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QUEIMADAS E DESMATAMENTOS NO BRASIL


     O desmatamento e as queimadas no mês de maio em todo Brasil.

     Os dados mais recentes sobre desmatamento e queimadas no Brasil em maio de 2025 apontam para um cenário preocupante, especialmente na Amazônia, embora outros biomas apresentem dinâmicas diferentes.

     Desmatamento

     O desmatamento na Amazônia teve um aumento significativo em maio de 2025. Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, indicam que a floresta perdeu 960 km² de cobertura vegetal. Isso representa um aumento de 92% em comparação com maio de 2024, quando foram desmatados 500 km².      Este é o segundo mês consecutivo de alta em 2025 para a Amazônia, e o segundo pior resultado para o mês de maio na série histórica, perdendo apenas para 2021.

     A composição desse desmatamento é atípica: 51% foi decorrente de incêndios florestais e 48% de corte raso. Essa proporção de desmatamento causado por fogo é incomum, já que, em geral, a maior parte se deve ao corte raso. Especialistas apontam que a perda de floresta em maio de 2025 está, em grande parte, relacionada aos incêndios florestais que atingiram a região no segundo semestre de 2024, alterando uma trajetória histórica.

     No acumulado entre agosto de 2024 e maio de 2025, os alertas de desmatamento na Amazônia subiram 9% em relação ao mesmo período anterior, indicando uma possível inversão da tendência de queda dos últimos anos.

     Já em outros biomas, a situação em maio de 2025 foi mais positiva:

     No Cerrado, houve uma queda de 25,7% no desmatamento em relação a maio de 2024, interrompendo um ciclo de alta nesse bioma. No acumulado de agosto de 2024 a maio de 2025, a redução foi de 22%.

     No Pantanal, o desmatamento em maio de 2025 registrou uma queda de 65% em comparação com o mesmo mês de 2024. No período de agosto de 2024 a maio de 2025, a queda foi de 74%.

     Queimadas

     Em relação às queimadas, o Brasil registrou 4.263 focos de incêndio em maio de 2025, uma queda de 32,6% em relação ao mesmo mês de 2024 (que teve 6.324 ocorrências). Apesar dessa queda, é importante notar que este é o número mais alto de focos de incêndio em 2025.

     A distribuição dos focos de incêndio por bioma em maio de 2025 foi a seguinte:

     O Cerrado concentrou a maior parte, com 2.527 focos (59,3% do total). Tocantins (1.062 focos), Mato Grosso (816) e Maranhão (455) foram os estados com maior número de queimadas.

     A Amazônia teve o segundo maior número, com 836 focos (19,6% do total).

     Entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2025, o Brasil soma 13.217 focos de incêndio.

     É crucial destacar que, embora o número total de focos de incêndio tenha diminuído em maio, a proporção de incêndios que atingem vegetação nativa está em ascensão. Nos primeiros meses de 2025, 23,7% dos focos de incêndio no país atingiram vegetação nativa, comparado a 13,5% em 2024. Na Amazônia, entre agosto de 2024 e maio de 2025, 23,7% dos focos de calor ocorreram em vegetação nativa.

     O aumento da área desmatada na Amazônia, impulsionado pelos incêndios em florestas primárias, é intensificado pela seca prolongada e de forte intensidade na região, uma situação sem precedentes históricos. O governo brasileiro tem como meta zerar o desmatamento em todos os biomas até 2030.

     A complexidade da relação entre desmatamento e queimadas, agravada pelas mudanças climáticas e a ocorrência de secas extremas, exige ações contínuas e eficazes para prevenção e combate.

     Você gostaria de mais detalhes sobre algum bioma específico ou sobre as medidas que estão sendo tomadas?

 

     Só não falou a IA nas queimadas criminosas.

     Você tem toda razão em trazer essa questão! É fundamental abordar o papel das queimadas criminosas e, mais recentemente, da Inteligência Artificial (IA) no contexto do combate a esses crimes ambientais.

     Queimadas Criminosas: A Grande Questão

     A maior parte dos incêndios no Brasil não é natural. Especialistas apontam que cerca de 99% dos focos de incêndio têm origem em ação humana, seja intencional ou por negligência.

     As queimadas criminosas são frequentemente utilizadas como uma ferramenta barata para:

     Ampliação de áreas para agropecuária: o fogo "limpa" a área para pastagens ou cultivos, muitas vezes de forma ilegal.

     Grilagem de terras: queimar a vegetação nativa pode ser uma forma de "demarcar" e descaracterizar a terra para facilitar a posse ilegal.

     Especulação imobiliária: em alguns casos, o fogo é usado para preparar terrenos para empreendimentos urbanos ou rurais.

     Renovação de pastagens: embora existam métodos legais de manejo de fogo, o uso descontrolado e sem autorização se torna criminoso.

     A impunidade, seja pela legislação branda ou pela dificuldade na aplicação das leis e punições, é um fator que incentiva a continuidade dessas práticas. O IBAMA, por exemplo, tem atuado na identificação e multa de responsáveis por incêndios criminosos. Além disso, a Câmara dos Deputados recentemente aprovou um projeto de lei que aumenta as penas para quem provoca incêndios ilegais em florestas ou outras áreas de vegetação, buscando coibir essas ações.

     A alta proporção de desmatamento na Amazônia em maio de 2025 que foi decorrente de incêndios florestais (51%) é um indicador alarmante de que o uso do fogo como ferramenta de desmatamento ilegal está se intensificando, possivelmente agravado pela seca.

     O Papel da Inteligência Artificial (IA): no Combate às Queimadas Criminosas.

     A Inteligência Artificial (IA) está se tornando uma ferramenta cada vez mais importante para auxiliar no combate e prevenção das queimadas, incluindo as de origem criminosa:

     Monitoramento e Detecção Precoce:

     Análise de Imagens de Satélite: Sistemas de IA podem processar grandes volumes de imagens de satélite em tempo real, identificando focos de calor e áreas de desmatamento com alta precisão e rapidez. Isso permite que as autoridades atuem de forma mais ágil, antes que os incêndios se alastrem.

     Previsão de Risco: Modelos de IA podem analisar dados meteorológicos (temperatura, umidade, vento), tipos de vegetação e históricos de incêndios para prever áreas com maior risco de queimadas, permitindo que equipes de prevenção e combate sejam estrategicamente posicionadas.

     Identificação de Padrões Suspeitos: Algoritmos de IA podem detectar padrões de ocorrência de focos de incêndio que sugerem atividade humana e criminosa, como múltiplos focos aparecendo em locais distintos ao mesmo tempo ou incêndios em áreas de recente desmatamento.

     Fiscalização e Investigação:

     Cruzamento de Dados: A IA pode cruzar dados de alertas de fogo com informações de Cadastro Ambiental Rural (CAR), registros de propriedades, dados de fiscalização e até mesmo imagens de satélite de alta resolução para identificar suspeitos e subsidiar investigações.

     Mapeamento de Áreas Afetadas: Após o incêndio, a IA pode mapear com precisão a extensão da área queimada, auxiliando na avaliação dos danos e na aplicação de multas e sanções.

     Evidências para Processos: A tecnologia pode gerar relatórios detalhados e visuais que servem como evidências robustas em processos judiciais contra os responsáveis pelas queimadas criminosas.

     Exemplos de Uso no Brasil:

     Órgãos como o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) utilizam IA em seus sistemas de monitoramento (como o Deter e o Queimadas).

     O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, lançou um aplicativo chamado "Olho no Verde - Queimadas" que usa IA para monitorar focos e agilizar o combate a crimes ambientais.

     Projetos de pesquisa e desenvolvimento em universidades e centros de tecnologia buscam aprimorar essas ferramentas, utilizando aprendizado de máquina para reconhecer tipos de incêndio e suas prováveis causas.

     Em suma, as queimadas criminosas são uma das principais causas do desmatamento e dos incêndios florestais no Brasil, motivadas por interesses econômicos ilegais. A Inteligência Artificial surge como uma aliada poderosa para combater essas práticas, oferecendo ferramentas de detecção precoce, monitoramento, fiscalização e subsídio para a justiça, tornando o combate mais eficiente e direcionado.

 

Gemini

 

https://globoplay.globo.com/v/13662242/?s=0s

 

https://www.istockphoto.com/br/fotos/desmatamento

 

https://www.google.com/search?q=Jornal+Nacional+-+desmatamento&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&oq=Jornal+Nacional+-+desmatamento&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIICAEQABgWGB4yBwgCEAAY7wUyBwgDEAAY7wUyCggEEAAYgAQYogTSAQoyMTQyOGowajE1qAIIsAIB8QV8hJiwRYaZ7fEFfISYsEWGme0&sourceid=chrome&ie=UTF-8

 

https://www.google.com/search?q=Queimadas+no+Jornal+Nacional+em+maio+de+2025&sca_esv=caaaec4e7ece04a6&rlz=1C1VDKB_enBR1148BR1148&sxsrf=AE3TifN7YKls-WGxWJryXFW3Aqz2y205XQ%3A1749264002365&ei=gqZDaO-DFuCv5OUPy4Lk0A4&ved=0ahUKEwjvzOqbpN6NAxXgF7kGHUsBGeoQ4dUDCBA&uact=5&oq=Queimadas+no+Jornal+Nacional+em+maio+de+2025&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiLFF1ZWltYWRhcyBubyBKb3JuYWwgTmFjaW9uYWwgZW0gbWFpbyBkZSAyMDI1MgUQABjvBTIIEAAYgAQYogQyCBAAGIAEGKIEMgUQABjvBTIFEAAY7wVI4XxQ_R1Y6WBwAXgAkAEAmAGoAaABzBKqAQQwLjE2uAEDyAEA-AEBmAIRoAKuE8ICCRAAGLADGAgYHsICCxAAGIAEGLADGKIEwgIGEAAYFhgewgIFECEYoAHCAgcQIRigARgKmAMAiAYBkAYGkgcEMS4xNqAHky-yBwQwLjE2uAegE8IHCDAuMTAuNC4zyAdG&sclient=gws-wiz-serp

 

Pensamento: Desmatar e queimar a natureza, são: sentenciar a humanidade à morte.

 

Ernani Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





A IA FALANDO DE INCÊNDIOS NO BRASIL


     As queimadas no Brasil continuam nos cerrados e nas matas.

    

     Queimadas no Brasil: Cerrado e Florestas Ainda em Alerta, Apesar de Queda em 2025.

     Brasília, 03 de outubro de 2025 - O Brasil continua a enfrentar o desafio das queimadas, com o bioma do Cerrado e as florestas amazônicas permanecendo como as áreas mais críticas. Embora dados recentes de 2025 apontem para uma redução significativa nos focos de incêndio e na área queimada em comparação com o ano anterior, a situação ainda demanda atenção e ações contínuas de combate e prevenção.

     O ano de 2024 foi marcado por um aumento alarmante no número de queimadas em todo o território nacional. O Cerrado, considerado a savana mais biodiversa do mundo, foi um dos biomas mais atingidos. A combinação de fatores como o desmatamento para a expansão agropecuária, a prática de queimadas para limpeza de pastagens e as condições climáticas adversas, intensificadas por fenômenos como o El Niño, contribuíram para a devastação de vastas áreas.

     No entanto, o primeiro semestre de 2025 apresentou um cenário mais otimista. Dados do governo federal indicam uma queda expressiva, superior a 60%, na área queimada em todo o país, incluindo uma redução no Cerrado. Essa diminuição é atribuída a uma combinação de fatores, como a mudança nas condições climáticas, com um período de chuvas mais regular em algumas regiões, e a intensificação das ações de fiscalização e combate.

     Causas e Impactos Persistentes

     Apesar da melhora nos índices, as causas estruturais das queimadas persistem. O avanço do desmatamento, muitas vezes ilegal, continua a ser o principal vetor dos incêndios florestais. A degradação da vegetação nativa torna os ecossistemas mais suscetíveis ao fogo, criando um ciclo vicioso de destruição.

     Os impactos das queimadas são vastos e severos.         A perda de biodiversidade é uma das consequências mais imediatas, com a destruição de habitats e a morte de inúmeras espécies de fauna e flora. A emissão de gases de efeito estufa proveniente da queima da biomassa contribui significativamente para o aquecimento global, alterando os padrões de chuva e temperatura e exacerbando eventos climáticos extremos.

     Para as comunidades locais e povos indígenas, os efeitos também são devastadores. A fumaça compromete a qualidade do ar, causando problemas respiratórios e outras doenças. Além disso, as queimadas destroem áreas de extrativismo, caça e agricultura de subsistência, afetando a segurança alimentar e os modos de vida tradicionais.

     Ações Governamentais e da Sociedade Civil

     Em resposta à crise, o governo brasileiro tem implementado uma série de medidas. No início de 2025, foi decretado estado de emergência ambiental em diversas regiões, permitindo a alocação de recursos emergenciais e a contratação de mais brigadistas para atuar no combate direto ao fogo.     Houve também um investimento na aquisição de aeronaves e equipamentos para fortalecer as operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

     A sociedade civil organizada também desempenha um papel crucial no enfrentamento das queimadas. Organizações não governamentais (ONGs) e institutos de pesquisa monitoram a situação por satélite, produzem dados e relatórios que subsidiam políticas públicas e ações de fiscalização. Projetos como o da Onçafari, que atua na prevenção de incêndios no Pantanal, e diversas outras iniciativas locais buscam promover práticas de manejo sustentável e a conscientização da população.

     Apesar dos avanços registrados em 2025, especialistas alertam que a temporada de seca, que se intensifica no segundo semestre, representa um período de alto risco. A continuidade e o aprimoramento das políticas de prevenção, a fiscalização rigorosa contra o desmatamento ilegal e o engajamento de todos os setores da sociedade são fundamentais para garantir a proteção do Cerrado e das florestas brasileiras contra a ameaça constante do fogo.

     Todos esses incendios tem um fundo criminoso, querem aumentar as pastagens e o agronegócio, querem produzir grãos para os animais de abate e de exportação. A China é o maior responsável pelos incendios e desmatamentos ao comprar os produtos das commodities para alimentar o seu povo (explosão demográfica chinesa).

     Você levanta pontos muito importantes e que estão no centro do debate sobre as queimadas e o desmatamento no Brasil. A sua análise toca em questões complexas que envolvem economia, política e relações internacionais. Vamos analisar esses pontos em mais detalhes.

     A Origem das Queimadas: Intencional e Criminosa?

     A grande maioria dos incêndios em biomas como a Amazônia e o Cerrado, de fato, não é de origem natural. Eles são iniciados por ação humana. Uma parcela significativa está ligada a práticas ilegais e, portanto, criminosas:

     Abertura de Novas Áreas: O fogo é frequentemente usado como uma ferramenta barata e rápida para "limpar" a terra após a derrubada da vegetação nativa. Essa prática visa converter florestas e savanas em áreas para pastagem de gado ou para o plantio de commodities agrícolas.

     "Limpeza" de Pastagens: Pecuaristas também utilizam o fogo para renovar pastos já existentes, uma prática que pode facilmente sair do controle e atingir áreas de vegetação nativa, especialmente durante a estação seca.

     Portanto, a sua afirmação de que há um "fundo criminoso" por trás de muitos incêndios está correta e é amplamente documentada por institutos de pesquisa e órgãos de fiscalização.

     A Conexão com o Agronegócio e a Exportação

     A expansão da fronteira agrícola é, historicamente, o principal motor do desmatamento no Brasil. A sua análise sobre a finalidade dessa expansão também é precisa:

     Pecuária: A conversão de floresta em pasto para a criação de gado é o maior vetor de desmatamento na Amazônia. O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo.

     Produção de Grãos (Soja): O cultivo de soja, principalmente no Cerrado e avançando sobre a Amazônia, é outra força motriz. Uma parte expressiva dessa soja é exportada e utilizada como ração para a criação de animais (suínos, aves e bovinos) em outras partes do mundo.

     Essas atividades geram riqueza e empregos, mas o modelo de expansão sobre áreas nativas cria um conflito direto com a conservação ambiental.

     O Papel da China e da Demanda Internacional

     Aqui, sua observação é crucial, mas com uma nuance importante.

     Principal Comprador: A China é, de fato, o maior parceiro comercial do Brasil e o principal destino de commodities como a soja e a carne bovina. A imensa demanda chinesa cria um poderoso incentivo econômico para que os produtores brasileiros aumentem a produção, o que, infelizmente, muitas vezes resulta em mais desmatamento e queimadas.

     Responsabilidade Compartilhada: No entanto, atribuir a responsabilidade unicamente à China é uma simplificação. A responsabilidade é compartilhada entre diversos atores:

     Brasil: O governo brasileiro tem a responsabilidade soberana de fiscalizar seu território, aplicar as leis ambientais e promover um modelo de desenvolvimento agrícola que seja sustentável e não dependa da destruição de ecossistemas.

     Produtores Rurais: As decisões de desmatar ilegalmente são tomadas por produtores no Brasil.

     Outros Mercados: A União Europeia, os Estados Unidos e outros países também são grandes importadores de produtos brasileiros e, portanto, compartilham da responsabilidade.

     Consumidores Globais: Em última instância, o consumo de carne e outros produtos em todo o mundo alimenta essa cadeia.

     Correção sobre a "Explosão Demográfica": É importante notar que a China não vive mais uma "explosão demográfica". Na verdade, a população chinesa começou a diminuir. O motor da alta demanda não é o crescimento populacional, mas sim o aumento da renda e a mudança no padrão alimentar da população. Com mais poder de compra, os chineses estão consumindo mais carne, o que exige uma quantidade massiva de grãos (como a soja brasileira) para alimentar os rebanhos.

     Em resumo, sua análise conecta os pontos corretamente: as queimadas estão majoritariamente ligadas ao desmatamento para a expansão do agronegócio, que por sua vez é impulsionado pela forte demanda do mercado internacional, onde a China tem um papel central. A solução para esse problema complexo passa por ações em todas as pontas da cadeia: desde a fiscalização rigorosa e o incentivo a práticas sustentáveis no Brasil até a exigência de produtos livres de desmatamento por parte dos países e empresas compradoras.

 

 

     No futuro com os desmatamentos e incêndios nos cerrados e florestas brasileiras virá à falta de água e o tesouro vai acabar saindo pelo ralo.

     Sua observação é extremamente perspicaz e alinhada com as conclusões de cientistas e economistas que estudam o clima e o meio ambiente no Brasil. A conexão entre desmatamento, incêndios, a futura falta de água e o prejuízo econômico ("o tesouro saindo pelo ralo") é direta e real.

     Vamos detalhar por que essa afirmação faz total sentido.

     1. Florestas como "Fábricas de Chuva"

     Os cerrados e, principalmente, a Floresta Amazônica, funcionam como gigantescas usinas de água. O processo, conhecido como evapotranspiração, libera uma quantidade colossal de umidade na atmosfera. A Amazônia sozinha transpira cerca de 20 trilhões de litros de água por dia.

     Essa umidade forma o que os cientistas chamam de "rios voadores": massas de ar carregadas de vapor d'água que são transportadas pelos ventos para outras regiões do Brasil, incluindo o Centro-Oeste, Sudeste e Sul. São esses rios voadores que irrigam as áreas mais produtivas do agronegócio brasileiro, enchem os reservatórios das hidrelétricas e abastecem as grandes cidades.

     Consequência do Desmatamento: Ao desmatar e queimar, estamos desligando essa "fábrica de chuva". Menos árvores significam menos umidade sendo bombeada para a atmosfera. O resultado é a alteração do regime de chuvas, com secas mais severas e prolongadas exatamente nas regiões que mais dependem dessa água.

     2. Cerrado: A Caixa d'Água do Brasil 

     O Cerrado é frequentemente chamado de "berço das águas" ou "caixa d'água do Brasil". Seu solo profundo e sua vegetação única permitem que a água da chuva infiltre e reabasteça os aquíferos mais importantes do país (como o Guarani e o Urucuia). É no Cerrado que nascem rios de oito das doze grandes bacias hidrográficas brasileiras.

     Consequência do Desmatamento: A conversão do Cerrado para a agricultura extensiva compacta o solo e reduz a capacidade de infiltração da água. Em vez de reabastecer os aquíferos, a água da chuva escorre rapidamente pela superfície, causando erosão e assoreamento dos rios, que se tornam mais rasos e com menor volume.

     3. O Tesouro "Saindo Pelo Ralo": O Impacto Econômico

     A falta de água resultante desses processos gera um efeito cascata na economia, que se traduz em prejuízos bilionários para o Tesouro e para a sociedade:

     Crise na Agricultura: O agronegócio, motor da economia brasileira, é altamente dependente de um regime de chuvas regular. Secas prolongadas levam à quebra de safras, morte de rebanhos e aumento da necessidade de irrigação, que se torna mais cara e, em alguns casos, inviável.

     Crise Energética: Cerca de 60% da matriz elétrica do Brasil vem de hidrelétricas. Com reservatórios em níveis baixos, o país é forçado a acionar usinas termelétricas, que são muito mais caras e poluentes.       O custo extra é repassado para a conta de luz de todos os cidadãos e empresas, freando a economia.

     Crise de Abastecimento: Cidades e indústrias enfrentam racionamento, o que afeta a produção industrial e a qualidade de vida da população. Governos precisam investir bilhões em obras emergenciais de infraestrutura hídrica.

     Perda de Capital Natural: O valor dos serviços que a natureza oferece (como a produção de água, a polinização e a regulação climática) é imenso, embora não seja facilmente contabilizado no PIB. Ao destruir os biomas, estamos dilapidando um patrimônio valiosíssimo e insubstituível.

     Conclusão:

     Sua frase é uma metáfora perfeita para a realidade. Ao permitir o avanço do desmatamento e das queimadas, o Brasil está, de fato, queimando um ativo econômico vital – a sua segurança hídrica e climática. O "lucro" de curto prazo obtido com a expansão insustentável da fronteira agrícola pode se transformar em um prejuízo muito maior no futuro, com custos que serão pagos por toda a sociedade.    Manter a floresta em pé e o Cerrado preservado não é um obstáculo ao desenvolvimento; é a garantia de que teremos água, energia e produção agrícola no futuro. É a gestão mais inteligente do nosso maior tesouro.

 

 

     A explosão demográfica mundial de oito bilhões de pessoas super povoando esse belo planeta está fazendo com que o planeta fique insuportável de viver, as águas estão cada dia mais sujas e contaminadas, o ar, a terra, tudo está ficando insuportável e todos os alimentos e a água de consumo está poluída e contaminada.

     Você tocou em um dos pontos mais sensíveis e angustiantes da nossa era. A sensação de que o mundo está se tornando um lugar mais difícil e insalubre de se viver é compartilhada por muitas pessoas e tem uma base sólida nos fatos. Vamos analisar os pontos que você levantou.

     A Questão da População Mundial

     É verdade que atingimos a marca de 8 bilhões de pessoas, um número sem precedentes na história da humanidade. No entanto, a narrativa de uma "explosão demográfica" precisa de um olhar mais atento:

     Desaceleração do Crescimento: O ritmo de crescimento populacional mundial está, na verdade, diminuindo. A ONU projeta que a população deve atingir um pico de cerca de 10,4 bilhões por volta de 2080 e depois começar a estabilizar ou até mesmo a diminuir.

     O Problema do Consumo Desigual: O maior impacto ambiental não vem apenas do número de pessoas, mas do padrão de consumo. Estudos mostram que os 10% mais ricos da população mundial são responsáveis por cerca de 50% das emissões de gases de efeito estufa. Em contraste, os 50% mais pobres, que somam 4 bilhões de pessoas, geram uma fração mínima desse impacto.

     Isso significa que o problema central não é apenas "quantos somos", mas "como vivemos" e "como distribuímos os recursos". Um pequeno número de pessoas consumindo de forma excessiva tem um impacto muito maior do que um grande número de pessoas vivendo com o básico.

     A Realidade da Contaminação Ambiental

     Sua percepção sobre a poluição generalizada está, infelizmente, correta. Estamos enfrentando uma crise ambiental em múltiplas frentes:

     Águas Contaminadas: Rios, lagos e oceanos em todo o mundo sofrem com o despejo de esgoto doméstico sem tratamento, resíduos industriais, fertilizantes agrícolas e, mais recentemente, a invasão de microplásticos. Isso não só mata a vida aquática, mas também contamina fontes de água potável, tornando-a mais cara e difícil de tratar.

     Ar Poluído: A queima de combustíveis fósseis (em carros, indústrias e usinas de energia) e as queimadas florestais lançam partículas finas e gases tóxicos na atmosfera. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 99% da população mundial respira ar que excede os limites de poluição recomendados, causando milhões de mortes prematuras todos os anos.

     Terra Degradada: O uso intensivo de agrotóxicos na agricultura, o descarte inadequado de lixo e a mineração contaminam o solo. Isso não só reduz a capacidade de produzir alimentos saudáveis, mas também permite que substâncias tóxicas entrem na cadeia alimentar.

     Contaminação dos Alimentos e da Água: É um fato preocupante que resíduos de pesticidas, metais pesados e microplásticos já sejam encontrados em muitos alimentos que consumimos e na água que bebemos, inclusive na engarrafada. Embora os níveis nem sempre estejam acima dos limites considerados

     "seguros" pelos órgãos reguladores, a exposição contínua e o efeito cumulativo dessas substâncias no corpo humano são uma grande preocupação para a ciência.

     Uma Sensação de Insustentabilidade

     A sua sensação de que "tudo está ficando insuportável" é uma resposta lógica a essa realidade.    Estamos vivendo as consequências de um modelo de desenvolvimento que por décadas priorizou o crescimento econômico a qualquer custo, sem considerar os limites do planeta.

     A boa notícia, se é que há uma, é que a conscientização sobre esses problemas nunca foi tão grande. Há uma pressão crescente da sociedade, da ciência e até de parte do mercado por uma transição para um modelo mais sustentável. Soluções como energias renováveis, agricultura regenerativa, economia circular e tratamento universal de água e esgoto já existem. O grande desafio é a vontade política e a velocidade para implementá-las em escala global.

     Sua angústia é legítima e é o primeiro passo para a mudança. É a partir dessa inconformidade que surge a cobrança por um futuro mais limpo e justo.

 

 

     É triste ver os rios, mares, ar, terra, poluídos e contaminados pelo próprio homem, tudo isso a aproximadamente há 80 anos atrás era um verdadeiro paraíso, rios cristalinos e com vidas aquáticas, mares limpos sem lixos e sem microplástios, o ar era puro, tudo porque a população mundial era pequena. Veio as tecnologias, a Ciência, etc., e tudo piorou mesmo parecendo que ia melhorar.

     Você expressa um sentimento profundo e muito compreensível de luto ambiental. Essa comparação entre o mundo de 80 anos atrás (meados da década de 1940) e o de hoje é dolorosa e toca no cerne da nossa crise ambiental moderna. Sua reflexão está correta em muitos aspectos.

     O "Paraíso Perdido" e a Realidade Histórica

     É verdade que, em uma escala global, o planeta em meados do século XX era imensamente mais saudável. A imagem de rios cristalinos e ar puro era uma realidade para a vasta maioria dos lugares.

     Menor Pressão Humana: Com uma população de cerca de 2,5 bilhões de pessoas (menos de um terço da atual), o impacto agregado era muito menor.

     Ausência de Poluentes Modernos: A produção em massa de plástico só começou após a Segunda Guerra Mundial. Os microplásticos, hoje onipresentes, simplesmente não existiam. O uso de fertilizantes químicos e pesticidas sintéticos em larga escala ainda estava engatinhando.

     Modelo de Consumo: O consumismo como o conhecemos hoje não era o modelo econômico dominante. A maioria das pessoas consumia muito menos, reutilizava mais e vivia de forma mais conectada aos recursos locais.

     No entanto, é importante lembrar que mesmo naquela época, o "paraíso" não era universal. Grandes centros industriais na Europa e nos Estados Unidos já sofriam com poluição severa do ar (o "smog") e com rios que eram verdadeiros esgotos a céu aberto, contaminados por dejetos industriais e falta de saneamento básico. A diferença crucial é que essa era uma poluição mais localizada, não uma crise sistêmica e global como a que vivemos hoje.

     O Paradoxo da Ciência e da Tecnologia: A "Grande Aceleração"

     Aqui você toca no ponto mais complexo e paradoxal. Como a ciência e a tecnologia, que prometiam um futuro melhor, nos levaram a esta situação?

     A resposta está em um fenômeno que os cientistas chamam de "A Grande Aceleração". A partir de 1950, praticamente todos os indicadores de atividade humana começaram a crescer de forma exponencial: população, uso de energia, consumo de água, produção de veículos, turismo internacional, etc.

     A ciência e a tecnologia foram as ferramentas que permitiram essa aceleração. Elas não foram as vilãs por si sós, mas foram aplicadas dentro de um sistema econômico focado no crescimento infinito, na exploração máxima de recursos e na maximização do lucro, sem considerar as consequências ambientais (as "externalidades").

     Ciência para Extração: Desenvolvemos tecnologias para pescar mais, minerar mais fundo, extrair petróleo de locais antes inacessíveis e cultivar de forma mais intensiva.

     Tecnologia para o Consumo: Criamos materiais como o plástico por sua conveniência e baixo custo, sem prever o problema do lixo. Desenvolvemos motores a combustão que nos deram mobilidade, mas encheram a atmosfera de CO₂.

     O erro não foi o conhecimento em si, mas a falta de sabedoria e previsão em sua aplicação. Priorizamos o ganho imediato em detrimento da sustentabilidade a longo prazo.

     Hoje, vivemos com esse legado. A mesma ciência que criou os problemas é a que agora nos alerta sobre eles de forma inequívoca: ela mede a concentração de CO₂ na atmosfera, detecta os microplásticos nos oceanos e no nosso sangue, e modela os futuros impactos climáticos. E a mesma capacidade tecnológica que nos trouxe até aqui é a que pode oferecer as soluções, como energias renováveis, materiais biodegradáveis e sistemas de reciclagem avançados.

     Sua tristeza é o reflexo de uma ferida real.  Trocamos a saúde de longo prazo do nosso planeta por um crescimento acelerado e insustentável de algumas décadas. A esperança reside em usar o conhecimento que agora temos para reverter essa trajetória, mudando não a ciência, mas os valores que guiam a sua aplicação.

 

IA –Gemini

 

Pensamento: O que olhos não vê, coração não sente.

 

Ditado Popular

 

 

 

 

 

 

 


O MUNDO CADA DIA MAIS LINDO


     O mundo está passando por uma grande fase e ficando mais lindo, temos os seguintes ingredientes:

1 – O sucesso está no desmatamento com correntes de arrasto, motosserras, machados, todas essas ferramentas estão contribuindo pelo progresso ambiental que vão se transformarem em cidades prósperas, pastos, agropecuárias, continuem a desmatar para o bem da natureza e do homem.

2 – Queimadas criminosas que estão ajudando a limpar o terreno para os pastos, plantio de sojas e milho, para os grileiros e posseiros se apoderarem das terras, não existem coisa mais linda do que as chamas devorando tudo e deixando a terra limpa para o desenvolvimento do homem.

3 – Enchentes é a natureza dando água em fartura para o homem sapiens, as enchentes deixam a imaginar uma Veneza brasileira com canoas, lanchas, botes a navegar pelas ruas inundadas, as enchentes só traz prosperidade as cidades e ao campo. Louvemos a natureza pela sua generosidade.

4 – Secas! que belo cenário com os seus leitos repletos de bancos de areia parecendo um desenho ou pintura surreal dos grandes mestres, o povo faminto sem água e ficando esqueléticos estão economizando alimentos e evitando o desperdício, só Deus poderia dar tantas bênçãos a esse povo que conservam a natureza. Estão economizando dinheiro por não gastar em combustíveis e passagens de lanchas, agora já podem fazer exercícios físicos e caminhadas pelos leitos dos rios. Deus é maravilhoso e não se esquece dos seus irmãos que só fazem o bem a natureza. A natureza agradece por todas as benesses que o homem vem dando e contribuindo com o progresso do Brasil.

5 – Lixos é muito importante para o meio ambiente, adubam a terra e faz com que fique mais férteis, continuem a jogar lixo em toda parte é bom para a saúde pública, lixos só fazem bem ao homem, sem falar naquele cheiro característico e maravilhoso que exalam e faz muito bem as vias respiratórias. Os lixos é muito bom para alimentar os insetos. O que seria de nós sem os lixos!

6 – Poluição dos mares com os lixos a boiarem sobre as águas parecendo uma imagem poética; as águas marinhas estão repletas de esgotos, borras de petróleo, lixos sanitários e hospitalar, toneladas de plásticos que só fazem bem a saúde dos animais marinhos e do homem. Já constataram no sangue humano fragmentos ou microplásticos provenientes de alimentos marinhos. Isso é muito bom para a saúde, o corpo humano repleto de plástico fica mais saudável e mais resistente. Joguem mais lixos e plásticos nos mares e rios para o bem da humanidade. Aumentem os esgotos e resíduos químicos nos rios para dar as águas mais perfume e purificação isso não tem preço é uma bênção para a natureza.

7 – Poluição do ar, continuem a fabricar mais automotores e indústrias movidas a combustíveis fósseis. O Monóxido de carbono (CO) Dióxido de carbono (CO2) são essenciais para a saúde humana e dos animais, quanto mais melhor. O petróleo nas plataformas marinhas é muito importante para a alimentação dos animais marinhos. Quanto mais fábricas melhor para a saúde respiratória do ser humano. O ar poluído é bom para os pulmões.     Continuem assim, que o planeta agradece a gentileza do homem sapiens. De preferência não fazer o contrário para não estragar as bênçãos da natureza.

8 - As guerras parecem até a festa de São João cheias de fogueiras, e fogos de artifícios. Aumentem a população mundial até chegar a explosão demográfica isso só traz benefícios ao planeta, quanto mais gente melhor para o desenvolvimento urbano e rural, novas estradas, novas selvas de pedras, isso dá mais conforto ao homem. Explorem muito o ser humano para o crescimento industrial, agrícola, urbano... Não se esqueçam de aumentar também a fome mundial para economizar commodities para os ricos. A fome é importante para o bem estar da sociedade privilegiada.

 

Ernani Serra

 

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2023/10/16/manaus-registra-a-pior-seca-da-historia-com-nivel-do-rio-negro-em-1359-metros.ghtml

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=DEM%C3%94NIOS

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=DESMATAMENTO+E+SECAS

 

https://averdadenainternet.blogspot.com/

 

Pensamento: Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.

 

Sócrates

 


                                                                           

DE ONDE VEM OS ALIMENTOS


     Meu nome é Alice Braga e quero te contar sobre um projeto que acabo de lançar em parceria com o Greenpeace - uma série de vídeos que explora a conexão entre alimento, crise climática e a destruição de ambientes naturais, não apenas no Brasil mas em todo o mundo.
     Um sistema que parece organizado, mas que está totalmente fora de qualquer controle: o atual sistema de produção de alimentos, que vem transformando todos os ingredientes básicos da nossa dieta em “commodities”. E commodities significa lucro para as grandes empresas.

     Já estamos vendo em todos os países os impactos da emergência climática. A pandemia da Covid-19 só fez expor ainda mais as rachaduras nesse sistema caótico que permite que empresas continuem destruindo nosso planeta sem consequências.

     É assustador pensar que existem 23 bilhões de galinhas e meio bilhão de vacas no mundo. São três galinhas para cada pessoa na Terra! Hoje, utiliza-se muito mais terra para cultivar comida para animais do que para pessoas. E para produzir tanta ração é necessário desmatar as florestas e o Cerrado.

     Antigamente, toda comida era produzida sem veneno, cultivada localmente. E, naquela época, chamávamos essa comida de… comida! Hoje, alimentos cultivados de forma responsável foram rotulados como artigo de luxo, enquanto o padrão é comida produzida com agrotóxico, cultivada à base de desmatamento e violações dos direitos de povos indígenas.

     Se esse era o normal, precisamos definitivamente inventar um novo normal. Um normal que o planeta consiga sustentar.

     Estamos correndo contra o tempo. Ondas de calor, enchentes, furacões, secas e queimadas estão acontecendo em todo o planeta. Um milhão de espécies estão em risco de extinção. Mesmo assim, a produção industrial de commodities, como óleo de palma, soja, carne e laticínios, segue destruindo nossas florestas e ameaçando povos indígenas e comunidades locais, levando nosso planeta à beira do colapso. Se quisermos ter uma chance de futuro, isso tem que mudar.

     A Amazônia não é o "pulmão do mundo", como costuma ser chamada.

     A Amazônia é o coração pulsante do nosso planeta, que regula o sistema climático global e espalha chuva para outras regiões do país em nuvens que funcionam como veias bombeando sangue para o restante do nosso corpo. Tem uma incrível variedade de VIDA – de plantas, animais e é casa de milhares de povos (indígenas e populações tradicionais), com suas cores, seus saberes, seus cantos e mistérios. Um lugar regido pela imensidão e força da natureza; um lugar único, diverso e plural.

     Mas neste momento, o coração do nosso planeta está ameaçado. O plano do governo Jair Bolsonaro – de abrir a Amazônia para exploração, entregando o patrimônio ambiental de todos os brasileiros para empresas de mineração, de energia e para o agronegócio – é um ataque final à maior floresta tropical do planeta.

     Para se ter uma ideia, só no ano passado, a cada minuto, uma área maior do que dois campos de futebol foi desmatada ilegalmente. Mais de mil árvores derrubadas a cada minuto! Isso mesmo: mil árvores por minuto!

     Se essa agenda de destruição for em frente, todo o delicado tecido de vida guardada pela floresta pode se desfazer para sempre. A Amazônia não guarda apenas um tesouro; ela guarda nosso futuro comum. Sem ela, o planeta não é capaz de sustentar a vida.

     Esta não é apenas uma ameaça para a Amazônia e para o povo brasileiro. Este é um golpe fatal na esperança de um futuro possível para toda a humanidade - uma batalha que não podemos perder.

     Sempre nos disseram que é “assim que as coisas são” e que esse sistema funciona. Que é assim que a comida chega no nosso prato e que isso é “normal”. Mas esse sistema doente não é inevitável. Ele foi planejado. O que significa que podemos projetar um sistema melhor, Sempre nos disseram que é assim que a comida chega no nosso prato e que isso é “normal”. Que é “assim que as coisas são”. Que esse sistema funciona. Mas esse sistema de produção fora de controle, que alimenta o desmatamento e a crise climática, não é inevitável: ele foi planejado.

     O que significa que podemos projetar um sistema mais justo, em que todos nós temos acesso a alimentos saudáveis e sem veneno. Um sistema em que as florestas não sejam destruídas e comunidades expulsas para dar lugar à grandes monoculturas e pastos.

     Se tem algo que a pandemia da Covid-19 nos mostrou é que o sistema que existe hoje – político, econômico e social – não foi projetado para beneficiar os bilhões de pessoas do planeta, mas sim alguns poucos. Chegou a hora de virar esse jogo. Ou todos ganham, ou todos perderemos. 

     Caso Ituna-Itatá

     Ganância e destruição: Ituna-Itatá, uma terra indígena (TI) na Amazônia, é a ponta do iceberg de um cenário que se alastra por muitos territórios na região. A TI mais desmatada em 2019, Ituna tem 94% de sua extensão registrada em nome de proprietários particulares e diversas de suas áreas estão sendo usadas para criação de gado e roubo de madeira. Não deixe isso acontecer!

     Caso Parque Ricardo Franco

     O Parque Estadual da Serra Ricardo Franco, que deveria estar totalmente protegido, está ocupado por fazendeiros e o gado criado ali pode estar chegando no prato de muita gente. Além da destruição da floresta, a invasão coloca espécies da fauna e flora do Brasil em risco de extinção.

     Áreas protegidas da Amazônia estão sendo invadidas, o que coloca espécies da fauna e flora do Brasil em risco de extinção.

     Um dos principais mecanismos de proteção de florestas e da biodiversidade é a criação de áreas protegidas, como Unidades de conservação (UC) e Terras Indígenas (TI). Entretanto, alimentado por decisões políticas do Brasil, que paralisou novas demarcações e desmonta sistematicamente seus sistemas de proteção, o desmatamento voltou a crescer, em uma corrida alucinada pela ocupação ilegal do território.

     Em 2019, o desmatamento da Amazônia aumentou 30%, segundo dados do Prodes, com crescimento expressivo em UCs (55%) e TIs (62%). E a tendência é que 2020 siga o mesmo caminho. De janeiro a abril, os alertas de desmatamento na Amazônia acumulam alta de 62%, de acordo com o Deter, e dentro de UCs este aumento já chega a 167%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

     Em uma série de denúncias, o Greenpeace Brasil vai mostrar como grileiros, madeireiros e pecuaristas vêm aproveitando o clima político favorável ao crime, para avançar sobre imensas áreas de floresta, colocando em risco espécies únicas da biodiversidade brasileira.

     Quem derruba a floresta? Que espécies estão em risco? Como o fruto do crime chega a mercados nacionais e internacionais? É isso que vamos revelar nesta investigação sobre o Parque Estadual da Serra Ricardo Franco, no Mato Grosso, onde uma floresta que deveria estar protegida vem sendo trocada por pasto e a fauna substituída por bois. Greenpeace Brasil.

 

Ernani Serra

 

https://www.greenpeace.org/brasil/biodiversidade/como-o-desmatamento-e-a-criacao-de-gado-tem-ameacado-a-biodiversidade-brasileira/?_ga=2.245519236.1435527663.1595302585-747355153.1595302585

 

 

 

https://www.youtube.com/watch?list=PLgypAGt9KjpAPT1jneZKS9aw4LagwBjn6&time_continue=49&v=AELP19ocg38&feature=emb_logo

 

https://www.youtube.com/watch?time_continue=18&v=VmuhQ3Wiqlk&feature=emb_logo

 

https://www.youtube.com/watch?v=gzDw0uVJa3M&feature=emb_logo

 

https://www.greenpeace.org/brasil/alice-braga-de-onde-vem-sua-comida/?utm_campaign=florestas&utm_medium=ciber&_hsmi=91737766&_hsenc=p2ANqtz-93A1ZR66e1hK3TNKct04LgKnAtTvDk3yPt6zR-L7kuErwQls84egbbZjXe1V0pO04DvE4ZU6I6kil3gyp-4HzR8uxEKg&utm_content=en_20200719_lancamentovideos&utm_source=email

 

Pensamento: Deus não quer mais o homem em sua casa (Terra) pelas suas más ações e, está levando o homem a sua autodestruição. O homem se regenera e se salva ou se perde na morte.

 

Ernani Serra

 

 

 

 

 

 


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