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OS OCEANOS SÃO OS PULMÕES DO PLANETA

 

     As algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo.

     No dia 8 de junho comemora-se o Dia Mundial dos Oceanos, instituído na Eco-92. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que temos uma “oportunidade única e a responsabilidade de corrigir a nossa relação com o meio ambiente, incluindo os mares e os oceanos do mundo”.

 

     “CONTAMOS COM OS OCEANOS PARA ALIMENTAÇÃO, MEIOS DE SUBSISTÊNCIA, TRANSPORTE E COMÉRCIO. E, ENQUANTO PULMÕES DO NOSSO PLANETA E O SEU MAIOR MEIO DE ABSORÇÃO DE CARBONO, OS OCEANOS DESEMPENHAM UM PAPEL VITAL NA REGULAÇÃO DO CLIMA GLOBAL.”

 

     António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas.

     É muito comum ouvir que a Amazônia é o pulmão do mundo e, reconhecendo sua vital importância para o planeta, os pesquisadores já rebatem essa frase há algum tempo. Isso porque a maior parte do oxigênio que produz é consumido pela própria floresta amazônica na respiração e na decomposição de animais e plantas.

 

     Pulmões do planeta

     Já as algas marinhas produzem oxigênio em excesso, que é liberado na água, vai para a atmosfera e fica disponível a outros seres vivos. Nesse processo, as algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo, segundo dados são do Instituto Brasileiro de Florestas.

 

     Para o climatologista, Antônio Nobre, especialista em rios voadores da Amazônia, nossa visão sobre o tema pode ser ainda mais ampliada. “A Amazônia é o pulmão do mundo? Sim e não… tem mais coisas”, afirmou. Confira sua explicação aqui.

 

     O professor do Instituto Oceanográfico da USP, Frederico Brandini, destacou o importante papel dos oceanos. “Neles é que estão as algas marinhas responsáveis pela produção da maior parte do oxigênio consumido no planeta. Se quisermos continuar usufruindo da generosidade oceânica, precisamos melhorar o currículo didático do ensino fundamental. Além da educação, outra forma de preservar os mares é comunicando mais e melhor”, enfatizou.

 

     Década dos oceanos

     A “Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável” começa em 2021 e vai até 2030. O foco nos oceanos será essencial para a sociedade discutir as ameaças já vivenciadas pela vida marinha. Poluição plástica, acidificação e elevação dos oceanos e sobrepesca são alguns dos problemas a serem freados.

 

     Estudo realizado pelo Boston Consulting Group (BCG) em parceria com a organização ambiental WWF e a entidade filantrópicaEllen MacArthur Foundation, no final de 2020, revelou que o volume global de plástico que entra no oceano deve triplicar nos próximos 20 anos. Atualmente, mais de 11 milhões de toneladas de plástico fluem para o oceano a cada ano e, apesar do crescimento de iniciativas voluntárias e regulamentações nacionais para combater a poluição por plásticos, não há sinais de que as taxas de vazamento estejam diminuindo.

 

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     Metade dos oceanos já apresenta efeitos causados pelas mudanças climáticas, sendo o aumento da temperatura da água marinha e alterações em sua salinidade indicadores deste impacto. Esta é a conclusão de um estudo realizado por cientistas da Universidade de Reading com modelos climáticos e observação da vida marinha que estabelecem o ponto em que estas alterações podem ser comprovadamente atribuídas à ação humana.

 

     De acordo com os resultados, mais da metade dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico podem ser consideradas afetadas por mudanças climáticas e a previsão, se nada for feito, é que este percentual chegue a 80% em 60 anos. Oceanos do Hemisfério Sul são afetados mais rapidamente, com alterações significativas sendo detectadas desde a década de 80.

 

     O estudo, publicado pela Nature Climate Change, é um dos primeiros a incluir observação da vida marinha em grandes profundidades, onde os impactos das mudanças climáticas são muito mais difíceis de serem mensurados.

 

     Apesar de sua inegável importância para a vida na Terra, os Oceanos ainda são um grande mistério e ainda temos muito o que aprender e descobrir sobre a vida marinha. Estudiosos da área já questionaram que a superfície da Lua é mais investigada do que o mar.

 

     A bióloga e pesquisadora brasileira Lúcia Campos já afirmou que “nós conhecemos pouco mais de 1% do que existe nos nossos mares”. Isso é intrigante, pois os oceanos cobrem a maior parte da superfície terrestre.

 

     Comentário:

     Tanto as florestas quanto os oceanos são vitais para a existência das vidas nesse planeta, sem florestas não haverá mais vidas e os oceanos mortos não haverá mais vidas aquáticas e nem terrestres.

     Tanto as florestas quanto os oceanos são responsáveis pela oxigenação de todo planeta sem esse oxigênio o planeta se torna uma estufa (aquecimento global) e as vidas nesse planeta não mais vão resistir ao calor intenso e vão todos morrerem sufocados.

     As florestas são responsáveis pelo equilíbrio das chuvas e temperaturas dando ao planeta uma estabilidade nas quatro estações do ano, sem as florestas, o planeta se desequilibra e a temperatura fica insuportável para a fauna, flora e seres humanos. As quatro estações do ano deixam de existir ficando tudo desequilibrado.

     Se o homem quiser sobreviver essa hecatombe natural provocada pelo próprio homem, esse homem tem que reverter tudo que já fez e vem fazendo até hoje, principalmente em reciclar todos os lixos e plásticos nos rios, mares e oceanos.

     Têm que limpar todos os rios e deixar límpidos como cristais para que a vida volte a fluir novamente.

     Têm que construir saneamentos básicos para jogar águas limpas nos mares ou aproveitar essa água para as indústrias ou descarga sanitárias nos lares.  

     Têm que construir navios lixeiros para limpar os oceanos.

     Têm que inventar plásticos que se desintegrem em poucos dias ou fechar todas as indústrias de plásticos do mundo, o que não podem é continuar a poluir ainda mais os rios, mares e oceanos deixando a humanidade refém da poluição do homem.

     Têm que despoluir as indústrias e acabar com o uso dos combustíveis fósseis.

     Têm que proibir o desmatamento e as exportações de madeiras de lei ou de qualquer tipo de árvore florestal.    As florestas se regeneram mais o prejuízo com o corte de árvores centenárias, é irreversível.

     Têm que haver reflorestamento nas áreas degradadas pelo crime ambiental ou por processos naturais.

     Têm que acabar com os garimpos legais ou ilegais que contaminam os rios com o veneno do mercúrio e outros.

     Têm que acabar com a pesca predatória que está exterminando as espécies marítimas.

     O homem tem que mudar todos os seus vícios de autodestruição na natureza e contra si mesmo. Suicídio coletivo.

 

Ernani Serra

 

https://www.colegioweb.com.br/curiosidades/maleficios-da-poluicao-na-natureza.html

 

https://laurentiz.com.br/areas-degradadas/

 

Pensamento: “No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a Floresta Amazônica. Agora, percebo que estou lutando pela humanidade”.

Chico Mendes

 

 

 

 

 

 

 


ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS

 

     Processo de acidificação dos oceanos pode acabar com toda a vida marinha.

1. Danos causados pela acidificação dos oceanos

1.1. Branqueamento dos corais

2. Efeitos positivos

3. Mais prejuízos econômicos

4. Tecnologia de mitigação para a acidificação

     Quando pensamos nas emissões de dióxido de carbono (CO2), fatores como o efeito estufa e o aquecimento global já vêm à cabeça. Mas as mudanças climáticas não são os únicos problemas causados pelo excesso de CO2 na atmosfera. O processo de acidificação dos oceanos é extremamente perigoso e pode acabar com a vida marinha até o fim do século.

     A acidificação começou desde a primeira revolução industrial, em meados do século XVIII, quando a emissão de poluentes aumentou rápida e significativamente graças à instalação das indústrias por toda Europa. Como a escala de pH é logarítmica, uma leve diminuição neste valor pode representar, em porcentagem, variações de acidez de grandes dimensões. Dessa forma, é possível dizer que desde a primeira revolução industrial a acidez dos oceanos já aumentou em 30%.

     Mas como se dá esse processo? Estudos demonstram que, ao longo da história, 30% do CO2 emitido pela ação humana foi parar no oceano. Quando a água (H2O) e o gás se encontram, é formado o ácido carbônico (H2CO3), que se dissocia no mar, formando íons carbonato (CO32-) e hidrogênio (H+).

     O nível de acidez se dá por meio do aumento da quantidade de íons H+ presentes em uma solução – nesse caso, a água do mar. Quanto maiores as emissões, maior a quantidade de íons H+ que se formam e mais ácidos os oceanos ficam.

     Danos causados pela acidificação dos oceanos

     Qualquer tipo de mudança, por menor que seja, pode modificar drasticamente o meio ambiente. As mudanças de temperatura, do clima, do nível de chuva e até do número de animais podem causar desequilíbrio ambiental. O mesmo pode ser dito sobre a alteração do pH (índice que indica o nível de alcalinidade, neutralidade ou acidez de uma solução aquosa) dos oceanos.

     A acidificação dos oceanos afeta diretamente organismos calcificadores. Um estudo publicado na Communications Biology identificou que a acidificação desestabiliza o equilíbrio ecológico das algas e prejudica os recifes de corais, gerando consequências irreversíveis. Além dos corais, outros organismos podem ser afetados, como alguns tipos de mariscos, algas, plânctons e moluscos, dificultando sua capacidade de formar conchas e levando ao seu desaparecimento. Em quantidades normais de absorção de CO2 pelo oceano, as reações químicas favorecem a utilização do carbono na formação de carbonato de cálcio (CaCO3), utilizado por diversos organismos marinhos na calcificação.

     A diminuição das taxas de calcificação afeta, por exemplo, o estágio de vida inicial desses organismos, bem como sua fisiologia, reprodução, distribuição geográfica, morfologia, crescimento, desenvolvimento e tempo de vida. Além disso, afeta a tolerância a mudanças na temperatura das águas oceânicas, tornando os organismos marinhos mais sensíveis, interferindo na distribuição de espécies que já são mais vulneráveis. Ambientes que naturalmente apresentam altas concentrações de CO2, como regiões vulcânicas hidrotermais, são demonstrações dos ecossistemas marinhos futuros: eles apresentam baixa biodiversidade e elevado número de espécies invasoras.

     Branqueamento dos corais

     Além disso, um estudo mostrou que o aquecimento das águas causado pela acidificação faz com que os corais expulsem algas simbióticas que vivem dentro deles produzindo a maior parte dos nutrientes por meio da fotossíntese. O processo transforma os corais em um branco fantasmagórico, uma condição chamada de branqueamento dos corais. Os corais podem sobreviver por um tempo sem as algas – eles usam tentáculos para capturar comida do oceano – mas quando o branqueamento dura muito ou acontece com muita frequência, os corais eventualmente morrem.

     Outra consequência advinda da perda de biodiversidade de ecossistemas marinhos é a erosão de plataformas continentais, que não apresentarão mais corais para ajudar a fixar os sedimentos. Estima-se que até 2100 cerca de 70% dos corais de águas frias estarão expostos a águas corrosivas.

     Efeitos positivos  

     Por outro lado, outras pesquisas apontam para a direção oposta, afirmando que alguns micro-organismos se beneficiam com esse processo. Isto se deve ao fato de que a acidificação dos oceanos possui também uma consequência que é, para alguns micro-organismos marinhos, positiva. A diminuição do pH altera a solubilidade de alguns metais, como o Ferro III, que é um micronutriente essencial para o plâncton, tornando-o assim mais disponível, favorecendo um aumento da produção primária, o que gera uma maior transferência de CO2 para os oceanos.

     Além disso, o fitoplâncton produz um componente chamado dimetilssulfeto. Ao ser lançado na atmosfera, esse elemento contribui para a formação de nuvens, que refletem os raios solares, controlando o aquecimento global. Esse efeito, porém, só é positivo até que sejam reduzidas as absorções de CO2 pelo oceano (devido à saturação deste gás nas águas), situação sob a qual o fitoplâncton, pela menor oferta de Ferro III, produzirá menos dimetilssulfeto.

     Mais prejuízos econômicos

     Em suma, podemos dizer que o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera termina por aumentar a acidez e temperatura das águas oceânicas. Até certo ponto, como vimos, isso é positivo, pois aumenta a solubilidade do Ferro III que é absorvido pelo fitoplâncton para a produção de dimetilssulfeto, contribuindo para minimizar o aquecimento global.

     Ultrapassado esse ponto, a saturação de CO2 absorvido pelo ambiente marinho, somado ao aumento da temperatura das águas, altera o sentido das reações químicas, fazendo com que menores quantidades deste gás sejam absorvidas, prejudicando organismos calcificantes e aumentando a concentração do gás na atmosfera. Por sua vez, esse aumento contribuiria para intensificar os efeitos do aquecimento global. Dessa forma, é criado um ciclo vicioso entre a acidificação dos oceanos e o aquecimento global.

     Além de todos os impactos já descritos, com a diminuição do pH oceânico, haverá também o impacto econômico, já que comunidades que se mantém à base de eco-turismo (mergulhos) ou de atividades pesqueiras serão prejudicadas.

     A acidificação dos oceanos pode também afetar o mercado global de créditos de carbono. Os oceanos funcionam como um depósito natural de CO2, que se forma por conta da morte de organismos calcários.   Como a acidificação atinge a formação de conchas, isso afeta também o depósito marinho de CO2 formado pela morte desses organismos calcários. Assim, o carbono deixa de estar armazenado por longos períodos de tempo nos oceanos e passa a se concentrar em maior quantidade na atmosfera. Isso faz com que os países precisem arcar financeiramente com as consequências.

     Tecnologia de mitigação para a acidificação

     A geoengenharia desenvolveu algumas hipóteses para acabar com esse problema. Uma delas é usar o ferro para “fertilizar” os oceanos. Dessa forma, as partículas do metal estimulariam o crescimento dos plânctons, que são capazes de absorver o CO2. Ao morrer, os plânctons levariam o gás carbônico para o fundo do mar, criando um depósito de CO2.

     Outra alternativa proposta foi a adição de substâncias alcalinas nas águas dos oceanos para equilibrar o pH, como pedra calcária esmagada. Porém, segundo o Professor Jean-Pierre Gattuso, da Agência Nacional de Pesquisas da França, este processo poderia ser eficaz apenas em baías com troca limitada de água com o mar aberto, o que daria um alívio local, mas não é prático em escala global, já que consome muita energia, além de ser uma alternativa cara.

     Na realidade, as emissões de carbono deveriam ser o foco da discussão. O processo de acidificação oceânica não afeta apenas a vida marinha. Povoados, cidades e até mesmo países são totalmente dependentes da pesca e do turismo marítimo. Os problemas vão muito além dos mares.

     Atitudes incisivas se fazem cada vez mais necessárias. Por parte das autoridades, leis sobre níveis de emissão e fiscalizações cada vez mais rigorosas. Por parte dos indivíduos, diminuir a pegada de carbono com pequenas medidas, como utilizar mais transporte público, principalmente em veículos movidos a fontes de energia renováveis ou optar por alimentos orgânicos, que sejam provenientes da agricultura de baixo carbono. Mas escolhas como essa só serão plenamente possíveis caso a indústria altere suas formas de lidar com os recursos naturais e também priorize a produção de bens que utilizem matérias-primas sustentáveis.

    

     Comentário:

     Para salvar o planeta tem que haver uma regressão no tempo e no espaço. Tem que escolher um tempo “x” e um espaço “y” do passado que seja sustentável para o planeta e aplicar o sistema.

 

Ernani Serra

 

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https://www.youtube.com/watch?v=y4vU7w8t25A

 

https://www.youtube.com/watch?v=1TDKSgw9V8Q

 

https://cetesb.sp.gov.br/proclima/gases-do-efeito-estufa/

 

Pensamento: O homem é um animal mais perigoso do planeta que pode exterminar todas as vidas e a sua própria vida planetária.

 

Ernani Serra

 

 

 


A CIÊNCIA ESTÁ ENXUGANDO GELO

 

Pesquisador da NASA Revela: “O Segredo do Efeito Estufa Está nos Oceanos

Planeta COPPE / Notícias

Data: 16/11/1998

 

     Pesquisador da NASA Revela: “O Segredo do Efeito Estufa Está nos Oceanos”.

     O aquecimento global entrou na pauta de prioridades da NASA. O físico Warren Wiscombe, 54 anos, anunciou na COPPE que em 1999 a NASA estará lançando a plataforma espacial AM-1 para detectar os principais fatores responsáveis pelo processo de aquecimento global. O pesquisador da NASA esteve no Brasil, no último mês de novembro, ministrando um curso sobre efeito estufa, no curso de pós-graduação em Ciências Atmosféricas da COPPE. Segundo Wiscombe, o segredo do processo pode estar nos oceanos.

 

     Especialista nos efeitos das nuvens sobre o clima, Warren Wiscombe, que trabalha há 14 anos no Laboratório NASA, no Goddard Space Flight Center, em Maryland, deu uma entrevista exclusiva para o Planeta COPPE sobre as mais recentes revelações da Ciência sobre o aquecimento do Planeta.

 

     Planeta – Que métodos o Sr. vem utilizando para estudar o aquecimento Global?

 

     W.W. – Realizo pesquisas sobre a interação entre as nuvens e os raios solares. O quanto de luz as nuvens refletem e o quanto elas absorvem. E, é claro, a quantidade de radiação solar que é transmitida para a superfície da terra. Esta é uma importante área de estudo. As pesquisas sobre o aquecimento global, utilizando-se os grandes modelos climáticos, registram que a nuvem é o elemento variante.

 

     Planeta – Até que ponto esta variação é relevante?

 

     W.W. – Os modelos registram uma grande diferença nas previsões de mudanças de temperatura. São registradas variações entre 1.5° C a 4.5° C no aquecimento da Terra. E esta diferença se deve às nuvens. Aí entra o meu estudo que revela exatamente como as nuvens influenciam no aquecimento global. Em cada modelo as nuvens reagem de uma determinada forma. Portanto, nesse momento, conhecemos muito pouco do quanto as nuvens influenciam nas mudanças climáticas. Só podemos afirmar que influenciam. Para obter resultados com mais precisos necessitamos de computadores mais potentes e maior resolução dos modelos.

 

     Planeta – Até agora o que se sabe realmente sobre o papel das nuvens no processo de aquecimento global?

 

     W.W. – Este é o problema. Não sabemos se as nuvens afetam o clima da terra esquentando-o ou esfriando-o. As nuvens podem influenciar de duas maneiras. Elas refletem os raios solares, impedindo que eles cheguem a superfície, resfriando a Terra. Por outro lado, a presença de nuvens durante a noite tende a elevar a temperatura. Elas liberam radiação infra – vermelha captada ao longo do dia. Então, não se sabe o que prevalece: se o esfriamento provocado pelos raios solares refletidos pelas nuvens ao dia, ou o aquecimento pela liberação de radiação infra-vermelha à noite. É nesse ponto que os modelos climáticos diferem.

 

     O Segredo do Aquecimento Global Está nos Oceanos.

 

     Planeta – De que forma o efeito estufa vem atingindo o Planeta?

 

     W.W. – Primeiro, é preciso deixar claro uma coisa. Sem o efeito estufa a Terra estaria coberta de gelo. O efeito estufa faz parte de um processo natural que permite a perpetuação da vida na Terra. A questão hoje é o agravamento dessa tendência natural. Os cientistas estão de acordo de que, se há CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera, a Terra irá, em algum momento, passar por um período de aquecimento. A questão se resume à quando se dará este aquecimento. Grande parcela da população mundial que vive próxima ao mar enfrentará sérios problemas, pois tem-se verificado o aumento do nível dos oceanos. E mesmo que parássemos de emitir os gases que formam o efeito estufa, o nível do mar continuaria subindo. O aquecimento do planeta já faz parte de um processo natural do sistema. A liberação do CO2 agrava o problema.

 

     Planeta – Como será o processo de elevação do nível do mar?

 

     W.W. – Pode levar centenas de anos até se completar. Isso se deve, em parte, ao lento aquecimento dos oceanos. Ao aquecer, ele se expande e isto não acontece de um dia para o outro. Provavelmente os oceanos são os principais agentes do aumento de temperatura na Terra. Mas de que forma este processo acontece ainda não conseguimos revelar. Mas é um processo natural e não podemos evitá-lo. Mesmo se os países deixassem hoje de emitir gases do efeito estufa, a liberação de calor pelos oceanos ainda pode durar 100 anos, como reflexo do que foi emitido até então. Estima-se um aquecimento médio da temperatura da Terra entre 2° C a 3° C. Embora ainda não se tenha um senso comum, alguns cientistas estimam que este aumento de temperatura se dará por volta de 2050.

 

     Planeta – O que pode ser feito para evitar o efeito estufa?

 

     W.W. -Nada pode ser feito. Até porque, no momento, ninguém vai parar de consumir combustível fóssil, assim como as queimadas não vão parar nos países que a utilizam. Portanto, não há chance de se interromper a emissão de gases poluentes para a atmosfera. Assim que nossas reservas de combustível fóssil se esgotarem, a quantidade de CO2 chegará ao máximo e levará aproximadamente mil anos para se dissipar. Caberá aos oceanos absorver o CO2.

 

     Missão Espacial da NASA Permitirá Entender o Aquecimento do Planeta.

 

 

     Planeta – O que o Sr. acha de utilizarmos fontes alternativas de energia para amenizar o problema?

 

     W.W. – Sou totalmente a favor do desenvolvimento de novas fontes renováveis de energia, como o Brasil fez com o álcool. A energia solar e o uso do hidrogênio como fonte energética também podem ser ótimas opções. É uma pena que não tenhamos insistido nesse caminho nos anos 70 – década em que os países produtores de petróleo aumentaram os preços do produto, desencadeando uma crise econômica mundial. Como mais tarde a gasolina voltou a ficar barata, não houve mais o interesse em se fazer investimentos nesse setor. O governo Reagan praticamente paralisou as pesquisas nesse sentido.

 

     Planeta – Quais são os objetivos da missão espacial que lançará a AM -1?

 

     W.W. – A plataforma AM -1 será lançada em junho de 1999. Ela nos permitirá entender melhor o processo de aquecimento global. Poderemos desenvolver modelos de mudanças climáticas mais eficientes. O objetivo é acrescentar mais dados para o aperfeiçoamento dos modelos climáticos, como a influência das plantas e das nuvens no aquecimento global e do aerosol, que são partículas sólidas em suspensão no ar, um fenômeno sobre o qual conhecemos muito pouco. O aerosol pode esfriar a temperatura na Terra.

 

     1998: O ano mais quente dos últimos 500 anos.

 

 

     Planeta – De que forma?

 

     W.W. – Veja o exemplo da erupção do vulcão Pinatubo, nas Filipinas, em junho de 1991. Nos dois anos seguintes, a temperatura média do planeta diminuiu em 0.3° C em relação ao período anterior. Após o efeito Pinatubo, o aquecimento global assumiu o índice que se esperaria caso a erupção não tivesse acontecido. Isto, de fato, convenceu as pessoas de que o aquecimento global é real. O que se tem observado desde o começo dos anos 70 é um aumento da temperatura de 0.1° C a cada 10 anos. O ano de 1998, por exemplo, foi o mais quente dos últimos 500 anos. Para se ter uma idéia, em 100 anos o índice de aumento da temperatura média do planeta se deu entre 0.5° C a 0.7° C.

 

     Planeta – Na sua opinião o que aconteceu com o planeta a partir dos anos 70?

 

     W.W. – Supomos que o aumento de temperatura a partir dos anos 70 faça parte de um ciclo natural. O que está acontecendo é o fenômeno natural associado ao aumento de CO2 na atmosfera causado pela emissão de gases pelas sociedades indústriais. Portanto, o que se constata é um duplo aquecimento. Os modelos estão prevendo mais calor do que nós temos observado. Não se sabe, ao certo, quando, nem como será esse aumento.

 

     Planeta – O Sr. quer dizer então que os modelos previram um aumento de temperatura maior do que vem sendo constatado?

 

     W.W. – Sim. Mas é possível que as previsões dos modelos se confirmem daqui a alguns anos. O aquecimento tem sido muito intenso. O problema está em não sabermos mensurar o aquecimento específico dos mares. O único lugar que poderia “esconder” o calor seriam os oceanos. O que deve estar errado nos modelos é a representação dos índices de liberação de calor por parte dos oceanos. Os modelos têm previsto um aquecimento muito grande, porque têm contado com uma grande e rápida liberação de calor. Provavelmente, os oceanos estão retendo esse calor para liberá-lo mais tarde.

 

     Planeta – Na 4° Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Buenos Aires, o Brasil apresentou o conceito de responsabilidade histórica dos países quanto a emissão de gases que formam o efeito estufa. Considerando os 200 anos de poluição causada pela Revolução Industrial e o efeito prolongado do CO2 na atmosfera os pesquisadores brasileiros defendem a criação de um fundo proveniente de multas cobradas aos países poluidores.

 

     O que o Sr. acha da posição brasileira?

 

     W.W. – Eu concordo totalmente com o Brasil. Nenhum outro cientista poderia discordar. Boa parte do aquecimento global que presenciamos hoje é resultado do processo de industrialização dos países desenvolvidos. É resultado de todo o CO2 emitido na atmosfera durante esses anos, desde a Revolução Industrial. Eu entendo porque os países em desenvolvimento se sentem pressionados. Eles estão simplesmente passando pelo mesmo processo que os países desenvolvidos passaram. Não parece justo que estes países devam reduzir a emissão de gases e, consequentemente, o seu desenvolvimento quando estão ainda começando. Só espero que estes países não repitam a terrível experiência dos países desenvolvidos.

 

     Planeta – Você teria alguma sugestão de como evitar os problemas sem comprometer o desenvolvimento?

 

     W.W. – Os recursos renováveis de energia devem ser amplamente incentivados. Há duas coisas a se aprender com isso. A primeira é o desenvolvimento e aplicação de novas fontes renováveis de energia. Por outro lado, devemos lutar pela preservação das florestas. Não há razão para os países em desenvolvimento repetirem os erros dos países desenvolvidos na devastação de suas florestas.

 

     Comentário:

 

     Desde 1998 que os cientistas vêm pesquisando o aquecimento global em todas as áreas e vêm constatando o perigo dessas mudanças climáticas tão elevadas no planeta Terra.

     O que os cientistas pensavam que iria piorar em 2050 já estamos sentindo agora em 2024; a natureza está com pressa em exterminar as vidas nesse paraíso terrestre.

     As autoridades mundiais não estão levando a sério o aquecimento global apesar dos exemplos que estão ocorrendo em todos os países do nosso mundo.

     Os empresários por sua vez não querem mudar os combustíveis fósseis para os combustíveis limpos, ao contrário, estão procurando fósseis de petróleo nos mares para fazerem as perfurações e, outros países não querem abrir mão dos combustíveis de carvão e muito menos de colocarem filtros para diminuir a poluição no ar. Todos estão indo em direção ao oposto dos interesses de diminuir o aquecimento global.

     Ninguém nesse país querem salvar o planeta e as vidas, a ambição do homem é maior do que a sua própria vida, o homem vai morrer pela ambição.

     O mar está aquecendo e matando as vidas que formam os corais. Os animais marinhos estão morrendo ao comer lixos nos oceanos e também, com vazamentos de plataformas marítimas de petróleo. Os rios estão contaminados com lixos, metais pesados e coliformes fecais e toda essa poluição ambiental vai para os mares e oceanos. O ser humano está se tornando um imbecil ou cego que não vê o abismo que está a sua frente. O ar e tudo mais está poluído igualzinho ao cérebro desse imbecil ser humano que se acha homo sapiens, de sabedoria não tem nada, é o homo burro, jumento, cavalgadura...

     Quando essa humanidade abrir os olhos é tarde demais para se salvarem. O ser humano é um indolente que só quer tudo fácil, na sua mão, tudo pronto, não querem trabalhar pelo bem estar da sua raça humana nem que seja para se salvarem.

     Como a Bíblia diz: Homem de pouca fé. Os cientistas estão mostrando o perigo mas os gananciosos não querem abrir mão de suas riquezas para melhorar o mundo, preferem destruir a natureza para aumentar os seus lucros mesmo que pague com a morte no futuro, talvez, não muito longe, próximo.

 

Ernani Serra

 

https://globoplay.globo.com/v/12713681/

 

https://globoplay.globo.com/v/12713842/

 

https://www.google.com.br/search?q=V%C3%ADdeo+das+pessoas+mortas+em+Meca+pelo+calor&sca_esv=856bbea95b52671d&source=hp&ei=l8N9Zv_xHv3d5OUPiOSK2A8&iflsig=AL9hbdgAAAAAZn3Rp4h73yA5x364LxyQ88KiQYc5SiDi&ved=0ahUKEwi_mfqNyPyGAxX9LrkGHQiyAvsQ4dUDCA0&uact=5&oq=V%C3%ADdeo+das+pessoas+mortas+em+Meca+pelo+calor&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IixWw61kZW8gZGFzIHBlc3NvYXMgbW9ydGFzIGVtIE1lY2EgcGVsbyBjYWxvcjIFECEYoAFI88ACUJY_WPO0AnABeACQAQCYAbkBoAGdN6oBBDAuNDW4AQPIAQD4AQGYAiigAsAxqAIKwgIQEAAYAxjlAhjqAhiMAxiPAcICEBAuGAMY5QIY6gIYjAMYjwHCAgsQLhiABBixAxiDAcICBRAAGIAEwgIOEC4YgAQYsQMY0QMYxwHCAggQABiABBixA8ICCxAuGIAEGNEDGMcBwgIEEAAYA8ICCBAAGIAEGKIEwgIIEAAYFhgeGA_CAgYQABgWGB7CAgUQIRifBZgDHJIHBDEuMzmgB9eOAQ&sclient=gws-wiz#ip=1

 

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https://www.google.com.br/search?q=Ondas+de+calor+no+M%C3%A9xico+mata+macacos&sca_esv=856bbea95b52671d&source=hp&ei=6cR9Zs6POOXb5OUPsryEuAw&iflsig=AL9hbdgAAAAAZn3S-YXXPE1g2nsyEBk5vVTLGuOWhOco&ved=0ahUKEwiOqKmvyfyGAxXlLbkGHTIeAccQ4dUDCA0&uact=5&oq=Ondas+de+calor+no+M%C3%A9xico+mata+macacos&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IiZPbmRhcyBkZSBjYWxvciBubyBNw6l4aWNvIG1hdGEgbWFjYWNvczIFECEYoAFIsnpQAFiTV3ABeACQAQCYAZcCoAHrMaoBBjAuMzUuM7gBA8gBAPgBAZgCH6ACxirCAgoQABiABBhDGIoFwgIKEC4YgAQYQxiKBcICCBAAGIAEGLEDwgIFEAAYgATCAg0QABiABBixAxhDGIoFwgILEAAYgAQYsQMYgwHCAgoQABiABBixAxgKwgIREC4YgAQYxwEYmAUYmgUYrwHCAhQQLhiABBixAxjHARiYBRiaBRivAcICBBAAGAPCAgsQLhiABBjHARivAcICBRAuGIAEwgIGEAAYFhgewgIIEAAYFhgeGA_CAggQABiABBiiBJgDAJIHBjAuMjcuNKAHu7YB&sclient=gws-wiz#ip=1

 

Pensamento: A ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem.

 

Textos Judaicos



       


AS CIDADES ESTÃO AFUNDANDO

 

 

     Cidades estão ficando tão pesadas que começam a afundar.

 

     Em um estudo publicado recentemente na Advances, a revista da União Geofísica Americana (AGU), o geofísico Tom Parsons, da United States Geological Survey (USGS), aborda um tema urgente em relação às grandes metrópoles: os impactos na terra sólida e a concentração de peso em áreas relativamente pequenas para suportá-lo.

     Como meio de investigação para esse trabalho, Parsons utilizou um estudo de caso, no qual a cidade São Francisco, Califórnia (EUA), serviu como objeto de estudo para provar a sua hipótese de que as grandes cidades estão literalmente afundando sob o seu próprio peso, mesmo desconsiderando a elevação do mar provocada pelas mudanças climáticas.

     Em sua coleta de dados, Parsons estimou que São Francisco pode ter afundado até 80 milímetros à medida que a cidade cresceu no decorrer dos tempos. Tendo em vista que a área da baía tem uma perspectiva de elevação do nível do mar, que pode chegar a 300 milímetros em 2050, esse afundamento extra não deixa de ser perturbador

     O peso de São Francisco

     O estudo apresenta um cálculo do peso total da área urbana da Baía de São Francisco, realizando um inventário de todos os edifícios da cidade com o seu conteúdo, mas excluindo sua população de 7,75 milhões de habitantes. O total chega a 1,6 trilhão de quilos, o equivalente a 8,7 milhões de Boeings 747.

     Para o pesquisador, esse peso sozinho já seria o suficiente para "entortar" a litosfera na qual o centro urbano está apoiado ou mesmo para aumentar as falhas geológicas (rupturas de blocos de rocha que compõem a superfície da Terra). Porém, a situação pode ser mais séria, pois os cálculos do estudo não levaram em conta veículos, pessoas e infraestrutura urbana.

     Parsons teoriza que os resultados encontrados em seu estudo para a Baía de São Francisco podem provavelmente ser aplicados a qualquer centro urbano litorâneo, embora com gravidades variadas.

     Para ele, "os efeitos da carga antropogênica nas margens continentais tectonicamente ativas são provavelmente maiores do que nos interiores continentais mais estáveis, onde a litosfera tende a ser mais espessa e rígida."

     A subsidência

     De uma forma ou de outra, de acordo com o estudo, quando há aumento no peso de determinadas áreas, o principal impacto dessa adição é alguma forma de subsidência, o assentamento gradual para baixo da superfície do solo, que segundo Parsons, não é "insignificante" nas áreas metropolitanas construídas.

     Conforme o autor mostra no estudo, à medida que as populações globais se deslocam de forma desordenada e desproporcional em direção às áreas costeiras, ocorre uma subsidência adicional que, conjugada com a elevação esperada do nível dos oceanos, pode agravar o risco de uma potencial inundação.

     As inundações são, segundo Parsons, "o maior perigo associado à subsidência". Para ele, as prováveis zonas de inundação deveriam ser objeto de cuidadosas análises à medida que o nível do mar for se elevando.  Para isso, estudos e fotos de satélite ou aéreas poderiam ser utilizadas para subsidiar planos de contingência.

     As conclusões do estudo, com base em proporção de populações urbanas e rurais feitas pela ONU, é que cerca de 70% da população mundial vai morar em cidades em 2050. As mudanças mais drásticas estão previstas para a África e o sul da Ásia, mas a urbanização é um processo esperado em praticamente todas as partes do planeta.

 

     Comentário:

     A explosão demográfica está levando a humanidade ao suicídio coletivo, temos que conter essa superpopulação mundial, através: da conscientização, das esterilizações em massas, dos anticoncepcionais, ou pela pandemia dada pela natureza.

     As construtoras estão construindo casas, prédios, edifícios... Em qualquer área. Estão aterrando os mangues, pântanos... Estão até construindo cidades nos oceanos como é o caso de Veneza que já está afundando. Não estão fazendo nenhum estudo geofísico prevendo o futuro.

     Outros casos sérios são a poluição dos rios e mares que estão poluindo e contaminando os aquíferos que por sua vez estão contribuindo para a subsidência geológica com o uso abusivos dessas águas que no futuro vão formar vazios e em solos mais finos da litosfera pode haver o desabamento catastrófico de cidades. É preciso com urgência fazer a limpeza e aprofundamento de rios, canais, mares e oceanos para que a população comece a usar essas águas dos rios cristalinos para uso doméstico e para beber, impedindo o uso das águas dos aquíferos. Impedir que as florestas sejam demolidas ou incineradas porque sem elas não haverá nascentes e nem rios; os aquíferos um dia vão acabar com o uso desenfreado da humanidade, nem haverá mais água em cima e nem embaixo da terra.

     A humanidade e todos os seres vivos estão na iminência de serem exterminados da face da Terra pelas suas ações estúpidas contra a natureza.

 

Ernani Serra

 

Pensamento: Quem não prevê o futuro não está vivendo o presente.

 

Ernani Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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