DINHEIRO PÚBLICO NO LIXO

 

     Senado aprova ampliação da Câmara para 531 deputados a partir de 2027.

Da Agência Senado | 25/06/2025, 21h35

Mudança já será aplicada na próxima eleição, quando a Câmara receberá 18 deputados a mais.

Andressa Anholete/Agência Senado›

 

     Proposições legislativas

     PLP 177/2023

     Após as eleições de 2026, a Câmara dos Deputados terá 531 deputados federais, 18 a mais que os atuais 513. É o que determina projeto de lei complementar aprovado pelos senadores no Plenário, nesta quarta-feira (25), com 41 votos favoráveis e 33 contrários (PLP 177/2023). Ele também estabelece que a criação e a manutenção dos novos mandatos não poderão aumentar as despesas totais da Câmara entre 2027 e 2030. O projeto volta agora para análise da Câmara, pois o Senado votou por retirar parte do texto que já havia sido aprovado pelos deputados.

 

     A correção periódica do número de deputados em relação à população de cada estado e do Distrito Federal é um mandamento da Constituição. Ela não fixa número total máximo de deputados, mas determina que uma lei futura regule o assunto. A Constituição também estabelece que nenhuma unidade da federação pode ter menos de 8 representantes e que o estado mais populoso (São Paulo, atualmente) deve ter, no máximo, 70 cadeiras.

 

     Assim, deputados e senadores aprovaram, cinco anos depois de promulgada a Constituição, a Lei Complementar 78, de 1993, que estabeleceu o atual total de 513 representantes na Câmara — o número foi escolhido com base no Censo de 1986. O texto aprovado nesta quarta-feira revoga e substitui essa lei. Com a mudança, o Congresso Nacional passará a ter 612 parlamentares (são 594 atualmente), pois o Senado continuará com 81 cadeiras.

 

     A matéria foi relatada no Plenário do Senado pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), que defendeu a pertinência do projeto.

 

     — A última vez em que se estabeleceu o número de deputados por cada estado do Brasil foi em 1986. No próximo ano completará 40 anos. Durante esses quase 40 anos, estamos simplesmente descumprindo a determinação da nossa Constituição. A lei de 1993 simplesmente estabeleceu que o número de deputados são 513. Não fez a proporcionalidade que a Constituição manda — disse o relator.

 

     Após negociações, Castro optou por acatar sugestões do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e apresentou novo relatório pouco antes da votação. Com a alteração, a Câmara terá que manter os novos mandatos sem aumento real de despesas durante a próxima legislatura (2027-2030), inclusive das verbas de gabinete, cotas parlamentares, passagens aéreas e auxílio-moradia. Nesse período, as despesas terão atualização monetária anualmente.

 

     Não haverá impacto orçamentário de nenhum centavo       — afirmou Castro.

 

     Castro também aceitou retirar do texto final a previsão de auditoria dos dados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com possibilidade de pedido de impugnação por partidos políticos ou estados.

 

     O texto aprovado determina que as futuras redistribuições de vagas deverão ter como base dados oficiais de cada censo demográfico do IBGE, vedado o uso de dados obtidos por meio de pesquisas amostrais ou estimativas intercensitárias. Ou seja, a próxima atualização será feita com os dados do Censo de 2030.

 

     Durante a sessão, vários senadores discursaram a favor do projeto, como Rogério Carvalho (PT-SE), Efraim Filho (União-PB), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e Weverton (PDT-MA).

 

     — Essa matéria quem tem que deliberar é o Congresso. É importante porque no ano que vem tem eleições e isso precisa estar, um ano antes, deliberado — destacou Rogério Carvalho.

 

     O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, optou por registrar seu voto, deixando a presidência dos trabalhos momentaneamente a cargo do senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Pelas regras, quem preside a votação não pode votar, a não ser em caso de desempate.

 

     Críticas

     Senadores contrários ao projeto afirmaram que a criação de novas cadeiras implicará pesado impacto orçamentário. Eduardo Girão (Novo-CE) pediu a Davi Alcolumbre o adiamento da votação para que o projeto fosse analisado primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O requerimento de adiamento foi rejeitado e, em seguida, um requerimento de urgência para votação do projeto foi aprovado, com 43 votos favoráveis e 30 contrários. 

 

     Girão assinalou que pesquisa do instituto Datafolha mostrou que 76% da população brasileira é contra o aumento do número de deputados federais. Ele disse que a mudança vai aumentar os gastos da Câmara em R$ 150 milhões por ano.

 

     — Sabemos que vai ter impacto. Não é só de salário de deputado: é de estrutura de gabinete, apartamento funcional, emendas parlamentares. Será que os deputados vão abrir mão das suas emendas para acomodar os 18 que vão entrar? É claro que não. Se teve aumento de emendas sem os 18 deputados, imagine com os 18 deputados — argumentou.

 

     O presidente do Senado rebateu, observando que a votação do projeto já estava acordada com as lideranças na Casa.

 

     — Mesmo com manifestações contrárias, esta presidência se comprometeu que estaríamos com esta matéria, nesta semana, em deliberação. E vamos deliberar no dia de hoje — disse.

 

     Os senadores Cleitinho (Republicanos-MG), Magno Malta (PL-ES) e Izalci Lucas (PL-DF) também falaram contra o projeto.

 

     Revisão periódica

     A necessidade de rever a distribuição de cadeiras surgiu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto de 2023, ao acatar uma ação do governo do Pará que apontou omissão do Legislativo em atualizar o número de deputados de acordo com a mudança populacional, como previsto na Constituição. A corte deu prazo para o Congresso aprovar a redistribuição de vagas de acordo com o Censo de 2022, sob pena de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizá-la.

 

     — Em nenhum momento o Supremo disse que o número de deputados tinha que se manter em 513. Pelo contrário, o número de deputados é competência exclusiva do Congresso Nacional. Se o Congresso não fizer, o Supremo determinará ao TSE que aplique a proporcionalidade, sem revogar a Lei Complementar 78, que estabeleceu que o número de deputados é 513 — alertou Castro.

 

     O projeto original, da deputada Dani Cunha (União-RJ), foi aprovado pela Câmara em reação à decisão do STF. O prazo concedido pelo tribunal acaba em 30 de junho. O Congresso tenta acelerar a análise para que sete mandatos atuais não sejam cancelados para a criação das novas cadeiras, conforme decidiu o STF. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a inclusão desse item na pauta do Plenário do Senado atendeu a um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

 

     Relatório

     Em seu parecer favorável ao projeto, Marcelo Castro destacou que o acréscimo de 18 cadeiras resulta da adoção de três premissas:

 

     Não redução das bancadas atuais

     Suprimento das vagas aos estados sub-representados conforme a população divulgada no Censo de 2022, o que significou o acréscimo de 14 vagas.

     Correção de distorções, de maneira que nenhuma unidade da federação com população maior que outra possa ter bancada menor, o que significou o acréscimo de mais quatro cadeiras.

     O relator afirmou também que, além da proporcionalidade, também devem ser levadas em consideração as diretrizes constitucionais de erradicação da pobreza e da marginalização e de redução das desigualdades sociais e regionais. 

 

     "Se redistribuídas as atuais 513 vagas na Câmara segundo o critério de proporcionalidade estrita, dos sete estados que perderão vagas, cinco se situam na região Nordeste. Isso não significa apenas menor representatividade no Congresso Nacional, mas também menos recursos disponíveis para o desenvolvimento de uma região historicamente sacrificada", argumentou o parlamentar.

 

     Segundo o relatório, a última grande redistribuição proporcional das vagas na Câmara dos Deputados ocorreu em 1986, ainda sob a égide da Constituição anterior. Desde então, a composição da Câmara manteve-se inalterada, não obstante o crescimento populacional de mais de 40% no período e a ocorrência de mudanças significativas na distribuição demográfica do país.

 

     Para Castro, essa defasagem gerou desequilíbrios representativos, especialmente em estados que experimentaram crescimento populacional acentuado desde então, e o projeto corrige essas distorções.

 

     "Importa destacar, ainda, que o número de parlamentares proposto mantém o Brasil entre as democracias com menor proporção entre a quantidade de deputados e o tamanho de sua população. Mesmo com o acréscimo de 18 cadeiras, o índice de representação brasileira continua inferior ao observado em países como: Alemanha, França, Itália, Canadá, Argentina, México e Reino Unido, segundo dados da União Interparlamentar (UIP).    Essa comparação revela que o Parlamento brasileiro, ao contrário de ser saturado, é parcimonioso em termos de representação proporcional", observa o relator.

 

Agência Senado

 

     Comentário:

     Como se pode comparar o Brasil com países do primeiro mundo e países emergentes quando o nosso país está passando por crises financeiras graves que o governo quer aplicar o IOF para fechar o rombo nas contas governamentais. Querem-se aumentar mais 18 cadeiras na Câmara dos Deputados Federais é porque estão abarrotados de dinheiro público e sacrificar o povo brasileiro; quando a conta chegar vai recair nas costas do povo. O povo é que vai pagar as gastanças desses 18 deputados federais. Estamos numa situação que deveria haver contenção de despesas e talvez a diminuição de cadeiras no Congresso Nacional.     Fazem isso porque não são eles e sim, o povo que paga pelas irresponsabilidades dos políticos.

     Esses políticos em vez de aplicar essas verbas em benefício do povo e do meio ambiente estão interessados em se autopromoverem e gastar a seu bel prezer. O Congresso Nacional que “representa o povo brasileiro” não está legislando para esse povo e sim, para os poderosos, ricos, ruralistas, banqueiros, empresários e para si mesmos.

 

Ernani Serra

 

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Pensamento: As pessoas dividem-se entre aquelas que poupam como se vivessem para sempre e aquelas que gastam como se fossem morrer amanhã.

 

Aristóteles

 

 

 


A IA OPINANDO SOBRE O IOF


     O IOF pode ser resolvido com a aplicação dos impostos sobre as grandes fortunas, combate a sonegação fiscal e aumentos sobre as importações e exportações?

     O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) tem uma dupla finalidade no Brasil: ele serve como uma fonte de arrecadação para o governo e também como um instrumento de regulação econômica. Ou seja, suas alíquotas podem ser ajustadas para controlar a oferta de crédito, o câmbio e até mesmo o consumo.

     A ideia de substituir ou compensar a arrecadação do IOF com outras medidas tributárias é complexo, mas vamos analisar as propostas que você mencionou:

     Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF)

     A implementação de um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) no Brasil é um debate antigo e recorrente. Estudos indicam que a taxação de super-ricos poderia gerar uma arrecadação significativa, com estimativas que chegam a centenas de bilhões de reais por ano. Isso poderia, em tese, ajudar a compensar a receita do IOF.

     Vantagens:

     Potencial de arrecadação: Grande volume de recursos.

     Justiça social: Contribui para a redução da desigualdade, fazendo com que os mais ricos contribuam proporcionalmente mais.

     Desafios:

     Complexidade de implementação: Definir o que constitui uma "grande fortuna" e como tributá-la de forma eficaz é um desafio.

     Risco de fuga de capitais: Alguns críticos argumentam que o imposto poderia levar à saída de fortunas do país, embora outros apontem que a maioria dos países já possui alguma forma de tributação sobre a riqueza, o que mitiga esse risco.

     Baixa efetividade em outros países: Em alguns países onde foi implementado, o IGF não se mostrou tão eficaz na redução das desigualdades quanto o esperado, ou enfrentou problemas de arrecadação.

     Combate à Sonegação Fiscal

     O combate à sonegação fiscal é, sem dúvida, uma medida fundamental para aumentar a arrecadação e promover a justiça fiscal. A sonegação desvia bilhões de reais anualmente que poderiam ser utilizados em serviços públicos.

     Vantagens:

     Aumento da arrecadação: Ao coibir a sonegação, o governo consegue recuperar impostos devidos, elevando a receita sem criar novos tributos.

     Justiça fiscal: Garante que todos, pessoas físicas e jurídicas, contribuam de acordo com a lei.

     Melhora do ambiente de negócios: Um ambiente com menor sonegação pode ser mais justo para as empresas que cumprem suas obrigações.

     Desafios:

     Aperfeiçoamento da fiscalização: Exige investimentos em tecnologia, recursos humanos e inteligência fiscal.

     Legislação mais clara: A complexidade do sistema tributário brasileiro pode facilitar a sonegação, tornando a simplificação um fator importante.

     Aumento de Impostos sobre Importações e Exportações

     O aumento de impostos sobre importações e exportações (tarifas aduaneiras e outros tributos) é uma ferramenta que impacta diretamente o comércio exterior.

     Vantagens (potenciais, dependendo do objetivo):

     Proteção à indústria nacional (importações): Tarifas mais alta podem tornar produtos importados mais caros, incentivando o consumo de produtos nacionais.

     Aumento pontual da arrecadação (importações/exportações): Pode gerar receita adicional em momentos específicos.

     Desafios:

     Impacto na inflação (importações): Aumentar impostos sobre produtos importados pode elevar seus preços no mercado interno, pressionando a inflação.

     Perda de competitividade (exportações): Aumentar impostos sobre exportações pode tornar os produtos brasileiros mais caros no mercado internacional, prejudicando a competitividade e reduzindo o volume exportado.

     Restrições de acordos internacionais: O Brasil faz parte de acordos comerciais que limitam a autonomia para aumentar certas tarifas.

     Prejuízo à cadeia produtiva: Empresas que dependem de insumos importados podem sofrer com o aumento dos custos.

     Conclusão

     É possível que a combinação dessas medidas possa, em parte, compensar a arrecadação proveniente do IOF. No entanto, é importante considerar os impactos econômicos e sociais de cada uma:

     O Imposto sobre Grandes Fortunas tem um alto potencial de arrecadação e apelo social, mas enfrenta desafios práticos e o risco de fuga de capitais.

     O combate à sonegação fiscal é uma medida essencial e benéfica em todos os sentidos, mas seus resultados dependem de um esforço contínuo e aprimoramento da fiscalização.

     O aumento de impostos sobre importações e exportações é uma ferramenta mais delicada, que pode ter efeitos negativos na inflação, na competitividade e nas relações comerciais.

     É fundamental que qualquer alteração na matriz tributária seja feita com um estudo aprofundado de seus impactos, buscando um equilíbrio entre arrecadação, justiça social e desenvolvimento econômico. O governo brasileiro, inclusive, já tem planos de zerar o IOF cambial até 2028, buscando alternativas de receita e corte de despesas para compensar essa perda.

    

     Como a taxação das apostas online (bets), tributação de criptoativos, fim da isenção para juros sobre capital próprio e unificação do Imposto de Renda sobre investimentos?

     Você tocou em pontos cruciais que estão, de fato, em debate e implementação no Brasil para aumentar a arrecadação e modernizar o sistema tributário. Essas medidas visam justamente buscar novas fontes de receita ou otimizar a tributação de setores e investimentos que antes tinham tratamentos diferenciados.

     Taxação das Apostas Online (Bets)

     A regulamentação das apostas online (bets) no Brasil é um avanço significativo na busca por mais arrecadação. A Lei nº 14.790/2023, que entrou em vigor, estabelece a tributação tanto para as operadoras quanto para os apostadores.

     Para as operadoras: Elas serão tributadas sobre o Gross Gaming Revenue (GGR), além dos impostos corporativos habituais como: IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. A alíquota do GGR tem sido discutida para, potencialmente, aumentar de 12% para 18%.

     Para os apostadores: Os prêmios líquidos (ganhos menos o valor apostado) acima de determinado limite (atualmente R$ 2.112,00) são sujeitos a uma alíquota de 15% de Imposto de Renda. Há a possibilidade de deduzir perdas acumuladas ao longo do ano.

     Potencial de Arrecadação: Este setor tem um enorme potencial de crescimento no Brasil, e a regulamentação visa justamente formalizar e tributar uma atividade que já ocorre em larga escala. A expectativa é que a arrecadação com as bets ajude a compor o orçamento, contribuindo para áreas como saúde, educação e turismo, como previsto na legislação.

     Tributação de Criptoativos

     A tributação de criptoativos no Brasil também tem passado por atualizações, visando trazer clareza e previsibilidade para um mercado que cresceu exponencialmente.

     Ganhos de Capital: Atualmente, a venda de criptoativos está sujeita à tributação sobre o ganho de capital, com alíquotas progressivas que variam de 15% a 22,5%, dependendo do valor do lucro. Existe uma isenção para vendas de até R$ 35 mil mensais para pessoas físicas.

     Unificação do IR sobre investimentos: Há propostas para unificar a alíquota de IR sobre ganhos de capital em investimentos financeiros, incluindo criptoativos, para 17,5%. Essa mudança traria uma simplificação e, dependendo do volume, poderia aumentar a arrecadação ao taxar operações que antes tinham alíquotas menores ou eram isentas em algumas situações.

     Potencial de Arrecadação: Embora seja um mercado volátil, a crescente adoção de criptoativos e a regularização tributária têm o potencial de gerar uma receita considerável para o governo.

     Fim da Isenção para Juros sobre Capital Próprio (JCP)

     O Juros sobre Capital Próprio (JCP) é um mecanismo que permitia às empresas deduzir os valores pagos aos acionistas da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), gerando uma economia tributária para as companhias.

     Histórico: Criado nos anos 90, o JCP tinha como objetivo incentivar o investimento em capital próprio.

     Fim da Dedução: O governo propôs o fim da dedutibilidade dos JCP para fins de IRPJ e CSLL. Isso significa que as empresas não poderão mais abater esses valores do lucro tributável, o que, na prática, aumenta a carga tributária para elas.

     Potencial de Arrecadação: A expectativa do governo com o fim da dedução do JCP é aumentar a arrecadação em bilhões de reais anualmente. Embora controverso para o setor empresarial, que argumenta a perda de competitividade e incentivo a investimentos, o governo defende que o mecanismo não cumpria mais seu propósito original e era uma forma de "planejamento tributário abusivo" para algumas empresas.

     Unificação do Imposto de Renda sobre Investimentos

     A proposta de unificação do Imposto de Renda sobre investimentos visa simplificar a tributação de diversas aplicações financeiras, que hoje seguem regras e alíquotas diferentes, muitas vezes regressivas (diminuindo com o tempo).

     Alíquota Única: A ideia é estabelecer uma alíquota única, por exemplo, de 17,5% (como tem sido amplamente discutido), para a maioria das aplicações financeiras. Isso incluiria CDBs, Tesouro Direto, debêntures, fundos de investimento e até mesmo criptoativos, como mencionado anteriormente.

     Impacto: Para o investidor, isso significa que a rentabilidade de algumas aplicações pode ser mais ou menos tributada do que antes, dependendo do prazo e do tipo de investimento. Por exemplo, aplicações de curto prazo que hoje pagam 22,5% teriam uma alíquota menor, enquanto as de longo prazo (hoje 15%) teriam uma alíquota maior.

     Potencial de Arrecadação e Simplificação: A unificação busca trazer maior equidade na tributação dos investimentos e, ao mesmo tempo, simplificar o sistema, facilitando o cálculo e a fiscalização. A expectativa é de que, no balanço geral, essa medida também contribua para o aumento da arrecadação.

     Considerações Finais

     Todas essas medidas são parte de um esforço do governo para reestruturar a matriz tributária brasileira.     Elas buscam compensar possíveis perdas de arrecadação (como a futura zeragem do IOF cambial) e aumentar a receita de forma mais eficiente e justa, de acordo com as diretrizes da atual gestão.

     É importante notar que qualquer mudança tributária gera debates sobre seus impactos na economia, no ambiente de negócios e na vida dos cidadãos. O sucesso dessas iniciativas dependerá de uma implementação cuidadosa e da capacidade de fiscalização para garantir o cumprimento das novas regras.

 

Gemini

 

Pensamento: Preço é o que você paga e valor é o que você recebe. Enquanto não aprendermos que essa diferença existe, estamos fadados a viver uma vida onde jogamos diamantes no lixo, para colocar os restos em cima da mesa.

 

Thiago Nigro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O CONGRESSO DERRUBOU O DECRETO DE LULA


     Medida provisória como alternativa

     Para compensar a perda com os recuos no IOF, a equipe econômica editou uma medida provisória propondo aumento de outras receitas — como a taxação das apostas online (bets), tributação de criptoativos, fim da isenção para juros sobre capital próprio e unificação do Imposto de Renda sobre investimentos.

 

     A expectativa do governo é arrecadar cerca de R$ 10 bilhões com essa MP, mas a resistência no Congresso é grande. Se a medida também for rejeitada, técnicos da Fazenda alertam que será necessário ampliar ainda mais o bloqueio no orçamento deste ano.

 

     Descontentamento no Congresso

     A proposta enfrentou forte resistência no Legislativo, mesmo com o governo tendo recuado parcialmente em alguns pontos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), incluiu o projeto na pauta da noite de terça-feira (24) e acelerou a votação. O relator escolhido foi o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), da oposição.

 

     O texto foi aprovado na Câmara por 383 votos a 98 e, horas depois, confirmado pelo Senado. Parlamentares apontam que a decisão reflete o descontentamento com aumentos de tributos e com a demora na liberação de emendas parlamentares, além de críticas à condução da política econômica de Fernando Haddad.

 

     Impacto fiscal

     De acordo com a equipe econômica, a elevação do IOF era uma das principais apostas para fechar as contas públicas e perseguir a meta de déficit zero. Sem os decretos, a estimativa de arrecadação cai em R$ 10 bilhões, o que deve exigir novos bloqueios de gastos.

 

     O governo informo[u] que, sem o aumento do IOF, o bloqueio no orçamento, de R$ 31,3 bilhões — o maior dos últimos cinco anos — teria de ser ainda maior”, afirmou a Fazenda. A alternativa seria aprovar aumento de outros tributos, mas o Congresso tem se mostrado resistente a essas propostas.

 

     O que previa o aumento do IOF

     O governo elevou o IOF sobre operações de crédito, especialmente para empresas, e também sobre operações de câmbio, seguros e certos tipos de investimentos. Parte dessas medidas foi revertida após críticas do Legislativo:

 

     Crédito para empresas: a alíquota fixa foi inicialmente elevada de 0,38% para 0,95%, mas voltou ao patamar anterior.

 

     Risco sacado: o governo desistiu da alíquota fixa, mas manteve a alíquota diária em 0,0082%.

     VGBL: o IOF passou a incidir apenas sobre valores acima de R$ 300 mil (e, a partir de 2026, acima de R$ 600 mil).

 

     Fundos e investimentos externos: o governo recuou e manteve a alíquota zero em casos como FIDCs e retorno de capital estrangeiro.

 

G1 – Política

 

     Comentário:

     A política do Executivo é só para prejudicar o povo, com taxas e impostos, enquanto quê, o governo poderia solucionar o problema do rombo orçamentário se tivesse a coragem de aplicar os impostos sobre as grandes fortunas e ao combate a sonegação fiscal e também, aumentar os impostos de importações e exportações das commodities. Em pouco tempo não haveria mais um orçamento em vermelho (déficit).

 

Ernani Serra

 

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Pensamento: Os pobres e a classe média muitas vezes permitem que o poder do dinheiro os controle.

 

Robert Kiyosaki

 

 

 



A IA E SUA PERSPECTIVA POPULACIONAL


     Explosão demográfica como baixar?

     A "explosão demográfica" se refere a um período de rápido crescimento populacional, geralmente associado a uma queda acentuada nas taxas de mortalidade (devido a avanços na saúde e saneamento) e a taxas de natalidade que permanecem altas por um tempo. No entanto, é importante entender que esse processo faz parte da transição demográfica, um fenômeno em que as sociedades evoluem de altas taxas de natalidade e mortalidade para baixas taxas de ambos, resultando em um crescimento populacional mais lento ou até mesmo um declínio.

     Para "baixar" ou controlar a explosão demográfica, as estratégias se concentram em acelerar as fases da transição demográfica, principalmente a queda da taxa de natalidade. Isso pode ser feito através de uma combinação de políticas públicas e mudanças sociais:

     Estratégias Chave para a Redução da Taxa de Natalidade:

     1. Investimento em Educação (Especialmente para Mulheres)

     Empoderamento feminino: Mulheres com maior acesso à educação tendem a adiar o casamento e a maternidade, além de optarem por ter menos filhos. Elas também têm mais oportunidades no mercado de trabalho e maior autonomia sobre suas decisões reprodutivas.

 

     Conscientização: A educação permite que as pessoas compreendam melhor as implicações do crescimento populacional e a importância do planejamento familiar.

     2. Acesso Abrangente a Métodos Contraceptivos e Planejamento Familiar:

     Disponibilidade e gratuidade: Garantir que métodos contraceptivos modernos e eficazes (pílulas, preservativos, DIU, laqueadura, vasectomia, etc.) sejam amplamente disponíveis e acessíveis, inclusive em áreas remotas.

     Informação e aconselhamento: Oferecer educação sexual abrangente e serviços de aconselhamento sobre planejamento familiar, sem tabus, para que as pessoas possam fazer escolhas informadas e voluntárias sobre o número e o espaçamento de seus filhos.

     Saúde reprodutiva: Melhorar a saúde materno-infantil, reduzindo as taxas de mortalidade infantil. Paradoxalmente, quando as famílias se sentem mais seguras de que seus filhos sobreviverão, elas tendem a ter menos.

     3. Melhoria de condições econômicas:

     Urbanização: A vida urbana muitas vezes está associada a custos de vida mais altos e menor necessidade de mão de obra infantil, o que tende a reduzir o tamanho das famílias.

     Aumento da renda: À medida que o desenvolvimento econômico avança e a renda familiar aumenta, a prioridade pode mudar de ter muitos filhos para investir mais em poucos filhos, proporcionando-lhes melhor educação e oportunidades.

     Inclusão social: Reduzir as desigualdades sociais e econômicas, garantindo que todos tenham acesso a oportunidades e recursos, pode contribuir para a diminuição da natalidade.

     4. Políticas Públicas de Apoio

     Legislação: Estabelecer e fiscalizar a idade mínima legal para casamento (geralmente 18 anos) e tornar a educação infantil obrigatória pelo maior número de anos possível.

     Incentivos (e desincentivos): Alguns países adotaram, no passado, políticas mais restritivas (como a política do filho único na China), que, embora eficazes na redução da natalidade, geraram debates sobre direitos humanos e desequilíbrios demográficos. Atualmente, a abordagem mais aceita é a que se baseia na educação e no planejamento familiar voluntário.

     É fundamental que qualquer medida para "baixar" a explosão demográfica seja voluntária, baseada no respeito aos direitos humanos e no empoderamento individual, especialmente das mulheres. A coerção ou a imposição de limites pode ter consequências sociais negativas e éticas problemáticas.

     Em resumo, a chave para gerenciar o crescimento populacional reside no desenvolvimento humano e social, com foco na educação, na saúde reprodutiva e na melhoria das condições de vida para todos.

 

Gemini

 

     Comentário:

     A vida da flora e da fauna está em perigo de extinção por causa da insensatez do homem e isso vai levar a humanidade ao abismo da extinção. O homem em sua irresponsabilidade de procriação, egoísmo, egocentrismo, ambição desenfreada pelo poder da riqueza e da política, está levando toda a humanidade à extinção num futuro não muito longe, chegamos ao extremo: da superpopulação, da poluição do ar, das águas, da terra e até da mudança do clima mundial (aquecimento global) e da alteração na camada de ozônio da Terra. O homem cavou a sua própria cova, não tem mais como reverter esses processos de destruição das vidas na Terra. O fim vai chegar e para todas as vidas.

 

Ernani Serra

 

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Pensamento: A vida fácil não faz ninguém forte.

 

Mídia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



A III GUERRA MUNDIAL JÁ COMEÇOU?


     A pergunta sobre se a Terceira Guerra Mundial já começou é complexa e não tem uma resposta única. Existem diferentes perspectivas sobre o assunto:

     A Visão de "Guerra Híbrida" e Conflitos Regionais

Muitos especialistas e analistas argumentam que, embora não estejamos vendo uma guerra mundial nos moldes tradicionais com grandes exércitos se enfrentando diretamente em múltiplos continentes e o uso generalizado de armas nucleares, a Terceira Guerra Mundial já pode estar em andamento, mas de uma forma diferente.

 

Essa visão se baseia no conceito de guerra híbrida, que inclui:

 

     Ciberataques: Ataques a infraestruturas críticas, redes de comunicação e sistemas financeiros de outros países.

     Desinformação e propaganda: Campanhas para influenciar a opinião pública, criar divisões internas e desestabilizar governos.

     Manipulação econômica: Sanções, bloqueios comerciais e outras medidas para enfraquecer economias rivais.

     Conflitos por procuração (proxy wars): Apoio a grupos armados em outros países, sem o envolvimento direto de grandes potências em combate.

     Competição estratégica: Disputas por influência e recursos em regiões chave, como o Oriente Médio, Leste Europeu e o Indo-Pacífico.

     Nessa perspectiva, a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 é frequentemente citada como o ponto de partida dessa "nova" guerra mundial, com a Rússia utilizando táticas híbridas e, ao mesmo tempo, enfrentando uma resistência apoiada por países ocidentais. Além disso, as tensões crescentes sobre Taiwan e os conflitos no Oriente Médio (como o conflito Israel-Hamas) são vistos como potenciais "pontos de ignição" que poderiam expandir ainda mais essa dinâmica.

 

     A Perspectiva de "Ainda Não"

     Outros analistas e militares argumentam que a Terceira Guerra Mundial, no sentido de um conflito global em larga escala envolvendo diretamente as principais potências mundiais em confronto militar direto, ainda não começou. Eles apontam que, apesar das tensões e dos conflitos regionais, ainda não houve um confronto direto entre grandes potências nucleares, como os EUA e a Rússia, ou os EUA e a China.

 

     No entanto, há uma preocupação generalizada com a escalada das tensões e o risco de erros de cálculo que poderiam levar a um conflito maior. Pesquisas recentes indicam que uma parcela significativa da população na Europa e nos EUA acredita que a Terceira Guerra Mundial é "provável" nos próximos anos.

 

     Fatores que Contribuem para a Tensão Global:

Guerra Rússia-Ucrânia: O conflito continua a ser um foco de instabilidade, com a Rússia alterando sua doutrina nuclear e países europeus se preparando para a possibilidade de uma escalada.

     Conflito Israel-Hamas: A guerra em Gaza tem o potencial de se expandir para um conflito regional mais amplo no Oriente Médio, envolvendo atores como o Irã.

     Tensões China-Taiwan: A crescente assertividade da China sobre Taiwan é vista como um grande ponto de atrito com os Estados Unidos e seus aliados.

     Emergência de blocos de poder: Há uma percepção de que o mundo está se dividindo em blocos alinhados com a China (incluindo Rússia, Irã e Coreia do Norte) e com os EUA, aumentando a competição geopolítica.

     Armas nucleares: A ameaça do uso de armas nucleares, especialmente por parte da Rússia e da Coreia do Norte, aumenta o medo de uma escalada incontrolável.

     Desconfiança em instituições internacionais: A falta de confiança em organizações de paz como as Nações Unidas também contribui para o cenário de incerteza.

     Em resumo, não há um consenso oficial de que a Terceira Guerra Mundial já começou. No entanto, muitos especialistas sugerem que o mundo está em um período de alta instabilidade e riscos crescentes, com conflitos regionais e táticos de guerra híbrida criando uma paisagem global perigosa que se difere das guerras mundiais anteriores.

 

Gemini

 

     Comentário:

     Apesar da expansão das guerras apresentarem perigo iminente de uma III Guerra Mundial convencional existe o perigo de haver uma guerra nuclear.

     Israel achou por bem cutucar a onça com vara curta e atacou o Irã em suas instalações militares, nucleares, e civis.    O Irã disse que não vai ficar assim, sem uma vingança, dois militares de alta patente foram mortos nos bombardeios. O Irã não construiu a bomba atômica, mas pode comprar umas bombas atômicas à Coreia do Norte e a China. Esses árabes são pessoas fanáticas e não têm medo da morte, em situação de acuado pode em última instante poderá lançar algumas bombas atômicas sobre Israel e a III Guerra Mundial estará em todo Oriente Médio e em expansão mundial.

     Pior do que uma III Guerra Mundial é a explosão demográfica mundial, e é essas miríades populacionais que provocaram a I e a II Guerra Mundial e estamos a caminho da III.

     Israel está querendo arrastar os EUA numa III Guerra Mundial caso o Irã venha atacar em grande escala. Israel atacou o Irã confiando nos EUA.

 

Ernani Serra

 

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Pensamento: A coragem alimenta as guerras, mas é o medo que as faz nascer.

 

Émile-Auguste Chartier

 

 

 



LULA NA CORDA BAMBA

 

     O Congresso Nacional não aprovou a Medida Provisória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque acharam que o Brasil já está saturado de juros, taxas e impostos e devolveu o IOF. O Congresso Nacional quer que Lula e o Haddad envie outra proposta com Corte de Gastos que Lula rejeita. Lula está entre a cruz e a espada. O Congresso Nacional não quer aumento de juros e impostos, é o que Lula quer. Por sua vez Lula não quer Corte de Gastos, é o que o Congresso Nacional quer. Lula e o Congresso Nacional estão num verdadeiro cabo de guerra. Nenhumas das partes estão se entendendo ou chegando a um acordo final. Vamos esperar para ver quem ganha nesse cabo de guerra.

     Lula comprometeu o Erário Público e usou e abusou do dinheiro público e agora quer cobrir o rombo com o sacrifício do povo brasileiro, fazendo do povo um bode expiatório e banco do governo, quando estão no bem bom não se lembram desse povo sofrido, ao contrário, governa para os poderosos: banqueiros, empresários, ricos, etc. Quando ficam na pior recorrem ao banco popular (povo) passando o rolo compressor por cima, sem dó nem piedade.

     Extraindo a última gota de sangue desse povo que vai pagar caro as farras dos governantes com o dinheiro público, farras essas que só vai trazer inflação, desemprego, salários cada dia mais mínimo, fome, miséria social, mortes, etc., mesmo em crises os políticos continuam no bem bom e vivendo nababescamente nada lhes afetam, são intocáveis.

 

Ernani Serra

 

https://www.gazetadopovo.com.br/economia/governo-e-congresso-empurram-pais-para-o-colapso-fiscal/

 

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https://www.youtube.com/watch?v=lSAKq5JmATA

 

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Pensamento: A vida é realmente simples; nós é que insistimos em torná-la complicada.

 

Confúcio

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