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FESTA NO APÊ

     
     Sonho dos Ratos
    
     Era uma vez um bando de ratos que viviam num buraco em um casarão velho. Havia ratos grandes, pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.
     Um dia apareceu em cima da mesa um grande queijo parmesão muito cheiroso que deixaram os ratos com água na boca, mas não tinha como ir comer nem um pedacinho, porque havia um gato grande vigiando sempre aquele rico queijo.
     Os ratos ficavam tramando o dia todo, como ir até lá para roubar o queijo! Era uma incógnita, não chegavam a uma solução.
     Pensaram até em fazer uma ditadura dos ratos e outros diziam socializaremos o queijo.
     O queijo só ficava nos sonhos dos ratos.
     Um dia eles olharam e não viram mais o gato, o gato tão temido tinha desaparecido e o queijo lá estava suculento, cheiroso e apetitoso. Desconfiados foram saindo do buraco e deram gritos de felicidades, acabou a tirania, o queijo dourado lá estava para ser devorado pelos ratos famintos.
     O queijo que tanto sonhavam e cresciam em seus sonhos de desejos já estavam sendo mordidos e compreendeu que queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados, o queijo real diminui e desaparece.
     Quanto maior o número de ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um. Os ratos começaram a olhar uns para os outros como se fossem inimigos, olharam cada um para a boca dos outros, para ver quanto queijo havia comido, e os olhares se enfureceram, arreganharam os dentes. Esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos e a luta começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. Alguns ameaçaram chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem.
     O projeto da socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos:
     Qualquer pedaço do queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono, mas como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar esperando. Os ratos mais fortes e astutos comeram tanto que ficaram obesos e donos do queijo; tinha todo o jeito do gato, o olhar malvado, os dentes afiados à mostra, só que, os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de hoje. Compreenderam, então, que não havia diferença alguma, pois todo rato que fica dono do queijo vira gato.
     Não é por acidente que os nomes são tão parecidos. Fonte: Site Demodelando.
     Moral da Estória
     Um governo forte amedronta o povo que fica na toca, com medo, escondido. Quando esse governo perde o poder todos saem para festejar a liberdade que termina em anarquia. Quando “socializa a democracia” os que tomam o poder fazem o mesmo com o povo, os oprime, deixam passando fome, e a miséria continuam com partidos diferentes.
     Houve um caso em que o chefão começou a comer o queijo sozinho e não distribuiu com os outros ratos de sua confiança, então houve uma revolta e acusaram de ladrão de queijo e o destituíram do cargo.
     Entrou outro chefão no poder da prole, e começou a dividir o queijo: migalhas, sobras da mesa para o povo, e pedaços grandes para os ratões que construíram os buracos. Enfim, para a organização mafiosa de colarinhos brancos, ninguém falava nada dos chefões que controlavam o gigantesco requeijão, até que um insatisfeito com o seu quinhão resolveu botar a boca no trombone e denunciou quem estava comendo mais daquele requeijão, foi um grande reboliço dentro da toca. Alguns diziam: Por que o outro foi demitido e esse chefão continua no poder? Não cometeu o mesmo crime?
     Moral ou imoral da estória:
     Porque o chefão soube dividir o queijo com todas as ratazanas, mesmo em fatias diferentes mais bem volumosas.
     Escândalos e mais escândalos sobre o requeijão e só sobram para os ratinhos magrinhos, quanto ao ratão gordão, todos os defendem, coitado! O ratão se diz inocente, apesar de ser o dono do queijo, não viu, nem ouviu nada. E ainda grita para todos os ratos não vai sobrar pedra sobre pedra, vou fazer “justiça e condenar” os gananciosos que estão comendo mais do que os outros.

Ernani Serra

Pensamentos: A ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem.

Textos Judaicos




 


PROLIFERAÇÃO HUMANA E DOS RATOS

 

     Autoridades de Nova York avaliam usar uma pílula anticoncepcional para combater os ratos.

     Nas fêmeas, o comprimido age nos ovários para que não se produzam óvulos.  Nos machos, inibe a produção de espermatozoides.

     Por Jornal Nacional

     12/04/2024 21h47 Atualizado há um dia

 

     NY avaliar usar ‘pílula anticoncepcional’ contra a praga dos ratos.

 

     Nos Estados Unidos, autoridades de Nova York estão analisando a possibilidade de recorrer a uma pílula anticoncepcional para combater uma praga urbana: a cidade está infestada de ratos.

 

     A homenagem no Central Park é em memória de Flaco, a coruja que fugiu do zoológico e morreu envenenada. Se tornou um ícone da guerra travada contra o animal mais abundante da fauna da selva de pedra.

 

     Nova York é uma cidade em que uma pessoa em situação de rua tem a companhia de ratos. Nova York tem tanta fartura que ninguém precisaria brigar por comida. Ainda mais animais que precisam de apenas 5 g de alimento diários e não de churros maiores que o próprio corpo.

 

     Nova York é uma cidade vergonhosamente infestada, que nomeou, em 2023, uma czarina - uma comandante poderosa com a missão de matar pelo menos 3 milhões de roedores.  A tarefa mais difícil é dar um jeito de fazer com que uma cidade tão rica não lide com o lixo em sacos plásticos espalhados pelo chão que são um oásis de comida e água.

 

     Mas, agora, um vereador teve uma outra ideia: comprimidos. São invenção da cientista Loretta Meyer. Ela contou ao Jornal Nacional que, para os ratos, as pastilhas são mais gostosas que pizza. São cheias de gordura e sal. Mas, na verdade, são feitas de uma substância anticoncepcional, que impede a reprodução.

 

     Nas fêmeas, ela age nos ovários para que não se produzam óvulos. Nos machos, inibe a produção de espermatozoides.  Porque quando um casal de ratos encontra o amor, é capaz de gerar uma ninhada de até 20 filhotes.

 

     Com um mês de vida, esses filhotes já são férteis, e as fêmeas entram no cio a cada três semanas e, nesse período, podem acasalar 500 vezes em apenas seis horas. Isso cria uma árvore genealógica gigante, com ramos que se espalham pela cidade. Só um casal pode gerar 15 mil descendentes em apenas um ano. A ideia de Loretta é cortar essa árvore pela raiz.

 

     No passado, ratoeiras e outras armadilhas não funcionaram porque os animais aprenderam a evitá-las. Além disso, não resolviam o problema do armazenamento do lixo. Mas Loretta acredita que o anticoncepcional pode mudar o jogo.

 

     Não é a primeira vez que Nova York tenta dar anticoncepcional para roedores. Em 1967, a ideia foi misturar anticoncepcional humano a óleo vegetal e espalhar pela cidade. Dez anos atrás, se tentou de novo. Segundo Loretta, não deu certo porque o anticoncepcional era líquido e não havia como controlar se os ratos tinham comido ou não.

 

     A ideia do projeto de lei da Câmara de Vereadores de Nova York é começar fazendo testes em uma região infestada de ratos - como toda a cidade. A medida agradou também alguns grupos de defesas dos animais, que argumentam que anticoncepcional é melhor que veneno. Ainda mais depois de Flaco, que caçou um roedor envenenado pela prefeitura e morreu na semana passada.

 

     Se a nova lei for aprovada, o veneno será proibido. A cidade vai apostar apenas nos anticoncepcionais. O projeto foi batizado de Lei Flaco, em memória da coruja e em um sinal de esperança em uma batalha histórica pelo espaço - e contra o asco.

 

     Comentário:

 

     A humanidade estão se proliferando igual aos ratos. Em Nova York estão combatendo a proliferação dos roedores através de um medicamento anticoncepcional.

    

     A ideia do projeto de lei da Câmara de Vereadores de Nova York é começar fazendo testes em uma região infestada de ratos - como toda a cidade. A medida agradou também alguns grupos de defesas dos animais, que argumentam que anticoncepcional é melhor que veneno.

 

     É disso que a humanidade está precisando de esterilizar homens e mulheres para conter a proliferação humana que vai causar o extermínio de todos os seres vivos no planeta, aproximadamente em 2100 será o fim. Salvo, se houver uma esterilização mundial que possa no futuro diminuir a explosão demográfica que está sufocando o planeta Terra.

 

Ernani Serra

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Explos%C3%A3o+demogr%C3%A1fica

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Explos%C3%A3o+demogr%C3%A1fica&updated-max=2023-05-08T21:54:00-05:00&max-results=20&start=9&by-date=false

 

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2024/04/12/autoridades-de-nova-york-avaliam-usar-uma-pilula-anticoncepcional-para-combater-os-ratos.ghtml

 

https://www.estadao.com.br/internacional/nova-york-estados-unidos-eua-ratos-contraceptivos-controle-natalidade-projeto-de-lei-nprei/

 

Pensamento: Nada é bastante ao homem para quem tudo é demasiado pouco.

 

Epicuro

 

 

 




ÔMEGA 3


Envelhecimento (Albany NY) . 2016 ago; 8 (8): 1578-1582.
Publicado online em 25 de agosto de 2016 doi:  10.18632 / aging.101021
PMCID: PMC5032683
PMID: 27564420
Suplementos de óleo de peixe, longevidade e envelhecimento
Este artigo foi citado por outros artigos no PMC.
Abstrato
A suplementação com óleo de peixe é de grande interesse médico e público, com evidência epidemiológica de benefícios para a saúde em humanos, em particular conferindo proteção contra doenças cardíacas. Suas propriedades anti-inflamatórias também foram relatadas. Os resultados iniciais de cepas de ratos de vida curta mostraram que o óleo de peixe pode aumentar a longevidade, afetando vias como inflamação e oxidação que se acredita estarem envolvidas na regulação do envelhecimento. O óleo de peixe e seus ácidos graxos ômega-3 poderiam atuar como geroprotetores? Provavelmente não. Um novo estudo de Strong et al. desafia o papel da suplementação de óleo de peixe no envelhecimento. Usando uma grande coorte de camundongos geneticamente heterogêneos em três locais, parte do Programa de Testes de Intervenções da NIA, Strong et al. mostram que a suplementação de óleo de peixe em doses baixas ou altas não tem efeito sobre a vida útil de camundongos machos ou fêmeas. Embora ainda seja possível que a suplementação de óleo de peixe tenha benefícios de saúde para doenças específicas relacionadas à idade, não parece retardar o envelhecimento ou ter benefícios de longevidade.
Palavras-chave: óleo de peixe, saúde, longevidade, camundongos, ácidos graxos ômega-3
Um número crescente de pessoas está se voltando para suplementos de óleo de peixe e de seus ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 eicosapenatenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA). Esses ácidos graxos só podem ser sintetizados em mamíferos a partir do precursor da dieta e do ácido graxo essencial, o ácido α-linolênico [ 1]. No entanto, a via de síntese requer um número de etapas de alongamento e dessaturação, fazendo com que a ingestão direta da dieta seja uma via mais efetiva de assimilação. O EPA e o DHA na dieta humana derivam indiretamente de algas marinhas (as plantas superiores não possuem as enzimas para a biossíntese desses lipídios) e sua biodisponibilidade aumenta drasticamente à medida que elas passam pela cadeia alimentar e se concentram na carne de peixes marinhos. As vendas de suplementos de ômega-3 têm crescido constantemente e são avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares só nos EUA [ 2 ], e os produtos ômega-3 em geral valem bilhões de dólares em vendas a cada ano.
O crescente interesse público e clínico no óleo de peixe e seus ácidos graxos ômega-3 não é surpreendente, considerando o grande número de estudos relatando os benefícios para a saúde do peixe, óleo de peixe e consumo de ácidos graxos ômega-3. O interesse em desencadear o óleo de peixe foram os estudos realizados em esquimós da Groenlândia, mostrando que grandes quantidades de consumo de peixe protegiam contra doenças cardíacas, apesar de uma grande ingestão de gordura e colesterol [ 3 - 6 ]. Desde então, vários estudos epidemiológicos associaram a redução do risco de doenças cardiovasculares com o consumo de peixe ou óleo de peixe [ 7 - 10 ]. Além disso, um estudo em pacientes coronarianos descobriu que os níveis sanguíneos de ácidos graxos ômega-3 estavam inversamente associados ao encurtamento de telômeros [ 11].]. O óleo de peixe tem mostrado impacto sobre vários fatores de risco associados à doença coronariana [ 3 ]. Resumidamente, o óleo de peixe reduz os níveis de triglicérides [ 9 ]. Isto foi observado em estudos em humanos de uma forma dose-resposta, acompanhada por aumentos nos níveis de colesterol LDL (e para um nível mais baixo de colesterol HDL) [ 12 ]. EPA e DHA, de fato, têm propriedades de redução de triglicérides [ 13 ]. Em pacientes com hipertensão leve, mas não em indivíduos saudáveis, o consumo de ácidos graxos ômega-3 diminuiu a pressão arterial sistólica e diastólica [ 14].]. Uma hipótese é que, ao modular a inflamação na parede arterial, os ácidos graxos ômega-3 também alteram a composição estrutural das placas ateroscleróticas avançadas de maneira a reduzir a incidência de ruptura ou ulceração da placa, um processo que precede o infarto do tecido (por exemplo, coração). ataque ou derrame) [ 15 ].
Embora os benefícios do óleo de peixe tenham sido mais amplamente estudados no contexto de doenças cardíacas, estudos sugerem que o consumo de óleo de peixe ou de seus ácidos graxos ômega-3 pode ter efeitos benéficos no acidente vascular cerebral, depressão, diabetes mellitus, câncer e doença de Alzheimer. 3 , 5 , 16 , 17 ]. Como os ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 da dieta possuem propriedades anti-inflamatórias, seus efeitos benéficos têm sido relatados para patologias e condições associadas à inflamação. Por exemplo, suplementos orais contendo ácidos graxos ômega-3 reduziram os sintomas e os escores clínicos associados à atividade inflamatória na psoríase [ 18].]. Da mesma forma, o consumo de óleo de peixe tem mostrado reduzir os sintomas da doença, bem como o uso de antiinflamatórios não esteroidais em pacientes com artrite com doença articular inflamatória grave [ 19 ]. Um estudo mostrou que a suplementação com óleo de peixe induz perfis de expressão gênica anti-inflamatória em células mononucleares do sangue humano [ 20 ]. Estudos in vitro também sugeriram que os ácidos graxos ômega-3 têm efeitos diretos sobre as respostas inflamatórias [ 21 - 23 ].
Numerosos estudos em ratos têm apoiado os papéis benéficos do consumo de óleo de peixe. Sucintamente, em camundongos, o óleo de peixe pode ter efeitos benéficos na artrite [ 24 ], no câncer [ 25 ], nas arritmias cardíacas [ 26 ] e na massa óssea durante o envelhecimento [ 27 ]. Em modelos murinos de aterosclerose, a carga da placa arterial foi reduzida com a suplementação de ácidos graxos ômega-3 [ 28 ]. Um estudo relatou efeitos benéficos dos ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 sobre a degeneração neuronal induzida pela toxina em um modelo animal de doença de Parkinson [ 29 ].
O óleo de peixe demonstrou aumentar o tempo de vida em mais de 40% em camundongos fêmeas com propensão a doenças autoimunes (NZB x NZW) [ 30 - 33 ]. A extensão do tempo de vida nesta linhagem NZB / W foi acompanhada por diminuição do peso corporal e redução dos níveis de inflamação, como menor NFkB. Interessantemente, atividades de enzimas antioxidantes aumentadas (superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase) também foram observadas e podem explicar parcialmente os níveis mais baixos de NFkB [ 30 , 31 ]. Além disso, uma análise demográfica destes NZB / W alimentados com óleo de peixe revelou que o óleo de peixe poderia alterar a inclinação de Gompertz, sugerindo que o óleo de peixe pode atrasar a taxa de envelhecimento em ratos NZB / W [ 34 ] .]. Outro estudo em camundongos encontrou evidências de aumento de expressão de genes antioxidantes em resposta ao óleo de peixe, embora seja possível que este seja um mecanismo de defesa, uma vez que o óleo de peixe é facilmente peroxidado [ 35 ]. Como tal, o óleo de peixe afeta os caminhos que se acredita estarem envolvidos na regulação do envelhecimento, tornando-o um candidato a geroprotetor. Há um enorme interesse em descobrir e desenvolver geroprotetores [ 36 ], e dado que um número significativo de pessoas já auto-administram ácidos graxos ômega-3 por razões de saúde, avaliar se o óleo de peixe é um geroprotetor é de grande interesse científico e público.
Pelas razões acima expostas, propusemos óleo de peixe para o Interventions Testing Program (ITP) da NIA, que investiga os efeitos de tratamentos ou compostos no tempo de vida e no envelhecimento de camundongos. Nossa proposta foi aprovada e duas dosagens foram testadas em três locais usando uma grande coorte (n = 287 machos e 267 fêmeas) de camundongos geneticamente heterogêneos. Os resultados não revelam benefícios significativos da longevidade da suplementação com óleo de peixe de qualquer dose em ambos os sexos [ 37 ]. Um aumento dependente da dose no peso corporal foi observado em homens aos 18 meses de idade. Houve alguma variação nos três locais com um declínio de 18% na longevidade masculina observada para a dose mais alta em um local, enquanto um aumento de 9% no tempo de vida foi observado para machos em outro local para a dosagem mais baixa [ 37]. No entanto, os resultados combinados não revelam quaisquer efeitos significativos do óleo de peixe na longevidade dos ratos.
Outros estudos murinos recentes também levantam questões sobre os benefícios de saúde e longevidade do óleo de peixe. Um pequeno estudo (n = 14) anteriormente não encontrou nenhum efeito de vida útil da suplementação de óleo de peixe em camundongos fêmeas C57BL / 6 [ 38 ]. Outro estudo descobriu que a suplementação de óleo de peixe reduziu a expectativa de vida média em camundongos F1 em 4,7 a 9,8% [ 39 ]. Como os camundongos fêmeas NZB / W são animais levemente obesos, de vida curta e auto-imunes, a extensão de vida causada pelo óleo de peixe em camundongos NZB / W pode ser devido a um atraso nas patologias desencadeadas por inflamação que são mais severas em NZB / W ratos. De fato, um estudo mais recente sugere que o DHA, em particular, suprime a sinalização e glomerulonefrite dependentes de IL-18 em camundongos NZB / W [ 40]. No entanto, um estudo descobriu que o óleo de peixe na dieta em um modelo de rato de colite inflamatória induz a colite severa e formação de adenocarcinoma [ 41 ]. Em outro modelo de rato de vida curta, o óleo alimentar de peixe a longo prazo diminuiu o tempo de vida [ 42 ], novamente sugerindo que os benefícios de longevidade do óleo de peixe são limitados a cepas muito específicas. No entanto, dada a importância da inflamação no envelhecimento [ 43 ], é surpreendente que o óleo de peixe não tenha benefícios de longevidade como parte do ITP.
Vários ensaios clínicos recentes também não comprovaram os benefícios dos suplementos de óleo de peixe. Dos 18 ensaios clínicos e 6 metanálises de suplementos de ômega-3, apenas 2 relataram benefícios [ 2 ]. Além disso, um estudo recente descobriu que os povos indígenas da Groenlândia têm adaptações genéticas e fisiológicas a uma dieta rica em ômega-3 [ 44 ]. Uma possibilidade é que os benefícios do consumo de óleo de peixe dependam da própria constituição genética individual, e algumas populações terão maiores benefícios que outras. Isso não é inesperado, uma vez que sabemos que muitas intervenções de longevidade dependem de interações genoma-ambiente [ 45 ] .]. Embora os benefícios da longevidade para suplementos de óleo de peixe pareçam improváveis, ainda é possível que os suplementos de óleo de peixe tenham um impacto positivo em doenças ou condições específicas relacionadas à idade. Uma das limitações do estudo ITP foi que nenhuma análise patológica foi realizada nos animais. No entanto, como os camundongos morrem principalmente de câncer, geroprotetores que influenciam principalmente o câncer serão mais facilmente detectados em camundongos [ 46 ]. Uma área amplamente inexplorada diz respeito a mudanças na sensibilidade à suplementação com a idade, em particular se a doença é sobreposta aos idosos. Pode ser que os suplementos de óleo de peixe sejam benéficos em algumas idades e em algumas condições, mas neutros ou mesmo prejudiciais em outras. Mais estudos são necessários para esclarecer sua possibilidade.
Em conclusão, a suplementação de óleo de peixe não prolonga a longevidade em camundongos saudáveis ​​normais. Embora os benefícios específicos para a saúde do óleo de peixe não possam ser excluídos, os ácidos graxos ômega-3 e o óleo de peixe não parecem atuar como geroprotetores.
Notas de rodapé
FINANCIAMENTO
O trabalho no laboratório do JPM é apoiado pelo Wellcome Trust e pela Methuselah Foundation. O trabalho no laboratório do RGE é apoiado pela Fundação Britânica do Coração (PG / 11/49/28983; RG / 12/7/29693; FS / 14/42/30956).
CONFLITOS DE INTERESSE
Os autores não têm conflito de interesse para divulgar.





O BRASIL ESTÁ PERDENDO A SOBERANIA


     A Revolução de 1964, mais conhecida como o Golpe Militar de 1964, foi a deposição do presidente João Goulart por um golpe militar entre 31 de março e 1º de abril de 1964. O movimento encerrou a Quarta República, instaurou um regime ditatorial que durou 21 anos (1964-1985) e foi marcado pela restrição de direitos, censura, tortura e perseguições políticas.

     A revolução de 1964 foi "estrategicamente calculada" pelos EUA, mas os Estados Unidos apoiaram ativamente o golpe de Estado que derrubou o presidente João Goulart, fornecendo apoio político e recursos para setores militares e opositores ao governo de Goulart. O governo americano buscou evitar as reformas de base defendidas por Goulart, que eram vistas como um movimento trabalhista nacionalista e de aproximação com a esquerda radical, favorecendo assim a instabilidade que culminou na deposição do presidente.

     O envolvimento dos EUA no golpe:

     Apoio a opositores: Os EUA financiaram candidatos e direcionaram recursos para governadores da oposição ao governo de João Goulart.

     Negociação de créditos: A concessão de créditos americanos foi dificultada para Goulart e sua gestão, sendo o acesso a esses recursos condicionado à estabilização econômica e a um distanciamento da esquerda radical.

     Deterioração das relações: As relações entre Brasil e Estados Unidos se deterioraram no período, culminando no apoio americano à destituição de Goulart.

     Operações Secretas: Em março de 1964, operações secretas foram realizadas para manifestações pró-democracia e para o encorajamento de sentimentos democráticos e anticomunistas no Congresso, nas Forças Armadas, em grupos estudantis e entre trabalhadores pró-americanos, além da igreja e do empresariado.

     O contexto do golpe:

     Apoio ao golpe: O apoio americano foi fundamental para dar um "sinal verde" à deposição de Goulart.

     Motivações dos EUA: Os EUA queriam evitar que o governo de Goulart avançasse com as reformas de base, vistas como um projeto trabalhista nacionalista e que poderia aproximar o Brasil da esquerda radical.

Ação das Forças Armadas: A deposição de Goulart foi feita pelas Forças Armadas brasileiras e pela elite brasileira, que queriam manter controle sobre a situação político-social, segundo a Agência Brasil.

     60 anos do golpe: como Estados Unidos apoiaram os militares

     5 de abr. de 2024 — Pode-se dizer que haviam americanos envolvidos [no golpe de 64], mas a questão principal foram as Forças Armadas ...

     A revolução de 1964 foi articulada e apoiada pelos EUA, mas os Estados Unidos apoiaram ativamente o golpe de Estado que derrubou o presidente João Goulart, fornecendo apoio político e recursos para setores militares e opositores ao governo de Goulart.          O governo americano buscou evitar as reformas de base defendidas por Goulart, que eram vistas como um movimento trabalhista nacionalista e de aproximação com a esquerda radical, favorecendo assim a instabilidade que culminou na deposição do presidente.

     O envolvimento dos EUA no golpe:

     Apoio a opositores: Os EUA financiaram candidatos e direcionaram recursos para governadores da oposição ao governo de João Goulart.

     Negociação de créditos: A concessão de créditos americanos foi dificultada para Goulart e sua gestão, sendo o acesso a esses recursos condicionado à estabilização econômica e a um distanciamento da esquerda radical.

     Deterioração das relações: As relações entre Brasil e Estados Unidos se deterioraram no período, culminando no apoio americano à destituição de Goulart.

     Operações Secretas: Em março de 1964, operações secretas foram realizadas para manifestações pró-democracia e para o encorajamento de sentimentos democráticos e anticomunistas no Congresso, nas     Forças Armadas, em grupos estudantis e entre trabalhadores pró-americanos, além da igreja e do empresariado.

    

Wikipedia

     Comentário:

     Os EUA foi o mentor da derrubada do governo de João Goulart juntamente com as Forças Armadas do Brasil. Os comunistas fanáticos foram todos eliminados pelas Forças Armadas do Brasil e os pseudo comunistas fugiram como ratos para os países capitalistas da Europa e nenhum deles quiseram ir para os países comunistas e por quê? Simplesmente porque não eram comunistas de verdade e sim de fachadas, falsos populistas, falsos socialistas, falsos representantes do povo, eram realmente neoliberais, “lobos em peles de cordeiros” que só governaram para os capitalistas: empresários, banqueiros, ruralistas, e países internacionais.

     Até hoje não apareceu nenhum presidente nacionalista, todos até hoje, foram neoliberais, entreguistas dos regimes capitalistas mundiais, até os militares quando estiveram no poder.

     Veio a anistia política e todos que fugiram como ratos, voltaram para o Brasil, e quê, queriam entregar as outras nações comunistas, o nosso país.

     Se realmente eram comunistas exilados e pessoas non gratas, por que deram a anistia a todos que estavam no exílio? Simplesmente porque não eram os verdadeiros comunistas e sim, X-9 do regime capitalista (alcaguetes) dos norte-americanos e militares e em troca dos seus serviços prestados ao regime capitalista abriram as portas para a política nacional (Congresso Nacional), presidência da República, todos os “comunistas” foram contemplados com honras e méritos.

     Agora estamos vendo esses mesmos políticos neoliberais abrindo as portas para países comunistas de verdade, numa invasão silenciosa e estrategicamente perigosa para o povo brasileiro.

     Parece até que os EUA estão apoiando essa invasão econômica e financeira dos países comunistas e no futuro vão ver o Brasil e muitas outras nações que deixam entrar esses imigrantes e o mercado internacional comunista tomando a soberania mundial.

     Seremos no futuro do Brasil, mais uma colônia de políticos, nações, que desejam escravizar o Brasil e o mundo com seus modelos de progresso! Quem vai dar o primeiro passo para expulsar esses invasores com armas econômicas e financeiras?

 

Ernani Serra

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Comunismo

 

Pensamento: As armas econômicas e financeiras são para invadir sem causar danos materiais e sem mortos é o inverso das armas militares.

 

Ernani Serra

 



BISFENOL “A” (BPA)


    
     O planeta Terra está sendo asfixiado por toneladas de plásticos que estão causando males à saúde pública e ao meio ambiente. O planeta está se tornando uma lixeira dos plásticos, tudo é feito de plástico, o plástico está nas embalagens de comidas, nas sacolas plásticas, nos laticínios, nas garrafas pet, e numa infinidades de utensílios domésticos e eletrodomésticos, a população vive rodeada desses elementos químicos que só trazem males ao ser humano. Os oceanos estão se tornando uma lixeira que está contaminando e matando os animais marinhos.
     O plástico tem em sua composição o Bisfenol A que causa a infertilidade do homem, e que, pode até ser o causador de distúrbios generalizados dentro da sociedade como o homossexualismo tanto feminino quanto masculino.
     O Bisfenol A está matando gente e causando anomalias nas células humanas, está modificando a genética do ser humano, está destruindo o planeta Terra e todos os seres vivos.

Ernani Serra
     ONDE ESTÁ O BISFENOL A?
                            

Eis, abaixo, uma lista contendo apenas alguns dos produtos plásticos que têm como base o bisfenol A - BPA:

                            
mamadeiras de plástico (recomenda-se, inclusive, o uso de mamadeiras de vidro às de plástico);

                            
embalagens plásticas para acondicionar alimentos na geladeira (marmitas, jarras de água, etc);

               
formas de plástico para microondas;
               
               
utensílios de plástico para o lar;

copos, pratos e talheres de plástico (inclusive os infantis), especialmente se estiver ingerindo bebidas quentes, tais como cafezinho, chocolate quente, etc;

materiais médicos e dentários. A respeito dos materiais dentários contaminados com BISFENOL A, veja o seguinte link: "Dental Composites for Kids: Even Worse Than Mercury Amalgam?" (em português: "Compósitos odontológicos para Crianças: ainda piores do que os de Amálgama de Mercúrio?");

nos enlatados, como revestimento interno (inclusive de refrigerante, leite em pó ou comidas enlatadas);

em garrafas plásticas reutilizáveis de água (especialmente tipo squeeze);

brinquedos de plástico (os quais devem ser evitados sobretudo por crianças);

garrafões de plástico de 20 litros, muito comum nos atuais bebedouros de água mineral;

papeis térmicos (como os usados em máquinas de cartão de crédito ou de emissão de nota fiscal, tíquetes de cinema , etc). Nestes casos, acredita-se que o contato com a pele possa ser suficiente para transmitir o bisfenol para o organismo humano.

equipamentos de proteção para prática de esportes;

CDs, DVDs  e discos de vinil;

lentes de óculos;

capacetes;

tubulações e caixas de água;

tintas e resinas epóxi;

computadores;

Telhas de policarbonato;

eletrodomésticos, tais como panelas de vapor de plástico, liquidificador, etc;

A relação acima está longe de ser completa. Não é incomum, a propósito, que o Bisfenol A deixe de ser indicado na composição química de um determinado produto industrial, especialmente quando é misturado (ou entra como subproduto) em sua composição química;

Efeitos sobre a saúde

Disruptor endócrino

O bisfenol A é um disruptor endócrino que mimetiza os hormônios do organismo e pode causar efeitos negativos sobre a saúde. Os anos iniciais do desenvolvimento parecem ser o período de maior sensibilidade a seus efeitos. Organismos reguladores, como o FDA (EUA) e a ANVISA (Brasil), determinaram níveis seguros para seres humanos, mas estes níveis são atualmente questionados ou revistos como resultado de novos estudos científicos.
Em 2009 a Endocrine Society divulgou comunicado científico expressando preocupação com a exposição humana corrente ao BPA.
Em 2008 um relatório do NTP (Programa Toxicológico Nacional) dos EUA concordou, expressando "alguma preocupação por efeitos sobre o cérebro, comportamento e glândula próstata em fetos, bebês e crianças", com menor preocupação com o efeito sobre glândulas mamárias a mortalidade.

Funcionamento da tireóide

Estudo de 2007 concluiu que o bisfenol A bloqueia os receptores do hormônio da tireóide.

Problemas neurológicos

Em 2007 um painel do NIH (National Institutes of Health) dos EUA demonstrou "alguma preocupação" com os efeitos do BPA sobre o desenvolvimento cerebral e o comportamento de fetos e bebês.
O estudo do NTP também indicou "alguma preocupação" com o efeito do BPA sobre o desenvolvimento cerebral e comportamento de fetos e bebês.[33]
Estudo de 2008 concluiu que a exposição neonatal ao BPA pode afetar o comportamento ligado ao dimorfismo sexual no adulto. Também em 2008 conclui-se que o BPA afeta, mesmo em nanodosagem, o processo da memória, porque altera a potenciação a longo prazo do hipocampo.
Estudo com primatas da Yale School of Medicine observou interferência do BPA em conexões celulares do cérebro vitais para a memória, aprendizagem e humor.[34][35]

Disrupção do sistema dopaminérgico[editar | editar código-fonte]

Hiperatividadedéficit de atenção e aumento da sensibilidade a drogas de abuso resultam do aumento da atividade mesolímbica da dopamina causada pelo mimetismo da atividade estrogênica pelo BPA.[36]

Câncer de mama

Estudo de 2009 baseado em experimentos com ser humanos e dados epidemiológicos reforça a hipótese de que a exposição fetal ao composto seja uma das causa subjacente do aumento do câncer de mama nos últimos 50 anos.

Crescimento da próstata

Estudo in vitro de 2007 mostrou aumento permanente de tamanho da próstata com concentrações de BPA usualmente encontradas no soro humano.

Sistema reprodutor e comportamento sexual

Estudos de 2009 apontam para anomalias do ovário e efeitos carcinogênicos por exposição durante períodos pré-natais críticos de diferenciação, alteração permanente dos mecanismos hipotalâmicos estrógeno-dependentes que organizam o comportamento sexual da fêmea de ratos exposta no período neonatal, disfunção sexual masculina referida por adultos que trabalham com BPA. Pesquisa realizada em 2010 demonstrou que o Bisfenol-A aumenta o risco de disfunções sexuais masculinas, reduz a concentração e qualidade do sêmen, segundo estudo publicado na revista “Fertility and Sterility”. A pesquisa foi realizada durante cinco anos com 514 operários que trabalhavam em fábricas da China.[40]

Síndrome do Ovário Policístico

Conforme vários estudos científicos recentes, o Bisfenol A vem sendo cada vez mais indicado como um potencial responsável pela manifestação (ou agravamento em mulheres geneticamente predispostas) da Síndrome do Ovário Policístico (SOP). Isto se explica pelo fato de que a grande maioria dos plásticos atuais têm, em sua composição química, justamente o Bisfenol A (BPA), o qual se presta, especialmente, como matéria-prima do policarbonato. Utilizado para usos comerciais desde o ano de 1957, o bisfenol A, segundo várias pesquisas já atestaram, comporta-se, acaso presente no organismo humano (tanto adulto quanto infantil), como um hormônio feminino (o estrogênio).
Em resumo: o principal malefício do plástico fabricado com Bisfenol A vem a ser o aumento da circulação, no sangue humano, de um produto químico semelhante (isto é, bioidêntico) ao hormônio feminino. Consequentemente, o desequilíbrio hormonal gerado pela contaminação com Bisfenol A afeta tanto homens quanto mulheres, ocasionando profundas alterações na saúde hormonal, reprodutiva e comportamental de ambos os sexos. Nas mulheres, o Bisfenol parece desregular a produção do hormônio liberador de gonadotropinas (GnRH) - note-se que ao nível da glândula pituitária (hipófise), produtos químicos industriais (incluindo-se o BPA), por si só, foram capazes de perturbar a liberação de gonadotrofinas. Consequentemente, tais distúrbios, conforme se viu acima em Causas relacionadas a desordens endócrinas, encontram-se na raiz da Síndrome do Ovário Policístico - SOP, até mesmo porque a produção exarcebada do hormônio liberador de gonadotropinas (GnRH) desequilibra a produção do Hormônio luteinizante (LH) em proporção superior à do Hormônio Folículo Estimulante (FSH).[41] Este aumento do Hormônio luteinizante (LH) seria o estimulador da superprodução de andrógenos, fato que se agrega à produção exagerada de androgênios pelos ovários. Eis alguns estudos que evidenciam tais afirmações:
1.       Um estudo recente intitulado "Bisphenol A (BPA) and its potential role in the pathogenesis of the polycystic ovary syndrome (PCOS)" [43] (em português: "O bisfenol A e seu potencial papel na patogênese da síndrome do ovário policístico"), publicado na revista Gynecol Endocrinol em janeiro de 2014, confirmou assertivas insertas em pesquisas anteriores acerca do potencial papel do Bisfenol A (BPA) no desenvolvimento da Síndrome do Ovário Policístico (SOP). Observações recentes demonstraram níveis mais elevados de BPA em fluidos biológicos de mulheres com SOP e seu papel na patogênese da hiperandrogenismo e hiperinsulinemia. Há fortes indícios de que a exposição da mãe ao BPA durante a gravidez também pode levar ao desenvolvimento da SOP na prole feminina.
2.       Outro estudo, igualmente importante, de 2011, cuja leitura merece ser indicada, é o seguinte: "Endocrine Disruptors and Polycystic Ovary Syndrome (PCOS): Elevated Serum Levels of Bisphenol A in Women with PCOS" [44] (em português: "Desreguladores endócrinos e Síndrome do Ovário Policístico (SOP): Níveis séricos elevados de bisfenol A em mulheres com SOP")Eis as conclusões de tal pesquisa: foram encontrados níveis maiores de BPA em mulheres com SOP e uma associação estatisticamente positiva e significativa entre andrógenos e o Bisfenol (BPA), fatores estes que apontam para o fato de que o BPA possui um potencial e relevante papel, por ser um disruptor endócrino, na fisiopatologia da SOP. No artigo "Industrial endocrine disruptors and polycystic ovary syndrome" (em português, "Disruptores endócrinos industriais e a síndrome do ovário policístico"), edição de dezembro de 2013, revelou-se, ainda, que o eixo hipotálamo-hipofisário é castigado pelo Bisfenol A (BPA), eis que o mesmo desregula a produção do hormônio liberador de gonadotropinas (GnRH). Ao nível da glândula pituitária (hipófise), produtos químicos industriais (incluindo-se o BPA), por si só, foram capazes de perturbar a liberação de gonadotrofinas.[41] Tais distúrbios, conforme se viu acima em Causas relacionadas a desordens endócrinas, encontram-se na raiz da SOP, até mesmo por conta do desequilíbrio causado na produção do Hormônio luteinizante (LH) em proporção superior à do Hormônio Folículo Estimulante (FSH).

Outros efeitos

Afeta o coração de mulheres, danifica de forma irreversível o DNA de camundongos e ratos e está entrando no corpo humano por uma variedade de fontes desconhecidas. Provoca aborto, prematuridade, restrição ao crescimento intrauterino e pre-eclampsia. Impacta a permeabilidade intestinal. Induz a asma.

Toxicologia

Toxicocinética

Existe uma diferença significativa na distribuição do Bisfenol A em humanos e roedores.
Em humanos, uma dose única (baixa ou elevada) de BPA é bem absorvida e o composto sofre metabolização de 1ª passagem completa no fígado a glucuronídeo de BPA, como principal metabolito. Este glucuronídeo é, de seguida, excretado na urina de uma forma rápida, demorando menos de 6 horas. O sulfato do bisfenol A tem sido reportado como um metabolito minoritário na urina em humanos. Em ratos o BPA é biotransformado pelas mesmas reacções, mas nestas espécies, o BPA sofre recirculação entero-hepática. Uma vez excretado do fígado pela bíle no tracto gastrointestinal como conjugados do BPA, estes conjugados são novamente quebrados a BPA e o BPA livre é reabsorvido. Como resultado, a clearance do BPA é mais demorada nos roedores do que nos humanos, variando o tempo de meia-vida de 19-78 h. O BPA livre é o composto toxicamente relevante, uma vez que o conjugado não retém a actividade biológica do composto que lhe deu origem. Por isso, a capacidade e o nível de conjugação são importantes para a avaliação do risco do BPA.

Toxicidade

HUMANOS - Estudos epidemiológicos recentes, têm sugerido alguma associação, estatisticamente significativa, entre a exposição ao BPA (ex.: doseando as concentrações de BPA na urina), e os efeitos na saúde humana em adultos (ex.: desenvolvimento de doenças coronárias, distúrbios reprodutivos, etc.), e alterações comportamentais em jovens do sexo feminino. Contudo, o Painel da EFSA  salientou que os estudos epidemiológicos podem demonstrar associações estatísticas entre a exposição ao BPA e a presença (doença coronária), ou a ausência (cancro e asma), em termos de efeitos para a saúde, mas o desenho inerente aos estudos transversais não permite o estabelecimento de relações causais entre a exposição ao BPA e as consequências prejudiciais na saúde (ex.: doenças crónicas). ANIMAIS - Estudos in vitro- e in vivo- acerca de alterações em receptores, hormonas, sistema imunitário, proliferação celular, apoptose, proteómica, genómica e epigenética foram apresentados para compilar/ resumir os dados mais recentes acerca de mecanismos endócrinos potencialmente relevantes mediados pelo BPA. Doses elevadas de BPA (>5 mg/kg peso corporal/dia) podem ter efeitos bioquímicos e moleculares consistentes com aqueles observados com outras substâncias estrogénicas. Também se têm referido efeitos com uma exposição a baixas doses de BPA, que podem ser independentes dos receptores hormonais clássicos. O BPA possui uma ligação fraca afinidades para estes receptores, mas os seus efeitos podem ser alternativamente induzidos por vias de sinalização iniciadas através de cinases membranares. Porém, na ausência de curvas dose-resposta claras e devido às falhas no desenho experimental, não se pode retirar qualquer conclusão acercas das alterações bioquímicas e moleculares nem é possível definir que têm ou não impacto na saúde humana. Devido à falta de um modo de acção claramente definido para o BPA em baixas doses, a relevância toxicológica dos efeitos do BPA descritos, não podem ser avaliados e os resultados não podem ser tidos em consideração para a derivação do TDI. Apesar de serem referidas algumas alterações bioquímicas como consequência de efeitos de uma dose baixa de BPA, o Painel da EFSA  não considerou este efeito adverso reprodutível.
Copiado da Wikipédia




Pensamento: O mundo está em degeneração.

Ernani Serra

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