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RORAIMA EM CHAMAS

 

     Queimadas são atividades humanas que atingem, todo ano, áreas de florestas e campos; acabam por degradar o meio ambiente e causam o desequilíbrio ambiental do planeta.

     Floresta sendo queimada.

     Queimadas florestais prejudicam não apenas o local queimado.

     As queimadas são atividades realizadas tanto em áreas de florestas como em áreas de pastagens, ocorrendo para diversas finalidades, como limpeza da vegetação ou preparo do solo, para a agricultura e pecuária. Elas podem ser de dois tipos, natural e humano, causadas pelo próprio meio ambiente ou pelos seres humanos.

     As queimadas têm muitas consequências ruins, como:

1º - aquecimento global

2º - problemas de saúde

3º - perda de biodiversidade

     As maneiras de solucionar o problema das queimadas mais possíveis são multas às pessoas infratoras e investimento na área da educação, com a conscientização dos problemas que podem surgir com essa prática.

 

     Causas das queimadas

     Geralmente as causas das queimadas são diversas, pois envolvem fatores humanos e naturais. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação reconhece como principais:

 

Raios: descargas elétricas podem promover incêndios diretos ou indiretos na natureza ou em áreas de pastagens.

 

Incendiários: incêndios provocados por pessoas a propriedades alheias, sem motivos específicos.

 

Queimadas para limpeza: geralmente promovidas por agricultores e pecuaristas, em áreas de pastagens ou de agricultura, para renovação do solo e introdução de sais minerais liberados pela prática. Esses incêndios podem atingir áreas florestais e sair do controle.

 

Fumantes: incêndios originados por pessoas que fumam e descartam as bitucas de cigarro de forma incorreta.

 

Fogos campestres: provocados por pessoas que acampam ou estão no campo, desenvolvendo alguma atividade, e fazem uma fogueira, que pode alastrar-se.

 

Operações florestais: queimadas são causadas por trabalhadores que estão nas florestas, que usam do fogo para alguma finalidade.

 

Estradas de ferro: queimadas promovidas direta ou indiretamente pelas atividades nas estradas de ferro.

 

Diversos: incêndios que não se encaixam nos grupos anteriores; queimadas que ocorrem de forma rara ou incomum.

 

Tipos de queimadas

São diversas as causas das queimadas pelo mundo, e elas são classificadas em dois tipos: humanas e naturais.

 

Queimadas humanas: são causadas de maneira direta ou indireta pelos seres humanos. Elas podem ser criminosas (quando há intensão de destruir-se uma área) ou acidentais.

 

Queimadas naturais: promovidas por ações da própria natureza, como as descargas elétricas ou o vulcanismo (por meio das lavas do vulcão em erupção), que iniciam um incêndio, moderado ou extenso.

 

     Queimadas no Brasil

     Alguns fatores têm feito as queimadas no Brasil aumentarem, como o avanço do desmatamento e a ampliação das áreas de pastagem e atividades econômicas ligadas à agropecuária.

 

     Outro fator que acaba influenciando na propagação de incêndios pelo território brasileiro é o tempo seco e quente, vivenciado em grande parte do país entre agosto e setembro. Esse tempo mais seco, aliado à ação dos ventos, pode fazer as chamas aumentarem-se e proliferarem-se, e a ausência de chuvas comum nessa época do ano faz com que as queimadas em larga escala ampliem-se.

 

     Em sua grande maioria, essas queimadas são provocadas pela ação humana de maneira criminosa. Os incêndios são muitas vezes ligados às atividades econômicas, iniciados por agricultores em áreas de pastagens, para renovação de pastos, e por grupos que causam desmatamento para eliminar vegetação rasteira e retirada de madeira para comercialização.

 

     Essas práticas acabam por atingir diversas florestas, como é o caso dos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado, onde áreas de proteção ambiental, como o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) ou Parque Nacional das Emas (MT e GO), a Chapada Diamantina (BA) e o Pantanal (MT e MS) estão sofrendo severos danos ambientais.

 

     Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil registrou mais de 318 mil km² de área destruída pelo fogo em 2019, isso equivale aos tamanhos dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo juntos.

 

     Segundo o Inpe, todos os seis biomas brasileiros sofreram com essas ações, mas Amazônia, Pantanal e Cerrado são os que mais têm sofrido com os focos de incêndio. Em 2020, o bioma da Amazônia teve mais de 64 mil focos de incêndio, seguido do Pantanal, com mais de 14 mil focos, e do Cerrado, superando a casa do 10 mil focos de incêndio.

 

     Controle de queimadas no Brasil

     O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Ministério do Meio Ambiente são as instituições governamentais responsáveis pelo monitoramento e controle de queimadas no país. Diversos planos devem ser desenvolvidos pelo ministério na tentativa de combate aos focos de incêndios e grandes queimadas no território brasileiro.

 

     Diversas ações podem ser desenvolvidas para o combate a essa prática, entre as mais comuns e eficazes temos a informação, ou seja, investimentos na área da comunicação em massa, para educar as pessoas a não realizarem essas práticas, essas campanhas podem ser realizadas em escolas, mídias sociais, TV etc.

 

     Quando o incêndio está em ocorrência, duas práticas são mais comuns, primeiro com os brigadistas, grupos de pessoas treinadas para o combate ao fogo com equipamentos de segurança e de controle de incêndios especiais; e segundo com uso de aviões com água, despejados em voou nas áreas de ocorrência de incêndios.

 

     O Governo Federal pode direcionar as Forças Armadas para ajudar no combate a incêndios no Brasil. Assim soldados do Exército Brasileiro são redirecionados para ajudar os brigadistas de frente no combate aos incêndios e controle das queimadas no Brasil.

 

     Queimadas no mundo

     As queimadas no mundo aumentaram significativamente em 2020, diversos países têm registrado aumento nos focos de incêndio, como no caso da Austrália, dos Estados Unidos e de alguns países do continente africano. Áreas florestais sendo tomadas pelas chamas, áreas de agricultura sendo perdidas pela ação de incêndios e efeitos que afetam a saúde humana e o equilíbrio ambiental são realidades de diversos territórios mundiais.

 

     Mais de 70% do território australiano é composto por vegetação e clima semiárido e desértico. Nessas áreas há uma forte incidência de calor, altas temperaturas e ausência de chuva, ambiente perfeito para incêndios. No final de 2019 e início de 2020, foram mais de 115 mil km² de áreas queimadas no país, com mais de 200 milhões de animais afetados, direta ou indiretamente. Cientistas australianos afirmam que, nos últimos anos, esses têm sido os piores impactos ambientais da Austrália.

 

     Nos Estados Unidos da América, as áreas de incêndios também não param de crescer, eles ocorrem principalmente ao oeste e ao sul do país. São diversos focos de incêndio no país, registrando-se 28 mortes até o momento. São mais de 5 milhões de km² de área queimada, e os efeitos não impactam somente o país, autoridades europeias afirmam que a fumaça dos incêndios do EUA têm chegado à Europa, percorrendo uma área de mais de 8 mil km.

 

     Incêndio na Califórnia em agosto de 2020, um exemplo de queimadas no mundo.

     Incêndio na Califórnia em agosto de 2020.

     Nas porções central e sul da África, também tem sido comum, nessa mesma época do ano, a ocorrência de incêndios. Países que possuem biomas de Savanas e Pradarias e florestas tropicais registram aumento nos focos de incêndios. Países como Angola, República Democrática do Congo, Moçambique e Madagascar são os mais afetados. A área de queimadas no sul do continente chega a ser maior que 100 milhões de km².

 

     Consequência das queimadas

     As consequências das queimadas, de modo geral, são prejudiciais, tanto ao meio ambiente quanto à saúde humana. De forma direta, as queimadas geram destruição ambiental dos biomas e áreas que elas afetam, e elas também emitem gases poluentes e fumaça, que causam mal à saúde do ser humano, quando inalados imediatamente. Outras doenças respiratórias podem ser desenvolvidas pelo contato direto com esses gases, como bronquite, sinusite e rinite.

 

     Essa emissão de gases e fumaça também afeta o meio ambiente e contribui para o chamado aquecimento global e efeito estufa. Esses gases desequilibram a temperatura do planeta Terra, aumentando-a, promovendo diversos efeitos negativos, como desequilíbrio do ciclo da água, com ausência de chuvas em diversas regiões do mundo e aumento do nível dos oceanos, em decorrência do derretimento das calotas polares.

 

     Com a diminuição de chuvas, temos a diminuição de áreas de vegetação natural e consequente perda da biodiversidade (fauna e flora). Com a eliminação desses biomas, há o aumento das áreas de desertos ou de processos de formação de desertos. Em suma, haverá um constante desequilíbrio ambiental se nada for feito para combater essa prática humana tão agressiva.

 

     Não façam fogueiras em áreas de acampamentos ou próximas da vegetação, para que as chamas não se alastrem e tornem-se um incêndio em larga escala. Ainda, não queimar móveis ou lixo, pois as fagulhas podem ser levadas pelos ventos e causar algum incêndio.

 

     Comentário:

 

     As queimadas são atividades realizadas tanto em áreas de florestas como em áreas de pastagens, ocorrendo para diversas finalidades, como limpeza da vegetação ou preparo do solo, para a agricultura e pecuária. Elas podem ser de dois tipos, natural e humano, causadas pelo próprio meio ambiente ou pelos seres humanos.

     As queimadas no Estado de Roraima tem tendências criminosas, pois em 15 municípios já estão queimando 14 municípios, tudo isso, com a ambição de preparar as áreas para o cultivo da agricultura e pecuária de exportação.

     Lula disse que em 2030 ia zerar o desmatamento, pelo visto, em 2030 não haverá nem uma árvore em pé, só cinzas. Sem árvores não haverá mais vida neste planeta.

 

Ernani Serra

 

https://www.google.com.br/search?q=Queimadas+em+14+munic%C3%ADpios+de+Roraima&sca_esv=b6ab7d9e5410acba&sxsrf=ACQVn0_rHxo_g449KUEha0oSqY24xlwHXQ%3A1708959564221&source=hp&ei=TKfcZb3XCvff5OUPiPKckAg&iflsig=ANes7DEAAAAAZdy1XNJ7lY-D8CVu0WDXxlhVw8NSVa2Q&udm=&ved=0ahUKEwi9rYi-osmEAxX3L7kGHQg5B4IQ4dUDCBU&uact=5&oq=Queimadas+em+14+munic%C3%ADpios+de+Roraima&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IiZRdWVpbWFkYXMgZW0gMTQgbXVuaWPDrXBpb3MgZGUgUm9yYWltYTIIEAAYiQUYogQyCBAAGIkFGKIEMggQABiJBRiiBEjQiwJQ7TFYoeEBcAl4AJABAJgB5AGgAcM5qgEGMC40MC4zuAEDyAEA-AEBmAI0oAKhPKgCCsICBxAjGOoCGCfCAgoQIxiABBiKBRgnwgIEECMYJ8ICCxAuGIMBGLEDGIAEwgIFEC4YgATCAgsQLhiABBixAxiDAcICBRAAGIAEwgIREC4YgAQYsQMYgwEYxwEY0QPCAggQABiABBixA8ICCxAAGIAEGLEDGIMBwgIOEC4YgAQYxwEYrwEYjgXCAggQLhiABBixA8ICBBAAGAPCAgoQABiABBiKBRhDwgIOEC4YgAQYigUYsQMYgwHCAhAQABiABBiKBRhDGLEDGIMBwgINEAAYgAQYigUYQxixA8ICBhAAGBYYHsICCBAAGBYYHhgKwgIIEAAYFhgeGA_CAgIQJsICBRAhGKABwgIHECEYChigAcICBRAhGJIDmAMYkgcGOS4zNy42&sclient=gws-wiz

 

Pensamento: Quem apaga o fogo com labaredas, só aumenta o incêndio.

 

Poeta Pernambucano Fernando Matos

 

 







QUEIMADAS E DESMATAMENTOS NO BRASIL


     O desmatamento e as queimadas no mês de maio em todo Brasil.

     Os dados mais recentes sobre desmatamento e queimadas no Brasil em maio de 2025 apontam para um cenário preocupante, especialmente na Amazônia, embora outros biomas apresentem dinâmicas diferentes.

     Desmatamento

     O desmatamento na Amazônia teve um aumento significativo em maio de 2025. Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, indicam que a floresta perdeu 960 km² de cobertura vegetal. Isso representa um aumento de 92% em comparação com maio de 2024, quando foram desmatados 500 km².      Este é o segundo mês consecutivo de alta em 2025 para a Amazônia, e o segundo pior resultado para o mês de maio na série histórica, perdendo apenas para 2021.

     A composição desse desmatamento é atípica: 51% foi decorrente de incêndios florestais e 48% de corte raso. Essa proporção de desmatamento causado por fogo é incomum, já que, em geral, a maior parte se deve ao corte raso. Especialistas apontam que a perda de floresta em maio de 2025 está, em grande parte, relacionada aos incêndios florestais que atingiram a região no segundo semestre de 2024, alterando uma trajetória histórica.

     No acumulado entre agosto de 2024 e maio de 2025, os alertas de desmatamento na Amazônia subiram 9% em relação ao mesmo período anterior, indicando uma possível inversão da tendência de queda dos últimos anos.

     Já em outros biomas, a situação em maio de 2025 foi mais positiva:

     No Cerrado, houve uma queda de 25,7% no desmatamento em relação a maio de 2024, interrompendo um ciclo de alta nesse bioma. No acumulado de agosto de 2024 a maio de 2025, a redução foi de 22%.

     No Pantanal, o desmatamento em maio de 2025 registrou uma queda de 65% em comparação com o mesmo mês de 2024. No período de agosto de 2024 a maio de 2025, a queda foi de 74%.

     Queimadas

     Em relação às queimadas, o Brasil registrou 4.263 focos de incêndio em maio de 2025, uma queda de 32,6% em relação ao mesmo mês de 2024 (que teve 6.324 ocorrências). Apesar dessa queda, é importante notar que este é o número mais alto de focos de incêndio em 2025.

     A distribuição dos focos de incêndio por bioma em maio de 2025 foi a seguinte:

     O Cerrado concentrou a maior parte, com 2.527 focos (59,3% do total). Tocantins (1.062 focos), Mato Grosso (816) e Maranhão (455) foram os estados com maior número de queimadas.

     A Amazônia teve o segundo maior número, com 836 focos (19,6% do total).

     Entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2025, o Brasil soma 13.217 focos de incêndio.

     É crucial destacar que, embora o número total de focos de incêndio tenha diminuído em maio, a proporção de incêndios que atingem vegetação nativa está em ascensão. Nos primeiros meses de 2025, 23,7% dos focos de incêndio no país atingiram vegetação nativa, comparado a 13,5% em 2024. Na Amazônia, entre agosto de 2024 e maio de 2025, 23,7% dos focos de calor ocorreram em vegetação nativa.

     O aumento da área desmatada na Amazônia, impulsionado pelos incêndios em florestas primárias, é intensificado pela seca prolongada e de forte intensidade na região, uma situação sem precedentes históricos. O governo brasileiro tem como meta zerar o desmatamento em todos os biomas até 2030.

     A complexidade da relação entre desmatamento e queimadas, agravada pelas mudanças climáticas e a ocorrência de secas extremas, exige ações contínuas e eficazes para prevenção e combate.

     Você gostaria de mais detalhes sobre algum bioma específico ou sobre as medidas que estão sendo tomadas?

 

     Só não falou a IA nas queimadas criminosas.

     Você tem toda razão em trazer essa questão! É fundamental abordar o papel das queimadas criminosas e, mais recentemente, da Inteligência Artificial (IA) no contexto do combate a esses crimes ambientais.

     Queimadas Criminosas: A Grande Questão

     A maior parte dos incêndios no Brasil não é natural. Especialistas apontam que cerca de 99% dos focos de incêndio têm origem em ação humana, seja intencional ou por negligência.

     As queimadas criminosas são frequentemente utilizadas como uma ferramenta barata para:

     Ampliação de áreas para agropecuária: o fogo "limpa" a área para pastagens ou cultivos, muitas vezes de forma ilegal.

     Grilagem de terras: queimar a vegetação nativa pode ser uma forma de "demarcar" e descaracterizar a terra para facilitar a posse ilegal.

     Especulação imobiliária: em alguns casos, o fogo é usado para preparar terrenos para empreendimentos urbanos ou rurais.

     Renovação de pastagens: embora existam métodos legais de manejo de fogo, o uso descontrolado e sem autorização se torna criminoso.

     A impunidade, seja pela legislação branda ou pela dificuldade na aplicação das leis e punições, é um fator que incentiva a continuidade dessas práticas. O IBAMA, por exemplo, tem atuado na identificação e multa de responsáveis por incêndios criminosos. Além disso, a Câmara dos Deputados recentemente aprovou um projeto de lei que aumenta as penas para quem provoca incêndios ilegais em florestas ou outras áreas de vegetação, buscando coibir essas ações.

     A alta proporção de desmatamento na Amazônia em maio de 2025 que foi decorrente de incêndios florestais (51%) é um indicador alarmante de que o uso do fogo como ferramenta de desmatamento ilegal está se intensificando, possivelmente agravado pela seca.

     O Papel da Inteligência Artificial (IA): no Combate às Queimadas Criminosas.

     A Inteligência Artificial (IA) está se tornando uma ferramenta cada vez mais importante para auxiliar no combate e prevenção das queimadas, incluindo as de origem criminosa:

     Monitoramento e Detecção Precoce:

     Análise de Imagens de Satélite: Sistemas de IA podem processar grandes volumes de imagens de satélite em tempo real, identificando focos de calor e áreas de desmatamento com alta precisão e rapidez. Isso permite que as autoridades atuem de forma mais ágil, antes que os incêndios se alastrem.

     Previsão de Risco: Modelos de IA podem analisar dados meteorológicos (temperatura, umidade, vento), tipos de vegetação e históricos de incêndios para prever áreas com maior risco de queimadas, permitindo que equipes de prevenção e combate sejam estrategicamente posicionadas.

     Identificação de Padrões Suspeitos: Algoritmos de IA podem detectar padrões de ocorrência de focos de incêndio que sugerem atividade humana e criminosa, como múltiplos focos aparecendo em locais distintos ao mesmo tempo ou incêndios em áreas de recente desmatamento.

     Fiscalização e Investigação:

     Cruzamento de Dados: A IA pode cruzar dados de alertas de fogo com informações de Cadastro Ambiental Rural (CAR), registros de propriedades, dados de fiscalização e até mesmo imagens de satélite de alta resolução para identificar suspeitos e subsidiar investigações.

     Mapeamento de Áreas Afetadas: Após o incêndio, a IA pode mapear com precisão a extensão da área queimada, auxiliando na avaliação dos danos e na aplicação de multas e sanções.

     Evidências para Processos: A tecnologia pode gerar relatórios detalhados e visuais que servem como evidências robustas em processos judiciais contra os responsáveis pelas queimadas criminosas.

     Exemplos de Uso no Brasil:

     Órgãos como o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) utilizam IA em seus sistemas de monitoramento (como o Deter e o Queimadas).

     O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, lançou um aplicativo chamado "Olho no Verde - Queimadas" que usa IA para monitorar focos e agilizar o combate a crimes ambientais.

     Projetos de pesquisa e desenvolvimento em universidades e centros de tecnologia buscam aprimorar essas ferramentas, utilizando aprendizado de máquina para reconhecer tipos de incêndio e suas prováveis causas.

     Em suma, as queimadas criminosas são uma das principais causas do desmatamento e dos incêndios florestais no Brasil, motivadas por interesses econômicos ilegais. A Inteligência Artificial surge como uma aliada poderosa para combater essas práticas, oferecendo ferramentas de detecção precoce, monitoramento, fiscalização e subsídio para a justiça, tornando o combate mais eficiente e direcionado.

 

Gemini

 

https://globoplay.globo.com/v/13662242/?s=0s

 

https://www.istockphoto.com/br/fotos/desmatamento

 

https://www.google.com/search?q=Jornal+Nacional+-+desmatamento&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&oq=Jornal+Nacional+-+desmatamento&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yBwgCEAAY7wUyBwgDEAAY7wUyCggEEAAYgAQYogTSAQoyMTQyOGowajE1qAIIsAIB8QV8hJiwRYaZ7fEFfISYsEWGme0&sourceid=chrome&ie=UTF-8

 

https://www.google.com/search?q=Queimadas+no+Jornal+Nacional+em+maio+de+2025&sca_esv=caaaec4e7ece04a6&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&sxsrf=AE3TifN7YKls-WGxWJryXFW3Aqz2y205XQ%3A1749264002365&ei=gqZDaO-DFuCv5OUPy4Lk0A4&ved=0ahUKEwjvzOqbpN6NAxXgF7kGHUsBGeoQ4dUDCBA&uact=5&oq=Queimadas+no+Jornal+Nacional+em+maio+de+2025&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiLFF1ZWltYWRhcyBubyBKb3JuYWwgTmFjaW9uYWwgZW0gbWFpbyBkZSAyMDI1MgUQABjvBTIIEAAYgAQYogQyCBAAGIAEGKIEMgUQABjvBTIFEAAY7wVI4XxQ_R1Y6WBwAXgAkAEAmAGoAaABzBKqAQQwLjE2uAEDyAEA-AEBmAIRoAKuE8ICCRAAGLADGAgYHsICCxAAGIAEGLADGKIEwgIGEAAYFhgewgIFECEYoAHCAgcQIRigARgKmAMAiAYBkAYGkgcEMS4xNqAHky-yBwQwLjE2uAegE8IHCDAuMTAuNC4zyAdG&sclient=gws-wiz-serp

 

Pensamento: Desmatar e queimar a natureza, são: sentenciar a humanidade à morte.

 

Ernani Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 







BIOMAS BRASILEIROS EM CHAMAS

 

     DO OC – Consegue imaginar a dimensão de 1,8 milhão km²? É a área de vegetação que já foi queimada no Brasil pelo menos uma vez entre 1985 e 2022. O número equivale a 21,8% do território brasileiro e faz parte do levantamento do MapBiomas Fogo lançado nesta quarta-feira (26). Os biomas mais atingidos no período foram a Amazônia (43,6%) e o Cerrado (42,7%). Atrás, seguem a Caatinga (5,7%), Pantanal (4,2%),           ta Atlântica (3,7%) e Pampas (0,3%). Por ano, a área média que padeceu sob o fogo no país foi de 161,2 mil km².

 

     A pesquisa, que usa imagens de satélite e conta com o apoio do PrevFogo, do Ibama, aponta que 79% do total de queimadas no Brasil se concentram entre os meses de julho e outubro, sendo setembro o período mais intenso (34%). As épocas variam de acordo com os biomas, conforme é mostrado abaixo. Os dados também indicam que 63% das áreas queimadas pegaram fogo mais de uma vez. Além disso, é indicado que 68,9% do fogo atingiu a vegetação nativa e 31,1% foi em área antrópica – quando o solo já é ocupado por atividades humanas.

 

     Os estados que mais queimaram ao longo do período analisado foram o Mato Grosso (431,9 mil km²), Pará (275,7 mil km²) e Maranhão (182,7 mil km²). No ranking nacional das cidades, as lideranças são de Corumbá (31,8 mil km²), no Mato Grosso do Sul, São Félix do Xingu (24,1 mil km²), no Pará, e Formosa do Rio Preto (13,3 mil km²), na Bahia. Elas estão localizadas nos biomas Pantanal, Amazônia e Cerrado, respectivamente.

 

Amazônia

 

     A Amazônia é uma floresta quente e úmida, mas essas características não impedem que o fogo posto por pessoas para diferentes atividades, por exemplo, manejo agropecuário e desmatamento, se alastre. 809,5 mil km², o que equivale a 19,2% da floresta, queimou entre 1985 e 2022. 68% dessa área já pegou fogo mais de uma vez no período. 75% das queimadas ocorreram principalmente entre agosto e novembro, quando é o verão amazônico, época em que costuma chover menos na região.

 

     As queimadas ocorreram principalmente em áreas já alteradas por ações humanas (55,7%), enquanto que 44,3% atingiram a vegetação nativa. No bioma, o estado que teve mais ocorrência de fogo foi o Pará, seguido do Mato Grosso e Roraima.

 

     Na segunda-feira (24), pesquisadores enviaram uma nota técnica ao governo federal para que o novo Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) inclua ações contra a degradação da floresta amazônica, o que engloba o fogo. O PPCDAm esteve aberto para consulta pública até quarta-feira (26) e recebeu 540 sugestões para melhoria.

 

     Os especialistas responsáveis pela nota técnica ressaltam que os incêndios podem causar a morte de até 50% das árvores, pois elas não são adaptadas ao fogo. Além disso, emitem mais CO2 e deixam a floresta mais vulnerável a novas queimadas, por causa do acúmulo de galhos e folhas da vegetação morta. Outro ponto é a mudança do microclima da floresta, que fica mais quente e seco, devido ao aumento de áreas abertas.

 

Cerrado

 

     A vegetação do Cerrado é adaptada ao fogo, que contribui para a biodiversidade do bioma. Porém, o aumento da frequência e da intensidade dos incêndios por causa das mudanças climáticas, desmatamento e manejo humano descontrolado do fogo tem gerado muita destruição. 792,1 mil km², 39,9%, do Cerrado já pegou fogo, sendo a maior parte (88%) em vegetação nativa, principalmente nas savanas e áreas campestres. 89,5% do fogo ocorre principalmente entre julho e outubro. Ao menos 64% da área queimada foi afetada por incêndios mais de uma vez. Municípios do Araguaia e MATOPIBA, região composta pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, tiveram mais de 80% da área impactada pelo fogo indiscriminado.

 

Caatinga

 

     A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, já teve 104,9 km² queimados, o que representa 12,2% da vegetação dela. Aproximadamente, 35% da área já foi vítima do fogo mais de uma vez. 76,5% do bioma foi queimado nos meses de setembro, outubro e novembro durante. Na Caatinga, as formações savânicas também são o tipo de cobertura vegetal com maior ocorrência de fogo, 79%. O Piauí, a Bahia e o Ceará concentram cerca de 71% do total que foi queimado em quase quatro décadas.

 

Mata Atlântica

 

     A Mata Atlântica já teve 68,4 km², 6,7% do bioma, queimados. 72% da área afetada pegou fogo mais de uma vez. As queimadas ocorreram principalmente entre agosto e outubro. 68% da área foi incendiada nesta época. 58,4% do fogo ocorreu em área antrópica, principalmente em pastagens. O levantamento também mostra que as formações campestres são o tipo de cobertura natural com mais ocorrência de fogo na Mata Atlântica.

 

Pantanal

 

     Segundo o MapBiomas, o Pantanal foi o bioma que teve a maior área proporcional queimada, 51%, o que equivale a 77,1 mil km². 93,5% do fogo ocorreu em vegetação nativa e 65% da área total queimou mais de uma vez. Os maiores incêndios aconteceram nos anos mais secos e após grandes cheias dos rios, pois os períodos úmidos contribuem para o acúmulo de biomassa, que na estação seca funciona como combustível para o fogo.

 

Pampa

 

     O Pampa é o bioma com a menor proporção de queimadas. Foram 4,7 mil km² do bioma, 2,4%, afetados pelo fogo desde 1985. O fogo tem baixa recorrência e predominou na vegetação nativa (97%), principalmente nas formações campestres (89%). Os meses mais favoráveis aos incêndios foram de julho a setembro, após o maior acúmulo de biomassa da vegetação herbácea, que ocorre por causa das baixas temperaturas do inverno. (PRISCILA PACHECO)

 

     Comentário:

     A maioria dessas queimadas em todos os biomas do Brasil foram causadas pela mão do homem que quer transformar tudo em pastagens para exportação de car nes. Não sabem que estão cavando a sua própria sepultura no futuro próximo. Estão culpando as vezes ao aquecimento global quando na verdade essas queimadas e desmatamentos são de origem do homem insano.

     As autoridades brasileiras não estão nem aí para o desmatamento e incêndios florestais, se tivessem, já deveria a muitos anos ter pedido socorro internacional para combater o fogo florestal. Estão fazendo que estão combatendo com meia dúzia de pessoas para apagar um fogo de quilômetros de extenção. Parece que essas autoridades estão coniventes com os desmatamentos e incêndios florestais para beneficiar o agronegócio e a exportação de carnes. Os incêndios e os desmatamentos dão origem aos pastos para criações de gados. Os animais silvestres estão morrendo dentro do fogo e perdendo o seus habitats através dos desmatamentos, verdadeiros crimes ambientais. Se as autoridades estão fazendo de conta que estão combatendo o fogo e o desmatamento e colocar a culpa no aquecimento global quando é o homem o responsável por tudo isso.

     

              Ernani Serra


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Pensamento: Não fales bem de ti aos outros, pois não os convencerás. Não fales mal, pois te julgarão muito pior do que és.

 

Confúcio

 





A IA FALANDO DE INCÊNDIOS NO BRASIL


     As queimadas no Brasil continuam nos cerrados e nas matas.

    

     Queimadas no Brasil: Cerrado e Florestas Ainda em Alerta, Apesar de Queda em 2025.

     Brasília, 03 de outubro de 2025 - O Brasil continua a enfrentar o desafio das queimadas, com o bioma do Cerrado e as florestas amazônicas permanecendo como as áreas mais críticas. Embora dados recentes de 2025 apontem para uma redução significativa nos focos de incêndio e na área queimada em comparação com o ano anterior, a situação ainda demanda atenção e ações contínuas de combate e prevenção.

     O ano de 2024 foi marcado por um aumento alarmante no número de queimadas em todo o território nacional. O Cerrado, considerado a savana mais biodiversa do mundo, foi um dos biomas mais atingidos. A combinação de fatores como o desmatamento para a expansão agropecuária, a prática de queimadas para limpeza de pastagens e as condições climáticas adversas, intensificadas por fenômenos como o El Niño, contribuíram para a devastação de vastas áreas.

     No entanto, o primeiro semestre de 2025 apresentou um cenário mais otimista. Dados do governo federal indicam uma queda expressiva, superior a 60%, na área queimada em todo o país, incluindo uma redução no Cerrado. Essa diminuição é atribuída a uma combinação de fatores, como a mudança nas condições climáticas, com um período de chuvas mais regular em algumas regiões, e a intensificação das ações de fiscalização e combate.

     Causas e Impactos Persistentes

     Apesar da melhora nos índices, as causas estruturais das queimadas persistem. O avanço do desmatamento, muitas vezes ilegal, continua a ser o principal vetor dos incêndios florestais. A degradação da vegetação nativa torna os ecossistemas mais suscetíveis ao fogo, criando um ciclo vicioso de destruição.

     Os impactos das queimadas são vastos e severos.         A perda de biodiversidade é uma das consequências mais imediatas, com a destruição de habitats e a morte de inúmeras espécies de fauna e flora. A emissão de gases de efeito estufa proveniente da queima da biomassa contribui significativamente para o aquecimento global, alterando os padrões de chuva e temperatura e exacerbando eventos climáticos extremos.

     Para as comunidades locais e povos indígenas, os efeitos também são devastadores. A fumaça compromete a qualidade do ar, causando problemas respiratórios e outras doenças. Além disso, as queimadas destroem áreas de extrativismo, caça e agricultura de subsistência, afetando a segurança alimentar e os modos de vida tradicionais.

     Ações Governamentais e da Sociedade Civil

     Em resposta à crise, o governo brasileiro tem implementado uma série de medidas. No início de 2025, foi decretado estado de emergência ambiental em diversas regiões, permitindo a alocação de recursos emergenciais e a contratação de mais brigadistas para atuar no combate direto ao fogo.     Houve também um investimento na aquisição de aeronaves e equipamentos para fortalecer as operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

     A sociedade civil organizada também desempenha um papel crucial no enfrentamento das queimadas. Organizações não governamentais (ONGs) e institutos de pesquisa monitoram a situação por satélite, produzem dados e relatórios que subsidiam políticas públicas e ações de fiscalização. Projetos como o da Onçafari, que atua na prevenção de incêndios no Pantanal, e diversas outras iniciativas locais buscam promover práticas de manejo sustentável e a conscientização da população.

     Apesar dos avanços registrados em 2025, especialistas alertam que a temporada de seca, que se intensifica no segundo semestre, representa um período de alto risco. A continuidade e o aprimoramento das políticas de prevenção, a fiscalização rigorosa contra o desmatamento ilegal e o engajamento de todos os setores da sociedade são fundamentais para garantir a proteção do Cerrado e das florestas brasileiras contra a ameaça constante do fogo.

     Todos esses incendios tem um fundo criminoso, querem aumentar as pastagens e o agronegócio, querem produzir grãos para os animais de abate e de exportação. A China é o maior responsável pelos incendios e desmatamentos ao comprar os produtos das commodities para alimentar o seu povo (explosão demográfica chinesa).

     Você levanta pontos muito importantes e que estão no centro do debate sobre as queimadas e o desmatamento no Brasil. A sua análise toca em questões complexas que envolvem economia, política e relações internacionais. Vamos analisar esses pontos em mais detalhes.

     A Origem das Queimadas: Intencional e Criminosa?

     A grande maioria dos incêndios em biomas como a Amazônia e o Cerrado, de fato, não é de origem natural. Eles são iniciados por ação humana. Uma parcela significativa está ligada a práticas ilegais e, portanto, criminosas:

     Abertura de Novas Áreas: O fogo é frequentemente usado como uma ferramenta barata e rápida para "limpar" a terra após a derrubada da vegetação nativa. Essa prática visa converter florestas e savanas em áreas para pastagem de gado ou para o plantio de commodities agrícolas.

     "Limpeza" de Pastagens: Pecuaristas também utilizam o fogo para renovar pastos já existentes, uma prática que pode facilmente sair do controle e atingir áreas de vegetação nativa, especialmente durante a estação seca.

     Portanto, a sua afirmação de que há um "fundo criminoso" por trás de muitos incêndios está correta e é amplamente documentada por institutos de pesquisa e órgãos de fiscalização.

     A Conexão com o Agronegócio e a Exportação

     A expansão da fronteira agrícola é, historicamente, o principal motor do desmatamento no Brasil. A sua análise sobre a finalidade dessa expansão também é precisa:

     Pecuária: A conversão de floresta em pasto para a criação de gado é o maior vetor de desmatamento na Amazônia. O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo.

     Produção de Grãos (Soja): O cultivo de soja, principalmente no Cerrado e avançando sobre a Amazônia, é outra força motriz. Uma parte expressiva dessa soja é exportada e utilizada como ração para a criação de animais (suínos, aves e bovinos) em outras partes do mundo.

     Essas atividades geram riqueza e empregos, mas o modelo de expansão sobre áreas nativas cria um conflito direto com a conservação ambiental.

     O Papel da China e da Demanda Internacional

     Aqui, sua observação é crucial, mas com uma nuance importante.

     Principal Comprador: A China é, de fato, o maior parceiro comercial do Brasil e o principal destino de commodities como a soja e a carne bovina. A imensa demanda chinesa cria um poderoso incentivo econômico para que os produtores brasileiros aumentem a produção, o que, infelizmente, muitas vezes resulta em mais desmatamento e queimadas.

     Responsabilidade Compartilhada: No entanto, atribuir a responsabilidade unicamente à China é uma simplificação. A responsabilidade é compartilhada entre diversos atores:

     Brasil: O governo brasileiro tem a responsabilidade soberana de fiscalizar seu território, aplicar as leis ambientais e promover um modelo de desenvolvimento agrícola que seja sustentável e não dependa da destruição de ecossistemas.

     Produtores Rurais: As decisões de desmatar ilegalmente são tomadas por produtores no Brasil.

     Outros Mercados: A União Europeia, os Estados Unidos e outros países também são grandes importadores de produtos brasileiros e, portanto, compartilham da responsabilidade.

     Consumidores Globais: Em última instância, o consumo de carne e outros produtos em todo o mundo alimenta essa cadeia.

     Correção sobre a "Explosão Demográfica": É importante notar que a China não vive mais uma "explosão demográfica". Na verdade, a população chinesa começou a diminuir. O motor da alta demanda não é o crescimento populacional, mas sim o aumento da renda e a mudança no padrão alimentar da população. Com mais poder de compra, os chineses estão consumindo mais carne, o que exige uma quantidade massiva de grãos (como a soja brasileira) para alimentar os rebanhos.

     Em resumo, sua análise conecta os pontos corretamente: as queimadas estão majoritariamente ligadas ao desmatamento para a expansão do agronegócio, que por sua vez é impulsionado pela forte demanda do mercado internacional, onde a China tem um papel central. A solução para esse problema complexo passa por ações em todas as pontas da cadeia: desde a fiscalização rigorosa e o incentivo a práticas sustentáveis no Brasil até a exigência de produtos livres de desmatamento por parte dos países e empresas compradoras.

 

 

     No futuro com os desmatamentos e incêndios nos cerrados e florestas brasileiras virá à falta de água e o tesouro vai acabar saindo pelo ralo.

     Sua observação é extremamente perspicaz e alinhada com as conclusões de cientistas e economistas que estudam o clima e o meio ambiente no Brasil. A conexão entre desmatamento, incêndios, a futura falta de água e o prejuízo econômico ("o tesouro saindo pelo ralo") é direta e real.

     Vamos detalhar por que essa afirmação faz total sentido.

     1. Florestas como "Fábricas de Chuva"

     Os cerrados e, principalmente, a Floresta Amazônica, funcionam como gigantescas usinas de água. O processo, conhecido como evapotranspiração, libera uma quantidade colossal de umidade na atmosfera. A Amazônia sozinha transpira cerca de 20 trilhões de litros de água por dia.

     Essa umidade forma o que os cientistas chamam de "rios voadores": massas de ar carregadas de vapor d'água que são transportadas pelos ventos para outras regiões do Brasil, incluindo o Centro-Oeste, Sudeste e Sul. São esses rios voadores que irrigam as áreas mais produtivas do agronegócio brasileiro, enchem os reservatórios das hidrelétricas e abastecem as grandes cidades.

     Consequência do Desmatamento: Ao desmatar e queimar, estamos desligando essa "fábrica de chuva". Menos árvores significam menos umidade sendo bombeada para a atmosfera. O resultado é a alteração do regime de chuvas, com secas mais severas e prolongadas exatamente nas regiões que mais dependem dessa água.

     2. Cerrado: A Caixa d'Água do Brasil 

     O Cerrado é frequentemente chamado de "berço das águas" ou "caixa d'água do Brasil". Seu solo profundo e sua vegetação única permitem que a água da chuva infiltre e reabasteça os aquíferos mais importantes do país (como o Guarani e o Urucuia). É no Cerrado que nascem rios de oito das doze grandes bacias hidrográficas brasileiras.

     Consequência do Desmatamento: A conversão do Cerrado para a agricultura extensiva compacta o solo e reduz a capacidade de infiltração da água. Em vez de reabastecer os aquíferos, a água da chuva escorre rapidamente pela superfície, causando erosão e assoreamento dos rios, que se tornam mais rasos e com menor volume.

     3. O Tesouro "Saindo Pelo Ralo": O Impacto Econômico

     A falta de água resultante desses processos gera um efeito cascata na economia, que se traduz em prejuízos bilionários para o Tesouro e para a sociedade:

     Crise na Agricultura: O agronegócio, motor da economia brasileira, é altamente dependente de um regime de chuvas regular. Secas prolongadas levam à quebra de safras, morte de rebanhos e aumento da necessidade de irrigação, que se torna mais cara e, em alguns casos, inviável.

     Crise Energética: Cerca de 60% da matriz elétrica do Brasil vem de hidrelétricas. Com reservatórios em níveis baixos, o país é forçado a acionar usinas termelétricas, que são muito mais caras e poluentes.       O custo extra é repassado para a conta de luz de todos os cidadãos e empresas, freando a economia.

     Crise de Abastecimento: Cidades e indústrias enfrentam racionamento, o que afeta a produção industrial e a qualidade de vida da população. Governos precisam investir bilhões em obras emergenciais de infraestrutura hídrica.

     Perda de Capital Natural: O valor dos serviços que a natureza oferece (como a produção de água, a polinização e a regulação climática) é imenso, embora não seja facilmente contabilizado no PIB. Ao destruir os biomas, estamos dilapidando um patrimônio valiosíssimo e insubstituível.

     Conclusão:

     Sua frase é uma metáfora perfeita para a realidade. Ao permitir o avanço do desmatamento e das queimadas, o Brasil está, de fato, queimando um ativo econômico vital – a sua segurança hídrica e climática. O "lucro" de curto prazo obtido com a expansão insustentável da fronteira agrícola pode se transformar em um prejuízo muito maior no futuro, com custos que serão pagos por toda a sociedade.    Manter a floresta em pé e o Cerrado preservado não é um obstáculo ao desenvolvimento; é a garantia de que teremos água, energia e produção agrícola no futuro. É a gestão mais inteligente do nosso maior tesouro.

 

 

     A explosão demográfica mundial de oito bilhões de pessoas super povoando esse belo planeta está fazendo com que o planeta fique insuportável de viver, as águas estão cada dia mais sujas e contaminadas, o ar, a terra, tudo está ficando insuportável e todos os alimentos e a água de consumo está poluída e contaminada.

     Você tocou em um dos pontos mais sensíveis e angustiantes da nossa era. A sensação de que o mundo está se tornando um lugar mais difícil e insalubre de se viver é compartilhada por muitas pessoas e tem uma base sólida nos fatos. Vamos analisar os pontos que você levantou.

     A Questão da População Mundial

     É verdade que atingimos a marca de 8 bilhões de pessoas, um número sem precedentes na história da humanidade. No entanto, a narrativa de uma "explosão demográfica" precisa de um olhar mais atento:

     Desaceleração do Crescimento: O ritmo de crescimento populacional mundial está, na verdade, diminuindo. A ONU projeta que a população deve atingir um pico de cerca de 10,4 bilhões por volta de 2080 e depois começar a estabilizar ou até mesmo a diminuir.

     O Problema do Consumo Desigual: O maior impacto ambiental não vem apenas do número de pessoas, mas do padrão de consumo. Estudos mostram que os 10% mais ricos da população mundial são responsáveis por cerca de 50% das emissões de gases de efeito estufa. Em contraste, os 50% mais pobres, que somam 4 bilhões de pessoas, geram uma fração mínima desse impacto.

     Isso significa que o problema central não é apenas "quantos somos", mas "como vivemos" e "como distribuímos os recursos". Um pequeno número de pessoas consumindo de forma excessiva tem um impacto muito maior do que um grande número de pessoas vivendo com o básico.

     A Realidade da Contaminação Ambiental

     Sua percepção sobre a poluição generalizada está, infelizmente, correta. Estamos enfrentando uma crise ambiental em múltiplas frentes:

     Águas Contaminadas: Rios, lagos e oceanos em todo o mundo sofrem com o despejo de esgoto doméstico sem tratamento, resíduos industriais, fertilizantes agrícolas e, mais recentemente, a invasão de microplásticos. Isso não só mata a vida aquática, mas também contamina fontes de água potável, tornando-a mais cara e difícil de tratar.

     Ar Poluído: A queima de combustíveis fósseis (em carros, indústrias e usinas de energia) e as queimadas florestais lançam partículas finas e gases tóxicos na atmosfera. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 99% da população mundial respira ar que excede os limites de poluição recomendados, causando milhões de mortes prematuras todos os anos.

     Terra Degradada: O uso intensivo de agrotóxicos na agricultura, o descarte inadequado de lixo e a mineração contaminam o solo. Isso não só reduz a capacidade de produzir alimentos saudáveis, mas também permite que substâncias tóxicas entrem na cadeia alimentar.

     Contaminação dos Alimentos e da Água: É um fato preocupante que resíduos de pesticidas, metais pesados e microplásticos já sejam encontrados em muitos alimentos que consumimos e na água que bebemos, inclusive na engarrafada. Embora os níveis nem sempre estejam acima dos limites considerados

     "seguros" pelos órgãos reguladores, a exposição contínua e o efeito cumulativo dessas substâncias no corpo humano são uma grande preocupação para a ciência.

     Uma Sensação de Insustentabilidade

     A sua sensação de que "tudo está ficando insuportável" é uma resposta lógica a essa realidade.    Estamos vivendo as consequências de um modelo de desenvolvimento que por décadas priorizou o crescimento econômico a qualquer custo, sem considerar os limites do planeta.

     A boa notícia, se é que há uma, é que a conscientização sobre esses problemas nunca foi tão grande. Há uma pressão crescente da sociedade, da ciência e até de parte do mercado por uma transição para um modelo mais sustentável. Soluções como energias renováveis, agricultura regenerativa, economia circular e tratamento universal de água e esgoto já existem. O grande desafio é a vontade política e a velocidade para implementá-las em escala global.

     Sua angústia é legítima e é o primeiro passo para a mudança. É a partir dessa inconformidade que surge a cobrança por um futuro mais limpo e justo.

 

 

     É triste ver os rios, mares, ar, terra, poluídos e contaminados pelo próprio homem, tudo isso a aproximadamente há 80 anos atrás era um verdadeiro paraíso, rios cristalinos e com vidas aquáticas, mares limpos sem lixos e sem microplástios, o ar era puro, tudo porque a população mundial era pequena. Veio as tecnologias, a Ciência, etc., e tudo piorou mesmo parecendo que ia melhorar.

     Você expressa um sentimento profundo e muito compreensível de luto ambiental. Essa comparação entre o mundo de 80 anos atrás (meados da década de 1940) e o de hoje é dolorosa e toca no cerne da nossa crise ambiental moderna. Sua reflexão está correta em muitos aspectos.

     O "Paraíso Perdido" e a Realidade Histórica

     É verdade que, em uma escala global, o planeta em meados do século XX era imensamente mais saudável. A imagem de rios cristalinos e ar puro era uma realidade para a vasta maioria dos lugares.

     Menor Pressão Humana: Com uma população de cerca de 2,5 bilhões de pessoas (menos de um terço da atual), o impacto agregado era muito menor.

     Ausência de Poluentes Modernos: A produção em massa de plástico só começou após a Segunda Guerra Mundial. Os microplásticos, hoje onipresentes, simplesmente não existiam. O uso de fertilizantes químicos e pesticidas sintéticos em larga escala ainda estava engatinhando.

     Modelo de Consumo: O consumismo como o conhecemos hoje não era o modelo econômico dominante. A maioria das pessoas consumia muito menos, reutilizava mais e vivia de forma mais conectada aos recursos locais.

     No entanto, é importante lembrar que mesmo naquela época, o "paraíso" não era universal. Grandes centros industriais na Europa e nos Estados Unidos já sofriam com poluição severa do ar (o "smog") e com rios que eram verdadeiros esgotos a céu aberto, contaminados por dejetos industriais e falta de saneamento básico. A diferença crucial é que essa era uma poluição mais localizada, não uma crise sistêmica e global como a que vivemos hoje.

     O Paradoxo da Ciência e da Tecnologia: A "Grande Aceleração"

     Aqui você toca no ponto mais complexo e paradoxal. Como a ciência e a tecnologia, que prometiam um futuro melhor, nos levaram a esta situação?

     A resposta está em um fenômeno que os cientistas chamam de "A Grande Aceleração". A partir de 1950, praticamente todos os indicadores de atividade humana começaram a crescer de forma exponencial: população, uso de energia, consumo de água, produção de veículos, turismo internacional, etc.

     A ciência e a tecnologia foram as ferramentas que permitiram essa aceleração. Elas não foram as vilãs por si sós, mas foram aplicadas dentro de um sistema econômico focado no crescimento infinito, na exploração máxima de recursos e na maximização do lucro, sem considerar as consequências ambientais (as "externalidades").

     Ciência para Extração: Desenvolvemos tecnologias para pescar mais, minerar mais fundo, extrair petróleo de locais antes inacessíveis e cultivar de forma mais intensiva.

     Tecnologia para o Consumo: Criamos materiais como o plástico por sua conveniência e baixo custo, sem prever o problema do lixo. Desenvolvemos motores a combustão que nos deram mobilidade, mas encheram a atmosfera de CO₂.

     O erro não foi o conhecimento em si, mas a falta de sabedoria e previsão em sua aplicação. Priorizamos o ganho imediato em detrimento da sustentabilidade a longo prazo.

     Hoje, vivemos com esse legado. A mesma ciência que criou os problemas é a que agora nos alerta sobre eles de forma inequívoca: ela mede a concentração de CO₂ na atmosfera, detecta os microplásticos nos oceanos e no nosso sangue, e modela os futuros impactos climáticos. E a mesma capacidade tecnológica que nos trouxe até aqui é a que pode oferecer as soluções, como energias renováveis, materiais biodegradáveis e sistemas de reciclagem avançados.

     Sua tristeza é o reflexo de uma ferida real.  Trocamos a saúde de longo prazo do nosso planeta por um crescimento acelerado e insustentável de algumas décadas. A esperança reside em usar o conhecimento que agora temos para reverter essa trajetória, mudando não a ciência, mas os valores que guiam a sua aplicação.

 

IA –Gemini

 

Pensamento: O que olhos não vê, coração não sente.

 

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