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BIOMAS BRASILEIROS EM CHAMAS

 

     DO OC – Consegue imaginar a dimensão de 1,8 milhão km²? É a área de vegetação que já foi queimada no Brasil pelo menos uma vez entre 1985 e 2022. O número equivale a 21,8% do território brasileiro e faz parte do levantamento do MapBiomas Fogo lançado nesta quarta-feira (26). Os biomas mais atingidos no período foram a Amazônia (43,6%) e o Cerrado (42,7%). Atrás, seguem a Caatinga (5,7%), Pantanal (4,2%),           ta Atlântica (3,7%) e Pampas (0,3%). Por ano, a área média que padeceu sob o fogo no país foi de 161,2 mil km².

 

     A pesquisa, que usa imagens de satélite e conta com o apoio do PrevFogo, do Ibama, aponta que 79% do total de queimadas no Brasil se concentram entre os meses de julho e outubro, sendo setembro o período mais intenso (34%). As épocas variam de acordo com os biomas, conforme é mostrado abaixo. Os dados também indicam que 63% das áreas queimadas pegaram fogo mais de uma vez. Além disso, é indicado que 68,9% do fogo atingiu a vegetação nativa e 31,1% foi em área antrópica – quando o solo já é ocupado por atividades humanas.

 

     Os estados que mais queimaram ao longo do período analisado foram o Mato Grosso (431,9 mil km²), Pará (275,7 mil km²) e Maranhão (182,7 mil km²). No ranking nacional das cidades, as lideranças são de Corumbá (31,8 mil km²), no Mato Grosso do Sul, São Félix do Xingu (24,1 mil km²), no Pará, e Formosa do Rio Preto (13,3 mil km²), na Bahia. Elas estão localizadas nos biomas Pantanal, Amazônia e Cerrado, respectivamente.

 

Amazônia

 

     A Amazônia é uma floresta quente e úmida, mas essas características não impedem que o fogo posto por pessoas para diferentes atividades, por exemplo, manejo agropecuário e desmatamento, se alastre. 809,5 mil km², o que equivale a 19,2% da floresta, queimou entre 1985 e 2022. 68% dessa área já pegou fogo mais de uma vez no período. 75% das queimadas ocorreram principalmente entre agosto e novembro, quando é o verão amazônico, época em que costuma chover menos na região.

 

     As queimadas ocorreram principalmente em áreas já alteradas por ações humanas (55,7%), enquanto que 44,3% atingiram a vegetação nativa. No bioma, o estado que teve mais ocorrência de fogo foi o Pará, seguido do Mato Grosso e Roraima.

 

     Na segunda-feira (24), pesquisadores enviaram uma nota técnica ao governo federal para que o novo Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) inclua ações contra a degradação da floresta amazônica, o que engloba o fogo. O PPCDAm esteve aberto para consulta pública até quarta-feira (26) e recebeu 540 sugestões para melhoria.

 

     Os especialistas responsáveis pela nota técnica ressaltam que os incêndios podem causar a morte de até 50% das árvores, pois elas não são adaptadas ao fogo. Além disso, emitem mais CO2 e deixam a floresta mais vulnerável a novas queimadas, por causa do acúmulo de galhos e folhas da vegetação morta. Outro ponto é a mudança do microclima da floresta, que fica mais quente e seco, devido ao aumento de áreas abertas.

 

Cerrado

 

     A vegetação do Cerrado é adaptada ao fogo, que contribui para a biodiversidade do bioma. Porém, o aumento da frequência e da intensidade dos incêndios por causa das mudanças climáticas, desmatamento e manejo humano descontrolado do fogo tem gerado muita destruição. 792,1 mil km², 39,9%, do Cerrado já pegou fogo, sendo a maior parte (88%) em vegetação nativa, principalmente nas savanas e áreas campestres. 89,5% do fogo ocorre principalmente entre julho e outubro. Ao menos 64% da área queimada foi afetada por incêndios mais de uma vez. Municípios do Araguaia e MATOPIBA, região composta pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, tiveram mais de 80% da área impactada pelo fogo indiscriminado.

 

Caatinga

 

     A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, já teve 104,9 km² queimados, o que representa 12,2% da vegetação dela. Aproximadamente, 35% da área já foi vítima do fogo mais de uma vez. 76,5% do bioma foi queimado nos meses de setembro, outubro e novembro durante. Na Caatinga, as formações savânicas também são o tipo de cobertura vegetal com maior ocorrência de fogo, 79%. O Piauí, a Bahia e o Ceará concentram cerca de 71% do total que foi queimado em quase quatro décadas.

 

Mata Atlântica

 

     A Mata Atlântica já teve 68,4 km², 6,7% do bioma, queimados. 72% da área afetada pegou fogo mais de uma vez. As queimadas ocorreram principalmente entre agosto e outubro. 68% da área foi incendiada nesta época. 58,4% do fogo ocorreu em área antrópica, principalmente em pastagens. O levantamento também mostra que as formações campestres são o tipo de cobertura natural com mais ocorrência de fogo na Mata Atlântica.

 

Pantanal

 

     Segundo o MapBiomas, o Pantanal foi o bioma que teve a maior área proporcional queimada, 51%, o que equivale a 77,1 mil km². 93,5% do fogo ocorreu em vegetação nativa e 65% da área total queimou mais de uma vez. Os maiores incêndios aconteceram nos anos mais secos e após grandes cheias dos rios, pois os períodos úmidos contribuem para o acúmulo de biomassa, que na estação seca funciona como combustível para o fogo.

 

Pampa

 

     O Pampa é o bioma com a menor proporção de queimadas. Foram 4,7 mil km² do bioma, 2,4%, afetados pelo fogo desde 1985. O fogo tem baixa recorrência e predominou na vegetação nativa (97%), principalmente nas formações campestres (89%). Os meses mais favoráveis aos incêndios foram de julho a setembro, após o maior acúmulo de biomassa da vegetação herbácea, que ocorre por causa das baixas temperaturas do inverno. (PRISCILA PACHECO)

 

     Comentário:

     A maioria dessas queimadas em todos os biomas do Brasil foram causadas pela mão do homem que quer transformar tudo em pastagens para exportação de car nes. Não sabem que estão cavando a sua própria sepultura no futuro próximo. Estão culpando as vezes ao aquecimento global quando na verdade essas queimadas e desmatamentos são de origem do homem insano.

     As autoridades brasileiras não estão nem aí para o desmatamento e incêndios florestais, se tivessem, já deveria a muitos anos ter pedido socorro internacional para combater o fogo florestal. Estão fazendo que estão combatendo com meia dúzia de pessoas para apagar um fogo de quilômetros de extenção. Parece que essas autoridades estão coniventes com os desmatamentos e incêndios florestais para beneficiar o agronegócio e a exportação de carnes. Os incêndios e os desmatamentos dão origem aos pastos para criações de gados. Os animais silvestres estão morrendo dentro do fogo e perdendo o seus habitats através dos desmatamentos, verdadeiros crimes ambientais. Se as autoridades estão fazendo de conta que estão combatendo o fogo e o desmatamento e colocar a culpa no aquecimento global quando é o homem o responsável por tudo isso.

     

              Ernani Serra


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Pensamento: Não fales bem de ti aos outros, pois não os convencerás. Não fales mal, pois te julgarão muito pior do que és.

 

Confúcio

 

 


O BRASIL ESTÁ PEGANDO FOGO

 

     Focos de incêndio em setembro já superam em 52% o mesmo período do ano passado. Clima mais seco não pode ser apontado como causa deste aumento, diz especialista:

 

     OBSERVATÓRIO DO CLIMA

     O Brasil está queimando, literalmente. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espa1ciais, o INPE, o país registrou, nesta sexta-feira (22/12/2023), 185.002 focos de incêndio, 52% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado, e 2.979 focos a mais do que dois meses atrás.

 

     O fogo atinge todos os biomas brasileiros, de acordo com os dez satélites que monitoram as queimadas no país, mas se concentram na Amazônia, com 43,4% dos focos de incêndio, seguida pelo Cerrado, com 39,6%; e pela Mata Atlântica, com 10,6%.

 

 

     As queimadas também não poupam as Unidades de Conservação (UC). A Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, é a UC com mais focos de incêndios do país. O mesmo acontece com Bacurizinho, no Maranhão, a Terra Indígena brasileira com mais queimadas do Brasil.

 

     Não por coincidência, os municípios que mais pegam fogo atualmente são do Maranhão: Grajaú e do Acre: Brasileia. Em números absolutos, no entanto, o ranking do fogo nacional é liderado pelo Pará, com 40.228 focos de incêndio; seguido pelo Mato Grosso, com 34.705; e pelo Maranhão, com 20.348. O Pará é também o estado que mais aumentou o foco de incêndios em relação a si mesmo: 233% em relação ao mesmo período do ano passado; seguido por Maranhão (93%); e São Paulo (76%).

 

     Focos de queimada na Flona do Jamanxim

     Mas qual é a causa real destes incêndios, que destroem a biodiversidade, causam inúmeras doenças respiratórias e liberam para a atmosfera uma grande quantidade de gases de efeito estufa? De acordo com o coordenador do Programa de Queimadas e Incêndios do Inpe, Alberto Setzer, é totalmente errado atribuir a causa do fogo ao clima seco ou as causas naturais. “Raios e fenômenos espontâneos são responsáveis por, no máximo, 1% dos focos de incêndio registrados”, disse. “A baixa umidade do ar apenas cria condições favoráveis aos incêndios, mas é a ação humana que causa a queimada”, afirmou Setzer.

 

     Segundo o pesquisador, até aquele descuido “acidental” não pode ser considerado uma causa comum das queimadas.  “Não é a bituca de cigarro que bota fogo na floresta, o caco de vidro ou a latinha de alumínio expostos ao sol; em geral é alguém botando fogo mesmo”, disse.

 

     Setzer - lembra que as queimadas são precursoras do plantio de grãos e fazem parte do ciclo de expansão da fronteira agrícola. Elas normalmente sucedem o corte raso da floresta e fazem parte do processo de posse ilegal de terras públicas. “Limpar” a terra, como se sabe, é o primeiro passo para forjar algum vínculo com o espaço que se deseja ocupar.

 

     Especialistas dizem que 2024 tem grandes chances de se tornar o ano com mais queimadas das últimas duas décadas. Os focos de incêndio são, também, o prenúncio de uma taxa de desmatamento que deve se mostrar tão elevada quanto em 2016/2017, e de uma taxa de emissão de gases bem acima do nosso compromisso com o planeta.

 

     Comentário:

     O Brasil do faz de conta está deixando correr frouxo a criminalidade dos ruralistas. As autoridades dizem uma coisa e fazem outras. Dizem que vão combater os desmatamentos e colocam a culpa dos incêndios criminosos no El Niño e na La Niña, saindo sempre pela tangente, fugindo de suas responsabilidades e se tornando coniventes com as ações dos ruralistas, posseiros etc. Do jeito que vai o Brasil no seu ritmo de incêndios e de desmatamentos em 2030 só vai haver savanas e áreas desérticas. Não se pode mais confiar em promessas de políticos.

     Se Luiz Inácio Lula da Silva presidente da República Federativa do Brasil tivesse a boa intenção de zerar o desmatamento como vem alardeando, agora era a hora de zerar o desmatamento e punir os criminosos incendiários e não prometer para 2030 quando ele já não é mais presidente do Brasil. Está prometendo instalar a FUNAI e outros órgãos estatais em defesa dos índios de maneira permanente, só que, esses órgãos vão ficar nas capitais, quanto aos hospitais que prometeu instalar no território indígena também estou achando muito difícil essa promessa, se nas capitais os SUS e os hospitais públicos estão desabastecidos quanto mais dentro das florestas, enquanto isso, os médicos e enfermeiras não querem ir para lugares afastados quanto mais dentro da floresta Amazônica e onde iria alojar os médicos e enfermeiras para permanecerem no local, muito surreal. O tempo passa e cai tudo no dito pelo não dito e o povo se esquece das promessas dos políticos. Está emprenhando pelo ouvido os índios e o povo com palavras vãs.

     O homem está preparando o planeta Terra para os robôs.

 

Ernani Serra

 

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Pensamento: Palavras de políticos são como o éter dentro de uma garrafa, quando se destampa evapora.

 

Ernani Serra


GOVERNO EXTERMINADOR E GENOCIDA

 

 

     Queimadas e desmatamento ameaçam povos indígenas isolados.

28 Agosto 2020

    

     O Informe Trinacional Queimadas e Desmatamento em Territórios com Registros de Povos Indígenas em Situação de Isolamento, divulgado ontem (26), faz um alerta sobre a ameaça que essas ações representam à sobrevivência dos povos isolados da Bolívia, do Brasil e do Paraguai, que habitam regiões da Amazônia, do Grande Chaco Americano e do Cerrado brasileiro.

     A reportagem é de Camila Boehm, publicada por Agência Brasil, 27-08-2020.

     “A perda territorial, causada pelo desmatamento e incêndios, causa deslocamento em busca de locais mais seguros, mas traz outros perigos: abordagem involuntária às populações vizinhas e possível contágio de doenças. A situação é ainda mais complicada pela presença da covid-19, uma pandemia cujo crescimento exponencial compromete seriamente a vida desses povos, a herança viva da América e da humanidade”, concluiu o documento.

     O informe resulta de iniciativa de mais de 20 organizações indígenas e da sociedade civil que integram o Grupo de Trabalho Internacional sobre os Povos Indígenas em Situação de Isolamento e Contato Inicial (GTI PIACI) e que representam essas três regiões, diante do aumento na incidência de incêndios florestais e na taxa de desmatamento no ano passado.

     Segundo o relatório, esse cenário começa a repetir-se em 2020, na medida em que as queimadas se estendem novamente pela Amazônia e pelo Grande Chaco Americano. A conclusão é que essa situação agrava a condição de extrema vulnerabilidade dos grupos isolados, porque os incêndios e o desmatamento destroem os territórios com os quais os povos têm dependência e são base de sua sobrevivência e de sua cultura.

Riscos

     Para o especialista regional em questões de Povos Indígenas em Isolamento, consultor da organização Land Is Life e autor principal do relatório, Antenor Vaz, há ações evidentes dos Estados-Nação em uma perspectiva de exterminar esses povos, diante do que chamou de falta de providência dos governos diante de alertas antecipados. Entre os problemas que avançam sobre os territórios dos povos isolados estão a ação do garimpo e de madeireiras ilegais, grilagem de terra, narcotráfico e construção de grandes empreendimentos.

     “Existe uma ausência não só de definição de políticas e implementação de políticas, mas também existe uma presença do estado por meio de um modelo de desenvolvimento, em que promovem a construção de hidrelétricas, o agronegócio, que avança sobre os territórios, queima e invade os territórios dos isolados. E existe uma ausência total do Estado para coibir as ações ilícitas”, declarou.

     Ele alerta para o risco de genocídio dos povos indígenas isolados. Segundo ele, o que caracteriza um genocídio é o extermínio deliberado, parcial ou total, de um grupo indígena, de uma etnia, de uma seção religiosa, seja ela qual for. “O que temos observado nos três países [do relatório] e podemos dizer, de maneira geral, dos sete países [da América do Sul] com povos indígenas isolados, é que esses povos dependem fundamentalmente do seu território. Se você impacta esse território, você está criando condições para que esses povos não sobrevivam”, advertiu.

     Outro resultado apresentado é que um elemento comum na origem do aumento das queimadas é a ação humana, impulsionada por situações como as práticas expansivas do agronegócio e da indústria extrativa – como a madeireira e a garimpeira. Essa situação, aliada à falta de marcos regulatórios efetivos para a proteção dos povos indígenas isolados, faz com que a situação deles seja cada vez mais precária, conforme avaliação no documento.

Dados

     Foram analisados 99 Territórios Indígenas (TI) com registros de povos indígenas em situação de isolamento (PIA, na sigla em inglês) nos três países, constatando-se em 2019 um aumento de focos de calor na ordem de 258% na Bolívia, 259% no Brasil e 185% no Paraguai, na comparação com 2018. Os focos de calor detectados nas 32 unidades de conservação (áreas protegidas) também com presença de PIA em 2019, subiram 744% na Bolívia, 347% no Brasil e 44.150% no Paraguai, na comparação com 2018.

     Para as análises, foram usados dados de fogo ativo – conhecidos também como focos de calor ou focos de queimada – de satélite do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com base nesses dados, foram elaborados informes locais de incêndios pela Coordenação de Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) no Brasil, a Iniciativa Amotocodie (IA) no Paraguai, e a Central Indígena de Comunidades Tacana II do Rio Madre de Dios (CITRMD) na Bolívia.

     Com base nos dados da Fundação Nacional do Índio (Funai), foram identificados 114 registros de presença de povos indígenas em situação de isolamento (PIA), incluindo confirmados, em estudo ou em informação. Destes, 81 estão em áreas protegidas (em terras indígenas ou em unidades de conservação) e foram considerados para este informe. Um total de 33 registros não estão em áreas legalmente delimitadas e, por isso, não foram avaliados.

Recomendações

     O documento propõe recomendações para a implementação de medidas de proteção desses povos e de seus territórios. Para as Casas Legislativas dos três países, recomenda-se que legislem sobre uma proposta de Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que resulte em um plano de prevenção e combate aos desmatamentos na Amazônia, no Grande Chaco e no Cerrado.

     Para a sociedade civil e Estados-Nações, a sugestão é que apoiem as iniciativas de povos indígenas com histórico de contato e suas organizações, fortalecendo, por exemplo, a formação de brigadas indígenas de combate e prevenção a incêndios, além de apoiar a autoproteção dos territórios. Em relação aos organismos multilaterais, pede-se uma atuação mais incisiva em relação aos Estados em uma perspectiva de combate a incêndios e destruição de territórios indígenas e unidades de conservação.

     Questionada sobre o alerta de ameaça de genocídio contra os povos indígenas isolados constante no relatório, a Fundação Nacional do Índio (Funai) disse, em nota, desconhecer o teor do documento citado e informou que, em parceria como Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo-Ibama), atua na execução de atividades de Manejo Integrado do Fogo (MIF) em terras indígenas, adotando atividades de prevenção e de combate a incêndios florestais nessas áreas.

     A Agência Brasil pediu posicionamento dos Ministérios do Meio Ambiente e da Justiça, que destinaram a demanda à Funai e ao Conselho da Amazônia da Vice-Presidência. A reportagem aguarda resposta do conselho.

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     Comentário:

 

     Esse governo não tem nenhuma empatia com a floresta, nem com os animais e muito menos com os povos indígenas, é destituído de humanidade, está se portando como um bárbaro. Está destruindo a floresta Amazônica como foi destruída a floresta Atlântica, só que, os problemas vão se agravar não só nacional como internacional.

     Está querendo expulsar os índios isolados através do desmatamento e do fogo criminoso na floresta para que se tornem mendigos nos centros urbanos. Sem a floresta não haverá caças e nem água para a sobrevivência dos índios e nem dos brancos ribeirinhos.

     Esse governo vai ficar na estória da maldição como ficou Nero, Esse governo não tem sensibilidade e nem sentimento humanitário em favor das vidas que estão sendo ceifadas pelo fogo no Amazonas. Esse governo só se importa com o mercado de commodities, agronegócios, pecuárias, capitais estrangeiros, etc. O povo que se exploda.

     Esse é o tipo de governo Neoliberal que defende a liberdade absoluta do capitalismo e da intervenção mínima do Estado. É um antipatriota que prefere entregar tudo e todos nas mãos dos estrangeiros e se tornar escravo desse sistema egoísta e egocentrista que é o capitalismo neoliberal.

     Esse governo é responsável pelo extermínio da floresta Amazônica incluindo a fauna, a flora e as nações indígenas, Está cometendo um ato de genocídio indireto contra os povos indígenas e contra a fauna e a flora. Está sendo conivente com os atos de barbárie.

     O governo detonou a maior bomba nuclear (Bomba do Tzar) no Amazonas destruindo toda a floresta Amazônica.

 

Ernani Serra

 

https://www.politize.c https://outraspalavras.net/outrasmidias/como-o-governo-sabota-ibama-e-acao-contra-o-garimpo/?fbclid=IwAR1pybu2smR5ox8lX6eV-AmGSZlVTY_Iwn5X9IjkYFmkjkcxaWbGZyNP5xkom.br/genocidio-o-que-e/

https://outraspalavras.net/outrasmidias/como-o-governo-sabota-ibama-e-acao-contra-o-garimpo/?fbclid=IwAR1pybu2smR5ox8lX6eV-AmGSZlVTY_Iwn5X9IjkYFmkjkcxaWbGZyNP5xk

https://www.metropoles.com/brasil/meio-ambiente-brasil/governo-suspende-acoes-contra-desmate-e-queimadas-na-amazonia-e-no-pantanal?fbclid=IwAR2sjwIZB97R6hPpQnHx9BKVEC4bNl88HsYWEzTsz94F1CnfCxBAJXckGbc

http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/602306-queimadas-e-desmatamento-ameacam-povos-indigenas-isolados?fbclid=IwAR1c_gozOcjIrHmuTiOL4ku9JoxYw3KtM9eCjf6zYQ2jtzD12oM80qsy1q4

https://www.youtube.com/watch?v=zDv-XPNOz2s&feature=share&fbclid=IwAR1ulutIK4eP8_Tdi-knwspXS6ul5TJpWfiL5egLDyrPsfeZw7SOw_8w_wg

https://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2020/08/governo-bolsonaro-bloqueia-recursos-para-combate-ao-desmatamento-e-queimadas-na-amazonio-e-pantanal/?fbclid=IwAR3pLsC-rcIJXPthRETihdUH6r2yJPW6qYz8Yv95g33nK14StKtcIV7-RZc

Pensamento: Governos genocidas são aqueles que destroem as florestas para destruir as vidas.

Ernani Serra

 







QUEIMADAS E DESMATAMENTOS NO BRASIL


     O desmatamento e as queimadas no mês de maio em todo Brasil.

     Os dados mais recentes sobre desmatamento e queimadas no Brasil em maio de 2025 apontam para um cenário preocupante, especialmente na Amazônia, embora outros biomas apresentem dinâmicas diferentes.

     Desmatamento

     O desmatamento na Amazônia teve um aumento significativo em maio de 2025. Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, indicam que a floresta perdeu 960 km² de cobertura vegetal. Isso representa um aumento de 92% em comparação com maio de 2024, quando foram desmatados 500 km².      Este é o segundo mês consecutivo de alta em 2025 para a Amazônia, e o segundo pior resultado para o mês de maio na série histórica, perdendo apenas para 2021.

     A composição desse desmatamento é atípica: 51% foi decorrente de incêndios florestais e 48% de corte raso. Essa proporção de desmatamento causado por fogo é incomum, já que, em geral, a maior parte se deve ao corte raso. Especialistas apontam que a perda de floresta em maio de 2025 está, em grande parte, relacionada aos incêndios florestais que atingiram a região no segundo semestre de 2024, alterando uma trajetória histórica.

     No acumulado entre agosto de 2024 e maio de 2025, os alertas de desmatamento na Amazônia subiram 9% em relação ao mesmo período anterior, indicando uma possível inversão da tendência de queda dos últimos anos.

     Já em outros biomas, a situação em maio de 2025 foi mais positiva:

     No Cerrado, houve uma queda de 25,7% no desmatamento em relação a maio de 2024, interrompendo um ciclo de alta nesse bioma. No acumulado de agosto de 2024 a maio de 2025, a redução foi de 22%.

     No Pantanal, o desmatamento em maio de 2025 registrou uma queda de 65% em comparação com o mesmo mês de 2024. No período de agosto de 2024 a maio de 2025, a queda foi de 74%.

     Queimadas

     Em relação às queimadas, o Brasil registrou 4.263 focos de incêndio em maio de 2025, uma queda de 32,6% em relação ao mesmo mês de 2024 (que teve 6.324 ocorrências). Apesar dessa queda, é importante notar que este é o número mais alto de focos de incêndio em 2025.

     A distribuição dos focos de incêndio por bioma em maio de 2025 foi a seguinte:

     O Cerrado concentrou a maior parte, com 2.527 focos (59,3% do total). Tocantins (1.062 focos), Mato Grosso (816) e Maranhão (455) foram os estados com maior número de queimadas.

     A Amazônia teve o segundo maior número, com 836 focos (19,6% do total).

     Entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2025, o Brasil soma 13.217 focos de incêndio.

     É crucial destacar que, embora o número total de focos de incêndio tenha diminuído em maio, a proporção de incêndios que atingem vegetação nativa está em ascensão. Nos primeiros meses de 2025, 23,7% dos focos de incêndio no país atingiram vegetação nativa, comparado a 13,5% em 2024. Na Amazônia, entre agosto de 2024 e maio de 2025, 23,7% dos focos de calor ocorreram em vegetação nativa.

     O aumento da área desmatada na Amazônia, impulsionado pelos incêndios em florestas primárias, é intensificado pela seca prolongada e de forte intensidade na região, uma situação sem precedentes históricos. O governo brasileiro tem como meta zerar o desmatamento em todos os biomas até 2030.

     A complexidade da relação entre desmatamento e queimadas, agravada pelas mudanças climáticas e a ocorrência de secas extremas, exige ações contínuas e eficazes para prevenção e combate.

     Você gostaria de mais detalhes sobre algum bioma específico ou sobre as medidas que estão sendo tomadas?

 

     Só não falou a IA nas queimadas criminosas.

     Você tem toda razão em trazer essa questão! É fundamental abordar o papel das queimadas criminosas e, mais recentemente, da Inteligência Artificial (IA) no contexto do combate a esses crimes ambientais.

     Queimadas Criminosas: A Grande Questão

     A maior parte dos incêndios no Brasil não é natural. Especialistas apontam que cerca de 99% dos focos de incêndio têm origem em ação humana, seja intencional ou por negligência.

     As queimadas criminosas são frequentemente utilizadas como uma ferramenta barata para:

     Ampliação de áreas para agropecuária: o fogo "limpa" a área para pastagens ou cultivos, muitas vezes de forma ilegal.

     Grilagem de terras: queimar a vegetação nativa pode ser uma forma de "demarcar" e descaracterizar a terra para facilitar a posse ilegal.

     Especulação imobiliária: em alguns casos, o fogo é usado para preparar terrenos para empreendimentos urbanos ou rurais.

     Renovação de pastagens: embora existam métodos legais de manejo de fogo, o uso descontrolado e sem autorização se torna criminoso.

     A impunidade, seja pela legislação branda ou pela dificuldade na aplicação das leis e punições, é um fator que incentiva a continuidade dessas práticas. O IBAMA, por exemplo, tem atuado na identificação e multa de responsáveis por incêndios criminosos. Além disso, a Câmara dos Deputados recentemente aprovou um projeto de lei que aumenta as penas para quem provoca incêndios ilegais em florestas ou outras áreas de vegetação, buscando coibir essas ações.

     A alta proporção de desmatamento na Amazônia em maio de 2025 que foi decorrente de incêndios florestais (51%) é um indicador alarmante de que o uso do fogo como ferramenta de desmatamento ilegal está se intensificando, possivelmente agravado pela seca.

     O Papel da Inteligência Artificial (IA): no Combate às Queimadas Criminosas.

     A Inteligência Artificial (IA) está se tornando uma ferramenta cada vez mais importante para auxiliar no combate e prevenção das queimadas, incluindo as de origem criminosa:

     Monitoramento e Detecção Precoce:

     Análise de Imagens de Satélite: Sistemas de IA podem processar grandes volumes de imagens de satélite em tempo real, identificando focos de calor e áreas de desmatamento com alta precisão e rapidez. Isso permite que as autoridades atuem de forma mais ágil, antes que os incêndios se alastrem.

     Previsão de Risco: Modelos de IA podem analisar dados meteorológicos (temperatura, umidade, vento), tipos de vegetação e históricos de incêndios para prever áreas com maior risco de queimadas, permitindo que equipes de prevenção e combate sejam estrategicamente posicionadas.

     Identificação de Padrões Suspeitos: Algoritmos de IA podem detectar padrões de ocorrência de focos de incêndio que sugerem atividade humana e criminosa, como múltiplos focos aparecendo em locais distintos ao mesmo tempo ou incêndios em áreas de recente desmatamento.

     Fiscalização e Investigação:

     Cruzamento de Dados: A IA pode cruzar dados de alertas de fogo com informações de Cadastro Ambiental Rural (CAR), registros de propriedades, dados de fiscalização e até mesmo imagens de satélite de alta resolução para identificar suspeitos e subsidiar investigações.

     Mapeamento de Áreas Afetadas: Após o incêndio, a IA pode mapear com precisão a extensão da área queimada, auxiliando na avaliação dos danos e na aplicação de multas e sanções.

     Evidências para Processos: A tecnologia pode gerar relatórios detalhados e visuais que servem como evidências robustas em processos judiciais contra os responsáveis pelas queimadas criminosas.

     Exemplos de Uso no Brasil:

     Órgãos como o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) utilizam IA em seus sistemas de monitoramento (como o Deter e o Queimadas).

     O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, lançou um aplicativo chamado "Olho no Verde - Queimadas" que usa IA para monitorar focos e agilizar o combate a crimes ambientais.

     Projetos de pesquisa e desenvolvimento em universidades e centros de tecnologia buscam aprimorar essas ferramentas, utilizando aprendizado de máquina para reconhecer tipos de incêndio e suas prováveis causas.

     Em suma, as queimadas criminosas são uma das principais causas do desmatamento e dos incêndios florestais no Brasil, motivadas por interesses econômicos ilegais. A Inteligência Artificial surge como uma aliada poderosa para combater essas práticas, oferecendo ferramentas de detecção precoce, monitoramento, fiscalização e subsídio para a justiça, tornando o combate mais eficiente e direcionado.

 

Gemini

 

https://globoplay.globo.com/v/13662242/?s=0s

 

https://www.istockphoto.com/br/fotos/desmatamento

 

https://www.google.com/search?q=Jornal+Nacional+-+desmatamento&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&oq=Jornal+Nacional+-+desmatamento&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yBwgCEAAY7wUyBwgDEAAY7wUyCggEEAAYgAQYogTSAQoyMTQyOGowajE1qAIIsAIB8QV8hJiwRYaZ7fEFfISYsEWGme0&sourceid=chrome&ie=UTF-8

 

https://www.google.com/search?q=Queimadas+no+Jornal+Nacional+em+maio+de+2025&sca_esv=caaaec4e7ece04a6&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&sxsrf=AE3TifN7YKls-WGxWJryXFW3Aqz2y205XQ%3A1749264002365&ei=gqZDaO-DFuCv5OUPy4Lk0A4&ved=0ahUKEwjvzOqbpN6NAxXgF7kGHUsBGeoQ4dUDCBA&uact=5&oq=Queimadas+no+Jornal+Nacional+em+maio+de+2025&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiLFF1ZWltYWRhcyBubyBKb3JuYWwgTmFjaW9uYWwgZW0gbWFpbyBkZSAyMDI1MgUQABjvBTIIEAAYgAQYogQyCBAAGIAEGKIEMgUQABjvBTIFEAAY7wVI4XxQ_R1Y6WBwAXgAkAEAmAGoAaABzBKqAQQwLjE2uAEDyAEA-AEBmAIRoAKuE8ICCRAAGLADGAgYHsICCxAAGIAEGLADGKIEwgIGEAAYFhgewgIFECEYoAHCAgcQIRigARgKmAMAiAYBkAYGkgcEMS4xNqAHky-yBwQwLjE2uAegE8IHCDAuMTAuNC4zyAdG&sclient=gws-wiz-serp

 

Pensamento: Desmatar e queimar a natureza, são: sentenciar a humanidade à morte.

 

Ernani Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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