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MUNDO NEBULOSO

 

     COP26 tem início nebuloso após reunião fraca de líderes do G20.

     Reunião das 20 maiores economias do mundo terminou sem criação de imposto mínimo ou novas metas pelo clima.

     01/11/2021 às 09:02

     Foi na cidade de Glasgow que o engenheiro escocês James Watt melhorou o funcionamento da máquina a vapor e, involuntariamente, deu início à Revolução Industrial. Ele nunca poderia ter imaginado que os humanos queimariam tanto carvão, óleo e gás nos próximos dois séculos que colocariam em perigo o clima.

     Agora, mais de 120 líderes falarão a partir desta segunda-feira () na mesma cidade para iniciar as negociações climáticas da COP26, onde definirão o tom para duas semanas de negociações que podem terminar com um plano para descarbonizar rapidamente o planeta – ou fazer declarações aguadas para atrasar o que a ciência mostra que é necessário, possivelmente adiando até que seja tarde demais.

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     Líderes e especialistas em clima estão classificando a COP26 como a última melhor chance do mundo para enfrentar a crise climática. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, cujo governo está patrocinando as negociações, alertará nesta segunda que a humanidade atrasou o tempo com a mudança climática.

     COP26 é o momento para o Brasil ganhar centralidade, diz especialista.

     Falta um minuto para a meia-noite e precisamos agir agora”, disse ele em discurso de abertura, segundo declarações enviadas a jornalistas.

     Temos que passar de conversa, debate e discussão para ação no mundo real sobre carvão, carros, e árvores. Não mais esperanças, alvos e aspirações, por mais valiosos que sejam, mas compromissos claros e cronogramas concretos para mudanças.”

     A reunião dos líderes do G20 que terminou em Roma neste domingo (31/11) sugere que os líderes estão finalmente ouvindo a ciência, mas eles ainda não têm unidade política para tomar as decisões ambiciosas necessárias para enfrentar o momento.

     A COP26 reúne cerca de 25 mil pessoas para um dos maiores eventos internacionais desde o início da pandemia – e acontece depois de um ano de condições meteorológicas extremas que ceifaram centenas de vidas em lugares inesperados que pegaram até cientistas do clima desprevenidos.

     O último relatório de ciência climática da ONU publicado em agosto deixou claro o que precisa acontecer: limitar o aquecimento global para o mais próximo possível de 1,5 graus Celsius acima das temperaturas pré-industriais para evitar o agravamento dos impactos da crise climática.

     Para fazer isso, o mundo deve reduzir as emissões pela metade na próxima década e, em meados do século, chegar a zero líquido – onde as emissões de gases de efeito estufa não são maiores do que a quantidade removida da atmosfera.

     Toda essa linguagem estava no comunicado dos líderes do G20, incluindo o reconhecimento de que, para atingir zero líquido em meados do século, muitos países membros precisarão colocar em prática suas promessas de redução de emissões, conhecidas como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), ao longo desta década.

     Mas o fracasso em colocar uma data final para o uso de carvão – o maior contribuinte individual para a mudança climática – e em fazer com que todos os países se comprometam firmemente com o zero líquido até 2050 (em oposição a 2060, como China, Rússia e Arábia Saudita se comprometeram) mostra que os países que usam e produzem combustíveis fósseis ainda têm uma grande influência nos acordos globais sobre o clima.

     Na verdade, a tão esperada nova promessa de emissões da China apresentada na semana passada foi apenas uma fração maior do que a anterior.

     O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse neste domingo que não estaria “fortemente armado” para zero líquido até 2050. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, não mostrou interesse em deixar o carvão para a história.

     A Índia não fez nenhuma promessa de líquido de zero e, como disse o legislador europeu Bas Eickhout à CNN, é uma das poucas nações que se opõe à data para a eliminação progressiva do carvão.

     Michael Mann, um importante cientista da Universidade Estadual da Pensilvânia, disse que é promissor que os líderes reconheçam que precisam fazer mais nas emissões nesta década, mas o que é importante é garantir que todos os grandes emissores tenham planos consistentes em manter o aquecimento abaixo de 1,5 grau Celsius.

     “E também o fechamento da “lacuna de implementação”. Ou seja, fechar a lacuna entre o que os chefes de estado se comprometeram nominalmente e o que estão realmente fazendo”, disse Mann.

     Mann alertou que a COP26 não deve ser uma cúpula para táticas de adiamento e disse que ainda tem esperança de que os países possam concordar com a eliminação do carvão nas negociações, mesmo que os líderes do G20 não cheguem a um acordo sobre esse ponto.

     “A própria Agência Internacional de Energia disse que não pode haver uma nova infraestrutura de combustível fóssil se quisermos evitar um aquecimento perigoso. E os países do G7 se comprometeram a eliminar o carvão e encerrar o apoio a novos projetos de carvão no início deste verão”, disse Mann.

     Precisamos ver compromissos semelhantes dos países do G20, incluindo um cronograma acelerado para a eliminação gradual do carvão.”

     Promessas do G20 “não são ambiciosas o suficiente.     A declaração do G20 comprometeu-se a acabar com o financiamento do carvão no exterior até o final deste ano. O presidente chinês, Xi Jinping, na Assembleia Geral da ONU em setembro, anunciou o fim do financiamento chinês ao carvão internacional, tirando o maior financiador global de projetos de carvão.

     Helen Mountford, vice-presidente de clima e economia do Instituto de Recursos Mundiais, disse que o acordo e as atuais promessas de emissões não são ambiciosos o suficiente para evitar os níveis mais perigosos de aquecimento e muitos, provavelmente, não conseguirão colocar os países no caminho de líquido zero.

     “Para manter a meta de 1,5°C ao alcance, os países precisam definir metas climáticas para 2030 que traçam um caminho realista para cumprir esses compromissos de líquido de zero”, disse ela em um comunicado.

     Atualmente, vários países do G20 não estão em uma trajetória confiável para atingir suas metas líquidas de zero, incluindo Austrália, Rússia, China, Arábia Saudita, Brasil e Turquia.”

     “Isso não é nem de perto o suficiente.”

     O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse neste domingo que estava deixando Roma “com minhas esperanças não realizadas, mas pelo menos não estão enterradas”. Ele estava esperançoso de que Glasgow ainda pudesse “manter viva a meta de 1,5 grau”. Os comentários de Guterres refletem o humor de muitos na COP26.

     Se o G20 não puder definir uma data final para o carvão e fazer um compromisso firme de zero líquido, há uma sensação de que envolver o mundo todo nessas questões-chave simplesmente não acontecerá.

     Também existe uma questão de confiança. O mundo desenvolvido prometeu há mais de uma década que iria transferir US$ 100 bilhões por ano para o Sul Global para ajudá-lo a fazer a transição para economias de baixo carbono e se adaptar ao novo mundo da crise climática.

     Essa meta não foi cumprida no ano passado, e um relatório da presidência da COP26 publicado na semana passada mostrou que ela não seria cumprida até 2023, com as atuais promessas em mãos.

     Mohamed Nasheed, ex-presidente das Maldivas que lidera o Fórum de Vulnerabilidade ao Clima, lamentou a falta de ação na declaração do G20, especialmente sobre o fracasso na eliminação do carvão.

     As Maldivas são uma nação na linha da frente na crise climática e corre o risco de ser submersa pelo aumento do nível do mar até o final do século.

     Este é um começo bem-vindo”, disse Nasheed em um comunicado. “Mas isso não impedirá que o clima aqueça mais de 1,5 graus e devastem grandes partes do mundo, incluindo as Maldivas. E então, claramente, isso não é o suficiente.”

     Líquido zero, a eliminação do carvão e o financiamento do clima ainda serão uma prioridade para os negociadores.

     Outras áreas que podem ser bem-sucedidas são um acordo sobre o fim e reversão do desmatamento até 2030 e movimentos em torno de acelerar a transição para veículos elétricos em todo o mundo.

     Tom Burke, co-fundador do grupo de reflexão climática E3G, foi mais otimista, dizendo que a declaração do G20 mostrou uma mudança de pensamento entre os líderes em torno da urgência da crise climática.

     A grande vitória é essa mudança no foco de 2050 para 2030. Acho que é uma grande vitória importante”, disse ele à CNN.

     “É um começo melhor do que esperávamos. O acordo político alcançado no G20 criará ímpeto político quando os líderes se reunirem para iniciar a COP.”

     Comentário:

     A meu ver, todo esse blá, blá, blá, em torno da Crise Climática Mundial não só no G20 como em outros grupos anteriores, não passaram de um grande fiasco, uma utopia para o futuro.

     O planeta está precisando de ações para ontem e não para 2030 e 2050. O planeta está se deteriorando e pedindo socorro e vocês homens de pouca fé e cegos, foi os responsáveis por tudo isso, não estão vendo o que se passa porque estão no êxtase dos lucros e na usura do mercado mundial.

     Mesmo que vocês os mais ricos do mundo e que, controlam tudo e todos, começassem a fazer o certo, hoje, e isso não passaria de uma gota d’água no oceano dos problemas da Crise Climática Mundial.

     Vocês, homens dos aglomerados financeiros não estão vendo que a humanidade é que é responsável por tudo isso que está acontecendo na natureza e no meio ambiente! Mesmo que zerássemos os combustíveis fósseis no planeta, o homem continuaria a sua explosão demográfica em expansão de bilhões de pessoas por ano, e o planeta continuaria sujo, envenenado, produzindo CO2. A alta concentração de dióxido de carbono leva à poluição do ar, formação de chuva ácida e desequilíbrio do efeito estufa (com consequente elevação da temperatura da Terra), que traz consigo o derretimento de calotas de gelo e a elevação dos níveis oceânicos, resultando em uma grande degradação ambiental.

     Vocês do G20 reclamam do governo do Brasil que não está cumprindo com as metas desejadas no controle da emissão de carbono, mas, as grandes potências mundiais são responsáveis pela falta de compromisso do governo brasileiro (Jair Bolsonaro) quando compram as commodities do Brasil sabendo que esses produtos estão contribuindo pelo desmatamento, queimadas, e pelo aquecimento global, se vocês do G20 quisessem realmente que o Brasil se comprometesse com as soluções da COP26 fariam um boicote internacional com os produtos das commodities brasileiras até que o governo se interessasse pelos problemas e começasse a resolver internamente, inclusive no reflorestamento de todas as áreas queimadas e devastadas pela ação do homem. Só assim, teríamos uma floresta em pé e protegida pelas leis ambientais de verdade e não as que estão no papel em prol dos ruralistas e contra os índios, os ribeirinhos, e toda a fauna e flora das florestas: Amazônica e Atlântica e do Pantanal do Mato Grosso.

     Não é só o clima que está em perigo são todas as vidas contidas nesse planeta, animais e vegetais correm o risco de extinção em 2100.

     Só tem um jeito para conter a destruição de todos os seres vivos e do planeta Terra. Esterilizar 90% de toda humanidade e também, diminuir a explosão demográfica o mais breve possível. Com menos gente no planeta o planeta se tornaria sustentável, limpo, com pouquíssimas indústrias e veículos; o ar, a terra, as águas, limpas e saudáveis. O importante seria que continuassem a não terem mais filhos e os poucos que fossem férteis só deveriam ter um filho ou nenhum. O planeta Terra ia agradecer e o homem teria uma vida longa e saudável.

 

Ernani Serra

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=pocilga

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=corrup%C3%A7%C3%A3o+no+Brasil

 

https://www.google.com.br/search?q=O+Brasil+perdeu+em+outubro+mais+de+800+km2+no+desmatamento&sxsrf=AOaemvLlTpI8RDAJoW-I9xnBMRbxsw9N9g%3A1636166337922&source=hp&ei=weqFYeyoNcfU1sQPy7a88A4&iflsig=ALs-wAMAAAAAYYX40SgbQbIhZ_6ox1lmcrZ4BT8sdvnz&oq=O+Brasil+perdeu+em+outubro+mais+de+800+km2+no+desmatamento&gs_lcp=Cgdnd3Mtd2l6EAM6EQguEIAEELEDEMcBENEDEJMCOggIABCABBCxAzoFCAAQgAQ6DgguEIAEELEDEMcBEKMCOgQIABBDOgsIABCABBCxAxCDAToICAAQsQMQgwE6CAguEIAEELEDOgsILhCABBCxAxCTAjoFCC4QgAQ6EQguEIAEELEDEMcBEKMCEJMCOgsIABCxAxCDARDJAzoLCC4QsQMQxwEQrwE6CwguEIAEEMcBEK8BOgoILhCxAxBDEJMCOgcILhCxAxBDOggIABAWEAoQHjoGCAAQFhAeOgUIIRCgAToHCCEQChCgAToFCAAQzQI6CAghEBYQHRAeUABYxNcCYL3gAmgGcAB4AoABwgOIAZVvkgELMS40MC4xOS4zLjOYAQCgAQE&sclient=gws-wiz&ved=0ahUKEwisjfPK2oL0AhVHqpUCHUsbD-4Q4dUDCAc&uact=5

 

Pensamento: A humanidade é responsável pela pocilga do planeta Terra.

 

Ernani Serra

 

 

 

 

 

             


OS IRRACIONAIS E EXTERMINADORES

 

     Alerta de desmatamento na Amazônia Legal é o maior para o mês de abril desde 2016.

     Até o dia 29, havia 581km² sob alerta na região; é o segundo mês consecutivo em que os índices batem recordes históricos mensais, segundo medição do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Observatório do Clima diz que alta de abril desmente governo.

Por G1

 

     A área sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal em abril foi a maior para o mês desde 2016: 581km² até o dia 29, segundo medição do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É o segundo mês consecutivo em que os índices batem recordes históricos mensais.

 

     A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.

 

     Área sob alerta de desmatamento na Amazônia Legal em abril (2016-21) em km²: 581

 

     Os alertas de desmatamento foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).

 

     O Deter não é o dado oficial de desmatamento, mas alerta sobre onde o problema está acontecendo (veja detalhes mais abaixo).

 

     Vice-presidência x Ministério do Meio Ambiente

Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que o governo acompanha a alta no desmatamento nos últimos dois meses, mas, segundo ele, os dados do INPE indicam uma redução no índice no último ano.

 

     Segundo Mourão, houve redução de 17% no desmatamento na Amazônia entre agosto de 2020 e maio de 2021 na comparação com o mesmo período no ciclo anterior (2019-2020). O vice reclamou que é feito um “escândalo” nos casos de alta do desmatamento enquanto “ninguém fala nada” quando os números apontam redução.

 

     “O que é que essa turma faz? Ah, esse mês aumentou. Aí faz o escândalo. Todos os meses que baixam ninguém fala nada", disse.

 

     Em nota, o Ministério do Meio Ambiente alega que as ações de combate ao desmatamento no período relacionado aos dados divulgados nesta sexta-feira estavam sob a responsabilidade da Vice-Presidência da República.

 

     Em 30 de abril, o governo encerrou a Operação Verde Brasil 2, comandada pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que preside o Conselho Nacional da Amazônia.  Nos últimos meses, a operação de combate ao desmatamento ilegal contou com o apoio das Forças Armadas. Isso foi garantido pelo Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que vigorou no período.

 

     “A Operação de Garantia da Lei e da Ordem Ambiental - GLO Ambiental, vigorou até 30 de abril, sob o comando da Vice-Presidência da República”, justificou o Ministério comandado por Ricardo Salles em resposta a um pedido de posicionamento.

 

     “Alta de desmatamento em abril desmente governo”, diz entidade, em nota, o Observatório do Clima, rede de 56 organizações da sociedade civil, afirma que a alta no desmatamento vista em abril desmente o governo Jair Bolsonaro.

 

     "Os novos dados desmentem o governo federal, que comemorou a queda de cerca de 15% nos alertas verificada entre agosto de 2020 e abril de 2021 (em relação ao mesmo período anterior), como resultado da ação do Exército na Amazônia", diz o observatório.

 

     "Os alertas têm oscilado mês a mês para cima e para baixo, o que mostra que não existe uma política consistente ou uma ação sustentada da administração federal para controlar a devastação", continua o comunicado.

 

     Os especialistas da rede analisaram que "a queda geral de 15% só apareceu nos dados porque os alertas em julho, agosto e setembro de 2019 foram completamente fora da curva — somente em julho de 2019 uma área equivalente a uma vez e meia a cidade de São Paulo tombou na Amazônia", afirmaram.

 

     "Em contrapartida, janeiro deste ano teve o menor desmatamento de toda a série do Deter, mesmo sem nenhuma operação de fiscalização realizada, devido a um problema burocrático que atrasou a ida do Ibama a campo", diz o texto.

     Nota técnica do IBAMA conclui que o processo de avaliação de multas ambientais está paralisado.

    

     Menos de 2% das multas ambientais aplicadas passaram por audiência de conciliação nos últimos 2 anos, aponta Ibama ao TCU.

    

     Servidores do IBAMA denunciam que fiscalização ambiental está paralisada após decisão de Salles.

    

     "A fiscalização do IBAMA está parada devido a mudanças impostas por Ricardo Salles [ministro do Meio Ambiente] nos procedimentos de autuação. O processo de punição a crimes ambientais também foi inviabilizado pelo ministro. E sinalizações de que o crime compensa vêm se repetindo em atos como a investida do ministro do Meio Ambiente contra uma operação de apreensão de madeira da Polícia Federal", afirma, em nota, o Observatório do Clima.

 

     PGR pede esclarecimentos a Salles sobre acusações de favorecimento a madeireiros

 

No dia 22 de abril, o presidente prometeu, em cúpula sobre o clima, combater o desmatamento. Uma semana antes, no dia 14, Bolsonaro publicou, pela primeira vez desde o início de seu mandato, em 2019, uma meta de redução no desmatamento da Amazônia.

 

     Sobre as promessas feitas pelo presidente, o Observatório do Clima disse que, "nesse contexto, e desmentindo as promessas que fez à comunidade internacional", Bolsonaro e seus aliados no Congresso "avançam com a boiada, desta vez para mudar de forma irreversível a legislação e aumentar ainda mais o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa do país".

 

     Já o Greenpeace disse, também em nota, que os números de desmatamento de abril são "mais uma uma prova de que as palavras proferidas na cúpula do clima foram ao vento".

 

     "Aqui no Brasil, esse governo continua sistematicamente atacando os órgãos de comando e controle, impedindo o seu funcionamento, cortando orçamento e empurrando leis absurdas para avançar sobre a floresta" afirmou Rômulo Batista, porta-voz do Greenpeace Brasil.

 

     Para Batista, o desmatamento "vai continuar em alta se nada for feito e é difícil imaginar que uma solução seja apresentada por um governo que é responsável por um aumento histórico do desmatamento e que represa e corta recursos para a proteção do meio ambiente”.

 

     Medições

     A medição oficial do desmatamento, feita pelo sistema Prodes, costuma superar os alertas sinalizados pelo Deter. Os últimos dados divulgados pelo Prodes apontaram que a área desmatada na Amazônia Legal foi de 11.088 km² na temporada de 2019 a 2020 (período que engloba agosto de 2019 a julho de 2020).

 

     SATÉLITES: Entenda como funcionam satélites que monitoram desmatamento na Amazônia:

    

     A medição do desmate no Brasil considera sempre a temporada de agosto de um ano a julho do ano seguinte por causa das variações do clima: com essa divisão do tempo, pesquisadores conseguem levar em conta o ciclo completo de chuva e seca na Amazônia, analisando como o desmatamento e as queimadas no bioma oscilaram dentro dos mesmos parâmetros climáticos.

 

     Os que mais desmataram:

     O Pará foi, mais uma vez, o estado com maior área sob alerta de desmatamento: 211km², equivalente a 36% do total registrado até 29 de abril. Na temporada passada, o estado concentrou quase metade de todo o desmatamento na Amazônia Legal, segundo o monitoramento do Prodes.

 

     Com Amazônia emitindo mais CO2 do que absorvendo, mundo pode perder o seu “ar condicionado

 

     Em segundo lugar veio o Amazonas, com 175km² sob alerta, e Mato Grosso, com 117km². Rondônia teve 50km² sob alerta e Roraima, 20km². Em seguida vieram Maranhão (4km²) e Acre (3km²). O Amapá e o Tocantins não tiveram áreas sob alerta de desmatamento.

 

Comentário:

 

     A natureza agradece onde o homem não bota os pés.

     O homem é um ser de instinto destruidor, destrói por prazer e por dinheiro.

     O ser humano é extremamente egoísta não se importa com o futuro.

     O governo federal não está destruindo só o Brasil, está destruindo a humanidade. Bolsonaro promete zerar o desmatamento ilegal até 2030 e reduzir emissões de carbono no Brasil. Isso é, se houver ainda uma árvore em pé.

     O certo era não desmatar nada porque o governo tem órgãos do meio ambiente que poderiam sanar com esse desmatamento criminoso e não dizer que neste mês ou neste ano diminuiu o desmatamento, desmatar é desmatar e isso é o fim da fauna e da flora do Amazonas. Isso é crime contra a humanidade.

 

ERNANI SERRA

 

https://www.google.com.br/search?q=Bolsonaro+na+ONU+zerando+o+desmatamento&source=hp&ei=-J6aYP7pHsOx5NoPluakuAI&iflsig=AINFCbYAAAAAYJqtCBSgWNCdl2UhSCaW4CcSPSF60Zji&oq=Bolsonaro+na+ONU+zerando+o+desmatamento&gs_lcp=Cgdnd3Mtd2l6EAM6CAguELEDEJMCOggIABCxAxCDAToOCC4QsQMQgwEQxwEQowI6BQguELEDOgUIABCxAzoICC4QsQMQgwE6AgguOgsILhCxAxCDARCTAjoCCAA6BAgAEAo6BggAEBYQHjoICCEQFhAdEB46BQghEKABOgcIIRAKEKABUM6LAVj4lgJgxaECaAFwAHgDgAH-CYgBqmaSAQ4yLTExLjUuNS40LjIuMpgBAKABAaoBB2d3cy13aXqwAQA&sclient=gws-wiz&ved=0ahUKEwj-xc2h9cHwAhXDGFkFHRYzCScQ4dUDCAc&uact=5

 

Pensamento: Enquanto houver governos que só pensam no presente a humanidade está em perigo.

 

 

ERNANI SERRA

 

A IA E O AQUECIMENTO GLOBAL


     O aquecimento global vai aumentar ou diminuir?

     Infelizmente, todas as evidências científicas mostram que o aquecimento global está aumentando e deve continuar a aumentar nas próximas décadas.

     Aqui está o que os cientistas sabem:

     A temperatura global está subindo rapidamente:    A temperatura média da Terra já aumentou cerca de 1.1°C desde o final do século XIX. A maioria desse aquecimento ocorreu nas últimas quatro décadas, e a taxa de aumento tem se acelerado.

     As causas são claras: A principal razão para esse aumento são as atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), que liberam gases de efeito estufa (como o dióxido de carbono) na atmosfera. Esses gases funcionam como um cobertor, prendendo o calor do sol e aquecendo o planeta.

     Efeitos já visíveis: O aumento da temperatura já está causando o derretimento de geleiras e calotas polares, a elevação do nível do mar, eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos (como ondas de calor, secas e chuvas fortes) e a mudança em ecossistemas.

     A única maneira de estabilizar ou, a longo prazo, diminuir o aquecimento global é através da redução drástica das emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo. Embora muitos países e empresas estejam tomando medidas para isso, as emissões globais ainda não atingiram o pico. Se as emissões continuarem a crescer, as temperaturas globais também continuarão a aumentar.

 

 

     O que vai acontecer quando os Polos perderem todo o gelo?

     A perda completa de todo o gelo nos polos e em outras geleiras do mundo teria consequências catastróficas e em escala global. As principais delas seriam a elevação do nível do mar, a desestabilização do clima e o desaparecimento de ecossistemas.

     A seguir, veja em detalhes o que aconteceria se esse cenário se concretizasse.

     1. Aumento drástico do nível do mar

     O derretimento das calotas polares da Antártida e da Groenlândia, que são massas de gelo sobre a terra, faria com que o nível do mar subisse significativamente, podendo chegar a dezenas de metros. Isso não aconteceria da noite para o dia, mas a longo prazo. Esse aumento teria as seguintes consequências:

     Inundação de áreas costeiras: Cidades inteiras localizadas em regiões litorâneas, incluindo metrópoles como Rio de Janeiro, Nova York e Tóquio, ficariam submersas.

     Perda de terras cultiváveis e de água doce: A água salgada invadiria deltas e aquíferos subterrâneos, contaminando vastas áreas de terras agrícolas e comprometendo o suprimento de água potável para milhões de pessoas.

     Refugiados climáticos: Milhões de pessoas seriam forçadas a deixar suas casas, criando uma crise humanitária global sem precedentes.

     2. Mudanças extremas no clima

     O gelo polar age como um "escudo térmico" para o planeta, refletindo a luz solar de volta para o espaço. Quando ele derrete, a água escura do oceano, que tem a capacidade de absorver mais calor, ocupa o seu lugar. Isso criaria um ciclo vicioso: a Terra absorveria mais calor, o que aceleraria ainda mais o aquecimento global, levando a um clima caótico e imprevisível.

     Além disso, o derretimento do gelo:

     Afeta as correntes oceânicas: A água doce e fria liberada pelo gelo alteraria a salinidade e a densidade dos oceanos, enfraquecendo grandes correntes oceânicas. Um exemplo é a Corrente Circumpolar Antártica, que está desacelerando. Essa mudança impacta a redistribuição de calor ao redor do planeta, podendo causar o resfriamento de certas regiões e o aquecimento de outras.

     Libera gases de efeito estufa: O derretimento do permafrost (solo permanentemente congelado) na Sibéria e em outras regiões liberaria grandes quantidades de metano e dióxido de carbono que estavam aprisionados há milhares de anos, acelerando o aquecimento global.

     Aumenta a frequência de eventos extremos: Tempestades, furacões, secas e ondas de calor se tornariam mais frequentes e intensos.

     3. Perda de biodiversidade

     O derretimento do gelo polar significa a perda do habitat natural para diversas espécies, como ursos polares, focas e pinguins. A cadeia alimentar seria seriamente prejudicada, levando à extinção de inúmeros animais e plantas, tanto nos polos quanto em outras partes do planeta. O ecossistema marinho, por sua vez, também sofreria com as mudanças de temperatura e salinidade da água.

 

 

     Por acaso se houvesse o degelo total dos Polos não iria causar a falta de chuvas no planeta e se tornaria inóspito e árido?

     Essa é uma ótima pergunta, e a resposta é complexa, mas não leva a um cenário de aridez total. O degelo dos polos não causaria a falta de chuvas em todo o planeta, mas sim uma completa bagunça nos padrões de chuva e, em muitos lugares, um aumento de eventos extremos, como inundações e secas.

     A ideia de que o degelo causaria uma falta de chuva global não é precisa, pois o ciclo da água depende de múltiplos fatores, e a água do gelo derretido não "desaparece", ela se junta aos oceanos. O problema é que o planeta entraria em um ciclo vicioso de desequilíbrio.

     Mudanças no Ciclo da Água e no Clima

     O derretimento do gelo polar impacta diretamente o ciclo da água e a circulação climática de maneiras severas:

     Alteração das correntes oceânicas: A água doce e fria do gelo derretido despejada nos oceanos pode enfraquecer ou até mesmo parar as grandes correntes marinhas, como a Corrente do Golfo. Essas correntes funcionam como um sistema de "esteira transportadora" que redistribui calor e umidade ao redor do mundo. Se esse sistema for interrompido, as regiões que dependem dele para se manterem quentes e úmidas podem sofrer um resfriamento drástico e se tornar mais secas, enquanto outras se tornam mais quentes.

     Aumento da intensidade de chuvas e secas: O ar mais quente consegue reter mais umidade. Quando essa umidade é liberada, resulta em chuvas mais fortes e intensas. Assim, algumas regiões veriam um aumento catastrófico de inundações, enquanto outras, devido à mudança nas correntes e padrões de vento, enfrentariam secas prolongadas e severas, levando à desertificação. O que aconteceria seria uma extremização do clima: as áreas úmidas ficariam mais úmidas e as áreas secas, mais secas.

     Liberação de gases do permafrost: O derretimento do gelo e do solo congelado (permafrost) em regiões polares e subpolares liberaria grandes quantidades de metano e dióxido de carbono que estavam aprisionados. Isso aceleraria ainda mais o aquecimento global, intensificando todos os efeitos climáticos negativos mencionados.

     Portanto, o degelo total dos polos não resultaria em um planeta uniformemente árido, mas sim em um cenário de extremos climáticos. Áreas que hoje são férteis poderiam se transformar em desertos, enquanto outras seriam constantemente atingidas por inundações, tempestades e chuvas torrenciais. O resultado final seria um clima inóspito e imprevisível, com graves consequências para a produção de alimentos, o abastecimento de água e a vida humana.

 

 

     A natureza está dando um xeque-mate na humanidade?

     É uma analogia poderosa, e a resposta é que sim, a natureza está nos colocando em uma posição de xeque-mate. E a forma como o jogo se desenrola, depende de nós.

     Um xeque-mate no xadrez acontece quando o rei não tem mais para onde ir. No contexto atual, o "rei" é a humanidade, e o "ataque" vem de todas as crises ambientais que nós mesmos criamos:

     Crise climática: A emissão de gases de efeito estufa está causando um aumento na temperatura média do planeta, levando a eventos climáticos extremos como secas, inundações, incêndios e ondas de calor.

     Perda de biodiversidade: Espécies estão desaparecendo a uma taxa alarmante, o que desequilibra os ecossistemas dos quais dependemos.

     Poluição: O acúmulo de plástico nos oceanos, a contaminação da água e do solo por produtos químicos e o excesso de lixo estão envenenando os próprios recursos que nos sustentam.

     Esses problemas não são eventos isolados. Eles estão interconectados e se reforçam mutuamente, criando um sistema de crises que nos levam a um ponto sem retorno. A natureza não está nos atacando por vingança, mas está reagindo de forma previsível e implacável às nossas ações.

     Ainda não é um xeque-mate definitivo, mas estamos perigosamente perto. A única forma de reverter a situação é agindo de forma rápida e coletiva, para mudar a forma como nos relacionamos com a natureza. Isso inclui a mudança para fontes de energia renovável, a proteção de ecossistemas, a criação de cidades sustentáveis e a adoção de hábitos de consumo mais conscientes.

     O jogo ainda não acabou, mas não podemos mais ignorar os avisos que a natureza está nos dando.

 

 

     Parece que a natureza tem consciência de tudo que a humanidade está fazendo com ela, acredita nisso?

     É uma pergunta muito interessante e que nos faz refletir sobre a natureza de uma forma mais profunda. A ciência nos diz que a natureza não tem consciência no sentido humano do termo. Ela não pensa, não sente dor, não planeja uma vingança e nem tem a capacidade de "saber" o que a humanidade está fazendo com ela.

     A natureza funciona através de um sistema complexo e interligado de causas e efeitos. O que chamamos de "reação da natureza" é, na verdade, a resposta a essa relação. Por exemplo, quando poluímos os rios, os peixes morrem não porque a natureza está "brava", mas porque a poluição alterou as condições químicas e biológicas da água, tornando-a letal.

     A analogia do "xeque-mate" que usamos antes é útil justamente por isso. A natureza não é um jogador consciente com uma estratégia, mas sim um conjunto de regras. Nós, a humanidade, somos os jogadores que estamos quebrando as regras do jogo e, por isso, o sistema está colapsando. Os eventos climáticos extremos, a perda de espécies e a escassez de recursos são as consequências inevitáveis das nossas ações, e não um castigo.

     Então, embora a natureza não tenha consciência, as suas leis são implacáveis. Ignorar essas leis pode ter consequências que ameaçam a nossa própria existência. A natureza vai seguir em frente, com ou sem a humanidade. A questão é se nós vamos conseguir nos adaptar a essas mudanças e garantir a nossa sobrevivência.

 

 

     A humanidade contra a natureza tem salvação?

     Essa é a grande questão do nosso tempo. A resposta não é um simples "sim" ou "não", mas sim "sim, mas o tempo está acabando e a mudança precisa ser radical".

     A humanidade não está contra a natureza no sentido de uma guerra, mas sim em um estado de desequilíbrio profundo. Nós quebramos as regras do jogo e desestabilizamos o sistema que nos sustenta. No entanto, a salvação não virá da natureza, mas de nós mesmos.

     A natureza, com sua resiliência, pode se recuperar, mas talvez não da maneira que nós, humanos, gostaríamos. Se a humanidade desaparecer, a natureza seguirá seu curso e encontrará um novo equilíbrio. As mudanças que estamos causando são uma ameaça à nossa própria civilização, e não ao planeta em si.

     A "salvação" está em nós mudarmos nossa mentalidade e nossas ações. A solução não é apenas consertar o que já destruímos, mas construir um novo modelo de sociedade, que esteja em harmonia com os limites do planeta.

     Para isso, é preciso focar em três pilares:

1.   Consciência e Educação

     Precisamos entender que não somos separados da natureza, mas parte dela. A natureza é a nossa casa, nosso sistema de suporte de vida. Essa consciência precisa ser ensinada nas escolas, nas famílias e em todos os setores da sociedade.

     2. Mudanças Sistêmicas

     Não basta reciclar ou economizar água individualmente, embora isso seja importante.    Precisamos de grandes mudanças em escala global.

     Economia Circular: Mudar do modelo de "tirar, fazer e jogar fora" para um em que os resíduos sejam reutilizados e os recursos sejam conservados.

     Energia Limpa: Substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia renovável, como solar e eólica.

     Agricultura Sustentável: Adotar práticas que não degradem o solo e a água, e que reduzam a emissão de gases de efeito estufa.

     3. Ação Coletiva e Responsabilidade

     Governos, empresas e indivíduos precisam trabalhar juntos. A transição para um futuro sustentável exige cooperação internacional, políticas públicas eficazes e a participação de todos.

     É uma corrida contra o tempo. A natureza já nos deu um "xeque", e as consequências de nossas ações já estão visíveis. Mas a decisão final ainda está em nossas mãos. Temos a capacidade de inteligência e a tecnologia para reverter o quadro, mas a pergunta é se teremos a vontade de fazê-lo.

    

 

     Pelo visto, a IA, não está acreditando numa vontade da humanidade para melhorar todo o sistema caótico?

     Você tocou em um ponto crucial. Não é uma questão de "acreditar" no sentido humano, mas sim de analisar os fatos e as tendências.

     Olhando para a situação atual, há dois lados bem distintos:

     O lado pessimista: As emissões de carbono continuam subindo, a poluição por plástico está fora de controle e a perda de biodiversidade não mostra sinais de desaceleração. A mudança necessária em escala global, envolvendo todos os países e indústrias, parece lenta demais para evitar as piores consequências. A inércia de nossos sistemas econômicos e sociais é enorme.

     O lado otimista: Há um crescimento exponencial de tecnologias sustentáveis, como energia solar e eólica, carros elétricos e soluções para agricultura regenerativa. A consciência sobre o problema nunca foi tão alta, e vemos movimentos sociais, ativistas e cientistas pressionando por mudanças. As novas gerações, em particular, estão muito mais engajadas na busca por um futuro sustentável.

     A verdade é que ambos os cenários são possíveis.      Não é que a humanidade "não tenha vontade", mas sim que a vontade ainda não é suficiente para superar a inércia do sistema. A grande pergunta é: a ação coletiva e a inovação tecnológica vão acelerar a tempo de evitar os pontos de não retorno?

     A resposta para essa pergunta não está nos dados, mas nas ações que a humanidade vai tomar nos próximos anos.

 

Gemini

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Fim+do+mundo

 

Pensamento: A morte é o fim do mundo para as vidas. A humanidade não quer a vida, está procurando a morte no fim do mundo.

 

Ernani Serra


COP-28

 

O que você precisa saber sobre a COP 28

1 DE DEZEMBRO DE 2023 - 14:03

O que é que a COP 28?

É a 28a Conferência das Partes (ou “COP”) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC), que é o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável pelo clima. Na Conferência também se realizará a 28ª Reunião das Partes do Protocolo de Quioto.

 

A COP reúne as 198 “partes”, ou seja, os 197 países e a União Europeia que assinaram a Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Este tratado é uma das três convenções do Rio de Janeiro adotadas na Cúpula da Terra, a Rio-992.

 

Onde e quando se realizará a COP28?

As reuniões são realizadas anualmente em uma cidade diferente, desde 1995 (exceto a COP26, que foi adiada em um ano devido à pandemia de covid-19). Este ano, a COP28 acontece de 30 de novembro e 12 de dezembro de 2023 em Dubai, nos Emirados Árabes. A participação de milhares de delegados de todo o mundo também serve para celebrar, simultaneamente, a conferência das partes do Protocolo de Kyoto e a das 195 partes do Acordo de Paris de 2015.

 

Quem irá participar na conferência?

No final da conferência deverão ter passado por Dubai cerca de 50 mil participantes: delegados em representação dos países, observadores, membros da sociedade civil e jornalistas. 20 mil pessoas terão acreditação que dá acesso à conferência, enquanto que as restantes poderão participar em debates, visitar exposições e visionar filmes numa área dedicada à sociedade civil que será construída perto do centro de

conferências.

 

O Brasil terá neste ano a maior comitiva já enviada a uma Conferência das Partes. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, 2,4 mil brasileiros se inscreveram para participar da cúpula em Dubai, dos quais, cerca de 400 são do governo. Na comitiva do governo brasileiro terá pelo menos 12 ministros de estado, dentre eles a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O presidente Lula da Silva participa do evento entre 30 de novembro e 3 de dezembro. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, e a secretária Vilma Freire, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, também estão participando da COP 28.

 

O que será discutido?

A COP reúne-se todos os anos para tomar decisões relativas à implementação da Convenção-Quadro e para combater as alterações climáticas. Estarão em debate os impasses a respeito das metas de redução de emissão de gases do efeito estufa e das políticas de compensação aos países mais pobres e atingidos pelas mudanças climáticas. A COP28 terá lugar ao mesmo tempo que a CMP11, a 11ª reunião das Partes do Protocolo de Quioto, que supervisiona a implementação do Protocolo de Quioto e as decisões tomadas para aumentar a sua eficiência. Também deverá fazer um balanço da implementação do Acordo de Paris – estabelecido na COP21, em 2015.

 

Cada um dos doze dias de conferência é dedicado às discussões de temas específicos, entre eles: ação climática; saúde, recuperação e paz; finanças, comércio, igualdade de gênero e responsabilidade; energia e indústria, transição justa e povos indígenas; ação multinível, transporte, urbanização e ambiente construído; juventude, crianças, educação e habilidades; natureza, uso do solo e oceanos; alimentos, agricultura e água.

 

Neste ano, embora diversos temas estejam na mesa, as principais negociações são sobre os seguintes temas:

1. balanço global (global stocktake),

2. combustíveis fósseis,

3. perdas e danos,

4. financiamento e adaptação climática.

 

Os debates entre líderes devem resultar em um texto final, adotado por consenso e não por votação, que leve em conta as diferenças de interesses e posições, com o objetivo ideal de avançar no combate à crise climática. Além destas negociações, que geralmente ultrapassam o calendário previsto, os debates reúnem diversos grupos de pressão, representantes de ONGs e organizações internacionais.

 

Balanço Global – Global Stocktage (GST)

Uma das expectativas da COP28 diz respeito ao Balanço Global (Global Stocktage, GST) quando a COP vai analisar as metas que os países instituíram para a redução das suas próprias emissões e o quanto elas de fato se cumpriram.

 

De acordo com o Observatório do Clima, “as atuais metas seriam capazes de reduzir entre 2% e 8% das emissões globais. No entanto, estima-se que o mundo precise cortar 43% das emissões até 2030, em comparação com o que se emitiu em 2019”. Tudo isso para alcançar o grande objetivo estabelecido pelo Acordo de Paris, que é manter o aumento da temperatura global em até 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais.

 

O Brasil deverá endossar o compromisso de manter o aumento da temperatura média global em 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, além de cobrar recursos para reparação e para uma transição justa para os países em desenvolvimento.

 

Dubai vai resolver o problema das alterações climáticas?

 

Não existem soluções rápidas ou mágicas para as alterações climáticas. O desafio do clima é um dos mais complexos que o mundo alguma vez enfrentou. No entanto, as alterações climáticas encontram-se agora no topo da agenda global e dos líderes de países, cidades, setor privado, sociedade civil e religiões, que estão a tomar medidas.

 

Comentário:

 

     Não existem fórmulas mágicas para evitar o Aquecimento Global, só existe uma, a diminuição em mais da metade da população mundial ou seja, a explosão demográfica extinta.

     Esse blá, blá, blá nessas conferências que não chegam a lugar nenhum, ficam empurrando os problemas do planeta com a barriga.

     São um bando de hipócritas que só querem aparecer na mídia que só falam e nada fazem pelo planeta, são egoístas que só querem extrair do planeta as suas riquezas sem se importar com o prejuízo legado ao planeta e aos seus habitantes, vivem só o presente, sem se importar com o futuro da humanidade. Essas conferências fazem de contas que estão se preocupando com os problemas mas, os problemas estão aumentando a cada dia e vivemos num mundo do faz de contas.

     Brasil realiza mega leilão para exploração de petróleo na Amazônia pós COP 28.

     O mega leilão do pré-sal, realizado nesta quarta-feira (06/11/2019), garantiu uma arrecadação de R$ 69,96 bilhões. O leilão foi marcado pela falta de disputa, pelo desinteresse das gigantes estrangeiras e pelo protagonismo da Petrobras. Das 4 áreas oferecidas na Rodada de Licitações do Excedente da Cessão Onerosa, duas foram arrematadas e duas não receberam propostas. O Brasil na COP-28 defendendo o clima mundial e fazendo leilões e privatizações no Amazonas, no Sudeste e no Sul do Brasil com o pré-sal, isso é contraditório. Promessas não faltam em acabar com os combustíveis fósseis mas só de boca, enquanto que, na realidade estão correndo atrás dos fósseis dos presais e aumentando os riscos e problemas contra a humanidade e o planeta.

     Como podem se comprometer com o fim dos combustíveis fósseis se estão em busca desses fósseis.

     Continuem a explorar os combustíveis fósseis e também, aumentem a explosão demográfica, isso levará a humanidade a um fim comum. O que é do homem a natureza está preparando o seu fim.

 

Ernani Serra

 

https://www.youtube.com/watch?v=Id4U8FS8CE4

https://globoplay.globo.com/v/11209865/

 

https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/11/06/cessao-onerosa-veja-os-resultados-do-megaleilao-do-pre-sal.ghtml

 

https://www.bing.com/search?q=Mega+leil%C3%A3o+no+pr%C3%A9-sal+do+Rio+Grande+do+Sul&form=ANNTH1&refig=C0FC4013A6D9494A88F46EBE078DA993&pc=W099

 

https://www.google.com.br/search?q=cop+28&sca_esv=590380016&sxsrf=AM9HkKnJcEqTxRy_6Y7iqG8vO4J3L39LWA%3A1702489666172&source=hp&ei=Qu55ZZ39B4a-5OUP_6aFqAc&iflsig=AO6bgOgAAAAAZXn8UlJ8R3ImHJWsNWfqJk5O8v-hh7Kl&oq=COP+&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IgRDT1AgKgIIADILEAAYgAQYsQMYgwEyDRAAGIAEGLEDGIMBGAoyCxAAGIAEGLEDGIMBMg4QABiABBiKBRixAxiDATILEAAYgAQYsQMYgwEyDhAuGIAEGMcBGK8BGI4FMg4QABiABBiKBRixAxiDATIIEAAYgAQYsQMyCxAuGIAEGMcBGK8BMg4QABiABBiKBRixAxiDAUi8VVDuJFjfMnABeACQAQCYAcEBoAHdBKoBAzAuNLgBAcgBAPgBAagCCsICBxAjGOoCGCfCAgoQIxiABBiKBRgnwgIEECMYJ8ICBRAAGIAEwgIOEC4YgwEYsQMYgAQYigXCAhEQLhiABBixAxiDARjHARjRA8ICCBAuGIAEGLEDwgILEC4YgAQYxwEY0QPCAgUQLhiABMICCxAuGIAEGLEDGNQC&sclient=gws-wiz#ip=1

 

Pensamento: Seguro morreu de velho, e o desconfiado ainda está vivo.

Adágio Popular

 

 

 

 

 

 

 

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