MINISTRO BARROSO DO STF DISSERTA SOBRE COMBATE A CORRUPÇÃO E REFUNDAÇÃO DO BRASIL.


     Em seu texto, o ministro Barroso observa que o Brasil tem vivido uma tempestade política, econômica e ética que mudou a percepção da sociedade em relação a muitas questões, notadamente aquelas associadas ao cumprimento da lei e ao combate à corrupção. Para ele, por outro lado, podemos estar vivendo um recomeço.
     "Minha crença num momento de refundação do país não guarda relação com as recentes eleições ou este ou aquele governo — é independente de ideologias. Baseia-se, ao contrário, nas mudanças ocorridas na sociedade civil, que deixou de aceitar o inaceitável e desenvolveu uma imensa demanda por integridade, idealismo e patriotismo."
     Nos últimos tempos, o Brasil tem vivido uma tempestade política, econômica e ética que mudou a percepção da sociedade em relação a muitas questões, inclusive — e notadamente — aquelas associadas ao cumprimento da lei e ao combate à corrupção. De acordo com a Transparência Internacional, o Brasil ficou na 96a posição no Índice de Percepção da Corrupção em 2017, num ranking incluindo 180 países. Para uma das dez maiores economias do mundo, trata-se de uma posição constrangedora. Pior: nas últimas pontuações, o Brasil vem caindo vertiginosamente. De fato, em 2006 ocupava a 79a posição; em 2015, a 69a. É possível, porém, que o aumento da percepção da corrupção não signifique, necessariamente, um aumento no volume dos comportamentos desviantes. Pode ser um sinal de que o país deixou de varrer a sujeira para baixo do tapete e passou a enfrentar com coragem o problema.
Honrado com o convite para prefaciar esta obra, faço algumas reflexões a seguir.

ORIGENS E CAUSAS DA CORRUPÇÃO NO BRASIL
     A corrupção no Brasil tem origens e causas remotas.        Aponto sumariamente três:
     A primeira é o patrimonialismo, decorrente da colonização ibérica, marcada pela má separação entre a esfera pública e a esfera privada. Não havia distinção entre a Fazenda do rei e a Fazenda do reino — o rei era sócio dos colonizadores —, e as obrigações privadas e os deveres públicos se sobrepunham.
     A segunda causa é a onipresença do Estado, que exerce o controle da política e das atividades econômicas, pela exploração direta ou por mecanismos de financiamento a empresas privadas e de concessão de benefícios. A sociedade torna-se dependente do Estado para quase tudo o que é importante, sejam projetos pessoais, sociais ou empresariais. Cria-se uma cultura de paternalismo e compadrio, acima do mérito e da virtude. O Estado e seus representantes vendem favores e cobram lealdades.
     A terceira causa é a cultura da desigualdade. As origens aristocráticas e escravocratas formaram uma sociedade na qual existem superiores e inferiores, os que estão sujeitos à lei e os que se consideram acima dela. A elite dos superiores se protege contra o alcance das leis, circunstância que incentiva condutas erradas.
    
Causas imediatas
     A essas origens remotas somam-se duas causas mais imediatas.
     A primeira é o sistema político, que produz eleições excessivamente caras, com baixa representatividade dos eleitos em razão do sistema eleitoral proporcional em lista aberta, o que dificulta a governabilidade. Os custos altíssimos das eleições fazem com que seu financiamento esteja por trás de boa parte dos escândalos de corrupção; a baixa representatividade gera uma classe política descolada da sociedade civil; e a governabilidade é comprometida por mais de duas dezenas de partidos políticos que tornam a Presidência da República refém de práticas fisiológicas — quando não desonestas — do Congresso.
     Uma segunda causa é a impunidade. O sistema criminal brasileiro, até muito pouco tempo atrás, mantinha uma postura de leniência em relação à criminalidade de colarinho-branco, tanto por deficiência das leis como pela pouca disposição dos juízes em condenar por tais crimes, considerados não violentos e não muito graves. O sistema punitivo brasileiro, historicamente, só foi capaz de punir gente pobre, por delitos violentos ou envolvendo drogas ilícitas. Esse quadro começou a mudar nos últimos tempos, ainda que lentamente. Como assinalado no artigo dos procuradores Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon, “casos criminais contra poderosos dificilmente têm seu mérito analisado. Em geral são anulados por tribunais ou prescrevem”.
    
O QUADRO ATUAL DA CORRUPÇÃO NO BRASIL
     Corrupção estrutural e sistêmica: o pacto oligárquico.
     É impossível não identificar as dificuldades em superar a corrupção sistêmica como um dos pontos baixos desses últimos trinta anos de democracia no Brasil. O fenômeno vem em processo acumulativo de longa data e se disseminou, nos últimos tempos, em níveis espantosos e endêmicos. Não foram falhas pontuais, individuais. Foi um fenômeno generalizado, sistêmico e plural, que envolveu empresas estatais e privadas, agentes públicos e privados, partidos políticos, membros do Executivo e do Legislativo. Havia esquemas profissionais de arrecadação e distribuição de quantias desviadas mediante superfaturamento e outros métodos. Esse se tornou o modo natural de fazer negócios e política no país. A corrupção é fruto de um pacto oligárquico celebrado entre boa parte da classe política, do empresariado e da burocracia governamental para saquear o Estado brasileiro.
     Um instantâneo do nosso momento atual revela a existência de ações penais em curso ou condenações por corrupção envolvendo: o atual presidente da República, dois de seus antecessores e um ex-candidato ao cargo; dois ex-chefes da Casa Civil; três ex-presidentes da Câmara dos Deputados; um ex-presidente do Senado Federal; um ex-secretário de Governo da Presidência da República; e diversos ex-governadores de estados. Alguém poderia supor que haja uma conspiração geral contra tudo e contra todos.      O problema com essa versão são os fatos: os áudios, os vídeos, as malas de dinheiro, assim como as provas que saltam de cada compartimento que se abra.
     A reação da sociedade: mudanças de atitude, na legislação e na jurisprudência.
     Se há uma novidade no Brasil, é uma sociedade civil que deixou de aceitar o inaceitável. A reação da cidadania impulsionou mudanças importantes de atitude que alcançaram as instituições, a legislação e a jurisprudência. A primeira delas foi o julgamento da Ação Penal 470, conhecida como o caso do “mensalão”, marco emblemático da rejeição social a práticas promíscuas entre o setor privado e o poder público, historicamente presentes na vida nacional.
     O Supremo Tribunal Federal foi capaz de interpretar esse sentimento e, num ponto fora da curva — e que veio a mudar a curva —, decretou a condenação de mais de duas dezenas de pessoas, entre empresários, políticos e servidores públicos, por delitos como corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta de instituição financeira.
     Na sequência, a magistratura, o Ministério Público e a Polícia Federal conduziram a chamada operação Lava Jato, o mais extenso e profundo processo de enfrentamento da corrupção na história do país — e talvez do mundo. Utilizando técnicas de investigação modernas, processamento de big data e colaborações premiadas, a operação desvendou um imenso esquema de propinas, superfaturamento e desvio de recursos da Petrobras. Em seu artigo para esta obra, o ex-juiz Sergio Moro registra que até junho de 2018 haviam sido propostas 76 ações penais contra 319 pessoas, com 134 condenados por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em meados de 2017, já havia em torno de 140 condenações em primeiro grau de jurisdição. A verdade é que poucos países no mundo tiveram a capacidade de abrir suas entranhas e expor desmandos atávicos como o Brasil.
     Ao longo dos anos — de forma lenta, porém contínua —, também houve mudanças importantes na legislação destinada a enfrentar a criminalidade de colarinho-branco, com a aprovação do agravamento das penas pelo crime de corrupção, da lei de lavagem de dinheiro, da lei que define organização criminosa e que aperfeiçoou a colaboração premiada e da Lei Anticorrupção. Na mesma onda de combate a esse tipo de improbidade, sobreveio a Lei Complementar no 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa, que impede de concorrer a cargos eletivos quem foi condenado por órgão colegiado por crimes ou infrações graves  — uma medida importante em favor da moralidade administrativa e da decência política. Muita gente é contra essas inovações. Paciência. Nós não somos atrasados por acaso. Somos atrasados porque o atraso é bem defendido.
     Por fim, houve alterações ou movimentos significativos trazidos pela jurisprudência do próprio Supremo. A mais importante delas, sem dúvida, foi a possibilidade de execução de decisões penais condenatórias após o julgamento em segundo grau, fechando a porta pela qual processos criminais se eternizavam até a prescrição. Também merece destaque a declaração de inconstitucionalidade do modelo de financiamento eleitoral por empresas, que produziu as práticas mafiosas desveladas pela Lava Jato.   Também pode ser inserida nessa tendência de maior seriedade penal a validação das investigações conduzidas pelo Ministério Público. Cabe destacar, ainda, a decisão que reduziu drasticamente o alcance do foro privilegiado, limitando-o aos atos praticados no cargo e em razão de seu exercício.

A reação às mudanças
     Há uma imensa resistência contra essas transformações por parte dos membros do pacto oligárquico e seus defensores. Na verdade, o combate à corrupção no Brasil, embora tenha avançado muito, ainda enfrenta três obstáculos poderosos: parte do pensamento progressista acredita que os fins justificam os meios e que a corrupção não é mais do que uma nota de rodapé da história. Estão errados. Ela drena os recursos que deveriam contribuir para a distribuição de riqueza e bem-estar e cria uma relação pervertida entre a cidadania e o Estado, bem como gera um ambiente geral de desconfiança entre as pessoas; parte do pensamento conservador brasileiro milita no tropicalismo equívoco de que corrupção ruim é a dos adversários, dos que não servem aos seus interesses imediatos. E, assim, dão suporte a elites extrativistas que nos atrasam na história, nos retêm como um país de renda média e impedem a prosperidade para todos; e, por fim, os próprios corruptos, que se dividem em dois grupos: os que não querem ser punidos pelos muitos malfeitos perpetrados ao longo dos anos e um lote pior, que é o dos que não querem se tornar honestos daqui nem para a frente.

OS CUSTOS DA CORRUPÇÃO
     A corrupção tem custos financeiros, sociais e morais. Não é fácil estimar as perdas monetárias com a corrupção. Trata-se de um tipo de crime difícil de rastrear, porque subornos e propinas não vêm a público facilmente nem são lançados na contabilidade oficial.   Nada obstante, noticiou-se que apenas na Petrobras e demais empresas estatais investigadas na Lava Jato — isto é, em uma única operação — os pagamentos de propinas chegaram a 20 bilhões de reais. No balanço da empresa de 2014, publicado com atraso em 2015, como assinalado no artigo de Sergio Moro, foram registradas perdas de 6 bilhões de reais, equivalentes, à época, a 2 bilhões de dólares. No início de 2018, a Petrobras fez acordo para o pagamento de cerca de 3 bilhões de dólares em Nova York em class action movida por investidores americanos, e de 853 milhões de dólares com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os custos sociais também são elevadíssimos. A corrupção compromete a qualidade dos serviços públicos em áreas de grande relevância, como saúde, educação, segurança pública, estradas, transporte urbano etc. Da mesma forma, faz com que decisões relevantes acabem sendo tomadas com motivações e fins errados. Nos últimos anos, no rastro dos escândalos de corrupção, o pib brasileiro caiu mais de 20%.
     O pior, todavia, é provavelmente o custo moral, com a criação de uma cultura de desonestidade e esperteza que contamina a sociedade e dá incentivos errados aos cidadãos. Nesse ponto há uma visão equivocada na matéria, que pretende fazer uma distinção quando o dinheiro da corrupção vai para o bolso do agente público ou para uma campanha política. O problema, no entanto, é que o mais grave nesse contexto não é para onde o dinheiro vai: é de onde ele vem, o que se faz para obtê-lo. Não é difícil ilustrar que condutas são essas: superfaturam-se contratos; cobram-se propinas em empréstimos públicos; vendem-se benefícios fiscais em medidas legislativas; cobra-se pedágio de toda e qualquer pessoa que queira fazer negócio no Brasil.   Para mudar essas práticas, não há como ser condescendente com elas.

A CORRUPÇÃO É CRIME VIOLENTO, PRATICADO POR GENTE PERIGOSA
     É um equívoco supor que a corrupção não seja um crime violento. Corrupção mata. Mata na fila do atendimento pelo Sistema Único de Saúde, na falta de leitos, na escassez de medicamentos. Mata nas estradas sem manutenção adequada. A corrupção destrói vidas que não são educadas adequadamente, em razão da ausência de escolas e de deficiências de estruturas e equipamentos. O fato de o corrupto não ver nos olhos as vítimas que provoca não o torna menos perigoso. A crença de que a corrupção não é um crime grave e violento — e de que os corruptos não são perigosos — nos trouxe até aqui, a esse cenário sombrio em que recessão, corrupção e criminalidade elevadíssima nos atrasam e nos retêm num patamar de renda média, sem conseguirmos furar o cerco.
     O que temos é um país com uma faceta feia e desonesta, no qual altos dirigentes ajustam propinas dentro dos palácios de onde deveriam governar com probidade;  governadores transformam a sede de governo em centros de arrecadação e distribuição de dinheiro desviado; parlamentares cobram vantagens indevidas para aprovar desonerações; membros de Comissões Parlamentares de Inquérito achacam pessoas e empresas para não as submeterem a constrangimentos e humilhações públicas, dirigentes de instituições financeiras públicas exigem para si percentuais dos empréstimos que liberam, dirigentes de fundos de pensão de empresas estatais fazem investimentos ruinosos para os seus beneficiários em troca de vantagens indevidas.
     É bem de ver que a crítica que se faz, e que é aqui endossada, não envolve punitivismo, jacobinismo ou a crença em vingadores mascarados. Nem Robespierre, nem Savonarola: estamos aqui falando de respeito pleno à Constituição e à legalidade penal. Porém, é preciso derrotar a visão equivocada e difundida de que devido processo legal é o que não termina nunca e que garantismo significa que ninguém nunca é punido por coisa nenhuma, não importa o que tenha feito.

O PAPEL DO DIREITO PENAL E AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPUNIDADE
     O sistema punitivo está longe de figurar no topo da lista dos instrumentos mais importantes para realizar o ideário constitucional. Não se muda o mundo com a exacerbação do direito penal. A construção de um país fundado em justiça, segurança e igualdade entre todos é mais bem servida por categorias como educação de qualidade desde a pré-escola, para permitir que as pessoas tenham igualdade de oportunidades e possam fazer escolhas esclarecidas na vida; distribuição adequada de riquezas, poder e bem-estar, para que os cidadãos possam ser verdadeiramente livres e iguais, e se sentirem integrantes de uma comunidade política que as trata com respeito e consideração; e debate público democrático e de qualidade, no qual a livre circulação de ideias e de opiniões permita a busca das melhores soluções para as necessidades e angústias da coletividade.
     A verdade, porém, é que no atual estágio da condição humana o bem nem sempre consegue se impor por si próprio. A ética e o ideal de vida boa precisam também de um impulso externo. Entre nós, no entanto, um direito penal seletivo e absolutamente ineficiente em relação à criminalidade de colarinho-branco criou um país de ricos delinquentes. O país da fraude em licitações, da corrupção ativa, da corrupção passiva, do peculato, da lavagem de dinheiro sujo. O sistema punitivo deixou de cumprir o seu papel principal: o de funcionar como prevenção geral, com o temor da punição servindo para inibir os comportamentos criminosos. As pessoas tomam decisões na vida com base em incentivos e riscos. Se há incentivos para a conduta ilícita — como o ganho fácil e farto — e não há grandes riscos de punição, a sociedade experimenta índices elevados de criminalidade.
     Por ser a corrupção um crime racional, “é indispensável alterar a relação entre custo e benefício dessa prática, tanto para o corruptor como para o corrupto”.

CONCLUSÃO: UM NOVO PARADIGMA
     A corrupção favorece os piores. É a prevalência dos desonestos sobre os íntegros. Esse modelo não se sustenta indefinidamente. Só se o mal pudesse mais do que o bem. Mas, se fosse assim, nada valeria a pena. A maneira desassombrada como a sociedade brasileira — e parte das suas instituições — vem enfrentando a corrupção e a impunidade, dentro do estado de direito, produzirá, logo ali na esquina do tempo, uma transformação cultural importante: a revalorização dos bons em lugar dos espertos. Quem tiver talento para produzir uma inovação relevante, ou for capaz de baixar custos de uma obra pública, será mais importante do que quem conhece a autoridade administrativa que paga qualquer preço, desde que receba uma vantagem por fora. 
     É possível — apenas possível — que a tempestade ética, política e econômica que atingiu o Brasil nos últimos anos representem uma dessas conjunturas críticas que permitirão a reconstrução de muitas instituições e que ajudarão a empurrar para a margem da história as elites extrativistas e autorreferentes que se apropriaram do Estado brasileiro.
     Minha crença num momento de refundação do país não guarda relação com as recentes eleições ou este ou aquele governo — é independente de ideologias. Baseia-se, ao contrário, nas mudanças ocorridas na sociedade civil, que deixou de aceitar o inaceitável e desenvolveu uma imensa demanda por integridade, idealismo e patriotismo. E essa é a energia que muda paradigmas e empurra a história. Assim seja.
Brasília, 12 de dezembro de 2018
LUÍS ROBERTO BARROSO

Ernani Serra




Pensamento: Estamos vivendo um conto de fadas, com reis e palácios e sem reinados.

Ernani Serra




DESTRUINDO O TURISMO DO BRASIL


     Já não bastar a destruição do patrimônio do país e do poder econômico do povo brasileiro, agora está destruindo os Biomas e Ecossistemas do Brasil.
     Estão destruindo o Brasil de maneira sistêmico e destruindo as fontes de belezas naturais que poderiam alimentar uma população e também, desenvolver o turismo nacional.
     Sempre houve barragens no país e nunca se viu ouvir que alguma barragem estivesse à ponte de estourar, agora tudo pode acontecer, em Minas Gerais estouraram várias barragens da VALE de modo cascata e várias estão ameaçadas. Houve crime ambiental com o estouro dessas barragens que contaminou todos os rios e até o mar costeiro da desembocadura do rio. Foi uma catástrofe ambiental e ninguém foi preso e nem pagaram pelo crime das pessoas e animais mortos (aterradas) e nem pelo prejuízo do patrimônio civil e público. Não vale a pena entregar as nossas riquezas do solo e subsolo as empresas estrangeiras que não se responsabilizam pelos danos materiais causadas pela negligência e irresponsabilidade da VALE, e que, a justiça do Brasil não tem força moral para exigir o pagamento pelos danos materiais e morais dessas mineradoras internacionais. Essas mineradoras só trazem destruição e prejuízo a União. É mais importante preservar as florestas e se aproveitar das belezas naturais para instalar a indústria do turismo nacional.
     Temos várias minas de ouro sendo exploradas por mineradoras internacionais e não estamos vendo nenhum retorno para o povo brasileiro que a cada dia estão mais pobres e miseráveis. Os retornos só vão para os bolsos dos políticos corruptos, entreguistas e traidores da pátria. Essas empresas internacionais não respeitam as leis e nem o governo brasileiro, elas fazem o que querem e não há punição. São intocáveis e se acham as donas do Brasil, e realmente estão sendo, com as privatizações e leilões do patrimônio nacional.
     Temos agora o problema com os navios petroleiros que passam em alto mar na mediação do Nordeste brasileiro; e jogam borras de petróleo no mar, contaminando toda a costa nordestina. Essas lavagens nos tanques dos navios petroleiros são feitas de maneira criminosa e não respeitam as leis internacionais de navegação que proíbem o descarte de petróleo nos oceanos e mares. Como o Brasil é terra de ninguém e quem manda é os poderosos internacionais, então agem de maneira irresponsáveis por ter certeza que nada vai acontecer com os infratores do petróleo.      Chegaram até condenar a Venezuela com o derrame das borras de petróleo no litoral nordestino, pois é sabido que a rota do petróleo venezuelano não passa pelo Brasil, agora chegaram a um denominador comum que foi um ou vários navios petroleiros da Shell (EUA) que contaminaram toda costa nordestina, mas como o Brasil é domínio dos EUA, então ficaram calados e ainda ninguém foi multado pelo crime ambiental, vai ficar o dito pelo não dito e o Brasil que se exploda. Os políticos estão interessados é pelos royalties do petróleo e não, pela contaminação do oceano e mares.
     Os políticos se acham os imperadores do Brasil, pois, o país tem uma história de monarquia que se vem conservando até hoje, toda construção para governos e juristas são denominadas de palácios, esses políticos e juristas se portam como se fossem monarcas explorando o povo através de impostos e sacrificando a nação, enquanto eles vivem como marajás sem sacrifícios e no bem bom, com todas as mordomias e orgias da corte monárquica brasileira. De República não temos nada, somos uma monarquia disfarçada e aleijada. Lá no íntimo esses políticos se acham que têm sangue real e pertencem a uma linhagem etnológica real. Vejam até o dinheiro deram o nome de Real. Os políticos imitam de maneira disforme o Regime Monárquico.

Ernani Serra




Pensamento: Vivem como reis e sacrificam o povo como uma monarquia.

Ernani Serra





HONESTIDADE


     O Brasil vem desde os primórdios dos tempos sofrendo com as corrupções e com os corruptores.
     A infelicidade do Brasil foi os vícios das propinas aos políticos corruptos e a famosa toma lá, dá cá, e as trocas de favores aos cargos públicos do Legislativo para o Executivo, acompanhadas de benesses.
     Toda essa corrupção deu início a uma conspiração de Lesa a Pátria que levou o Brasil a falência econômica, financeira e social. Hoje, o Brasil é um país multinacional a caminho de se tornar internacional.
     O que faltou no Brasil foram honestidade e patriotismo, esses são as chaves da libertação e da retomada da Soberania Nacional que está prestes a cair em mãos estrangeiras. Do jeito que vão as coisas na política nacional o Brasil está fadado a se tornar subjugado a interesses internacionais que por sua vez, vão mandar nos Três Poderes Constituídos do Brasil e em toda nação. Os políticos vão ser no futuro meros fantoches nas mãos dos seus corruptores.
     Temos que transformar os brasileiros em geral em cidadãos honestos, se é que ainda há tempo, pois o cenário político é de um imenso pantanal, fétido e lamacento, com armadilhas de areia movediça em todos os atos cívicos, militares, jurídicos e políticos.
     O Brasil só vai ter salvação se os Três Poderes se tornarem honestos e patrióticos numa governança geral sem privilégios para classe A ou B e C. Todos são iguais perante a Lei.
     Parece que a honestidade é uma gema rara que ainda não foi encontrada e nem garimpada pelo homem. Honestidade só existe nos contos de fadas ou nas pessoas bem intencionadas e ingênuas, é assim, que todos os brasileiros pensam pelos exemplos dos políticos na governança do Brasil. A desonestidade está se propagando de cima para baixo como uma epidemia.
     De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.

Ernani Serra





Pensamento: Sem honestidade e nem patriotismo não haverá um país e uma nação livre.

Ernani Serra







HIGIENE MUNDIAL


     Estamos vivendo num mundo de excrementos sórdidos como se fossemos porcos em pocilgas. Os políticos não estão nem aí para o mundo que está se suicidando a cada dia e o ser humano está se autodestruindo. Verdadeiro apocalipse.
     O que o mundo aplaude quando aparecem às novas tecnologias deveriam estar chorando com essas descobertas que só trazem destruição das profissões, fome e miséria. Beneficia uns poucos e causam um grande tsunami em outros. Hoje, é tudo computadorizado até as mentes do homem moderno já está computadorizado, como uma praga que infestou toda humanidade ninguém pode se livrar mais dessas tecnologias modernas que estão causando doenças mentais ao homem.
     As guerras e a miséria humana são provenientes desse desequilíbrio moderno numa sociedade ainda arcaica. O homem está correndo como um louco contra o tempo e perdendo o equilíbrio mental. Querem a todo custo se tornar moderno.
     Enquanto o homem pensa na tecnologia moderna se esquece da higiene do meio ambiente.
     Enquanto isso, no campo, as lavouras são irrigadas com águas poluídas dos rios, os grãos e frutos são contaminados com excesso de agrotóxicos (pulverização), os animais são submetidos a excessos de vacinas e hormônios que estão causando distúrbios mentais no comportamento humano e trazendo doenças fatais a toda humanidade; as indústrias por sua vez estão matando a humanidade com seus produtos e químicas exageradas na conservação deles.
     Estamos comendo e bebendo fezes, urinas, metais pesados de indústrias químicas, podridão (poluentes) nos rios, mares e oceanos. Não aparece um só político na ONU que peça ao mundo que construam embarcações antipoluentes para retirar dos oceanos e mares os lixos deixados por essas sociedades modernas e suínas; e muito menos para combater a poluição do ar, dos rios e da terra; acima de tudo e até da tecnologia, está o vil metal (dinheiro). Esses dirigentes mundiais só pensam em faturar divisas e a sujeira tomando conta de tudo e de todos, acabando com a saúde e as vidas humanas.
     Fico muito triste quando vejo documentários e vídeos em que aparecem rios com águas escuras (poluídas) quando deveriam ter águas cristalinas e com vida marinha. Assisti a um documentário sobre a Holanda e fiquei decepcionado ao ver os canais com águas escuras (poluídas) num país em que os engenheiros são mestres nesse setor e nada estão fazendo para deixar os canais com águas cristalinas e com vida. Em outra oportunidade tomei conhecimento que no Japão havia um canal que passava por dentro da cidade e era altamente poluído e hoje, esse mesmo canal tem águas cristalinas e vivas. Parabéns para os japoneses, mas deveria ser uma obrigação de toda humanidade.
     Todos os homens querem andar motorizado, mas se esquecem dos venenos que estão colocando na atmosfera e deixando o ar insuportável, sem falar, nas indústrias que não colocam filtros antipoluentes e nem procuram acabar com a queima de materiais fósseis em suas fornalhas, procurando novas técnicas de materiais limpos que não poluem o ambiente.
     Já não bastam as ambições do homem contra a natureza e contra a si mesmo, o homem continua a devastar e incendiar as florestas para a prática de exportação da madeira ilegal, agropecuária e agronegócio, das mineradoras estrangeiras, corte das árvores de maneira indiscriminadas, grilagem de terras que devastam as florestas, garimpos que vem poluindo os rios com metais pesados como o mercúrio que contaminam os peixes e as pessoas,  etc., que em suas ações só causam desastres ambientais. 
     A natureza não está morta, está atenta a todas as infrações e crimes do homem contra ela, e cada dia se prepara para dar a humanidade o xeque-mate.
     Aguardem que a vingança da natureza será terrível contra os homens, vejam que a natureza não está brincando, ou o homem faz bem a natureza ou a natureza faz mal ao homem, é o caso do aquecimento global que irá ao futuro torrar a humanidade como se estivessem num forno ou estufa. Ainda é tempo de reverter esse quadro Dantesco e salvar a humanidade do extermínio total, é só aplicar as tecnologias modernas em benefício da natureza que ela vai agradecer e dar ao homem uma vida longa com bem estar.

Ernani Serra





Pensamento: O homem só sabe comer, beber e defecar, trabalhar em sua própria defesa, nada. A humanidade está num processo de suicídio coletivo.

Ernani Serra




VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO


     O Rio de Janeiro está sob uma onda de criminalidade acima do normal.
     De um lado está os bandidos armados até os dentes para defender os interesses de seus patrões no narcotráfico e do outro, está o Estado mal aparelhado e expondo os militares a morte.
     O atual governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, com sua teoria de combater a violência com a violência está trazendo baixas fatais aos dois lados e nada de positivo está trazendo para o Estado e sua comunidade social, o Rio continua com bandidos armados com armas de guerra e fornecendo drogas à população. O que o governador está fazendo é um falso combate às drogas e as armas, e quem são as vítimas: a população local (civil), os militares (mortos), e os bandidos mortos.        
     Todos são paus mandados de grupos organizados tanto no âmbito civil quanto no âmbito estatal e militar.
     A estratégia desse governador está toda errada é como se estivesse dando a um paciente medicamento placebo, é como se estivesse fazendo de conta que está realizando um serviço de segurança pública, e que, na verdade nada estão fazendo só estão trazendo mais problemas para o Estado e para a população civil; e a violência continua cada dia mais feroz.
     A estratégia certa seria muito simples, e sem vítimas e nem com violência urbana, bastava que esse governador colocasse em prontidão as Forças Auxiliares nos seus devidos lugares, ou seja, de maneira permanente durante 24 horas em todas as BRs federais, estaduais e municipais na fronteira do Rio com outros Estados; e nas BRs federais, estaduais e municipais dentro da periferia urbana no combate de fiscalização permanente nas estradas para impedir a entrada de armas e drogas no Rio de Janeiro, sendo estendida essa fiscalização por 24 horas nos aeroportos e portos do Rio de Janeiro. Dessa forma os bandidos ficariam sem armas e sem drogas, acabaria com o poder financeiro do narcotráfico organizado. Dessa forma o Rio teria paz social em curto prazo e, se todos os outros Estados do Brasil fizessem o mesmo acabaria de vez com as organizações criminosas em todo território brasileiro.   Cada governador do Brasil seria responsáveis pelo combate e fiscalização permanente nas BRs, portos, aeroportos e rios.
     Infelizmente, parece que os políticos em geral não têm interesse político para acabar com o narcotráfico e muito menos com o contrabando de armas de guerra, parece que estão coniventes com as organizações mafiosas do narcotráfico e expõem as vidas dos militares a um combate inglório, o que estão querendo é só publicidade na mídia e nada de concreto na prática.
     Faça o que eu digo e não faça o que eu faço este é o lema atual de governabilidade no Rio de Janeiro.

Ernani Serra






Pensamento: Nem sempre é o que se dizem, as ações mostram as intenções de cada pessoa.

Ernani Serra

Postagem em destaque POLÍTICOS ATUAIS DA GUERRILHA NO BRASIL

sábado, 19 de setembro de 2026 A IA MOSTRA QUAIS AS OPÇÕES PARA O ELEITOR VOTAR   https://www.google.com/search?q=Como+cancelar+os+votos...

A VERDADE NA INTERNET