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A CIÊNCIA ESTÁ ENXUGANDO GELO

 

Pesquisador da NASA Revela: “O Segredo do Efeito Estufa Está nos Oceanos

Planeta COPPE / Notícias

Data: 16/11/1998

 

     Pesquisador da NASA Revela: “O Segredo do Efeito Estufa Está nos Oceanos”.

     O aquecimento global entrou na pauta de prioridades da NASA. O físico Warren Wiscombe, 54 anos, anunciou na COPPE que em 1999 a NASA estará lançando a plataforma espacial AM-1 para detectar os principais fatores responsáveis pelo processo de aquecimento global. O pesquisador da NASA esteve no Brasil, no último mês de novembro, ministrando um curso sobre efeito estufa, no curso de pós-graduação em Ciências Atmosféricas da COPPE. Segundo Wiscombe, o segredo do processo pode estar nos oceanos.

 

     Especialista nos efeitos das nuvens sobre o clima, Warren Wiscombe, que trabalha há 14 anos no Laboratório NASA, no Goddard Space Flight Center, em Maryland, deu uma entrevista exclusiva para o Planeta COPPE sobre as mais recentes revelações da Ciência sobre o aquecimento do Planeta.

 

     Planeta – Que métodos o Sr. vem utilizando para estudar o aquecimento Global?

 

     W.W. – Realizo pesquisas sobre a interação entre as nuvens e os raios solares. O quanto de luz as nuvens refletem e o quanto elas absorvem. E, é claro, a quantidade de radiação solar que é transmitida para a superfície da terra. Esta é uma importante área de estudo. As pesquisas sobre o aquecimento global, utilizando-se os grandes modelos climáticos, registram que a nuvem é o elemento variante.

 

     Planeta – Até que ponto esta variação é relevante?

 

     W.W. – Os modelos registram uma grande diferença nas previsões de mudanças de temperatura. São registradas variações entre 1.5° C a 4.5° C no aquecimento da Terra. E esta diferença se deve às nuvens. Aí entra o meu estudo que revela exatamente como as nuvens influenciam no aquecimento global. Em cada modelo as nuvens reagem de uma determinada forma. Portanto, nesse momento, conhecemos muito pouco do quanto as nuvens influenciam nas mudanças climáticas. Só podemos afirmar que influenciam. Para obter resultados com mais precisos necessitamos de computadores mais potentes e maior resolução dos modelos.

 

     Planeta – Até agora o que se sabe realmente sobre o papel das nuvens no processo de aquecimento global?

 

     W.W. – Este é o problema. Não sabemos se as nuvens afetam o clima da terra esquentando-o ou esfriando-o. As nuvens podem influenciar de duas maneiras. Elas refletem os raios solares, impedindo que eles cheguem a superfície, resfriando a Terra. Por outro lado, a presença de nuvens durante a noite tende a elevar a temperatura. Elas liberam radiação infra – vermelha captada ao longo do dia. Então, não se sabe o que prevalece: se o esfriamento provocado pelos raios solares refletidos pelas nuvens ao dia, ou o aquecimento pela liberação de radiação infra-vermelha à noite. É nesse ponto que os modelos climáticos diferem.

 

     O Segredo do Aquecimento Global Está nos Oceanos.

 

     Planeta – De que forma o efeito estufa vem atingindo o Planeta?

 

     W.W. – Primeiro, é preciso deixar claro uma coisa. Sem o efeito estufa a Terra estaria coberta de gelo. O efeito estufa faz parte de um processo natural que permite a perpetuação da vida na Terra. A questão hoje é o agravamento dessa tendência natural. Os cientistas estão de acordo de que, se há CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera, a Terra irá, em algum momento, passar por um período de aquecimento. A questão se resume à quando se dará este aquecimento. Grande parcela da população mundial que vive próxima ao mar enfrentará sérios problemas, pois tem-se verificado o aumento do nível dos oceanos. E mesmo que parássemos de emitir os gases que formam o efeito estufa, o nível do mar continuaria subindo. O aquecimento do planeta já faz parte de um processo natural do sistema. A liberação do CO2 agrava o problema.

 

     Planeta – Como será o processo de elevação do nível do mar?

 

     W.W. – Pode levar centenas de anos até se completar. Isso se deve, em parte, ao lento aquecimento dos oceanos. Ao aquecer, ele se expande e isto não acontece de um dia para o outro. Provavelmente os oceanos são os principais agentes do aumento de temperatura na Terra. Mas de que forma este processo acontece ainda não conseguimos revelar. Mas é um processo natural e não podemos evitá-lo. Mesmo se os países deixassem hoje de emitir gases do efeito estufa, a liberação de calor pelos oceanos ainda pode durar 100 anos, como reflexo do que foi emitido até então. Estima-se um aquecimento médio da temperatura da Terra entre 2° C a 3° C. Embora ainda não se tenha um senso comum, alguns cientistas estimam que este aumento de temperatura se dará por volta de 2050.

 

     Planeta – O que pode ser feito para evitar o efeito estufa?

 

     W.W. -Nada pode ser feito. Até porque, no momento, ninguém vai parar de consumir combustível fóssil, assim como as queimadas não vão parar nos países que a utilizam. Portanto, não há chance de se interromper a emissão de gases poluentes para a atmosfera. Assim que nossas reservas de combustível fóssil se esgotarem, a quantidade de CO2 chegará ao máximo e levará aproximadamente mil anos para se dissipar. Caberá aos oceanos absorver o CO2.

 

     Missão Espacial da NASA Permitirá Entender o Aquecimento do Planeta.

 

 

     Planeta – O que o Sr. acha de utilizarmos fontes alternativas de energia para amenizar o problema?

 

     W.W. – Sou totalmente a favor do desenvolvimento de novas fontes renováveis de energia, como o Brasil fez com o álcool. A energia solar e o uso do hidrogênio como fonte energética também podem ser ótimas opções. É uma pena que não tenhamos insistido nesse caminho nos anos 70 – década em que os países produtores de petróleo aumentaram os preços do produto, desencadeando uma crise econômica mundial. Como mais tarde a gasolina voltou a ficar barata, não houve mais o interesse em se fazer investimentos nesse setor. O governo Reagan praticamente paralisou as pesquisas nesse sentido.

 

     Planeta – Quais são os objetivos da missão espacial que lançará a AM -1?

 

     W.W. – A plataforma AM -1 será lançada em junho de 1999. Ela nos permitirá entender melhor o processo de aquecimento global. Poderemos desenvolver modelos de mudanças climáticas mais eficientes. O objetivo é acrescentar mais dados para o aperfeiçoamento dos modelos climáticos, como a influência das plantas e das nuvens no aquecimento global e do aerosol, que são partículas sólidas em suspensão no ar, um fenômeno sobre o qual conhecemos muito pouco. O aerosol pode esfriar a temperatura na Terra.

 

     1998: O ano mais quente dos últimos 500 anos.

 

 

     Planeta – De que forma?

 

     W.W. – Veja o exemplo da erupção do vulcão Pinatubo, nas Filipinas, em junho de 1991. Nos dois anos seguintes, a temperatura média do planeta diminuiu em 0.3° C em relação ao período anterior. Após o efeito Pinatubo, o aquecimento global assumiu o índice que se esperaria caso a erupção não tivesse acontecido. Isto, de fato, convenceu as pessoas de que o aquecimento global é real. O que se tem observado desde o começo dos anos 70 é um aumento da temperatura de 0.1° C a cada 10 anos. O ano de 1998, por exemplo, foi o mais quente dos últimos 500 anos. Para se ter uma idéia, em 100 anos o índice de aumento da temperatura média do planeta se deu entre 0.5° C a 0.7° C.

 

     Planeta – Na sua opinião o que aconteceu com o planeta a partir dos anos 70?

 

     W.W. – Supomos que o aumento de temperatura a partir dos anos 70 faça parte de um ciclo natural. O que está acontecendo é o fenômeno natural associado ao aumento de CO2 na atmosfera causado pela emissão de gases pelas sociedades indústriais. Portanto, o que se constata é um duplo aquecimento. Os modelos estão prevendo mais calor do que nós temos observado. Não se sabe, ao certo, quando, nem como será esse aumento.

 

     Planeta – O Sr. quer dizer então que os modelos previram um aumento de temperatura maior do que vem sendo constatado?

 

     W.W. – Sim. Mas é possível que as previsões dos modelos se confirmem daqui a alguns anos. O aquecimento tem sido muito intenso. O problema está em não sabermos mensurar o aquecimento específico dos mares. O único lugar que poderia “esconder” o calor seriam os oceanos. O que deve estar errado nos modelos é a representação dos índices de liberação de calor por parte dos oceanos. Os modelos têm previsto um aquecimento muito grande, porque têm contado com uma grande e rápida liberação de calor. Provavelmente, os oceanos estão retendo esse calor para liberá-lo mais tarde.

 

     Planeta – Na 4° Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Buenos Aires, o Brasil apresentou o conceito de responsabilidade histórica dos países quanto a emissão de gases que formam o efeito estufa. Considerando os 200 anos de poluição causada pela Revolução Industrial e o efeito prolongado do CO2 na atmosfera os pesquisadores brasileiros defendem a criação de um fundo proveniente de multas cobradas aos países poluidores.

 

     O que o Sr. acha da posição brasileira?

 

     W.W. – Eu concordo totalmente com o Brasil. Nenhum outro cientista poderia discordar. Boa parte do aquecimento global que presenciamos hoje é resultado do processo de industrialização dos países desenvolvidos. É resultado de todo o CO2 emitido na atmosfera durante esses anos, desde a Revolução Industrial. Eu entendo porque os países em desenvolvimento se sentem pressionados. Eles estão simplesmente passando pelo mesmo processo que os países desenvolvidos passaram. Não parece justo que estes países devam reduzir a emissão de gases e, consequentemente, o seu desenvolvimento quando estão ainda começando. Só espero que estes países não repitam a terrível experiência dos países desenvolvidos.

 

     Planeta – Você teria alguma sugestão de como evitar os problemas sem comprometer o desenvolvimento?

 

     W.W. – Os recursos renováveis de energia devem ser amplamente incentivados. Há duas coisas a se aprender com isso. A primeira é o desenvolvimento e aplicação de novas fontes renováveis de energia. Por outro lado, devemos lutar pela preservação das florestas. Não há razão para os países em desenvolvimento repetirem os erros dos países desenvolvidos na devastação de suas florestas.

 

     Comentário:

 

     Desde 1998 que os cientistas vêm pesquisando o aquecimento global em todas as áreas e vêm constatando o perigo dessas mudanças climáticas tão elevadas no planeta Terra.

     O que os cientistas pensavam que iria piorar em 2050 já estamos sentindo agora em 2024; a natureza está com pressa em exterminar as vidas nesse paraíso terrestre.

     As autoridades mundiais não estão levando a sério o aquecimento global apesar dos exemplos que estão ocorrendo em todos os países do nosso mundo.

     Os empresários por sua vez não querem mudar os combustíveis fósseis para os combustíveis limpos, ao contrário, estão procurando fósseis de petróleo nos mares para fazerem as perfurações e, outros países não querem abrir mão dos combustíveis de carvão e muito menos de colocarem filtros para diminuir a poluição no ar. Todos estão indo em direção ao oposto dos interesses de diminuir o aquecimento global.

     Ninguém nesse país querem salvar o planeta e as vidas, a ambição do homem é maior do que a sua própria vida, o homem vai morrer pela ambição.

     O mar está aquecendo e matando as vidas que formam os corais. Os animais marinhos estão morrendo ao comer lixos nos oceanos e também, com vazamentos de plataformas marítimas de petróleo. Os rios estão contaminados com lixos, metais pesados e coliformes fecais e toda essa poluição ambiental vai para os mares e oceanos. O ser humano está se tornando um imbecil ou cego que não vê o abismo que está a sua frente. O ar e tudo mais está poluído igualzinho ao cérebro desse imbecil ser humano que se acha homo sapiens, de sabedoria não tem nada, é o homo burro, jumento, cavalgadura...

     Quando essa humanidade abrir os olhos é tarde demais para se salvarem. O ser humano é um indolente que só quer tudo fácil, na sua mão, tudo pronto, não querem trabalhar pelo bem estar da sua raça humana nem que seja para se salvarem.

     Como a Bíblia diz: Homem de pouca fé. Os cientistas estão mostrando o perigo mas os gananciosos não querem abrir mão de suas riquezas para melhorar o mundo, preferem destruir a natureza para aumentar os seus lucros mesmo que pague com a morte no futuro, talvez, não muito longe, próximo.

 

Ernani Serra

 

https://globoplay.globo.com/v/12713681/

 

https://globoplay.globo.com/v/12713842/

 

https://www.google.com.br/search?q=V%C3%ADdeo+das+pessoas+mortas+em+Meca+pelo+calor&sca_esv=856bbea95b52671d&source=hp&ei=l8N9Zv_xHv3d5OUPiOSK2A8&iflsig=AL9hbdgAAAAAZn3Rp4h73yA5x364LxyQ88KiQYc5SiDi&ved=0ahUKEwi_mfqNyPyGAxX9LrkGHQiyAvsQ4dUDCA0&uact=5&oq=V%C3%ADdeo+das+pessoas+mortas+em+Meca+pelo+calor&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IixWw61kZW8gZGFzIHBlc3NvYXMgbW9ydGFzIGVtIE1lY2EgcGVsbyBjYWxvcjIFECEYoAFI88ACUJY_WPO0AnABeACQAQCYAbkBoAGdN6oBBDAuNDW4AQPIAQD4AQGYAiigAsAxqAIKwgIQEAAYAxjlAhjqAhiMAxiPAcICEBAuGAMY5QIY6gIYjAMYjwHCAgsQLhiABBixAxiDAcICBRAAGIAEwgIOEC4YgAQYsQMY0QMYxwHCAggQABiABBixA8ICCxAuGIAEGNEDGMcBwgIEEAAYA8ICCBAAGIAEGKIEwgIIEAAYFhgeGA_CAgYQABgWGB7CAgUQIRifBZgDHJIHBDEuMzmgB9eOAQ&sclient=gws-wiz#ip=1

 

https://www.google.com.br/search?q=mortes+por+calor+nos+continentes+e+oceanos&sca_esv=856bbea95b52671d&source=hp&ei=TcR9ZpixI-rO5OUPoeK2iAw&iflsig=AL9hbdgAAAAAZn3SXfgEIyY6lohpb-PMbYWpKlnOmUl9&oq=Mortes+por+calor+nos+continentes&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IiBNb3J0ZXMgcG9yIGNhbG9yIG5vcyBjb250aW5lbnRlcyoCCAEyBRAhGKABMgUQIRigATIFECEYoAFIir4BUK1HWKR7cAF4AJABAJgBvAGgAdslqgEEMC4zMrgBAcgBAPgBAZgCIaACvieoAgrCAhAQABgDGOUCGOoCGIwDGI8BwgIQEC4YAxjlAhjqAhiMAxiPAcICChAuGIAEGEMYigXCAggQABiABBixA8ICDhAuGIAEGLEDGNEDGMcBwgILEAAYgAQYsQMYgwHCAgUQABiABMICCBAuGIAEGLEDwgIKEAAYgAQYQxiKBcICDBAAGIAEGEMYigUYCsICCxAuGIAEGLEDGNQCwgIFEC4YgATCAgsQABiABBiSAxiKBcICEBAAGIAEGLEDGEMYgwEYigXCAgsQABiABBixAxjJA8ICBhAAGBYYHsICCBAAGIAEGKIEwgIIEAAYFhgeGA-YAxaSBwQxLjMyoAeAogE&sclient=gws-wiz#ip=1

 

https://www.google.com.br/search?q=Ondas+de+calor+no+M%C3%A9xico+mata+macacos&sca_esv=856bbea95b52671d&source=hp&ei=6cR9Zs6POOXb5OUPsryEuAw&iflsig=AL9hbdgAAAAAZn3S-YXXPE1g2nsyEBk5vVTLGuOWhOco&ved=0ahUKEwiOqKmvyfyGAxXlLbkGHTIeAccQ4dUDCA0&uact=5&oq=Ondas+de+calor+no+M%C3%A9xico+mata+macacos&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IiZPbmRhcyBkZSBjYWxvciBubyBNw6l4aWNvIG1hdGEgbWFjYWNvczIFECEYoAFIsnpQAFiTV3ABeACQAQCYAZcCoAHrMaoBBjAuMzUuM7gBA8gBAPgBAZgCH6ACxirCAgoQABiABBhDGIoFwgIKEC4YgAQYQxiKBcICCBAAGIAEGLEDwgIFEAAYgATCAg0QABiABBixAxhDGIoFwgILEAAYgAQYsQMYgwHCAgoQABiABBixAxgKwgIREC4YgAQYxwEYmAUYmgUYrwHCAhQQLhiABBixAxjHARiYBRiaBRivAcICBBAAGAPCAgsQLhiABBjHARivAcICBRAuGIAEwgIGEAAYFhgewgIIEAAYFhgeGA_CAggQABiABBiiBJgDAJIHBjAuMjcuNKAHu7YB&sclient=gws-wiz#ip=1

 

Pensamento: A ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem.

 

Textos Judaicos




A TERRA ESTÁ NO LIMITE DO AQUECIMENTO


Planeta está próximo de ultrapassar limite de aquecimento de 1,5º C

 

     A Terra já está ultrapassando o limite de 1,5°C de aquecimento global, de acordo com dois grandes estudos globais que, juntos, sugerem que o clima do planeta provavelmente entrou em uma nova e assustadora fase.

 

     De acordo com o histórico Acordo de Paris de 2015 sobre mudança climática, a humanidade está buscando reduzir as emissões de gases de efeito estufa e manter o aquecimento do planeta a não mais que 1,5°C acima da média pré-industrial.

 

     Em 2024, as temperaturas na Terra ultrapassaram esse limite, mas isso não foi suficiente para declarar que o limite de Paris havia sido ultrapassado, porque as metas de temperatura previstas no acordo são medidas ao longo de várias décadas e não em passagens curtas acima da marca de 1,5°C.

 

     Mas os dois artigos recém-lançados usam uma medida diferente. Ambos examinaram dados climáticos históricos para determinar se anos muito quentes no passado recente já eram um sinal de que um limite de aquecimento futuro e de longo prazo seria ultrapassado.

 

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     A resposta, de forma alarmante, foi sim. Os pesquisadores dizem que o recorde de 2024 indica que a Terra está ultrapassando o limite de 1,5°C, além do qual os cientistas preveem danos catastróficos aos sistemas naturais que sustentam a vida na Terra.

 

     2024: o primeiro ano de muitos acima do limite de 1,5°C de aquecimento.

     As organizações climáticas de todo o mundo concordam que o ano passado foi o mais quente já registrado. A temperatura média global em 2024 foi cerca de 1,6°C acima das temperaturas médias no final do século XIX, antes de os seres humanos começarem a queimar combustíveis fósseis em grande escala.

 

     A Terra também experimentou recentemente dias e meses individuais acima da marca de 1,5°C de aquecimento.

 

     Mas a temperatura global varia de um ano para o outro. Por exemplo, o pico de temperatura de 2024, embora em grande parte devido à mudança climática, também foi impulsionado por um padrão natural de El Niño no início do ano. Por enquanto, esse padrão se dissipou, e a previsão é que 2025 sejamos um pouco mais frios.

 

     Essas flutuações ano a ano significam que os cientistas do clima não veem um único ano que ultrapasse a marca de 1,5°C como uma falha no cumprimento do Acordo de Paris.

 

     No entanto, os novos estudos publicados hoje na Nature Climate Change sugerem que mesmo um único mês ou ano com aquecimento global de 1,5°C pode significar que a Terra está entrando em uma violação de longo prazo desse limite vital.

 

     Crise climática condena uma geração inteira a nascer e viver sob calor extremo

     Mundo caminha para um aquecimento de 2,7°C neste século

     O que os estudos descobriram

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     Os estudos foram realizados de forma independente por pesquisadores na Europa e no Canadá. Eles abordaram a mesma questão básica: um ano acima de 1,5°C de aquecimento global é um sinal de alerta de que já estamos ultrapassando o limite do Acordo de Paris?

     Ambos os estudos usaram observações e simulações de modelos climáticos para abordar essa questão, com abordagens ligeiramente diferentes.

 

     No artigo europeu, os pesquisadores analisaram as tendências históricas de aquecimento. Eles descobriram que quando a temperatura média da Terra atingia um determinado limite, o período de 20 anos seguinte também atingia esse limite.

 

     Esse padrão sugere que, como a Terra atingiu 1,5°C de aquecimento no ano passado, podemos ter entrado em um período de aquecimento de 20 anos, quando as temperaturas médias também atingirão 1,5°C.

 

     O artigo canadense envolveu dados mês a mês. Junho do ano passado foi o 12º mês consecutivo de temperaturas acima do nível de aquecimento de 1,5°C. O pesquisador descobriu que 12 meses consecutivos acima de um limite climático indicam que o limite será atingido em longo prazo.

 

     Ambos os estudos também demonstram que, mesmo que a redução rigorosa das emissões comece agora, é provável que a Terra ainda esteja ultrapassando o limite de 1,5°C.

 

     Há décadas, os cientistas do clima alertam que a queima de combustíveis fósseis para obter energia libera dióxido de carbono e outros gases que estão aquecendo o planeta.

 

     Mas as emissões de gases de efeito estufa da humanidade continuaram a aumentar. Desde que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas divulgou seu primeiro relatório em 1990, as emissões anuais de dióxido de carbono do mundo aumentaram cerca de 50%.

 

     Simplificando, não estamos nem mesmo nos movendo na direção certa, muito menos no ritmo necessário.

 

     A ciência mostra que as emissões de gases de efeito estufa devem chegar a zero para acabar com o aquecimento global. Mesmo assim, alguns aspectos do clima continuarão a mudar por muitos séculos, porque parte do aquecimento regional, especialmente nos oceanos, já é irreversível.

 

     Se a Terra de fato já ultrapassou a marca de 1,5°C e a humanidade quiser ficar abaixo desse limite novamente, precisaremos resfriar o planeta alcançando “emissões líquidas negativas” – removendo mais gases de efeito estufa da atmosfera do que emitimos. Essa seria uma tarefa altamente desafiadora.                 

 

     Sentindo o calor

     Os efeitos prejudiciais da mudança climática já estão sendo sentidos em todo o mundo. Os danos serão ainda piores para as gerações futuras.

 

     A Austrália já experimentou 1,5°C de aquecimento, em média, desde 1910.

 

     Ecossistemas únicos, como a Grande Barreira de Corais, já estão sofrendo com esse aquecimento. Os oceanos estão mais quentes e os mares estão subindo, atingindo os litorais e ameaçando a vida marinha.

 

     Aquecimento da água na Amazônia é generalizado, alertam pesquisadores

     Como o aumento do nível do mar afetará as cidades e comunidades litorâneas

     Incêndios florestais e condições climáticas extremas, especialmente ondas de calor, estão se tornando mais frequentes e severas. Isso exerce pressão sobre a natureza, a sociedade e nossa economia.

 

     Brasil tem 76% dos focos de incêndio na América do Sul

     Como o calor em 2023 agravou secas, inundações e incêndios florestais em todo o mundo

     Mas, em meio à escuridão, há sinais de progresso.

 

     Em todo o mundo, a geração de eletricidade renovável está crescendo. O uso de combustíveis fósseis caiu em muitos países. Os desenvolvimentos tecnológicos estão diminuindo o crescimento das emissões em setores poluentes, como aviação e construção.

 

     Mas é evidente que ainda há muito trabalho a ser feito.

 

     A humanidade pode mudar a maré do planeta

     Esses estudos são um lembrete preocupante de como a humanidade está aquém do necessário para lidar com as mudanças climáticas.

 

     Elas mostram que precisamos nos adaptar urgentemente ao aumento do aquecimento global. Entre o conjunto de mudanças necessárias, as nações mais ricas devem apoiar os países mais pobres, que deverão suportar os danos climáticos mais graves. Embora algum progresso tenha sido feito nesse sentido, muito mais é necessário.

 

     Também é necessária uma grande mudança para descarbonizar nossas sociedades e economias. Ainda há espaço para esperança, mas não podemos adiar a ação. Caso contrário, a humanidade continuará aquecendo o planeta e causando mais danos.

 

ESG Insights

 

     Comentário:

     Estamos no mato sem cachorro, se ficar o bicho come e se correr o bicho pega.

     As autoridades mundiais não estão nem aí para o Aquecimento Global essas autoridades mundiais só pensam em si mesmos e nos dólares da Balança Comercial. A Terra já está dando os primeiros sinais de que está saturada de gentes parasitas causando a explosão demográfica mundial e pedindo socorro, só que, o homem está cego, mudo e surdo e, continua investindo cruelmente contra a natureza e agredindo o meio ambiente com uma poluição total. É pena que o homem vá destruir sua bela casa em troca de papel moeda e também, pela sua ambição insana do ter e do poder que vai levar todas as vidas deste planeta para extinção globalizada. O homem criou uma viela, uma incógnita no futuro, um problema sem solução com um único resultado a morte.

 

Ernani Serra

 

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Pensamento: O que não tem remédio, remediado está.

 

Ditado Popular


 


AQUECIMENTO GLOBAL

 

     Aquecimento global é o processo de aumento da temperatura média dos oceanos e da atmosfera da Terra causado por massivas emissões de gases que intensificam o efeito estufa, originados de uma série de atividades humanas, especialmente a queima de combustíveis fósseis e mudanças no uso da terra, como o desmatamento, bem como, de várias outras fontes secundárias. Essas causas são um produto direto da explosão populacional, do crescimento econômico, do uso de tecnologias e fontes de energia poluidoras e de um estilo de vida insustentável, em que a natureza é vista como matéria-prima para exploração. Os principais gases do efeito estufa emitidos pelo homem são o dióxido de carbono (ou gás carbônico, CO2) e o metano (CH4).       Esses e outros gases atuam obstruindo a dissipação do calor terrestre para o espaço. O aumento de temperatura vem ocorrendo desde meados do século XIX e deverá continuar enquanto as emissões continuarem elevadas.

 

 

     O aumento nas temperaturas globais e a nova composição da atmosfera desencadeiam alterações importantes em virtualmente todos os sistemas e ciclos naturais da Terra. Afetam os mares, provocando a elevação do seu nível e mudanças nas correntes marinhas e na composição química da água, verificando-se acidificação, dessalinização e desoxigenação. Interferem no ritmo das estações e nos ciclos da água, do carbono, do nitrogênio e outros compostos. Causam o degelo das calotas polares, do solo congelado das regiões frias (permafrost) e dos glaciares de montanha, modificando ecossistemas e reduzindo a disponibilidade de água potável. Tornam irregulares o regime de chuvas e o padrão dos ventos, produzem uma tendência à desertificação das regiões florestadas tropicais, enchentes e secas mais graves e frequentes, e tendem a aumentar a frequência e a intensidade de tempestades e outros eventos climáticos extremos, como as ondas de calor e de frio. As mudanças produzidas pelo aquecimento global nos sistemas biológicos, químicos e físicos do planeta são vastas, algumas são de longa duração e outras são irreversíveis, e provocam uma grande redistribuição geográfica da biodiversidade, o declínio populacional de grande número de espécies, modificam e desestruturam ecossistemas em larga escala, e geram por consequência problemas sérios para a produção de alimentos, o suprimento de água e a produção de bens diversos para a humanidade, benefícios que dependem da estabilidade do clima e da integridade da biodiversidade. Esses efeitos são intimamente inter-relacionados, influem uns sobre os outros amplificando seus impactos negativos e produzindo novos fatores para a intensificação do aquecimento global. O aquecimento e as suas consequências serão diferentes de região para região, e o Ártico é a região que está aquecendo mais rápido. A natureza e o alcance dessas variações regionais ainda são difíceis de prever de maneira exata, mas sabe-se que nenhuma região do mundo será poupada de mudanças. Muitas serão penalizadas pesadamente, especialmente as mais pobres e com menos recursos para adaptação. Mesmo que as emissões de gases estufa cessem imediatamente, a temperatura continuará a subir por mais algumas décadas, pois o efeito dos gases emitidos não se manifesta de imediato e eles permanecem ativos por muito tempo. É evidente que uma redução drástica das emissões não acontecerá logo, por isso haverá necessidade de adaptação às consequências inevitáveis do aquecimento. Uma vez que as consequências serão tão mais graves quanto maiores as emissões de gases estufa, é importante que se inicie a diminuição destas emissões o mais rápido possível, a fim de minimizar os impactos sobre esta e as futuras gerações.

 

 

     A Organização das Nações Unidas publica um relatório periódico sintetizando os estudos feitos sobre o aquecimento global em todo o mundo, através do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Estes estudos têm, por motivos práticos, um alcance de tempo até o ano de 2100. Todavia, já se sabe que o aquecimento e suas consequências deverão continuar por séculos adiante, e algumas das consequências mais graves, como a elevação dos mares e o declínio da biodiversidade, serão irreversíveis dentro dos horizontes da atual civilização. Os governos do mundo em geral trabalham hoje para evitar uma elevação da temperatura média acima de 1,5 °C, considerada o máximo tolerável antes de se produzirem efeitos globais em escala catastrófica. Num cenário de elevação de 3,5 °C a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) prevê a extinção provável de até 70% de todas as espécies hoje existentes. Se a elevação superar os 4 °C, uma possibilidade que não está descartada e que a cada dia parece se tornar mais plausível, pode-se prever sem dúvidas mudanças ambientais em todo o planeta em escala tal que comprometerão irremediavelmente a maior parte de toda a vida na Terra. Num cenário de altas emissões continuadas, superpopulação humana e exploração desenfreada da natureza, semelhante ao que hoje está em curso, prevê-se para um futuro não muito distante o inevitável esgotamento em larga escala dos recursos naturais e uma rápida escalada nos índices de fome, epidemias e conflitos violentos, a ponto de desestruturar todos os sistemas produtivos e sociais e tornar as nações ingovernáveis, levando ao colapso da civilização como hoje a conhecemos. Se considerarmos o futuro para além do limite de 2100, admitindo a queima de todas as reservas conhecidas de combustíveis fósseis, projeta-se um aquecimento dos continentes de até 20 °C, eliminando a produção de grãos em quase todas as regiões agrícolas do mundo e criando um planeta praticamente inabitável.

 

     A Organização das Nações Unidas publica um relatório periódico sintetizando os estudos feitos sobre o aquecimento global em todo o mundo, através do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Estes estudos têm, por motivos práticos, um alcance de tempo até o ano de 2100. Todavia, já se sabe que o aquecimento e suas consequências deverão continuar por séculos adiante, e algumas das consequências mais graves, como a elevação dos mares e o declínio da biodiversidade, serão irreversíveis dentro dos horizontes da atual civilização. Os governos do mundo em geral trabalham hoje para evitar uma elevação da temperatura média acima de 1,5 °C, considerada o máximo tolerável antes de se produzirem efeitos globais em escala catastrófica. Num cenário de elevação de 3,5 °C a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) prevê a extinção provável de até 70% de todas as espécies hoje existentes. Se a elevação superar os 4 °C, uma possibilidade que não está descartada e que a cada dia parece se tornar mais plausível, pode-se prever sem dúvidas mudanças ambientais em todo o planeta em escala tal que comprometerão irremediavelmente a maior parte de toda a vida na Terra. Num cenário de altas emissões continuadas, superpopulação humana e exploração desenfreada da natureza, semelhante ao que hoje está em curso, prevê-se para um futuro não muito distante o inevitável esgotamento em larga escala dos recursos naturais e uma rápida escalada nos índices de fome, epidemias e conflitos violentos, a ponto de desestruturar todos os sistemas produtivos e sociais e tornar as nações ingovernáveis, levando ao colapso da civilização como hoje a conhecemos. Se considerarmos o futuro para além do limite de 2100, admitindo a queima de todas as reservas conhecidas de combustíveis fósseis, projeta-se um aquecimento dos continentes de até 20 °C, eliminando a produção de grãos em quase todas as regiões agrícolas do mundo e criando um planeta praticamente inabitável.

 

 

Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

https://www.google.com.br/search?q=V%C3%ADdeos+da+enchente+no+Rio+Grande+do+Sul&sca_esv=74c740cd3a771c52&sca_upv=1&sxsrf=ADLYWIISlKu0H5Lju8dqxA26qxAAtXxN6Q%3A1715179991827&source=hp&ei=15E7ZpvXL7H05OUPs_-usAw&iflsig=AL9hbdgAAAAAZjuf55OKC9LJ-d7PZv8IwgqlTlWQ0jaH&udm=&ved=0ahUKEwjbnouxp_6FAxUxOrkGHbO_C8YQ4dUDCBU&uact=5&oq=V%C3%ADdeos+da+enchente+no+Rio+Grande+do+Sul&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IihWw61kZW9zIGRhIGVuY2hlbnRlIG5vIFJpbyBHcmFuZGUgZG8gU3VsSLHxAVDQJlidzgFwA3gAkAEAmAGiAqAB4zWqAQYwLjM4LjO4AQPIAQD4AQGYAhygAtgiqAIKwgIHECMYJxjqAsICChAAGIAEGEMYigXCAgsQLhiABBixAxiDAcICCxAAGIAEGLEDGIMBwgIREC4YgAQYsQMY0QMYgwEYxwHCAgUQABiABMICDhAuGIAEGMcBGI4FGK8BwgINEAAYgAQYsQMYQxiKBcICCBAAGIAEGLEDwgIOEAAYgAQYsQMYgwEYigXCAgQQABgDwgIGEAAYFhgewgIIEAAYFhgKGB7CAgoQABgWGAoYHhgPwgIIEAAYFhgeGA_CAggQABiABBiiBJgDI5IHBjMuMjMuMqAH_5QB&sclient=gws-wiz#ip=1

 

https://www.youtube.com/watch?v=oaMlMDdgDQc

 


https://www.google.com.br/search?q=Aquecimento+global+v%C3%ADdeos&sca_esv=74c740cd3a771c52&sca_upv=1&sxsrf=ADLYWIISlKu0H5Lju8dqxA26qxAAtXxN6Q%3A1715179991827&source=hp&ei=15E7ZpvXL7H05OUPs_-usAw&iflsig=AL9hbdgAAAAAZjuf55OKC9LJ-d7PZv8IwgqlTlWQ0jaH&udm=&ved=0ahUKEwjbnouxp_6FAxUxOrkGHbO_C8YQ4dUDCBU&uact=5&oq=Aquecimento+global+v%C3%ADdeos&gs_lp=Egdnd3Mtd2l6IhpBcXVlY2ltZW50byBnbG9iYWwgdsOtZGVvczIGEAAYFhgeMggQABiABBiiBEjmlAFQ5SBYwIQBcAJ4AJABAJgBrQGgAaseqgEEMC4yNrgBA8gBAPgBAZgCHKAC3SCoAgrCAgcQIxgnGOoCwgIKECMYgAQYJxiKBcICBBAjGCfCAhEQLhiABBixAxjRAxiDARjHAcICBRAAGIAEwgIOEC4YgAQYsQMY0QMYxwHCAgsQLhiABBixAxiDAcICCxAAGIAEGLEDGIMBwgILEC4YgAQYsQMY1ALCAgoQLhiABBhDGIoFwgIIEAAYgAQYsQPCAgoQABiABBhDGIoFwgINEAAYgAQYsQMYQxiKBcICEBAAGIAEGLEDGEMYgwEYigXCAg4QABiABBixAxiDARiKBcICBxAAGIAEGArCAggQABgWGB4YD5gDKJIHBDIuMjagB-ywAQ&sclient=gws-wiz#ip=1

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/2024/05/os-responsaveis-pelas-enchentes-no.html?spref=fb&fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR1EoCXHGHWGLJMnAAsCzU4WCNXUYLyQKsMfg9V5pov_YYA6lYn1xs59b14_aem_ARIbFPvw46AyUxclpFDqYRX-FfDmndYbV5M-_9Qgd91Aeh9KJOVuKNuaEwyDHDIjKF3V0LhqxISfC7wuUhr9LUMH

 

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Pensamento: O homem é a causa das enchentes principalmente pela explosão demográfica mundial.

 

Ernani Serra

 



AS AUTORIDADES SE COMPROMETERAM E NÃO CUMPRIRAM


     Planeta falha todas as metas para limitar o aquecimento global

     Nenhum dos 45 indicadores avaliados está no caminho certo para atingir as metas definidas para 2030, revela o relatório State of Climate Action 2025. Financiamento climático global tem de aumentar seis vezes.

     O planeta está fora de rota para travar o aquecimento global em 1,5 graus, como previsto no Acordo de Paris. A conclusão é do relatório State of Climate Action 2025, que descreve um quadro alarmante quando faltam apenas cinco anos para o final da década. “Nenhum dos 45 indicadores avaliados está no caminho certo para atingir as metas de 2030 compatíveis com 1,5 graus”, apontam os autores.

     O documento, publicado pelo World Resources Institute e diversos parceiros internacionais, mostra que “as ações climáticas não se materializaram à escala e ao ritmo necessários para cumprir o Acordo de Paris”. Metade da década crítica para agir já ficou para trás, e cinco indicadores estão mesmo “a mover-se na direção errada”.

     Entre eles, destaca-se o aumento do financiamento público aos combustíveis fósseis, que cresceu em média 75 mil milhões de dólares por ano desde 2014, e o retrocesso na descarbonização do aço, com as “emissões de CO2 por tonelada de aço bruto a aumentar nos últimos cinco anos”. O relatório também aponta que “a quota das viagens feitas em automóveis de passageiros continua a subir, representando cerca de metade de todos os quilómetros percorridos”.

     Apesar de alguns progressos em setores como o das energias renováveis, com a produção elétrica a partir de solar e eólica em mais do triplo desde 2015, o balanço global é insuficiente. “O ritmo atual de mudança é demasiado lento: 29 indicadores exigem pelo menos uma aceleração de duas a quatro vezes até 2030”, assinala o relatório.

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     O estudo lembra ainda que 2024 foi o primeiro ano em que a temperatura global média permaneceu 1,55 graus acima dos níveis pré-industriais. Embora isso “não signifique uma violação formal do Acordo de Paris”, é um aviso claro de que “o mundo está perigosamente próximo de ultrapassar o limite”.

     Mesmo assim, os autores insistem que o objetivo ainda é tecnicamente possível, desde que a ação seja concertada e eficaz. “Temos uma pequena janela de tempo, não para evitar todos os impactos, mas para limitar os danos às pessoas e ecossistemas. Devemos

usá-la com a urgência que este momento exige”, afirmam.

     O State of Climate Action 2025 oferece ainda um roteiro detalhado para acelerar transformações em seis setores responsáveis por 86% das emissões globais - energia, transportes, indústria, edifícios, florestas e agricultura. Há ainda medidas sugeridas em duas áreas transversais: financiamento climático e remoção tecnológica de carbono.

     Os números são claros e mostram que o setor energético continua a ser o maior poluente, responsável por 27% das emissões globais de gases com efeito de estufa. Já o financiamento climático público global totalizou 650 mil milhões de dólares em 2023, um valor “muito aquém das necessidades”, que exigem um aumento “de mais de seis vezes até 2030” para atingir entre 3,8 e 5,9 biliões de dólares anuais.

     O relatório reconhece que houve “avanços notáveis na adoção de tecnologias de baixo carbono, como o hidrogénio verde e a captura direta de carbono”, mas alerta que a lentidão estrutural ameaça tornar os danos irreversíveis.

     “Mesmo que a temperatura global ultrapasse temporariamente o limite de 1,5 graus, o mundo deve continuar exatamente o que deveria estar a fazer hoje: reduzir rapidamente as emissões e aumentar as remoções” aponta. O tempo “está a esgotar-se, e o custo da inação é demasiado alto para ser calculado”.

     Planeta falha todas as metas para limitar o aquecimento global

     Nenhum dos 45 indicadores avaliados está no caminho certo para atingir as metas definidas para 2030, revela o relatório State of Climate Action 2025. Financiamento climático global tem de aumentar seis vezes mais.

     Planeta falha todas as metas para limitar o aquecimento global

     Nenhum dos 45 indicadores avaliados está no caminho certo para atingir as metas definidas para 2030, revela o relatório State of Climate Action 2025. Financiamento climático global tem de aumentar seis vezes.

 

Medialivre

 

     Comentário:

     Todas essas convenções, acordos e COP-30, todas elas, foram papo furado, não deram em nada, todos ou alguns se comprometeram, mas não cumpriram com a palavra dada. Não se pode esperar nada desses políticos nacionais e internacionais são todos farinha do mesmo saco. Todas as COPs são gastos que os países fazem e são desnecessários porque essas convenções não dão em nada, só querem dinheiro para o seu próprio uso, estão usando o problema climático para angariar fundos, mas não é para aplicar no meio ambiente e nem resolver os problemas mundiais. Já se passaram trinta COPs e até agora nada fizeram pelo clima, só conversa mole.

     Os incêndios criminosos e os desmatamentos estão por aí a destruir as florestas, em troca de Dólares comerciais, as exportações estão acima das necessidades do povo, a COP-30 vai condenar a exploração de combustíveis fósseis, mas o Brasil como anfitrião da COP-30 deu o primeiro passo infalso, optou pela exploração do petróleo marítimo no Norte do Brasil. Dizendo que era seguro a exploração, mas não disse que essa exploração é mais uma fonte de poluição, degradação do meio ambiente, contaminação do ar, e aumentando o aquecimento global. Dizem uma coisa e fazem outra. Dois pesos e duas medidas. Isso já mostra o fracasso da COP-30 e nenhuma autoridade mundial vai investir milhões de dólares num barco furado.

 

Ernani Serra


https://globoplay.globo.com/v/14036831/?s=0s 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=COP

 

https://www.bing.com/search?pglt=299&q=O+planeta+est%C3%A1+fora+de+rota&cvid=c64cd07619c54aea8f26bcb726bd88c2&gs_lcrp=EgRlZGdlKgYIABBFGDkyBggAEEUYOTIGCAEQABhAMgYIAhAAGEAyBggDEAAYQDIGCAQQABhAMgYIBRAAGEAyBggGEAAYQDIGCAcQABhAMgcICBDrBxhA0gEIOTM1OWowajGoAgiwAgE&FORM=ANNTA1&PC=EDGEDB&ntref=1

 

https://globoplay.globo.com/v/14034159/

 

Pensamento: Pessoas sem palavras são as que mais exigem respeito, e são as que menos merecem.

 

Viviane Azevedo

 

 

 

Postagem em destaque POLÍTICOS ATUAIS DA GUERRILHA NO BRASIL

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