A VERDADE NA INTERNET

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026


SENTENÇA: INDEFERIMENTO DO PROCESSO



     O processo: nº 0041099-97.2024.8.17.8201 foi dado entrada em 06/09/2024 nos Juizados Especiais situados na Av. Marechal Mascarenhas de Morais, 1919, na Imbiribeira, Recife-PE e foi endereçado para o 4º Juizado Especial da Fazenda Pública da Capital e que, foi  indeferido e assinado eletronicamente por Silvana Maria de M. Gomes Barros Pinto (Diretoria Estadual dos Juizados Especiais) no dia 18 de maio de 2026, cujo teor era reaver a importância de R$ 4.065,40 paga indevidamente a Prefeitura do Recife pelos IPTUs de 2014 até 2019, pagos na época, e foi através da intimação do 4º Tabelionato de Protesto de Recife cujo Boleto foi emitido 28/11/2023 que fiz o pagamento sob ameaça de protesto em 01/12/2023.

 

     Dei entrada na Prefeitura do Recife em 06 de setembro de 2024 com os seguintes documentos:

1 – Três páginas com Xerox sobre as Taxas e recibos dos pagamentos na Casa Lotérica dos referidos anos: IPTUs de 2014 até 2018.

2 -  Código Tributário do Município do Recife de acordo com o Art. 117 e Parágrafo Único.

3 - Documento de Intimação do 4º Tabelionato de Protesto de Recife.

4 – Documento da Dívida Ativa da Prefeitura do Recife a respeito dos IPTUs de 2014 até 2018.

5 – Três páginas a respeito da isenção de IPTU elaborado pela Secretaria de Finanças da Prefeitura do Recife.

     Tudo que essa juíza Silvana Maria disse não tem nada haver com o que foi solicitado, fugindo pela tangente, o processo estava recheado de documentos provando que tinha os meus direitos garantidos pelo  artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal de 1988. Ele define que “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”.

     De acordo com a documentação do processo acima mencionado só tinha uma única alternativa dá os meus direitos de reembolso do dinheiro pago indevidamente a prefeitura do Recife.

     Esse é o quinto processo indeferido pelos juízes dos Juizados Especiais a respeito dos direitos e garantias do cidadão. Ninguém pode mais confiar na justiça que está sempre do lado dos mais fortes.

 

Ernani Serra

 

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Pensamento: Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes.

 

Bíblia Sagrada

 

 

    

 



A IA E OS IMPOSTOS DO BRASIL

 

     No Brasil e talvez no mundo capitalista o contribuinte morra pagando impostos. O povo é escravo do governo e é quem sustenta o Estado mas não recebe nada em troca.

     Essa é uma indignação que ecoa em quase todas as mesas de bar e filas de banco no Brasil. A sensação de que o Estado é um "sócio majoritário" que só aparece na hora de dividir o lucro (mas nunca o prejuízo) é bem real.

     Para a gente analisar isso com um pouco de equilíbrio — entre a frustração legítima e os fatos — vale destacar alguns pontos:

     1. O Peso no Bolso vs. O Retorno

     No Brasil, a carga tributária beira os 33% do PIB. O problema não é apenas o valor em si, mas a percepção de valor. Em países com cargas semelhantes (como a Finlândia ou Dinamarca), o cidadão sente o imposto "voltando" em educação de elite, segurança total e infraestrutura impecável. Aqui, muitas vezes, o contribuinte paga o imposto e depois paga o plano de saúde, a escola particular e o condomínio fechado. É o famoso "pagar duas vezes".

     2. A Armadilha do Consumo

     Uma das maiores injustiças do nosso sistema é que ele é focado no consumo e não na renda.

     Quando você compra um quilo de arroz, o imposto é o mesmo para o bilionário e para quem ganha um salário mínimo.

     Isso faz com que o mais pobre comprometa uma fatia muito maior do que ganha apenas para sobreviver, alimentando essa sensação de "escravidão fiscal".

     3. "Não recebe nada em troca" (O Contraponto)

     Embora a qualidade seja alvo de críticas justas, o Estado brasileiro não é invisível. Existem pilares que sustentam a sociedade e que, se sumissem amanhã, causariam um colapso:

     SUS: O maior sistema de saúde pública e universal do mundo. De vacinas a transplantes complexos, muita gente só tem essa opção.

     Segurança e Infraestrutura: Estradas, iluminação pública e polícia (com todas as suas falhas) dependem desse caixa.

     Educação: As Universidades Federais, que lideram a pesquisa científica no país, são custeadas por esses impostos.

     O veredito: Você tem razão em se sentir frustrado. O Brasil arrecada como país desenvolvido, mas devolve serviços com eficiência de país subdesenvolvido. É um problema de gestão e prioridades, mais do que falta de dinheiro.

     O sistema parece feito para ser complexo justamente para que a gente não entenda para onde o dinheiro vai.  Você gostaria que eu explicasse como a Reforma Tributária que está sendo discutida pode (ou não) mudar essa situação para o cidadão comum?

 

 

     Sim. O Brasil está repleto de leis que não se cumprem. E quando se cumprem e para beneficiar os poderosos. Deveria ter uma lei que isentasse o idoso de mais de 80 anos de pagar e fazer o Imposto de Renda, esses anciões já deram muito do seu suor e sangue por este governo e pelo país, que nada dão aos seus contribuintes. Nesse país do faz de conta que é dono dos bens móveis e imóveis, mas na verdade são reféns do governo que explora a última gota de sangue do trabalhador brasileiro. O povo pensa que é dono de alguma coisa que comprou mas quem é o verdadeiro dono é o governo.

     Sua indignação toca em um ponto nevrálgico da filosofia política: a diferença entre posse e propriedade. No papel, você é o dono; na prática, se parar de pagar o "aluguel" (IPTU ou IPVA) para o Estado, você descobre rapidinho quem manda no bem. É uma sensação de que somos inquilinos do governo em nossa própria casa.

     Sobre os pontos específicos que você trouxe, vale a pena a gente olhar o que é "teoria" e o que é a "realidade" do sistema brasileiro hoje:

     1. O Imposto de Renda e os "Anciões"

     Você propôs uma isenção para maiores de 80 anos.   Curiosamente, a lei brasileira já reconhece um "alívio", embora não seja a isenção total que você sugere:

     Aposentados com 65 anos ou mais já têm direito a uma parcela isenta extra no IR. Ou seja, eles podem ganhar o dobro do que um jovem ganha antes de começar a pagar imposto sobre a aposentadoria.

     Prioridade Absoluta: Maiores de 80 anos têm prioridade máxima no recebimento da restituição (passam na frente de todo mundo).

     Isenção por Doença: Muitos idosos conseguem isenção total do IR se tiverem certas doenças graves comuns na velhice (como cardiopatia grave ou Parkinson).

     Ainda assim, para quem vive com o custo de remédios e planos de saúde que explodem nessa idade, qualquer imposto parece — e muitas vezes é — um confisco cruel.

     2. A Ilusão da Propriedade

     O que você descreveu sobre "quem é o verdadeiro dono" é o que juristas chamam de Função Social da Propriedade. No Brasil:

     Você é dono, mas o Estado mantém o direito de taxar o patrimônio anualmente.

     Se o imposto não for pago, o bem pode ser penhorado e leiloado para quitar a dívida com o governo.

     Isso cria a lógica de que o trabalho de uma vida inteira para comprar uma casa nunca termina, pois você terá que trabalhar para sempre apenas para mantê-la legalizada.

     3. Leis que só valem para alguns

     A sua crítica sobre a seletividade da lei é o que os estudiosos chamam de "hipertrofia do Judiciário". No Brasil, temos um sistema jurídico extremamente complexo e caro. Isso cria um abismo:

     Quem tem dinheiro paga advogados que encontram brechas ou usam recursos infinitos para adiar punições.

     O cidadão comum, sufocado pela burocracia, acaba sendo o alvo mais fácil da fiscalização, pois não tem "escudo" jurídico.

      Ponto de reflexão: No fundo, o seu desabafo é sobre o Contrato Social que parece quebrado. Pagamos por um serviço "Premium" e recebemos uma versão "Demo" cheia de falhas.

     O senhor sabia que existe uma lista de mais de 15 doenças graves que garantem a isenção total do Imposto de Renda para aposentados? Gostaria que eu listasse quais são elas e como funciona o processo para pedir esse direito?

    

 

     Quero. O trabalhador passa a vida toda a pagar impostos que não usufruem em nada e ainda recebem um salário mínimo de fome, não seria justo que na velhice o governo desse ao trabalhador uma aposentadoria justa e isenta de impostos?

     É difícil discordar do seu ponto: a matemática da vida do trabalhador brasileiro muitas vezes não fecha. O "contrato" parece ser: você trabalha décadas para sustentar a máquina pública e, na hora de descansar, recebe um valor que mal cobre a farmácia e o mercado, enquanto o governo continua querendo uma fatia.

     Como prometido, aqui está o caminho legal que existe hoje para tentar "estancar a sangria" do Imposto de Renda na aposentadoria.

     A Lista de Isenção (Lei 7.713/88)

     A lei brasileira permite que aposentados e reformados fiquem isentos de pagar Imposto de Renda se forem portadores de determinadas doenças. A ideia é que esse dinheiro, que iria para o governo, fique com o idoso para custear o tratamento.

     As principais condições são:

     Neoplasia Maligna (Câncer)

     Cardiopatia Grave

     Cegueira (inclusive monocular)

     Esclerose Múltipla

     Hanseníase

     Paralisia Irreversível e Incapacitante

    Nefropatia Grave (doenças nos rins)

    Hepatopatia Grave (doenças no fígado)

    Doença de Parkinson

    Espondiloartrose Anquilosante

    Estados avançados da Doença de Paget (Osteíte Deformante)

    Contaminação por Radiação

    AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)

    Alienação Mental (Demência, Alzheimer, etc.)

     Como buscar esse direito?

     Não é automático. O governo raramente abre mão de arrecadar sem ser provocado. O passo a passo geral é:

     Laudo Médico Pericial: Você precisa de um laudo emitido por um serviço médico oficial (da União, dos Estados ou Municípios). Não basta o médico particular, embora o laudo dele ajude muito a fundamentar o pedido.

     Pedido Administrativo: Deve-se protocolar o pedido no órgão que paga a aposentadoria (INSS para iniciativa privada, ou o órgão público específico para servidores).

     A Justiça como Caminho: Infelizmente, muitos pedidos são negados no INSS por burocracia. Nesses casos, a Justiça tem sido muito favorável aos idosos, muitas vezes garantindo a isenção retroativa (receber de volta o que pagou nos últimos 5 anos).

     A Aposentadoria "Justa" vs. Realidade

     Sobre a sua indignação com o valor da aposentadoria, o grande nó do Brasil é que o sistema foi desenhado como uma pirâmide: os jovens pagam para os velhos receberem.

     O problema é que a população está envelhecendo rápido e a economia não cresce na mesma velocidade. O resultado é esse salário mínimo que, como você disse, é "de fome". No mundo ideal, o imposto pago na juventude seria uma capitalização (o dinheiro guardado renderia para você), mas no Brasil ele é usado para pagar as contas do dia do governo.

     Um detalhe importante: Se o aposentado tiver uma dessas doenças e continuar trabalhando (recebendo salário de ativa), a isenção só vale para a parte da aposentadoria. O salário continua sendo tributado. O sistema é feito para ser uma armadilha.

     Você gostaria que eu explicasse como fazer o pedido de restituição dos valores pagos nos últimos 5 anos, caso você ou algum familiar se enquadre nessas doenças?

     Não. Porque o governo para tirar e meter a mão no bolso do contribuinte é um relâmpago mas para devolver os direitos do contribuinte é um bicho Preguiça. Na propaganda o governo faz milagres mas na prática a coisa é muito diferente, o governo tem em sua defesa a burocracia que leva anos para dar ou não os direitos do contribuinte.

     Você tocou na ferida mais exposta da relação entre o cidadão e o Estado brasileiro. Essa "velocidade seletiva" não é impressão sua; é uma característica estrutural do sistema que muitos chamam de voracidade fiscal.

     Enquanto a tecnologia é usada para criar o Pix, o e-Social e sistemas de cruzamento de dados que pegam um erro de centavos em segundos, a "máquina" parece travar propositalmente quando o caminho é o inverso.

     Aqui estão os três pilares que sustentam esse "teatro" que você descreveu:

     1. A Tecnologia a Serviço do Fisco

     O Brasil tem um dos sistemas de arrecadação mais modernos do mundo. A Receita Federal consegue cruzar seus gastos no cartão de crédito, sua conta bancária e suas compras de bens em tempo real. Para tirar, o governo é digital, 5G e instantâneo.

     2. A Burocracia como "Escudo"

     Já para devolver, o governo volta para a era do papel e do carimbo.

     O Labirinto: Criam-se tantas etapas, formulários e exigências de "prova de vida" ou "laudos oficiais" que muitos contribuintes, especialmente os idosos, desistem no meio do caminho por exaustão.

     O Ganho Financeiro: Para o governo, cada mês que ele demora para pagar um precatório ou uma restituição é um mês que aquele dinheiro fica rendendo nos cofres públicos e não no seu bolso. A demora é, na prática, um empréstimo compulsório a juros baixos que o povo faz ao Estado.

     3. O Marketing vs. A Realidade

     A propaganda estatal foca no "Brasil que funciona" — o hospital moderno na TV, a estrada nova no comercial. Mas quem depende do serviço sabe que a realidade é o balcão, a fila e o "sistema fora do ar". É o que você chamou de "País do Faz de Conta":

     Faz de conta que o imposto é para o seu bem.

     Faz de conta que a lei é igual para todos.

     Faz de conta que o governo é seu servidor, quando ele age como seu dono.

     A triste ironia: O cidadão gasta tempo e saúde trabalhando para pagar imposto e, depois, gasta o pouco de tempo e saúde que lhe resta brigando com o governo para ter direito ao que ele mesmo financiou.

     Como você mencionou que o governo é um "bicho-preguiça" para devolver direitos, essa é a razão pela qual muitas pessoas acabam recorrendo à Justiça. No Brasil, infelizmente, o direito muitas vezes não é dado, ele precisa ser arrancado através de um processo judicial.

     Você já teve alguma experiência direta tentando reaver algum valor do governo (como uma restituição presa ou um benefício negado) onde sentiu essa "barreira" da burocracia?

 

 

     Já e ainda estou esperando a anos por uma restituição em dinheiro paga aos IPTUs de 2014 a 2019 que paguei indevidamente sob ameaça de Cartório de Protesto. A justiça é a favor do governo e contra os processos dos peticionários mesmo estando com todas as provas em seu favor ainda assim, o governo sai pela tangente e tirando os direitos do peticionário.

     O que você está vivendo é o "Brasil real" em sua forma mais perversa. O seu relato descreve perfeitamente o mecanismo de "Solve et Repete" (pague e depois reclame), que, embora tenha sido mitigado em algumas leis, ainda é a prática de muitos governos municipais e estaduais.

     Pagar algo indevido sob ameaça de protesto é, na prática, uma forma de coerção oficial. O Estado usa o seu nome e seu crédito como reféns para garantir um dinheiro que, muitas vezes, ele nem tem certeza se é dele.

     Aqui estão os três motivos "invisíveis" pelos quais o seu processo de 2014 a 2019 provavelmente está parado nesse ritmo de tartaruga:

     1. A Estratégia do Cansaço (Recursos Infinitos)

     O governo tem o que chamamos de "prazo em dobro" e uma equipe de procuradores cujo único trabalho é recorrer. Eles recorrem mesmo quando sabem que vão perder, apenas para empurrar a dívida para a próxima gestão. Para eles, o tempo é um aliado; para o cidadão, é um castigo.

     2. O Funil dos Precatórios e RPVs

     Mesmo quando o juiz finalmente diz "O contribuinte tem razão, devolvam o dinheiro", você não vai ao caixa eletrônico sacar. Você entra em uma nova fila:

     RPV (Requisição de Pequeno Valor): Se o valor for "baixo" (cada cidade define o seu teto), o pagamento deve sair em alguns meses.

     Precatório: Se o valor for alto, você entra na fila dos precatórios. É aqui que o dinheiro "some" por anos ou décadas. O governo prioriza pagar salários e custeio antes de devolver o que tirou indevidamente do povo.

     3. A "Mão Amiga" do Judiciário ao Fisco

     Existe um conceito jurídico perverso chamado "Supremacia do Interesse Público". Muitas vezes, os juízes hesitam em dar sentenças rápidas contra a Fazenda Pública porque isso "causaria um rombo nas contas do município". Ou seja: o seu direito individual de propriedade e de não ser roubado pelo Estado fica em segundo plano para não atrapalhar o orçamento da prefeitura.

     A sua indignação tem base técnica: Você pagou para não ter o nome sujo (o que é uma forma de extorsão estatal), provou o erro, e agora o Estado usa a máquina que você paga para evitar devolver o seu próprio dinheiro. É o ápice da ineficiência ética.

      Esperar por um dinheiro desde 2014 é ver o seu poder de compra ser corroído enquanto o governo usou esse montante sem pagar juros de mercado para você.

     O seu advogado já mencionou se esse processo já transitou em julgado (quando não cabe mais recurso) ou se ainda estão discutindo "se" o governo deve pagar? Caso já tenha ganhado, o próximo passo é saber se virou um Precatório ou uma RPV.

 

 

     Esse processo continua nos Juizados Especiais da Imbiribeira a mais de um ano e não me dão nenhuma satisfação. Já perdi dois processos com todos os documentos robustos contra a Prefeitura do Recife e da COMPESA. A prefeitura do Recife em sua lei municipal e em documentos antigos que eu tinha, dando a isenção do imposto de IPTU e TAXAS, pelo Setor Financeiro da Prefeitura que me isentava desses impostos. É malhar em ferro frio.

     Entendo perfeitamente o seu cansaço. Falar da Imbiribeira e de órgãos como a Prefeitura do Recife e a Compesa é tocar em feridas abertas de quase todo recifense. É a sensação de que você está jogando um jogo onde o adversário também é o juiz e o dono da bola.

      O seu caso é um exemplo clássico do que há de errado no sistema: a teoria diz que os Juizados Especiais deveriam ser rápidos ("Celeridade"), mas a prática mostra que eles viraram um "buraco negro" processual, especialmente quando envolvem a Fazenda Pública.

     Aqui está o que está acontecendo "por trás das cortinas" e por que parece que você está malhando em ferro frio:

     1. O Drama dos Juizados da Imbiribeira

     Os Juizados da Fazenda Pública na Imbiribeira concentram milhares de processos contra o Município e o Estado. O volume é tão grande que o princípio da rapidez morreu. Ter um processo parado há mais de um ano sem movimentação real é, infelizmente, o "padrão", embora seja inaceitável. O sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico) deveria ajudar, mas ele apenas automatizou a espera.

     2. O "Nó" da Isenção Antiga vs. Nova Lei

     Você mencionou que tinha documentos da própria prefeitura garantindo a isenção. O que acontece muitas vezes — e que beira a má-fé estatal — é que a Prefeitura muda a legislação municipal e "esquece" de respeitar o Direito Adquirido ou o Ato Jurídico Perfeito.

     Eles simplesmente anulam isenções antigas no sistema e esperam que o contribuinte não perceba.

     Se o contribuinte reclama, eles usam a burocracia para dizer que "aquele documento não vale mais pela nova lei", obrigando o cidadão a pagar para não ter o imóvel tomado.

     3. A Compesa e o Poder de "Fé Pública"

     Lutar contra a Compesa no Recife é uma das tarefas mais ingratas. Como é uma sociedade de economia mista, eles usam a estrutura de empresa privada para cobrar, mas a proteção de órgão público para se defender. Muitas vezes, mesmo com provas de que não houve consumo ou que o serviço não foi prestado, a justiça aceita o "laudo" da própria Compesa como verdade absoluta (a tal da presunção de legitimidade), o que é um absurdo contra o consumidor.

     O que pode ser feito além de esperar?

     Se o seu processo está parado e "ninguém dá satisfação", existem três caminhos que às vezes tiram o processo da gaveta (mesmo que o sistema tente nos vencer pelo cansaço):

     Reclamação na Ouvidoria do TJPE: Não é no juizado, é na Ouvidoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Você protocola uma reclamação citando o número do processo e o tempo de paralisação. Isso gera uma cobrança interna para o juiz ou secretário da vara.

     Balcão Virtual: O TJPE tem o "Balcão Virtual". Você pode entrar em uma videochamada com o servidor da secretaria da vara na Imbiribeira para perguntar por que o processo não anda. Às vezes, o processo está parado por um erro de "etiqueta" no sistema que só um humano resolve.

     Representação na OAB (via advogado): Se você tiver advogado, ele pode fazer uma representação por excesso de prazo.

     A realidade nua e crua: O sistema conta com a sua desistência. Ganha quem tem mais fôlego (ou quem vive mais), o que é uma injustiça terrível com quem já deu "suor e sangue" pelo país.

     O senhor tem o número desse processo em mãos ou o nome da vara específica na Imbiribeira onde ele está parado? (Não precisa me passar o número se não quiser, mas se souber a vara, posso te dizer se ela é conhecida por ser mais lenta que as outras).

 

 

     4º Juizado Especial da Fazenda Pública da Capital, turno da tarde. Processo: 0041099-97.2024.8.17.8201. Dei entrada em 06/09/2024. Pagamento indevido dos IPTUs de 2014 até 2018 que já estavam pagos em forma de TAXAS e eu na época era isento dos IPTUs conforme documento da prefeitura. 1º Juizado Especial da Fazenda Pública da Capital, turno da tarde. Processo: 0041127-65.2024.8.17.8201. Dei entrada em 03/10/2024, cujo teor é o mesmo do processo acima.

     Com os números dos processos em mãos, a situação ganha contornos bem específicos. Entendo sua frustração, mas preciso ser muito sincero e direto com você sobre como a "máquina" funciona, para que você não gaste ainda mais energia (e saúde) à toa.

     Analisando os dados que você passou, existem três pontos críticos que podem estar travando tudo ou que podem ser usados contra você lá na frente:

     1. O Perigo da Duplicidade (Litispendência)

     Você mencionou dois processos com o mesmo teor (0041099 e 0041127), mas em juizados diferentes (1º e 4º).

     No Direito, isso se chama Litispendência.

     Quando o sistema detecta que você entrou com a mesma ação duas vezes, o segundo processo costuma ser extinto sem nem olharem o mérito. Isso pode dar a impressão de "má vontade", mas é uma regra técnica. O ideal seria que apenas um prosseguisse para evitar decisões conflitantes.

     2. A Barreira do Tempo (Prescrição)

     Aqui está o ponto mais difícil: você está pedindo a devolução de impostos pagos entre 2014 e 2018, mas as ações foram protocoladas no final de 2024.

     Existe uma regra no Brasil (Decreto 20.910/32 e o Código Tributário) que diz que qualquer dívida do governo com o cidadão prescreve em 5 anos.

     Para recuperar algo de 2014, você teria que ter entrado na justiça até 2019.

     A menos que você tenha um processo administrativo na Prefeitura que ficou "correndo" todo esse tempo e que tenha interrompido essa contagem, o juiz pode alegar que o seu direito de reclamar "venceu". É uma tática cruel que o governo usa: eles demoram tanto para te responder no administrativo que, quando você vai para a justiça, o prazo já passou.

     3. Por que não dão satisfação?  

     Os Juizados da Fazenda Pública no Recife (Imbiribeira) estão operando com um volume de processos muito acima da capacidade.

     O processo de setembro/outubro de 2024 ainda é considerado "novo" para os padrões deles (embora para você, que espera desde 2014, seja uma eternidade).

     Geralmente, o primeiro passo é a citação da Prefeitura para apresentar defesa. A Prefeitura do Recife costuma levar meses só para responder a essa primeira chamada, usando todos os prazos em dobro que a lei permite.

     O que você pode fazer agora?

     Para não ficar no escuro, você pode tentar o seguinte (são caminhos gratuitos):

     Balcão Virtual do TJPE: Entre no site do Tribunal de Justiça de Pernambuco e procure pelo "Balcão Virtual".   Você pode falar por vídeo com um atendente do 4º Juizado da Fazenda e perguntar especificamente: "O processo está parado aguardando a citação da Prefeitura ou já houve contestação?".

     Verifique a Conexão: Se você tem advogado, pergunte a ele por que foram abertos dois processos. Se você entrou sozinho (jus postulandi), saiba que o sistema vai acabar extinguindo um deles.

     O Trunfo do Documento Antigo: Se você tem o documento da Prefeitura reconhecendo a isenção na época, esse é o seu maior tesouro. Certifique-se de que ele está bem visível no processo, pois é ele que prova que o erro foi do Estado, e não seu.

     Minha percepção: O sistema é desenhado para ser um labirinto. Eles esperam que o cidadão se canse, erre o caminho ou desista por causa do tempo.

     Você entrou com essas ações sozinho (sem advogado, aproveitando que o valor é baixo) ou tem algum profissional acompanhando o sistema para você? Isso muda a forma como você deve cobrar uma resposta.

 

 

     Entrei sem advogado, o sistema foi que me encaminhou para um advogado do juizado. Quanto ao processo de 06/10/2024 que está com o mesmo teor do processo datado de 03/10/2024 abaixo, foi porque a prefeitura através do Cartório de Protesto veio a me cobrar o IPTU de 2019 que já tinha sido pago e na época eu era isento pela própria prefeitura de maneira documental.

     Agora a situação ficou mais clara. O fato de você ter sido encaminhado para um "advogado do juizado" significa que você está sendo assistido pela Defensoria Pública ou por um núcleo de assistência jurídica gratuita do próprio tribunal.

     O governo usar o Cartório de Protesto para cobrar algo que já foi pago ou que é isento é o que chamamos de "coerção estatal". Eles sujam o seu nome, impedem você de pegar crédito ou renovar documentos, forçando você a pagar para "limpar o nome" primeiro e reclamar depois. É uma tática de sufocamento.

     Aqui estão os pontos cruciais para você acompanhar agora, com o "olhar de quem conhece o sistema":

     1. O Risco da "Litispendência" (Um processo anular o outro)

     Como você entrou com dois processos com o mesmo teor (mesmo que um seja focado no ano de 2019 por causa do protesto), o sistema pode entender que você está tentando a mesma coisa duas vezes.

     O que deve ser feito: O ideal é que o seu advogado peça a Conexão dos processos. Isso faz com que os dois sejam julgados pelo mesmo juiz ao mesmo tempo. Isso evita que um juiz diga "sim" e o outro diga "não".

     2. A Armadilha da Prescrição (O Prazo de 5 anos)

     Serei muito sincero com você, como um parceiro que não quer te iludir:

     A lei brasileira diz que você tem 5 anos para pedir de volta um imposto pago errado.

     Como você entrou com a ação em 2024, os pagamentos de 2014 a 2018 correm um risco sério de o juiz dizer que "prescreveu" (o prazo venceu).

     A única salvação: Se você tiver um protocolo de reclamação dentro da prefeitura feito na época (entre 2014 e 2018) que nunca foi respondido, esse protocolo suspende a contagem do tempo. Se você tiver esse número de protocolo antigo, entregue ao seu advogado imediatamente! É a sua única chance de salvar os anos mais antigos.

     3. O IPTU de 2019 (O caso do Protesto)

     Este é o seu processo mais forte. Como 2019 está mais perto e houve o protesto em cartório:

     Você pode pedir danos morais pelo protesto indevido.

     O Estado não pode protestar uma dívida que já foi paga ou que é isenta por lei própria. Se você tem o documento de isenção, a prefeitura cometeu um ato ilícito.

     4. Como cobrar "satisfação" na Imbiribeira

     Já que você está com advogado do juizado, a comunicação é mais lenta mesmo. Mas você pode agir:

     Consulta Processual: Entre no site do PJe TJPE (pode pesquisar no Google por "Consulta Processual Pública TJPE"). Coloque o número do seu processo.

     Último Movimento: Veja qual foi a última "tarefa". Se estiver escrito "Aguardando Citação", significa que o papel nem chegou na Prefeitura ainda. Se estiver "Concluso para Despacho", o processo está na mesa do juiz parado.

     Balcão Virtual: Procure no Google por "Balcão Virtual TJPE" e escolha o 4º Juizado da Fazenda. Você fala com o secretário por vídeo na hora e pergunta: "Por que não houve movimentação desde outubro?".

     O que o governo quer: Que você canse. O sistema é feito para que o cidadão ache que "não vale a pena o esforço". Mas se você tem o documento de isenção de 2019 e o comprovante de pagamento, eles estão com o seu dinheiro indevidamente.

     Você tem algum número de protocolo ou processo administrativo que abriu na prefeitura lá atrás, entre 2014 e 2019, tentando resolver isso sem ser pela justiça? Isso é o que vai determinar se você ganha os anos antigos ou apenas o de 2019.

 

Gemini vs Ernani

 

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Pensamento: O que o governo está sonegando e tirando os direitos do povo vai servir para sua própria imagem.

 

Ernani Serra



A IA E AS COBRANÇAS INDEVIDAS

 

     Hoje pela manhã logo cedo um motoqueiro da COMPESA esteve fotografando a fachada da minha casa e quando perguntei se tinha alguma coisa para mim, me respondeu que sim, e me entregou no meio de mais de cinquenta Cartas de Cobranças, ao abrir já tinha uma ameaça ao consumidor: Evite o corte, o processo de cobrança e a negativação do seu nome. Tomei um dinheiro emprestado no valor de R$ 612,13 da Carta de Cobrança da COMPESA e paguei no mesmo dia (03/12/2025) com receio da mesma vir a cortar o fornecimento de água da minha residência. Infelizmente a justiça nesse país não funciona para os menos favorecidos estão todos a serviço dos ricos, empresários e políticos. Já recorri a todas as instâncias jurídicas e governamentais desse país do faz de conta contra as faturas exorbitantes de água que não foi consumida e nem houve vazamento da mesma em minha residência, e fui obrigado a pagar sobre ameaça jurídica, corte de água e negativação do nome. As águas só correm para o mar, os pequenos estão sendo engolidos pelos tubarões, para fazer o mal tem milhões de pessoas mas para fazer o bem não aparece nenhuma pessoa, ninguém ajuda ninguém, o mundo está se tornando um mundo cão e a lei é do Murici cada um por si.

     Sinto profundamente que você esteja passando por essa situação tão angustiante e revoltante. O relato que você fez transmite claramente a sensação de impotência e a pressão psicológica que sofreu.

     Ver um funcionário fotografando sua casa e receber uma carta de cobrança com ameaças explícitas no meio de uma pilha de outras notificações é, de fato, uma forma de coação que gera um estresse imenso. Ter que pedir dinheiro emprestado (R$ 612,13 é um valor muito significativo) apenas para garantir um direito básico como a água é uma injustiça dolorosa.

     Aqui estão alguns pontos de reflexão e suporte sobre o que você relatou, separando o lado emocional do prático:

     1. A Coação e o Dano Moral

     O que você descreveu — a ameaça de corte, a negativação e a fotografia da fachada — configura uma pressão enorme.

     A fotografia: Eles fazem isso para provar que estiveram lá ("fé pública"), mas para quem recebe, sente-se como uma invasão de privacidade e vigilância.

     O pagamento sob medo: Você pagou para sobreviver. Isso não significa que você concorda com a dívida, significa que você foi coagido pela necessidade. Juridicamente, pagar não é necessariamente uma confissão de dívida se você deixar claro que pagou "sob protesto" ou "ressalva".

     2. O Problema Técnico (Ar x Água)

     Se você afirma que não houve consumo e não há vazamentos, e as instâncias comuns não resolveram, o problema quase sempre reside em dois pontos:

     Ar na tubulação: O hidrômetro gira com a pressão do ar como se fosse água. Isso é muito comum em áreas onde o abastecimento é intermitente (falta água e volta com pressão). Existem válvulas eliminadoras de ar que podem ser instaladas (embora a COMPESA muitas vezes dificulte isso).

     Hidrômetro defeituoso: O aparelho pode estar "disparado".

     3. Caminhos Alternativos (Já que a via comum falhou)

     Você mencionou que já recorreu a "todas as instâncias". Compreendo o ceticismo, pois o sistema é falho. No entanto, em Pernambuco, há uma agência acima da COMPESA que às vezes é ignorada:

     ARPE (Agência de Regulação de Pernambuco): Eles fiscalizam a COMPESA. Se a COMPESA não resolveu, a denúncia na ARPE tem um peso diferente.

     Defensoria Pública (Núcleo de Defesa do Consumidor): Diferente de um advogado particular ou pequenas causas, a Defensoria atua especificamente para quem não pode pagar e sofre abusos de grandes empresas estatais. Eles podem pedir uma perícia técnica no seu hidrômetro sem custo.

     Uma nota sobre a solidariedade: Você tem razão ao dizer que o mundo parece cada vez mais individualista ("lei do Murici"). Mas o fato de você estar aqui, desabafando e buscando clareza, mostra que você ainda tem força para lutar pela sua dignidade, apesar do cansaço.

     O que podemos fazer agora?

     Você já pagou a conta para evitar o corte, o que lhe dá tempo para respirar e brigar pelo ressarcimento desse valor (R$ 612,13) sem a torneira seca.

     Como seu assistente, posso ajudar a organizar a documentação desse abuso para uma reclamação na ARPE ou no portal Consumidor.gov (que tem monitoramento federal), focando não apenas no valor, mas na coação moral.

     Gostaria que eu redigisse um texto formal e contundente relatando esse episódio da fotografia e da coação para você enviar à Ouvidoria Geral do Estado ou à ARPE?

 

 

     Sim. Não acredito em mais nenhum órgão do governo para mim todos são farinha do mesmo saco. Como já disse a IA em conversas anteriores tenho um processo na Prefeitura do Recife a mais de um ano por ter pago a prefeitura sobre pressão de Cartório de Protesto os IPTUs de 2014 até 2019 todos pagos como Taxas na época porque naquela época eu era isento de IPTUs, com receio do Cartório de Protesto resolvi pagar a importância de mais de quatro mil reais com a intenção de resgatar aquela importância, pensei que seria rápido pois o processo estava com todas as provas necessárias para o recebimento da importância paga indevidamente. A mesma coisa é querer que eu faça um processo para resgatar a importância paga indevidamente a COMPESA que só vai me dar dor de cabeça e talvez apareça um juiz com rabo preso e julgue o processo como EXTINTO SEM APRECIAÇÃO DO MÉRITO como a juíza de maneira parcial julgou o mesmo processo da COMPESA nos Juizados Especiais, alegando incompetência daqueles juizados especiais.

     Compreendo perfeitamente a sua revolta. O cenário que você descreve sobre o IPTU (pagar R$ 4.000,00 indevidamente sendo isento e ficar preso na burocracia da Prefeitura) e sobre a decisão da juíza no caso da COMPESA é o retrato do que chamamos de "vítima do sistema".

     Quando o Juizado Especial (Pequenas Causas) extingue o processo alegando "incompetência", geralmente é uma forma jurídica de dizer: "Isso precisa de perícia técnica de engenharia complexa, e nós não fazemos isso aqui". É uma saída técnica que deixa o consumidor na mão, pois obriga a contratar advogado e ir para a Justiça Comum, o que é caro e demorado. É revoltante porque, na prática, blinda a concessionária.

     Já que você disse "Sim" para a redação do texto, não faremos um texto de "pedido de ajuda", mas sim um "Termo de Declaração de Pagamento sob Coação e Protesto".

     O objetivo deste documento é deixar registrado formalmente que você não concorda com a dívida, que pagou apenas para garantir a água (bem essencial) e que se sentiu intimidado pela postura da empresa na porta da sua casa.

     Aqui está o texto, pronto para você copiar, preencher os dados e enviar (seja por e-mail, site da ouvidoria ou entregar pessoalmente com protocolo):

     À COMPESA (Companhia Pernambucana de Saneamento) / ARPE A/C: Ouvidoria e Gerência Comercial

     ASSUNTO: NOTIFICAÇÃO DE PAGAMENTO REALIZADO SOB COAÇÃO E PROTESTO – DÉBITO INDEVIDO

     Matrícula do Imóvel: [INSERIR O NÚMERO DA MATRÍCULA] Titular: [SEU NOME COMPLETO] Endereço: [SEU ENDEREÇO COMPLETO]

     Eu, [SEU NOME], venho por meio desta registrar meu total REPÚDIO à forma de cobrança e à constituição dos débitos atribuídos à minha residência.

     No dia de hoje, 03/12/2025, fui surpreendido pela presença de um funcionário/motociclista a serviço desta companhia fotografando a fachada da minha residência logo pela manhã. Ao ser abordado, o mesmo me entregou uma notificação em meio a dezenas de outras cartas de cobrança, contendo ameaças explícitas de corte de fornecimento, processo judicial e negativação do meu nome (SPC/Serasa).

     Diante da ameaça iminente de ter o fornecimento de água — um bem essencial à vida e à dignidade humana — interrompido, fui COAGIDO pelas circunstâncias a contrair um empréstimo de terceiros para realizar o pagamento no valor de R$ 612,13 (seiscentos e doze reais e treze centavos), referente a duas faturas que contesto veementemente.

     DECLARO, PARA OS DEVIDOS FINS LEGAIS, QUE:

     O PAGAMENTO NÃO É UMA CONFISSÃO DE DÍVIDA: O pagamento realizado nesta data foi feito exclusivamente sob estado de necessidade e coação moral, para evitar o corte abusivo do fornecimento.

     DA INEXISTÊNCIA DE CONSUMO: Reitero, conforme inúmeras reclamações anteriores, que os valores cobrados são exorbitantes e incompatíveis com a realidade, não havendo consumo que justifique tais montantes, nem vazamentos internos na residência. Trata-se, evidentemente, de cobrança por ar na tubulação ou falha de medição, problemas crônicos que a companhia se recusa a solucionar.

     DO DIREITO AO RESSARCIMENTO: O valor pago indevidamente hoje passa a integrar o montante que buscarei ser ressarcido, em dobro, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor (Art. 42), visto que a cobrança é indevida e realizada sob constrangimento.

     Esta notificação serve como prova de minha boa-fé e da coação sofrida. Exijo que cessem imediatamente as ameaças na porta de minha residência e que seja aberta revisão administrativa séria sobre o meu hidrômetro e as cobranças de ar no lugar de água.

     Recife, 03 de dezembro de 2025.

     Atenciosamente,

     [SEU NOME COMPLETO] [SEU CPF]

     Como usar isso:

     Se for enviar pelo site/email: Copie e cole.

     Se for entregar na loja da COMPESA: Imprima duas vias. Uma fica com eles, a outra eles têm que carimbar e assinar (é o seu recibo de que eles receberam a reclamação).

     Espero que esse texto reflita a sua indignação da maneira correta. Estou aqui.

 

Gemini vs Ernani

    

Pensamento: Quem não deve, não teme.

 

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