indigenistas, poluição e envenenamento dos rios e de todas as vidas aquáticas, causando doenças graves e fatais aos seres humanos e animais silvestres.

     O atual governo está conivente com todas as ações de destruição da nação e do país. O governo só se importa com os banqueiros, ruralistas, empresários nacionais e internacionais e o povo que se exploda.

 

Ernani Serra

 

https://www.google.com.br/search?q=Coment%C3%A1rio+de+Mour%C3%A3o+sobre+os+garimpeiros&sxsrf=AOaemvINRvQPgRJRYlKAgvdZntV-Bwyu7Q%3A1637986391111&source=hp&ei=V7ChYaX_A5i75OUP2caU8A0&iflsig=ALs-wAMAAAAAYaG-Zxn2yMf84vqxpWwZpx6aKw9gtZny&ved=0ahUKEwjlhvLn1rf0AhWYHbkGHVkjBd4Q4dUDCAc&uact=5&oq=Coment%C3%A1rio+de+Mour%C3%A3o+sobre+os+garimpeiros&gs_lcp=Cgdnd3Mtd2l6EAM6BwgjEOoCECc6CwgAEIAEELEDEIMBOhEILhCABBCxAxCDARDHARCjAjoLCC4QgAQQxwEQowI6BQgAEIAEOgsILhCABBCxAxCDAToOCC4QgAQQsQMQxwEQ0QM6CAgAEIAEELEDOgUILhCABDoICC4QsQMQgwE6CAgAELEDEIMBOg4ILhCABBCxAxDHARCjAjoICAAQgAQQyQM6DgguELEDEIMBEMcBEKMCOgsILhCABBDHARCvAToICC4QgAQQsQM6BQgAELEDOgYIABAWEB46CAgAEBYQChAeOgQIABANOgcIIRAKEKABOggIIRAWEB0QHjoFCCEQoAFQ4HtYv_sBYI6OAmgBcAB4AIABgQOIAeZLkgEJMC4zMC4xNy4xmAEAoAEBsAEA&sclient=gws-wiz

 

https://www.google.com.br/search?q=Invas%C3%A3o+de+garimpeiros+no+amazonas&sxsrf=AOaemvLROfiXxRIMHbNCAiQtABbU-iJVTg%3A1637979430637&source=hp&ei=JpWhYf26JI2y5OUPz5yecA&iflsig=ALs-wAMAAAAAYaGjNsPy2saTVBQIq9Vn_GdwBiIhBIc1&ved=0ahUKEwj95fDwvLf0AhUNGbkGHU-OBw4Q4dUDCAc&uact=5&oq=Invas%C3%A3o+de+garimpeiros+no+amazonas&gs_lcp=Cgdnd3Mtd2l6EAMyBQgAEM0COgcIIxDqAhAnOgsIABCABBCxAxCDAToICAAQgAQQsQM6DgguEIAEELEDEMcBEKMCOgUILhCABDoRCC4QgAQQsQMQgwEQxwEQ0QM6CAguEIAEELEDOgUIABCABDoLCC4QgAQQsQMQgwE6CAgAELEDEIMBOgQIABADOgUIABDEAjoGCAAQFhAeOgUIIRCgAToHCCEQChCgAVC4uA5Yl6YPYPGvD2gDcAB4AYABzgOIAac1kgEKMC4zMS4xLjAuMpgBAKABAbABBg&sclient=gws-wiz

 

https://www.aeroin.net/raro-aviao-sovietico-irregular-e-flagrado-pousando-em-garimpo-brasileiro/?fbclid=IwAR2jN0BWUjmzj_kk3bA69240cj6Ns7mUQ9KWCgHXGxOSCjm9PSaiK4fVMPE

 

Pensamento: Tem governo que é igual a uma prostituta, só pensa em dinheiro.

 

Ernani Serra

 



 AMACRO

 

     Uma arriscada fronteira do desmatamento na Amazônia.

 

     Desmatamento, violência no campo e fogo andam de mãos dadas rumo ao interior da Amazônia pela fronteira sul do desmatamento

 

     Ampliação de desmatamento na BR 319, em Canutama, Amazonas, em 11 de setembro de 2021.

 

     Até 1975, a Amazônia brasileira havia perdido apenas 1% de sua cobertura florestal. Quase cinquenta anos depois, o Brasil já perdeu quase 20% de sua porção da maior floresta tropical do mundo, segundo dados do MapBiomas. O motor para tanta destruição foi a implementação de uma ideia equivocada de que a floresta seria um empecilho, um “inferno verde” a ser vencido para dar lugar ao “desenvolvimento”. Modelo defendido até hoje e que segue fazendo vítimas, acumulando tragédias e promovendo a miséria para muitos e lucro para poucos. 

 

     O carro chefe deste modelo é a produção agropecuária, que avança sobre a floresta, apoiada no desmatamento e no uso do fogo. Hoje em dia, a ciência já provou que, na verdade, a floresta tem muito mais valor em pé, do que desmatada. Apesar disso, a visão “desenvolvimentista” do século passado ainda é defendida pelas elites econômicas e executada com apoio de políticos e empresas.

 

     O desmatamento para a produção de commodities já está consolidado em áreas onde antes existiam floresta, como o Mato Grosso e parte do Pará. Mas o arco do desmatamento segue avançando, especialmente no sudoeste e oeste do Pará, onde a escala de destruição segue alcançando proporções titânicas, e na região sul do bioma, onde se encontram os estados de Rondônia, Amazonas e Acre, área visitada pelo Greenpeace Brasil na expedição realizada em setembro de 2021, e que vem se destacando nos últimos anos, devido a velocidade e voracidade com que a floresta é consumida.

 

     A porção de floresta que existe nessa região resiste graças à criação, no passado, de Unidades de Conservação estaduais e federais e é a barreira que protege a parte mais preservada da Amazônia. Permitir que a destruição avance por essa região pode ser um caminho sem volta, com consequências desastrosas para o Brasil e para o mundo.

 

 

     Fogo reacende a fronteira adormecida

 

     Como acontece em outras fronteiras de desmatamento na Amazônia, o processo de mudança do uso da terra começa com a retirada da madeira de maior valor, seguida da derrubada das árvores menores e, consequentemente, as queimadas, que são usadas no processo de desmatamento. De 1 de janeiro a 20 de outubro deste ano, os três estados (AM, RO e AC), juntos, responderam por quase metade (49,5%) dos focos de calor identificados na Amazônia, segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Amazonas, sozinho, concentrou 21% dos focos de calor (14.356) do período. 

 

     De 1 de janeiro a 7 de outubro, os alertas de desmatamento do Deter-B nesses três estados juntos chegaram a 3.208 km², segundo dados do Inpe. “De 2019 para cá houve um aumento na área de grilagem de terras em Rondônia. Algo que muitas vezes a gente tá chamando de ‘grilagem online’, que são propriedades declaradas, em áreas próximas a unidades de conservação e até mesmo dentro das unidades de conservação”, relata a pesquisadora do Programa de Geografia da Universidade Federal de Rondônia, Amanda Michalski.

 

     A grilagem, aliás, é um grande problema na Amazônia como um todo. No último ano, 31,63% dos alertas de desmatamento foram detectados em florestas públicas não destinadas. Essa situação pode se intensificar ainda mais se projetos de Lei como o 2633/2020, conhecido como PL da Grilagem, aprovado em agosto deste ano pela Câmara dos Deputados, forem aprovados. Na prática, este projeto irá anistiar invasores de terra pública e incentivará novos ciclos de grilagem. O PL aguarda agora a aprovação no Senado e pode ser votado a qualquer momento.

 

 

     Rebanho em fazenda na BR 319, em Porto Velho, Rondônia. (© Nilmar Lage / Greenpeace)

De acordo com Michalski, o gado é usado na região como “um manto, para disfarçar o crime ambiental que vem a partir da grilagem de terra”. De acordo com informações do IBGE, em 2020, Rondônia contava com um rebanho bovino de 14,8 milhões de cabeças de gado, isso equivale a oito bois para cada habitante do estado.

 

     A pecuária extensiva avança pautada na abertura constante de novas áreas. Muitas vezes a pecuária é utilizada no processo da grilagem, onde as áreas, depois de derrubadas e ocupadas com alguns bois, acabam legalizadas por vários meios. Essas terras, posteriormente, podem ser repassadas para a produção de commodities, a exemplo da produção agrícola que utiliza de mecanização e fertilização para produzir grãos, principalmente soja. A soja por sua vez tem se expandido continuamente na Amazônia, em áreas que eram previamente pastagens, deslocando a pecuária para áreas de floresta. Resumindo: o gado abre espaço para a soja entrar.

 

     “Hoje a gente já observa que essa pecuária que tá no norte de Rondônia já avança para o sul do Amazonas e parte do Acre, e a soja avança aqui em Porto Velho”, explica. De acordo com a pesquisadora, a ação dos governos estadual e federal tem sido determinante para a intensificação desse processo na região.

 

     Em maio deste ano, o governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (sem partido), sancionou a Lei Complementar 1.089, que extinguiu 202 mil hectares de áreas protegidas no estado, retirando a proteção de porções significativas da Reserva Extrativista Jaci-Paraná e do Parque Estadual de Guajará-Mirim. A Resex Jaci-Paraná perdeu quase 90% de seu território e o Parque Estadual de Guajará-Mirim perdeu 55 mil hectares. Essa lei está sendo questionada na Justiça.

 

     “Rondônia é como um laboratório do crime ambiental. Se deu certo em Rondônia, isso vai se intensificar e a gente vê este processo a partir do que eles estão querendo montar, essa nova regionalização que é a chamada AMACRO”, alerta a pesquisadora.

 

 

     Proposta de regionalização econômica, AMACRO abrange 32 municípios dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia.

 

     AMACRO é um acrônimo formado pelas iniciais de Amazonas, Acre e Rondônia, e trata-se de uma regionalização econômica que visa incentivar a produção agropecuária na região. Apesar de a palavra “sustentabilidade” estampar todas as publicações oficiais a respeito do projeto – o nome atual do plano é Zona de Desenvolvimento Sustentável Abunâ-Madeira -, sua estrutura está construída em torno da ampliação de infraestrutura e incentivos voltados à produção agropecuária.

 

     “Isso é preocupante, principalmente porque além de incentivar um modelo nada inclusivo e que se nutre de desmatamento, não conversa com a urgência climática e com a crise da biodiversidade, podendo abrir cada vez mais acesso para partes praticamente intactas da Amazônia”, diz Cristiane Mazzetti, da campanha de Amazônia do Greenpeace.

 

      O exemplo mais próximo desta iniciativa pode ser visto no Cerrado, com o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde o modelo promoveu a concentração de renda, de terras, desmatamento e esgotamento dos recursos naturais, além do acirramento da violência no campo.

 

     Para o Queops Silva de Melo, representante do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) de Lábrea, infelizmente as políticas públicas na região são mais direcionadas para o agronegócio do que para atividades que convivem com a floresta, o que resulta nessa disparidade entre os modelos econômicos. “O que a gente precisa aqui é incentivo à produção extrativista. Essa região do Sul do Amazonas é vista como área de exploração livre, você pega a produção do indígena, do ribeirinho, e leva a preço baratíssimo. Ao mesmo tempo, vão trazendo coisas de fora que não são da nossa cultura, não é da nossa vocação, nosso sistema aqui é um sistema riquíssimo de biodiversidade. Se valorizasse isso com política pública a gente teria recursos suficientes para todo mundo viver bem”.

 

     Violência na floresta

 

     De acordo com o último relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre Violência no Campo, em 2020 foram registrados 69 conflitos no Acre, 68 no Amazonas e 72 conflitos em Rondônia. Em todo o Brasil, foram 2.054 ocorrências de conflitos no campo, o maior número da série histórica do levantamento, que começou em 1985.

 

     “Aqui atualmente o conflito por terra não é tanto pela propriedade da terra, pelo assentamento. O pessoal está brigando para ficar acima da terra. A maior parte dos conflitos é de pessoas que se vêem ameaçadas e expulsas de suas terras. E para isso muitas vezes usam o fogo, o desmatamento e a destruição como forma de expulsar as comunidades tradicionais de seus territórios e da floresta que é sua fonte de recursos e de vida”, conta Josep Iborra Plans, missionário da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Porto Velho.

 

     O missionário relata casos de ameaça, expulsão, trabalho escravo e até assassinatos, onde os culpados dificilmente são identificados ou punidos. O representante da CPT fala de uma justiça desigual, que pune o pequeno colono, enquanto inocenta grandes grileiros. “O Estado, de uma forma assim de propósito, se faz ausente, deixando os pistoleiros agirem e que impere a lei dos mais fortes, dos grandes grileiros”, afirma.

 

     São casos como o do agricultor Antônio da Silva*, que vivia em uma comunidade ribeirinha em Rondônia e foi expulso da terra que habitou por 25 anos. “Um dia chegou uma pessoa lá dizendo que era dona da minha terra e de mais 18 mil hectares. Me chamaram para entrar num acordo que eu acredito que ia custar a minha vida, né? Então eu não aceitei e hoje eu tô pagando esse preço”, relata. Depois da recusa, o agricultor passou a ser ameaçado e perseguido por pistoleiros, teve sua área cercada, seus animais de criação mortos, até que as ameaças se intensificaram de tal maneira, que ele foi forçado a sair de sua terra.

 

     O extrativista Augusto de Souza* traz um relato parecido. Depois de anos vivendo da coleta de castanhas em uma reserva extrativista no Amazonas, viu seu mundo virar de cabeça quando grileiros invadiram seu castanhal e o expulsaram da área. Hoje, as castanheiras centenárias não existem mais e a sensação é de impotência. Ambas identidades foram preservadas nesta reportagem, para segurança dos entrevistados, que seguem sob ameaça.

 

 

     “No Sul de Lábrea foi mais ou menos assim, tinha os extrativistas de castanha, os seringueiros, e aí começou a invasão. O pessoal começou a entrar, os madeireiros tirando madeira, depois vinham os pecuaristas derrubando o resto. Alguns dos extrativistas que resistiam ao preço deles, eles diziam que então custaria R$ 4, que é o preço de uma bala”, conta Adelson Arruda de Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Município de Lábrea, que viu a economia do município, antes baseada na agricultura familiar, avançar rumo à concentração de terra e onde a pecuária responde pela maior parte da produção.

 

     Segundo Adelson, muitos dos “novos donos” da terra vem de outros estados, como o Paraná e Mato Grosso. “O que acontece com o agricultor familiar depois que ele é expulso da terra? Ele deixa a agricultura familiar e vem para a cidade basicamente para passar necessidade, passar fome”, relata.

 

     A flexibilização da legislação ambiental e a falta de fiscalização são as causas apontadas pela missionária Laura Vicunha, do CIMI de Rondônia, para o avanço das invasões e da violência que sofrem os povos indígenas no estado.

 

     “O território Karipuna, por exemplo, é um território que no passado já foi reduzido 40 mil hectares e é um povo pequeno, então fazem de tudo para pressionar esse território. Esse ano a pressão se intensificou ainda mais, sobretudo na parte sul da terra indígena, que foi impactada por aquela lei (1.089) que desafetou a Resex Jaci-Paraná e parte do Parque Estadual Guajará Mirim. Com essa pressão e com essa liberação, a legalização da grilagem, fez com que o desmatamento e os focos de queimada voltassem a subir”, afirma.

 

     Entre 2017 e 2020, foram devastados 3.646 hectares da TI Karipuna, que ocupa a posição de 9ª terra indígena mais desmatada na Amazônia. Os relatos de extração ilegal de madeira, ameaças e até de loteamentos dentro da TI são fartos, mas os problemas continuam, o que levou os Karipuna a entrarem com uma ação judicial contra a União, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o governo de Rondônia por inação. Na ação, os indígenas pedem que os invasores sejam expulsos, que as obras realizadas dentro da TI sejam destruídas, que as áreas desmatadas ilegalmente sejam recompostas e que a TI seja, de fato, protegida e fiscalizada.

 

     A situação das populações indígenas não é muito melhor no Amazonas, onde o avanço da agropecuária ameaça a vida dos povos de norte a sul do estado. De acordo com Queops, do CIMI, as queimadas e o desmatamento impactam a saúde e a sobrevivência dessas populações. “A fronteira agrícola vem chegando e uma das coisas que preocupa a gente é que todas essas comunidades, essas aldeias, o principal acesso é pelo rio, mas os igarapés estão sendo fortemente ameaçados, eles estão secando e essa população está sendo forçada a migrar de um local para o outro, devido a esse desmatamento nas cabeceiras dos rios vindo do sul do município”, conta.

 

 

     As constantes ameaças vindas de Brasília, como a possibilidade de aprovação do Marco Temporal, adicionam uma camada extra de pressão. A tese, defendida arduamente por ruralistas, dentro e fora do Congresso, e pelo presidente Jair Bolsonaro, que prometeu “não demarcar um centímetro de terra índigena” em seu governo, argumenta que um povo indígena só pode ter sua terra demarcada se conseguir comprovar que estava sobre ela no dia 5 de outubro de 1988, data em que a Constituição foi promulgada, ignorando todo o processo colonizatório, em que muitos povos foram dizimados, escravizados, proibidos de falar seu idioma e exercer sua identidade cultural, além de expulsos de suas terras.

 

     “Não é assim, nós estamos aqui há muito tempo, nós estamos aqui muito antes de 5 de outubro de 1988. Então, nós entendemos que a demarcação dos nossos territórios precisa ser concluída. Eu tenho o meu território demarcado. Já outros parentes aqui da nossa região não tem. Então precisamos lutar por eles”, defende Antônio Enésio Tenharim, coordenador geral Organização dos povos indígenas do Alto Madeira (Opiam). De acordo com o Antônio, esta não é a única ameaça vinda de Brasília. O sucateamento da Fundação Nacional do Índio (Funai), o Projeto de Lei 191/2020, que visa permitir a mineração em TIs, também ameaçam a integridade dos povos indígenas não só do Amazonas, mas de todo o Brasil.

 

“Vivemos um momento em que a floresta e seus povos estão seriamente ameaçados pelo enfraquecimento de órgãos públicos de controle, por uma série de propostas no âmbito legislativo, que objetivam entregar as florestas públicas para o desmatamento, e por uma visão de desenvolvimento que já se mostrou equivocada para a Amazônia”, afirma Cristiane Mazzetti. “A região do sul do Amazonas, norte de Rondônia e Acre é mais uma expressão desse modelo que precisa ser revisto imediatamente, dada a emergência climática e a vulnerabilidade social presente no Brasil. É preciso viabilizar uma economia capaz de conviver com a floresta e promover real desenvolvimento na região”, defende.

 

     Faltando poucos dias para a 26ª Cúpula Climática da ONU, também conhecida como COP26, brasileiros e o resto do mundo voltam suas atenções para ouvir o que os governos apresentarão como contribuições para solucionar a crise climática. O Brasil, que poderia ser uma liderança neste debate, infelizmente, segue na direção oposta.

    

     Greenpeace Brasil•7 de julho de 2023•

 

     Comentário:

     Querem acabar com as florestas: da Amazônia, dos Cerrados e da floresta Atlântica.

     Não há interesse político para zerar o desmatamento dessas florestas. O presidente Lula pretende zerar o desmatamento do Amazonas em 2030, mas do jeito que vai, em 2030 não haverá uma árvore em pé. Se houvesse interesse em zerar o desmatamento deveriam começar agora, ou ontem, o tempo está acabando e à Fervura Global está começando e a humanidade estão prestes a ser extintas, tudo por causa da ganância e ignorância de grupos poderosos que querem o lucro não importa a que preço, se amanhã todos estejam mortos.

     Os incêndios em toda parte do mundo são criminosos não tem a ver com o Aquecimento Global, se o aquecimento tocasse fogo não seria em determinados locais e sim em toda a floresta ou mata, nunca houve incêndios espontâneos no passado. O incêndio na floresta do Canadá foi criminoso porque as chamas começaram simultaneamente no Leste e no Oeste do Canadá. Estão querendo áreas para expandir os centros urbanos por causa da explosão demográfica mundial. No Amazonas é para virar pastos para engorda do gado que vai se transformar em commodities para exportar e matar a fome de países estrangeiros, enquanto no Brasil, o povo passa fome e vive na miséria social. O presidente Lula é o presidente do faz de conta que governa, no país do faz de conta.

 

Ernani Serra

 

https://www.google.com.br/search?q=AMACRO&sxsrf=AB5stBh2LhBlLa30NXuAsttE-NzztBQ76w%3A1691290344122&source=hp&ei=6ArPZKefBfSV5OUPyvOIqAk&iflsig=AD69kcEAAAAAZM8Y-CJq3ExCNqNeEtvb4r-YML_NxVSs&ved=0ahUKEwins6_Bg8eAAxX0CrkGHco5ApUQ4dUDCAk&uact=5&oq=AMACRO&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IgZBTUFDUk8yBRAAGIAEMgoQABiABBixAxgKMgcQABiABBgKMgQQABgDMgcQABiABBgKMgcQABiABBgKMgoQABiABBixAxgKMgcQABiABBgKMgoQABiABBixAxgKMgcQABiABBgKSO1YUP81WLZAcAF4AJABAJgBpQGgAfoGqgEDMC42uAEDyAEA-AEBqAIKwgIHECMY6gIYJ8ICBxAjGIoFGCfCAgQQIxgnwgIREC4YgAQYsQMYgwEYxwEY0QPCAgsQABiABBixAxiDAcICDhAuGIAEGLEDGMcBGNEDwgILEC4YigUYsQMYgwHCAgsQLhiABBixAxiDAcICCBAAGIAEGLEDwgIIEC4YgAQYsQPCAgsQABiABBixAxjJA8ICCBAAGIoFGJIDwgINEAAYgAQYsQMYsQMYCg&sclient=gws-wiz

 

Pensamento: Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem como fazendo o mal.

 

Maquiavel

 

 

 

 


ISSO É GENOCÍDIO

 

     Após garimpo em massa, mercúrio no organismo de moradores do rio Madeira é 3 vezes maior que limite admissível.

     Laudo da Polícia Federal atestou que ribeirinhos estão consumindo água e/ou alimentos contaminados e concentrando o metal pesado nos seus tecidos.

     15/12/2021 14h25  Atualizado há 20 minutos.

     Dragas ainda atuam em exploração ilegal de ouro no rio Madeira, no interior do Amazonas.

     Amostras de cabelo detectaram que moradores da região do rio Madeira, no Amazonas, possuem contaminação por mercúrio até 3 vezes superior ao limite máximo considerado como "admissível" pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

     A região foi invadida por garimpeiros no mês passado, para exploração ilegal de ouro. Centenas de balsas e dragas operaram, por cerca de 15 dias, em um único ponto do rio Um laudo pericial da Polícia Federal, obtido pelo Jornal Hoje, apontou dados preliminares dos estragos causados pela atividade.

     Na primeira fase da operação Uiara, a Polícia Federal prendeu 3 garimpeiros e destruiu 131 balsas. Os agentes também coletaram material das balsas, da água do rio Madeira, cabelo da população ribeirinha e folhas.

     VÍDEO: Balsas usadas para garimpo ilegal no AM são construídas na orla de Manaus.

     REDES SOCIAIS: Garimpeiros mostram funcionamento das dragas e o ouro extraído.

     GARIMPO ILEGAL: 'Vai prejudicar nosso peixe cada vez mais', diz ribeirinha que sobrevive da pesca no rio Madeira.

     Além da alta contaminação das pessoas que vivem por lá, o nível de mercúrio na água é de 15 a 95 vezes superior ao aceitável como máximo para consumo e uso recreativo.

Ribeirinha sobrevive através da pesca no rio Madeira, região invadida por garimpeiros. Dragas atracam no Rio Madeira, próximo ao município de Autazes.

     Prefeitos do AM viajam a Brasília com garimpeiros para discutir exploração de ouro no Rio Madeira.

     Mercúrio usado em garimpo no rio Madeira causa lesões nos órgãos de quem se alimenta todos os dias por peixes contaminados.

     Na conclusão do relatório, o perito do setor Técnico-Científico da Superintendência da PF no Amazonas afirmou que, dos materiais analisados, 85% apresentaram indícios de contaminação pelo elemento mercúrio.

     As amostras de água e sedimento demonstram forte indícios de contaminação ambiental e confirmar o lançamento dos contaminantes a partir de balsas.

     "Esses resultados preliminares, dessa parte do rio Madeira, próximo a foz, são extremamente alarmantes. Infelizmente eles corroboram a nossa desconfiança técnica já em função de todas as décadas que o rio é submetido a esse garimpo ilegal, sem o menor controle em relação ao lançamento de resíduos, principalmente mercúrio, e esses resultados corroboraram os nossos maiores temores”.

     Dragas e balsas atracaram no meio do rio Madeira, no Amazonas, para exploração ilegal de ouro.

     O laudo atestou, também, que as populações ribeirinhas estão consumindo água e/ou alimentos contaminados e concentrando nos seus tecidos o metal pesado. Ou seja, o potencial de contaminação da atividade é extremamente elevado.

     A Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) realizam, nesta quarta-feira (15/12), a segunda fase da operação Uiara, para combater o garimpo ilegal na região.

     Comentário:

     O ouro e o seu valor não compensa a devastação do meio ambiente no solo e subsolo, na água e no ar. A cada 1 kg de ouro produzido, 1,3 kg de mercúrio é emitido para o meio ambiente. Para cada tonelada de ouro extraída, aproximadamente três milhões de toneladas de terra têm que ser movidos e milhares de árvores devastadas pela ambição do homem. O pior de tudo é que, esse ouro não chega aos cofres da União, são contrabandeados por piratas internacionais e o Brasil fica a cada dia mais pobre.

     Além disso, a extração de ouro põe em andamento uma bomba-relógio. Rocha tratada com cianeto forma no ar, vapores de ácidos que se distribuem no ar e caem no solo e subsolo através das chuvas e por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde, as águas subterrâneas (aquíferos) ameaçam ser contaminadas. Outro procedimento é a extração de ouro da areia dos rios, na maioria das vezes através de mercúrio. Este se junta ao pó de ouro e forma assim uma liga metálica. Para extrair o ouro puro, esta ligação é aquecida e o mercúrio evapora-se. Com isso, os vapores tóxicos chegam ao ar e aos rios sem ser filtrados. Adicionalmente, metais pesados como arsênio, chumbo, cádmio e mercúrio são libertados. Cada ano, aproximadamente 100 toneladas de mercúrio são tiradas somente no Rio Amazonas.

     Os níveis de mercúrio que foi encontrado nas águas do Rio Madeira foram de 15 a 95 vezes superior ao aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

     O IBAMA apreendeu em Joinville-SC 430 kg de mercúrio importado em 2018 que iria para os garimpos de ouro do Amazonas.

     Enquanto os bandidos levam todo o ouro do Brasil só deixam para os brasileiros as doenças, os venenos e uma destruição ambiental. Temos um país rico e um povo pobre e miserável, porque os políticos são bandidos e coniventes com o genocídio desse povo sem eira nem beira.

     Os governos anteriores e o atual são coniventes com essa devastação ambiental, (são governos do faz de conta), na verdade são os demolidores do futuro, fazem de contas que estão contra as mineradoras e os garimpeiros, mas na verdade estão deixando e querendo que essas aves de rapinas levem tudo do Brasil deixando o país e a nação na miséria total.

     O que estão praticando no Amazonas é um genocídio, estão envenenando os índios e a população ribeirinha sem falar na contaminação da população de Manaus através dos rios, mares e pescados. Os rios contaminados por mercúrio desembocam nos mares e contaminam toda biodiversidade marítima.

 

Ernani Serra

 

https://imazon.org.br/impactos-da-garimpagem-de-ouro-na-amazonia-n-2/

 

https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2021/03/por-dentro-da-capital-do-garimpo-ouro-ilegal-da-amazonia

 

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/02/ibama-apreende-430-kg-mercurio-destinados-ao-garimpo.shtml

 

https://www.google.com.br/search?q=Pol%C3%ADcia+Federal+descobre+que+o+rio+Madeira+tem+de+15+a+95+de+merc%C3%BArio&source=hp&ei=Byi6Yf3UEMy_5OUPqNaK6A4&iflsig=ALs-wAMAAAAAYbo2F_HatJOzRX0u3v3oYlp0DqtDNY7n&ved=0ahUKEwi99KOqrOb0AhXMH7kGHSirAu0Q4dUDCAc&uact=5&oq=Pol%C3%ADcia+Federal+descobre+que+o+rio+Madeira+tem+de+15+a+95+de+merc%C3%BArio&gs_lcp=Cgdnd3Mtd2l6EAM6CwgAEIAEELEDEIMBOggILhCABBCxAzoICAAQgAQQsQM6CAguELEDEIMBOgsILhCABBCxAxCDAToLCC4QgAQQxwEQowI6BQgAEIAEOhAIABCABBCxAxCDARBGEIACOgQIABBDOgQILhBDOg4ILhCABBCxAxDHARCjAjoKCC4QxwEQrwEQQzoHCAAQsQMQQzoLCC4QgAQQxwEQrwE6CAgAEIAEEMkDOgYIABAWEB46CAgAEBYQChAeOggIIRAWEB0QHjoFCCEQoAE6BwghEAoQoAFQAFipmgNgv6IDaARwAHgBgAGwA4gBu36SAQswLjM4LjI4LjEuNpgBAKABAbABAA&sclient=gws-wiz

 

https://www.google.com.br/search?q=Merc%C3%BArio+no+rio+Madeira+em+MANAUS&source=hp&ei=jSe6YcjfO_Oz5OUPq-uJoAw&iflsig=ALs-wAMAAAAAYbo1nqER6TVkdL8Wg2Fn9AuIaXqiv_ct&ved=0ahUKEwiI2rjwq-b0AhXzGbkGHat1AsQQ4dUDCAc&uact=5&oq=Merc%C3%BArio+no+rio+Madeira+em+MANAUS&gs_lcp=Cgdnd3Mtd2l6EAMyBQgAEM0COgUIABCABDoICAAQgAQQsQM6BQgAELEDOgsIABCABBCxAxCDAToICC4QsQMQgwE6BQguEIAEOg4ILhCABBCxAxDHARDRAzoOCC4QgAQQsQMQxwEQowI6CAguEIAEELEDOg4ILhCxAxCDARDHARCjAjoRCC4QgAQQsQMQgwEQxwEQ0QM6CwguEIAEELEDEIMBOggIABCABBDJAzoICAAQsQMQgwE6AggmOgYIABAWEB46CAgAEBYQChAeOggIIRAWEB0QHjoFCCEQoAE6BwghEAoQoAFQAFj1rAFg_MIBaANwAHgCgAGpBYgBjD-SAQ0xLjIwLjE1LjAuMS4xmAEAoAEBsAEA&sclient=gws-wiz

 

Pensamento: Quando a ambição toma conta da mente, a humanidade padece seus efeitos danosos.

 

Ernani Serra

 

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