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QUEIMADAS E DESMATAMENTOS NO BRASIL


     O desmatamento e as queimadas no mês de maio em todo Brasil.

     Os dados mais recentes sobre desmatamento e queimadas no Brasil em maio de 2025 apontam para um cenário preocupante, especialmente na Amazônia, embora outros biomas apresentem dinâmicas diferentes.

     Desmatamento

     O desmatamento na Amazônia teve um aumento significativo em maio de 2025. Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, indicam que a floresta perdeu 960 km² de cobertura vegetal. Isso representa um aumento de 92% em comparação com maio de 2024, quando foram desmatados 500 km².      Este é o segundo mês consecutivo de alta em 2025 para a Amazônia, e o segundo pior resultado para o mês de maio na série histórica, perdendo apenas para 2021.

     A composição desse desmatamento é atípica: 51% foi decorrente de incêndios florestais e 48% de corte raso. Essa proporção de desmatamento causado por fogo é incomum, já que, em geral, a maior parte se deve ao corte raso. Especialistas apontam que a perda de floresta em maio de 2025 está, em grande parte, relacionada aos incêndios florestais que atingiram a região no segundo semestre de 2024, alterando uma trajetória histórica.

     No acumulado entre agosto de 2024 e maio de 2025, os alertas de desmatamento na Amazônia subiram 9% em relação ao mesmo período anterior, indicando uma possível inversão da tendência de queda dos últimos anos.

     Já em outros biomas, a situação em maio de 2025 foi mais positiva:

     No Cerrado, houve uma queda de 25,7% no desmatamento em relação a maio de 2024, interrompendo um ciclo de alta nesse bioma. No acumulado de agosto de 2024 a maio de 2025, a redução foi de 22%.

     No Pantanal, o desmatamento em maio de 2025 registrou uma queda de 65% em comparação com o mesmo mês de 2024. No período de agosto de 2024 a maio de 2025, a queda foi de 74%.

     Queimadas

     Em relação às queimadas, o Brasil registrou 4.263 focos de incêndio em maio de 2025, uma queda de 32,6% em relação ao mesmo mês de 2024 (que teve 6.324 ocorrências). Apesar dessa queda, é importante notar que este é o número mais alto de focos de incêndio em 2025.

     A distribuição dos focos de incêndio por bioma em maio de 2025 foi a seguinte:

     O Cerrado concentrou a maior parte, com 2.527 focos (59,3% do total). Tocantins (1.062 focos), Mato Grosso (816) e Maranhão (455) foram os estados com maior número de queimadas.

     A Amazônia teve o segundo maior número, com 836 focos (19,6% do total).

     Entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2025, o Brasil soma 13.217 focos de incêndio.

     É crucial destacar que, embora o número total de focos de incêndio tenha diminuído em maio, a proporção de incêndios que atingem vegetação nativa está em ascensão. Nos primeiros meses de 2025, 23,7% dos focos de incêndio no país atingiram vegetação nativa, comparado a 13,5% em 2024. Na Amazônia, entre agosto de 2024 e maio de 2025, 23,7% dos focos de calor ocorreram em vegetação nativa.

     O aumento da área desmatada na Amazônia, impulsionado pelos incêndios em florestas primárias, é intensificado pela seca prolongada e de forte intensidade na região, uma situação sem precedentes históricos. O governo brasileiro tem como meta zerar o desmatamento em todos os biomas até 2030.

     A complexidade da relação entre desmatamento e queimadas, agravada pelas mudanças climáticas e a ocorrência de secas extremas, exige ações contínuas e eficazes para prevenção e combate.

     Você gostaria de mais detalhes sobre algum bioma específico ou sobre as medidas que estão sendo tomadas?

 

     Só não falou a IA nas queimadas criminosas.

     Você tem toda razão em trazer essa questão! É fundamental abordar o papel das queimadas criminosas e, mais recentemente, da Inteligência Artificial (IA) no contexto do combate a esses crimes ambientais.

     Queimadas Criminosas: A Grande Questão

     A maior parte dos incêndios no Brasil não é natural. Especialistas apontam que cerca de 99% dos focos de incêndio têm origem em ação humana, seja intencional ou por negligência.

     As queimadas criminosas são frequentemente utilizadas como uma ferramenta barata para:

     Ampliação de áreas para agropecuária: o fogo "limpa" a área para pastagens ou cultivos, muitas vezes de forma ilegal.

     Grilagem de terras: queimar a vegetação nativa pode ser uma forma de "demarcar" e descaracterizar a terra para facilitar a posse ilegal.

     Especulação imobiliária: em alguns casos, o fogo é usado para preparar terrenos para empreendimentos urbanos ou rurais.

     Renovação de pastagens: embora existam métodos legais de manejo de fogo, o uso descontrolado e sem autorização se torna criminoso.

     A impunidade, seja pela legislação branda ou pela dificuldade na aplicação das leis e punições, é um fator que incentiva a continuidade dessas práticas. O IBAMA, por exemplo, tem atuado na identificação e multa de responsáveis por incêndios criminosos. Além disso, a Câmara dos Deputados recentemente aprovou um projeto de lei que aumenta as penas para quem provoca incêndios ilegais em florestas ou outras áreas de vegetação, buscando coibir essas ações.

     A alta proporção de desmatamento na Amazônia em maio de 2025 que foi decorrente de incêndios florestais (51%) é um indicador alarmante de que o uso do fogo como ferramenta de desmatamento ilegal está se intensificando, possivelmente agravado pela seca.

     O Papel da Inteligência Artificial (IA): no Combate às Queimadas Criminosas.

     A Inteligência Artificial (IA) está se tornando uma ferramenta cada vez mais importante para auxiliar no combate e prevenção das queimadas, incluindo as de origem criminosa:

     Monitoramento e Detecção Precoce:

     Análise de Imagens de Satélite: Sistemas de IA podem processar grandes volumes de imagens de satélite em tempo real, identificando focos de calor e áreas de desmatamento com alta precisão e rapidez. Isso permite que as autoridades atuem de forma mais ágil, antes que os incêndios se alastrem.

     Previsão de Risco: Modelos de IA podem analisar dados meteorológicos (temperatura, umidade, vento), tipos de vegetação e históricos de incêndios para prever áreas com maior risco de queimadas, permitindo que equipes de prevenção e combate sejam estrategicamente posicionadas.

     Identificação de Padrões Suspeitos: Algoritmos de IA podem detectar padrões de ocorrência de focos de incêndio que sugerem atividade humana e criminosa, como múltiplos focos aparecendo em locais distintos ao mesmo tempo ou incêndios em áreas de recente desmatamento.

     Fiscalização e Investigação:

     Cruzamento de Dados: A IA pode cruzar dados de alertas de fogo com informações de Cadastro Ambiental Rural (CAR), registros de propriedades, dados de fiscalização e até mesmo imagens de satélite de alta resolução para identificar suspeitos e subsidiar investigações.

     Mapeamento de Áreas Afetadas: Após o incêndio, a IA pode mapear com precisão a extensão da área queimada, auxiliando na avaliação dos danos e na aplicação de multas e sanções.

     Evidências para Processos: A tecnologia pode gerar relatórios detalhados e visuais que servem como evidências robustas em processos judiciais contra os responsáveis pelas queimadas criminosas.

     Exemplos de Uso no Brasil:

     Órgãos como o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) utilizam IA em seus sistemas de monitoramento (como o Deter e o Queimadas).

     O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, lançou um aplicativo chamado "Olho no Verde - Queimadas" que usa IA para monitorar focos e agilizar o combate a crimes ambientais.

     Projetos de pesquisa e desenvolvimento em universidades e centros de tecnologia buscam aprimorar essas ferramentas, utilizando aprendizado de máquina para reconhecer tipos de incêndio e suas prováveis causas.

     Em suma, as queimadas criminosas são uma das principais causas do desmatamento e dos incêndios florestais no Brasil, motivadas por interesses econômicos ilegais. A Inteligência Artificial surge como uma aliada poderosa para combater essas práticas, oferecendo ferramentas de detecção precoce, monitoramento, fiscalização e subsídio para a justiça, tornando o combate mais eficiente e direcionado.

 

Gemini

 

https://globoplay.globo.com/v/13662242/?s=0s

 

https://www.istockphoto.com/br/fotos/desmatamento

 

https://www.google.com/search?q=Jornal+Nacional+-+desmatamento&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&oq=Jornal+Nacional+-+desmatamento&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yBwgCEAAY7wUyBwgDEAAY7wUyCggEEAAYgAQYogTSAQoyMTQyOGowajE1qAIIsAIB8QV8hJiwRYaZ7fEFfISYsEWGme0&sourceid=chrome&ie=UTF-8

 

https://www.google.com/search?q=Queimadas+no+Jornal+Nacional+em+maio+de+2025&sca_esv=caaaec4e7ece04a6&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&sxsrf=AE3TifN7YKls-WGxWJryXFW3Aqz2y205XQ%3A1749264002365&ei=gqZDaO-DFuCv5OUPy4Lk0A4&ved=0ahUKEwjvzOqbpN6NAxXgF7kGHUsBGeoQ4dUDCBA&uact=5&oq=Queimadas+no+Jornal+Nacional+em+maio+de+2025&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiLFF1ZWltYWRhcyBubyBKb3JuYWwgTmFjaW9uYWwgZW0gbWFpbyBkZSAyMDI1MgUQABjvBTIIEAAYgAQYogQyCBAAGIAEGKIEMgUQABjvBTIFEAAY7wVI4XxQ_R1Y6WBwAXgAkAEAmAGoAaABzBKqAQQwLjE2uAEDyAEA-AEBmAIRoAKuE8ICCRAAGLADGAgYHsICCxAAGIAEGLADGKIEwgIGEAAYFhgewgIFECEYoAHCAgcQIRigARgKmAMAiAYBkAYGkgcEMS4xNqAHky-yBwQwLjE2uAegE8IHCDAuMTAuNC4zyAdG&sclient=gws-wiz-serp

 

Pensamento: Desmatar e queimar a natureza, são: sentenciar a humanidade à morte.

 

Ernani Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


RORAIMA EM CHAMAS

 

     Queimadas são atividades humanas que atingem, todo ano, áreas de florestas e campos; acabam por degradar o meio ambiente e causam o desequilíbrio ambiental do planeta.

     Floresta sendo queimada.

     Queimadas florestais prejudicam não apenas o local queimado.

     As queimadas são atividades realizadas tanto em áreas de florestas como em áreas de pastagens, ocorrendo para diversas finalidades, como limpeza da vegetação ou preparo do solo, para a agricultura e pecuária. Elas podem ser de dois tipos, natural e humano, causadas pelo próprio meio ambiente ou pelos seres humanos.

     As queimadas têm muitas consequências ruins, como:

1º - aquecimento global

2º - problemas de saúde

3º - perda de biodiversidade

     As maneiras de solucionar o problema das queimadas mais possíveis são multas às pessoas infratoras e investimento na área da educação, com a conscientização dos problemas que podem surgir com essa prática.

 

     Causas das queimadas

     Geralmente as causas das queimadas são diversas, pois envolvem fatores humanos e naturais. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação reconhece como principais:

 

Raios: descargas elétricas podem promover incêndios diretos ou indiretos na natureza ou em áreas de pastagens.

 

Incendiários: incêndios provocados por pessoas a propriedades alheias, sem motivos específicos.

 

Queimadas para limpeza: geralmente promovidas por agricultores e pecuaristas, em áreas de pastagens ou de agricultura, para renovação do solo e introdução de sais minerais liberados pela prática. Esses incêndios podem atingir áreas florestais e sair do controle.

 

Fumantes: incêndios originados por pessoas que fumam e descartam as bitucas de cigarro de forma incorreta.

 

Fogos campestres: provocados por pessoas que acampam ou estão no campo, desenvolvendo alguma atividade, e fazem uma fogueira, que pode alastrar-se.

 

Operações florestais: queimadas são causadas por trabalhadores que estão nas florestas, que usam do fogo para alguma finalidade.

 

Estradas de ferro: queimadas promovidas direta ou indiretamente pelas atividades nas estradas de ferro.

 

Diversos: incêndios que não se encaixam nos grupos anteriores; queimadas que ocorrem de forma rara ou incomum.

 

Tipos de queimadas

São diversas as causas das queimadas pelo mundo, e elas são classificadas em dois tipos: humanas e naturais.

 

Queimadas humanas: são causadas de maneira direta ou indireta pelos seres humanos. Elas podem ser criminosas (quando há intensão de destruir-se uma área) ou acidentais.

 

Queimadas naturais: promovidas por ações da própria natureza, como as descargas elétricas ou o vulcanismo (por meio das lavas do vulcão em erupção), que iniciam um incêndio, moderado ou extenso.

 

     Queimadas no Brasil

     Alguns fatores têm feito as queimadas no Brasil aumentarem, como o avanço do desmatamento e a ampliação das áreas de pastagem e atividades econômicas ligadas à agropecuária.

 

     Outro fator que acaba influenciando na propagação de incêndios pelo território brasileiro é o tempo seco e quente, vivenciado em grande parte do país entre agosto e setembro. Esse tempo mais seco, aliado à ação dos ventos, pode fazer as chamas aumentarem-se e proliferarem-se, e a ausência de chuvas comum nessa época do ano faz com que as queimadas em larga escala ampliem-se.

 

     Em sua grande maioria, essas queimadas são provocadas pela ação humana de maneira criminosa. Os incêndios são muitas vezes ligados às atividades econômicas, iniciados por agricultores em áreas de pastagens, para renovação de pastos, e por grupos que causam desmatamento para eliminar vegetação rasteira e retirada de madeira para comercialização.

 

     Essas práticas acabam por atingir diversas florestas, como é o caso dos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, onde áreas de proteção ambiental, como o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) ou Parque Nacional das Emas (MT e GO), a Chapada Diamantina (BA) e o Pantanal (MT e MS) estão sofrendo severos danos ambientais.

 

     Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil registrou mais de 318 mil km² de área destruída pelo fogo em 2019, isso equivale aos tamanhos dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo juntos.

 

     Segundo o Inpe, todos os seis biomas brasileiros sofreram com essas ações, mas Amazônia, Pantanal e Cerrado são os que mais têm sofrido com os focos de incêndio. Em 2020, o bioma da Amazônia teve mais de 64 mil focos de incêndio, seguido do Pantanal, com mais de 14 mil focos, e do Cerrado, superando a casa do 10 mil focos de incêndio.

 

     Controle de queimadas no Brasil

     O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Ministério do Meio Ambiente são as instituições governamentais responsáveis pelo monitoramento e controle de queimadas no país. Diversos planos devem ser desenvolvidos pelo ministério na tentativa de combate aos focos de incêndios e grandes queimadas no território brasileiro.

 

     Diversas ações podem ser desenvolvidas para o combate a essa prática, entre as mais comuns e eficazes temos a informação, ou seja, investimentos na área da comunicação em massa, para educar as pessoas a não realizarem essas práticas, essas campanhas podem ser realizadas em escolas, mídias sociais, TV etc.

 

     Quando o incêndio está em ocorrência, duas práticas são mais comuns, primeiro com os brigadistas, grupos de pessoas treinadas para o combate ao fogo com equipamentos de segurança e de controle de incêndios especiais; e segundo com uso de aviões com água, despejados em voou nas áreas de ocorrência de incêndios.

 

     O Governo Federal pode direcionar as Forças Armadas para ajudar no combate a incêndios no Brasil. Assim soldados do Exército Brasileiro são redirecionados para ajudar os brigadistas de frente no combate aos incêndios e controle das queimadas no Brasil.

 

     Queimadas no mundo

     As queimadas no mundo aumentaram significativamente em 2020, diversos países têm registrado aumento nos focos de incêndio, como no caso da Austrália, dos Estados Unidos e de alguns países do continente africano. Áreas florestais sendo tomadas pelas chamas, áreas de agricultura sendo perdidas pela ação de incêndios e efeitos que afetam a saúde humana e o equilíbrio ambiental são realidades de diversos territórios mundiais.

 

     Mais de 70% do território australiano é composto por vegetação e clima semiárido e desértico. Nessas áreas há uma forte incidência de calor, altas temperaturas e ausência de chuva, ambiente perfeito para incêndios. No final de 2019 e início de 2020, foram mais de 115 mil km² de áreas queimadas no país, com mais de 200 milhões de animais afetados, direta ou indiretamente. Cientistas australianos afirmam que, nos últimos anos, esses têm sido os piores impactos ambientais da Austrália.

 

     Nos Estados Unidos da América, as áreas de incêndios também não param de crescer, eles ocorrem principalmente ao oeste e ao sul do país. São diversos focos de incêndio no país, registrando-se 28 mortes até o momento. São mais de 5 milhões de km² de área queimada, e os efeitos não impactam somente o país, autoridades europeias afirmam que a fumaça dos incêndios do EUA têm chegado à Europa, percorrendo uma área de mais de 8 mil km.

 

     Incêndio na Califórnia em agosto de 2020, um exemplo de queimadas no mundo.

     Incêndio na Califórnia em agosto de 2020.

     Nas porções central e sul da África, também tem sido comum, nessa mesma época do ano, a ocorrência de incêndios. Países que possuem biomas de Savanas e Pradarias e florestas tropicais registram aumento nos focos de incêndios. Países como Angola, República Democrática do Congo, Moçambique e Madagascar são os mais afetados. A área de queimadas no sul do continente chega a ser maior que 100 milhões de km².

 

     Consequência das queimadas

     As consequências das queimadas, de modo geral, são prejudiciais, tanto ao meio ambiente quanto à saúde humana. De forma direta, as queimadas geram destruição ambiental dos biomas e áreas que elas afetam, e elas também emitem gases poluentes e fumaça, que causam mal à saúde do ser humano, quando inalados imediatamente. Outras doenças respiratórias podem ser desenvolvidas pelo contato direto com esses gases, como bronquite, sinusite e rinite.

 

     Essa emissão de gases e fumaça também afeta o meio ambiente e contribui para o chamado aquecimento global e efeito estufa. Esses gases desequilibram a temperatura do planeta Terra, aumentando-a, promovendo diversos efeitos negativos, como desequilíbrio do ciclo da água, com ausência de chuvas em diversas regiões do mundo e aumento do nível dos oceanos, em decorrência do derretimento das calotas polares.

 

     Com a diminuição de chuvas, temos a diminuição de áreas de vegetação natural e consequente perda da biodiversidade (fauna e flora). Com a eliminação desses biomas, há o aumento das áreas de desertos ou de processos de formação de desertos. Em suma, haverá um constante desequilíbrio ambiental se nada for feito para combater essa prática humana tão agressiva.

 

     Não façam fogueiras em áreas de acampamentos ou próximas da vegetação, para que as chamas não se alastrem e tornem-se um incêndio em larga escala. Ainda, não queimar móveis ou lixo, pois as fagulhas podem ser levadas pelos ventos e causar algum incêndio.

 

     Comentário:

 

     As queimadas são atividades realizadas tanto em áreas de florestas como em áreas de pastagens, ocorrendo para diversas finalidades, como limpeza da vegetação ou preparo do solo, para a agricultura e pecuária. Elas podem ser de dois tipos, natural e humano, causadas pelo próprio meio ambiente ou pelos seres humanos.

     As queimadas no Estado de Roraima tem tendências criminosas, pois em 15 municípios já estão queimando 14 municípios, tudo isso, com a ambição de preparar as áreas para o cultivo da agricultura e pecuária de exportação.

     Lula disse que em 2030 ia zerar o desmatamento, pelo visto, em 2030 não haverá nem uma árvore em pé, só cinzas. Sem árvores não haverá mais vida neste planeta.

 

Ernani Serra

 

https://www.google.com.br/search?q=Queimadas+em+14+munic%C3%ADpios+de+Roraima&sca_esv=b6ab7d9e5410acba&sxsrf=ACQVn0_rHxo_g449KUEha0oSqY24xlwHXQ%3A1708959564221&source=hp&ei=TKfcZb3XCvff5OUPiPKckAg&iflsig=ANes7DEAAAAAZdy1XNJ7lY-D8CVu0WDXxlhVw8NSVa2Q&udm=&ved=0ahUKEwi9rYi-osmEAxX3L7kGHQg5B4IQ4dUDCBU&uact=5&oq=Queimadas+em+14+munic%C3%ADpios+de+Roraima&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IiZRdWVpbWFkYXMgZW0gMTQgbXVuaWPDrXBpb3MgZGUgUm9yYWltYTIIEAAYiQUYogQyCBAAGIkFGKIEMggQABiJBRiiBEjQiwJQ7TFYoeEBcAl4AJABAJgB5AGgAcM5qgEGMC40MC4zuAEDyAEA-AEBmAI0oAKhPKgCCsICBxAjGOoCGCfCAgoQIxiABBiKBRgnwgIEECMYJ8ICCxAuGIMBGLEDGIAEwgIFEC4YgATCAgsQLhiABBixAxiDAcICBRAAGIAEwgIREC4YgAQYsQMYgwEYxwEY0QPCAggQABiABBixA8ICCxAAGIAEGLEDGIMBwgIOEC4YgAQYxwEYrwEYjgXCAggQLhiABBixA8ICBBAAGAPCAgoQABiABBiKBRhDwgIOEC4YgAQYigUYsQMYgwHCAhAQABiABBiKBRhDGLEDGIMBwgINEAAYgAQYigUYQxixA8ICBhAAGBYYHsICCBAAGBYYHhgKwgIIEAAYFhgeGA_CAgIQJsICBRAhGKABwgIHECEYChigAcICBRAhGJIDmAMYkgcGOS4zNy42&sclient=gws-wiz

 

Pensamento: Quem apaga o fogo com labaredas, só aumenta o incêndio.

 

Poeta Pernambucano Fernando Matos

 

 


GOVERNO EXTERMINADOR E GENOCIDA

 

 

     Queimadas e desmatamento ameaçam povos indígenas isolados.

28 Agosto 2020

    

     O Informe Trinacional Queimadas e Desmatamento em Territórios com Registros de Povos Indígenas em Situação de Isolamento, divulgado ontem (26), faz um alerta sobre a ameaça que essas ações representam à sobrevivência dos povos isolados da Bolívia, do Brasil e do Paraguai, que habitam regiões da Amazônia, do Grande Chaco Americano e do Cerrado brasileiro.

     A reportagem é de Camila Boehm, publicada por Agência Brasil, 27-08-2020.

     “A perda territorial, causada pelo desmatamento e incêndios, causa deslocamento em busca de locais mais seguros, mas traz outros perigos: abordagem involuntária às populações vizinhas e possível contágio de doenças. A situação é ainda mais complicada pela presença da covid-19, uma pandemia cujo crescimento exponencial compromete seriamente a vida desses povos, a herança viva da América e da humanidade”, concluiu o documento.

     O informe resulta de iniciativa de mais de 20 organizações indígenas e da sociedade civil que integram o Grupo de Trabalho Internacional sobre os Povos Indígenas em Situação de Isolamento e Contato Inicial (GTI PIACI) e que representam essas três regiões, diante do aumento na incidência de incêndios florestais e na taxa de desmatamento no ano passado.

     Segundo o relatório, esse cenário começa a repetir-se em 2020, na medida em que as queimadas se estendem novamente pela Amazônia e pelo Grande Chaco Americano. A conclusão é que essa situação agrava a condição de extrema vulnerabilidade dos grupos isolados, porque os incêndios e o desmatamento destroem os territórios com os quais os povos têm dependência e são base de sua sobrevivência e de sua cultura.

Riscos

     Para o especialista regional em questões de Povos Indígenas em Isolamento, consultor da organização Land Is Life e autor principal do relatório, Antenor Vaz, há ações evidentes dos Estados-Nação em uma perspectiva de exterminar esses povos, diante do que chamou de falta de providência dos governos diante de alertas antecipados. Entre os problemas que avançam sobre os territórios dos povos isolados estão a ação do garimpo e de madeireiras ilegais, grilagem de terra, narcotráfico e construção de grandes empreendimentos.

     “Existe uma ausência não só de definição de políticas e implementação de políticas, mas também existe uma presença do estado por meio de um modelo de desenvolvimento, em que promovem a construção de hidrelétricas, o agronegócio, que avança sobre os territórios, queima e invade os territórios dos isolados. E existe uma ausência total do Estado para coibir as ações ilícitas”, declarou.

     Ele alerta para o risco de genocídio dos povos indígenas isolados. Segundo ele, o que caracteriza um genocídio é o extermínio deliberado, parcial ou total, de um grupo indígena, de uma etnia, de uma seção religiosa, seja ela qual for. “O que temos observado nos três países [do relatório] e podemos dizer, de maneira geral, dos sete países [da América do Sul] com povos indígenas isolados, é que esses povos dependem fundamentalmente do seu território. Se você impacta esse território, você está criando condições para que esses povos não sobrevivam”, advertiu.

     Outro resultado apresentado é que um elemento comum na origem do aumento das queimadas é a ação humana, impulsionada por situações como as práticas expansivas do agronegócio e da indústria extrativa – como a madeireira e a garimpeira. Essa situação, aliada à falta de marcos regulatórios efetivos para a proteção dos povos indígenas isolados, faz com que a situação deles seja cada vez mais precária, conforme avaliação no documento.

Dados

     Foram analisados 99 Territórios Indígenas (TI) com registros de povos indígenas em situação de isolamento (PIA, na sigla em inglês) nos três países, constatando-se em 2019 um aumento de focos de calor na ordem de 258% na Bolívia, 259% no Brasil e 185% no Paraguai, na comparação com 2018. Os focos de calor detectados nas 32 unidades de conservação (áreas protegidas) também com presença de PIA em 2019, subiram 744% na Bolívia, 347% no Brasil e 44.150% no Paraguai, na comparação com 2018.

     Para as análises, foram usados dados de fogo ativo – conhecidos também como focos de calor ou focos de queimada – de satélite do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Com base nesses dados, foram elaborados informes locais de incêndios pela Coordenação de Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) no Brasil, a Iniciativa Amotocodie (IA) no Paraguai, e a Central Indígena de Comunidades Tacana II do Rio Madre de Dios (CITRMD) na Bolívia.

     Com base nos dados da Fundação Nacional do Índio (Funai), foram identificados 114 registros de presença de povos indígenas em situação de isolamento (PIA), incluindo confirmados, em estudo ou em informação. Destes, 81 estão em áreas protegidas (em terras indígenas ou em unidades de conservação) e foram considerados para este informe. Um total de 33 registros não estão em áreas legalmente delimitadas e, por isso, não foram avaliados.

Recomendações

     O documento propõe recomendações para a implementação de medidas de proteção desses povos e de seus territórios. Para as Casas Legislativas dos três países, recomenda-se que legislem sobre uma proposta de Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que resulte em um plano de prevenção e combate aos desmatamentos na Amazônia, no Grande Chaco e no Cerrado.

     Para a sociedade civil e Estados-Nações, a sugestão é que apoiem as iniciativas de povos indígenas com histórico de contato e suas organizações, fortalecendo, por exemplo, a formação de brigadas indígenas de combate e prevenção a incêndios, além de apoiar a autoproteção dos territórios. Em relação aos organismos multilaterais, pede-se uma atuação mais incisiva em relação aos Estados em uma perspectiva de combate a incêndios e destruição de territórios indígenas e unidades de conservação.

     Questionada sobre o alerta de ameaça de genocídio contra os povos indígenas isolados constante no relatório, a Fundação Nacional do Índio (Funai) disse, em nota, desconhecer o teor do documento citado e informou que, em parceria como Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo-Ibama), atua na execução de atividades de Manejo Integrado do Fogo (MIF) em terras indígenas, adotando atividades de prevenção e de combate a incêndios florestais nessas áreas.

     A Agência Brasil pediu posicionamento dos Ministérios do Meio Ambiente e da Justiça, que destinaram a demanda à Funai e ao Conselho da Amazônia da Vice-Presidência. A reportagem aguarda resposta do conselho.

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Indígenas lutam por uma nova política para isolados

Mortes recentes de índios isolados trazem à tona velhos traumas do contato

Fragilidade na proteção aos povos indígenas isolados é denunciada às Nações Unidas

Sertanista diz que isolados deixaram tribo em busca de parceira: ‘índio sem mulher é inconcebível na cultura deles’

Presidente da Funai dá poucas explicações sobre as investigações do massacre de isolados no Javari

Isolados e desprotegidos

Funai executa apenas 22% do orçamento destinado à demarcação e proteção de povos indígenas isolados

Massacre de índios isolados expõe o estrangulamento da Funai

"Os índios isolados foram massacrados, mas Funai diz que não há provas"

O inaceitável massacre de indígenas isolados no Vale do Javari

MPF investiga denúncia de massacres de indígenas isolados no Amazonas

MPF pede nova investigação de chacina de índios isolados na Terra Indígena Vale do Javari

Posicionamento em defesa da vida dos povos indígenas isolados e contra a construção da estrada Puerto Esperanza – Iñapari, na Amazônia - fronteira do Peru com o Brasil.

Índios isolados correm risco de virar 'catástrofe internacional', alerta ex-presidente da Funai

Cerco aos isolados

Governo brasileiro abandona indígenas isolados à mercê de madeireiras e agronegócios

Frentes de Proteção a Povos Isolados são fechadas no AM e Focimp divulga nota em repúdio

Tribo "gavião-real" e seus vizinhos isolados enfrentam aniquilação na Amazônia

Indígenas isolados são avistados em incêndio florestal no Maranhão

Incêndio na TI Arariboia aumenta e se aproxima de região dos Awá-Guajá isolados; Ibama se reúne com os Guajajara

Incêndios na Amazônia ameaçam dizimar indígenas isolados

Tribos rejeitam chamados para o contato forçado com povos isolados

Por trás de uma demarcação, a poderosa imagem dos índios isolados

Os índios isolados e os indignados

‘Maior ficha suja do Brasil’ ameaça índios isolados

A Funai e a farsa da política dos “índios isolados”

Peru cria parque nacional na fronteira com Brasil em área de índios isolados

Índios isolados saem da aldeia sem resistência para doenças comuns

Organização indígena e Igreja divergem sobre relação com povos isolados

Líder Ashaninka diz que novo grupo de índios isolados apareceu em aldeia do Acre

Mais índios isolados surgem no Brasil – fugindo de ataques no Peru

Pressões territoriais forçam índios isolados a estabelecer contato

Índios isolados podem ser exterminados no Acre por despreparo da Funai

Acre constrói estrada em região habitada por índios isolados.

 

     Comentário:

 

     Esse governo não tem nenhuma empatia com a floresta, nem com os animais e muito menos com os povos indígenas, é destituído de humanidade, está se portando como um bárbaro. Está destruindo a floresta Amazônica como foi destruída a floresta Atlântica, só que, os problemas vão se agravar não só nacional como internacional.

     Está querendo expulsar os índios isolados através do desmatamento e do fogo criminoso na floresta para que se tornem mendigos nos centros urbanos. Sem a floresta não haverá caças e nem água para a sobrevivência dos índios e nem dos brancos ribeirinhos.

     Esse governo vai ficar na estória da maldição como ficou Nero, Esse governo não tem sensibilidade e nem sentimento humanitário em favor das vidas que estão sendo ceifadas pelo fogo no Amazonas. Esse governo só se importa com o mercado de commodities, agronegócios, pecuárias, capitais estrangeiros, etc. O povo que se exploda.

     Esse é o tipo de governo Neoliberal que defende a liberdade absoluta do capitalismo e da intervenção mínima do Estado. É um antipatriota que prefere entregar tudo e todos nas mãos dos estrangeiros e se tornar escravo desse sistema egoísta e egocentrista que é o capitalismo neoliberal.

     Esse governo é responsável pelo extermínio da floresta Amazônica incluindo a fauna, a flora e as nações indígenas, Está cometendo um ato de genocídio indireto contra os povos indígenas e contra a fauna e a flora. Está sendo conivente com os atos de barbárie.

     O governo detonou a maior bomba nuclear (Bomba do Tzar) no Amazonas destruindo toda a floresta Amazônica.

 

Ernani Serra

 

https://www.politize.c https://outraspalavras.net/outrasmidias/como-o-governo-sabota-ibama-e-acao-contra-o-garimpo/?fbclid=IwAR1pybu2smR5ox8lX6eV-AmGSZlVTY_Iwn5X9IjkYFmkjkcxaWbGZyNP5xkom.br/genocidio-o-que-e/

https://outraspalavras.net/outrasmidias/como-o-governo-sabota-ibama-e-acao-contra-o-garimpo/?fbclid=IwAR1pybu2smR5ox8lX6eV-AmGSZlVTY_Iwn5X9IjkYFmkjkcxaWbGZyNP5xk

https://www.metropoles.com/brasil/meio-ambiente-brasil/governo-suspende-acoes-contra-desmate-e-queimadas-na-amazonia-e-no-pantanal?fbclid=IwAR2sjwIZB97R6hPpQnHx9BKVEC4bNl88HsYWEzTsz94F1CnfCxBAJXckGbc

http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/602306-queimadas-e-desmatamento-ameacam-povos-indigenas-isolados?fbclid=IwAR1c_gozOcjIrHmuTiOL4ku9JoxYw3KtM9eCjf6zYQ2jtzD12oM80qsy1q4

https://www.youtube.com/watch?v=zDv-XPNOz2s&feature=share&fbclid=IwAR1ulutIK4eP8_Tdi-knwspXS6ul5TJpWfiL5egLDyrPsfeZw7SOw_8w_wg

https://www.redebrasilatual.com.br/ambiente/2020/08/governo-bolsonaro-bloqueia-recursos-para-combate-ao-desmatamento-e-queimadas-na-amazonio-e-pantanal/?fbclid=IwAR3pLsC-rcIJXPthRETihdUH6r2yJPW6qYz8Yv95g33nK14StKtcIV7-RZc

Pensamento: Governos genocidas são aqueles que destroem as florestas para destruir as vidas.

Ernani Serra

 

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