O Brasil está na contramão do dever de
combater o desmatamento e as queimadas na floresta Amazônica.
O governo está fazendo que está combatendo
o crime ambiental, quando na verdade não está fazendo nada para parar com as
queimadas e o desmatamento na floresta. O governo afastou todos os fiscais para
facilitar o crime ambiental em favor dos ruralistas criminosos, em
contrapartida enviou o Exército para combater o crime organizado, que na
verdade não fazem nada contra os bandidos ambientalistas, apenas controlam as
estradas, mas não tem o poder de multar a criminalidade e os bandidos ficam bem
a vontade de continuar com o crime. Ultimamente os bandidos estão queimando e
desmatando (destruindo) a floresta com mais
rapidez possível aproveitando o ensejo do governo está facilitando esse tipo de
crime ambiental.
Isso tudo tem um objetivo comum, que é
preparar o terreno para urbanizar, criar pastos para a pecuária e agriculturas de
exportação para beneficiar o agronegócio e os ruralistas.
O governo está dizendo que não tem como
combater o crime ambiental em curto prazo, isso já é uma maneira de dizer aos
bandidos que desmatem e queimem a floresta com mais rapidez. Se o governo
tivesse a intenção de combater esse crime poderia acabar em curto prazo desde
que o Exército, a Polícia Federal e os fiscais ambientalistas trabalhassem juntos,
e também, aumentassem o número de fiscais, com o aparato de poder de multas e
de prender esses criminosos. O governo diz uma coisa na mídia e na realidade é outra.
As multas no passado ficavam o dito pelo não dito, os fiscais multavam os
infratores (criminosos do meio ambiente) e a
justiça derrubava o auto de infração contra esses bandidos e eles continuavam
na criminalidade ambiental. Para acabar com esse crime organizado tem que as
multas serem irrevogáveis e nem a justiça tivesse o poder de revogar a sentença
fiscal.
Do jeito que vai caminhando a destruição
da floresta Amazônica em poucos anos o Amazonas será uma savana sem fauna e sem
flora nativa.
"A Amazônia é
uma área sem lei" os bandidos do meio ambiente estão invadindo
áreas de conservação e os territórios indígenas para destruir a floresta com
garimpagem e grilagem, em troca de ouro e outros metais nobres, e o governo não
agem de forma severa contra esses criminosos com prisões e multas altas. Se o
governo quisesse e tivesse a boa vontade acabaria em tempo recorde com essa
farra das máfias ruralistas e das mineradoras internacionais que desejam
invadir o território brasileiro, mas, infelizmente, esse governo está vendendo
o Brasil a varejo aos grandes investidores internacionais a preço de banana.
Infelizmente, o mundo está de braços
cruzados e não estão fazendo nada para impedir esse crime globalizado, porque a
Amazônia é um patrimônio universal e não pode ser devastada por qualquer um sem
princípios e sem patriotismo.
Só tem uma maneira de impedir essa farra
de destruição florestal é boicotar todas as exportações de minérios, madeiras,
carnes, grãos, etc. Sem a compra desses produtos (commodities)
pelos países consumidores, os ruralistas e o governo parariam com os incêndios
e derrubadas de árvores no Amazonas e fariam uma vigilância mais severa com o
poder da justiça contra todos esses crimes ambientais e a floresta seria salva.
O mundo está sendo omisso e deixando que o governo brasileiro acabe com a
floresta Amazônica como foi destruída a floresta Atlântica no passado.
O Amazonas não é só do Brasil é de todos
os países porque sem a floresta a humanidade vai sofrer com o aquecimento
global e a fome e a miséria vai aumentar no Brasil, e no futuro, o Brasil não
poderá fornecer ao mundo seus produtos agropecuários porque sem a floresta não
vai haver rios e nem produção, a fome vai se estender a todos os países e os
problemas vão ser globais. Os países estrangeiros devem pressionar esse governo
para que acabe com todas as queimadas e desmatamentos imediatamente, e que,
queimadas sejam consideradas criminosas e punidas, os responsáveis sejam
punidos com prisões e multas altas.
Durante toda minha vida nunca tive
conhecimento de incêndios florestais no Amazonas, há poucas décadas é que
estamos vendo essa catástrofe ambiental com o aval do governo federal, e de
presidentes anteriores e presentes. A corrupção se generalizou como aves de
rapina contra a presa fácil do território amazonense. Querem tirar dos
brasileiros o patrimônio florestal para entregar aos estrangeiros de mão
beijada. Traição de Lesa a Pátria, covardia, capachos, etc.
Ernani Serra
https://www.dw.com/pt-br/o-sofrimento-da-amaz%C3%B4nia-vai-continuar-em-2020/a-51726096
https://veja.abril.com.br/blog/impacto/na-amazonia-cinco-estados-registram-aumento-de-queimadas/
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51317040
Pensamento: Queimar
e destruir a floresta, é exterminar uma
nação pela fome.
Ernani Serra
O
AMAZONAS E O MUNDO ESTÃO EM PERIGO
Aquecimento global, desmatamento e
incêndios podem acelerar o fim da Amazônia, diz estudo.
14/02/2024
18h29
Por Oliver
Griffin
BOGOTÁ (Reuters) - A seca e o calor,
potencializados pelas mudanças climáticas e outros fatores, podem causar o
colapso do sistema de florestas tropicais da Amazônia na América do Sul,
disseram cientistas nesta quarta-feira em um estudo, concluindo que quase
metade delas podem chegar a um ponto crítico até 2050.
"A região
está cada vez mais exposta a um estresse sem precedentes de temperaturas mais
quentes, secas extremas, desmatamento e incêndios, mesmo em áreas centrais e
remotas do sistema", escreveram os pesquisadores no estudo
publicado na revista Nature.
Os pesquisadores estimaram que entre 10% e
47% da atual cobertura florestal da Amazônia enfrentará esses fatores de
estresse até 2050.
"Uma vez que
passarmos desse ponto crítico, talvez não haja mais nada que possamos fazer",
disse o ecologista Bernardo Flores, da Universidade de Santa Catarina,
principal autor do estudo.
"A floresta
morrerá sozinha."
É hora, acrescentou Flores, de declarar
"alerta vermelho" para a Amazônia,
maior floresta tropical do mundo.
Com o aumento das temperaturas
prejudicando a umidade da região, a floresta está progressivamente
transformando-se em uma savana ou em outras formas de ecossistemas degradados
mais suscetíveis a incêndios, segundo especialistas. Essa savanização marca uma
grande mudança para a Amazônia, onde a maioria dos incêndios é provocada por
agricultores ou fazendeiros na intenção de "limpar"
a terra. À medida que a terra seca, mais incêndios podem eclodir.
Para o estudo, os pesquisadores observaram
áreas florestais e consideraram fatores climáticos e humanos, incluindo
temperaturas e precipitações passadas e suas projeções para o futuro,
tendências de construção de estradas na floresta e o status de gestão das
terras, como, por exemplo, se uma floresta é parte de uma reserva ou mantida
por grupos indígenas.
O estudo marcou a mais recente tentativa
de avaliar se -- e quando -- o ecossistema da floresta
tropical pode mudar, com o potencial de se tornar um evento catastrófico
devido à importância da Amazônia na absorção de grandes quantidades de dióxido
de carbono, responsáveis pelo aquecimento do clima da atmosfera.
A ministra do Meio-Ambiente e Mudança do
Clima, Marina Silva, disse no ano passado que a salvação da Amazônia exige um
esforço global, na escala do Plano Marshall, no período pós-Segunda Guerra
Mundial.
A nova pesquisa mostra "o quão próxima a Floresta Amazônica está do ponto crítico",
disse o cientista climático Carlos Nobre, da Universidade de São Paulo, que não
fez parte do estudo.
O desmatamento aumenta esse risco, com
menos árvores gerando a umidade que se transforma em chuvas e alimenta a
floresta.
Cerca de 18% da Floresta Amazônica já foi
destruída, segundo Nobre. Se esse número chegar a algo em torno de 20%, 25%,
afirmou Nobre, toda a floresta pode virar uma savana.
Comentário:
O homem caminha a passos largos para sua
autodestruição, como um monstro na Terra está poluindo e destruindo as
florestas, o ar, as águas, a terra, O homem representa os quatro Cavaleiros do
Apocalipse. É muito triste que o homem está destruindo um planeta tão belo e
farto como a Terra. O homem está
transformando a fartura em escassez e tudo que o homem toca se transforma em pó,
até a beleza da Natureza num monstro disforme. A humanidade se tornou um
sinônimo de morte constante em toda parte, não existe mais paz, só existe
guerra e destruição através da explosão demográfica irreversível e mortal.
Ernani Serra
https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=apocalipse
https://averdadenainternet.blogspot.com/search?q=Deus
Pensamento:
A ambição do homem vai levar a humanidade e todas as vidas planetárias para a
morte coletiva. Aguardem 2100.
Ernani Serra
EM JULHO, O
DESFLORESTAMENTO FOI 278% MAIOR DO QUE NO MESMO PERÍODO DE 2018
Publicado
em: 30 Ago 2019, 11:08
Maior floresta tropical do mundo, a
Amazônia está sob forte ameaça de desmatamento. Entre janeiro e julho de 2019,
o desflorestamento foi 67,2% maior do que no mesmo período de 2018. O dado é da
Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter),
levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Leia também:
Desmatamento: por que a Floresta Amazônica
em pé vale mais.
Com selo UEBT,
Natura torna visível seu respeito pela biodiversidade.
Amazônia: o que o
desmatamento pode causar na América Latina?
O desmatamento traz graves prejuízos
ambientais, para a qualidade de vida e sociais. Por isso, engana-se quem pensa
que desmatar é a única forma de fazer a economia girar na região. Para quem
vive na floresta, ela vale mais em pé do que chão.
Nós, da Natura, acreditamos que o uso dos
produtos florestais não madeireiros é o melhor investimento. Dessa forma,
juntamente com nossos parceiros, contribuímos para manter 1,8 milhão de
hectares de floresta em pé. A base desse número vem de uma análise via
sensoriamento remoto das taxas anuais de desmatamento da região amazônica
produzidas pelo projeto Prodes, sistema de
monitoramento também operado pelo Inpe. Esse
dado é levantado a partir da nossa atuação nas cadeias produtivas, projetos
socioambientais derivados da repartição de benefícios e o carbono circular,
somado aos limites de unidades de conservação ambiental onde temos fornecimento
e atuação há mais de cinco anos.
Transformando o
valor da floresta
Em 2011, formalizamos nosso compromisso de
desenvolver alternativas sustentáveis e transformar desafios socioambientais em
negócio com a implementação do Programa Natura Amazônia. A iniciativa já gerou
R$ 1,5 bilhão em negócios na região e beneficiou 4.636 famílias.
Um dos exemplos mais claros do valor que
compreende manter uma árvore em pé é a ucuubeira. Na década de 1980, a espécie
chegou a entrar na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da
Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla
em inglês) como uma das que estariam extintas até 2050.
Após estudos de retorno financeiro, concluímos
que a ucuubeira preservada gera uma renda três vezes maior para as comunidades
da floresta com a extração das sementes. Foi assim que a ucuuba se tornou um
dos ativos vegetais que compramos com o lançamento de Ekos,
como também acontece com a castanha, açaí, murumuru, entre outros.
Com o comércio justo e sustentável das
diversas matérias-primas que a Amazônia abriga, é possível fazer o uso
sustentável da floresta, sem derrubá-la.
Comentário:
O Brasil está sob o comando de grupos
mafiosos que dominam o governo federal e seus órgãos ministeriais com o
propósito de corrupção generalizada. Esses grupos mafiosos estão destruindo não
só as florestas como também o país no seu todo e com o aval de países
estrangeiros que compram essas madeiras nobres e ilegais com documentos
esquentados para parecerem legais; se os países estrangeiros deixassem de
comprar os produtos de exportação principalmente a madeira, a soja, o milho, as
carnes, a floresta ficaria em pé e beneficiaria toda a humanidade. Com a
destruição das florestas o homem está sendo um suicida e comprometendo toda
humanidade a autodestruição.
Ernani Serra
https://www.youtube.com/watch?v=16YDWDufBpQ
https://www.youtube.com/watch?v=hPTlsV2lmBw&t=6s
https://globoplay.globo.com/v/9600261/?s=0s
Pensamento: O
egoísmo, o egocentrismo, a ambição é o veneno que a humanidade está digerindo.
Ernani Serra
"O Natal
chegou mais cedo para as florestas da Amazônia, o cerrado brasileiro e o Pantanal", disse Nico Muzi, diretor da ONG Mighty Earth, ao jornal britânico The
Guardian.
Ele comentava a decisão, anunciada nesta
semana, de seis redes europeias de supermercados de não vender mais carne
bovina com origem no Brasil ou produtos ligados à JBS, após denúncias de que a
empresa brasileira teria comprado gado criado em áreas de desmatamento, dentro
de um esquema conhecido como "lavagem de gado".
A pressão internacional por preservação
que ameaça soja e carne do Brasil.
Neste esquema, o gado criado em áreas
desmatadas seria transferido para uma fazenda regularizada e depois vendido
para o abate. Dessa forma, a origem dele seria mascarada.
A investigação que deu origem ao boicote
anunciado pelos varejistas europeus foi feita pela Mighty Earth, em parceria
com a organização brasileira Repórter Brasil.
Em maio desse ano, um grupo de empresas
europeias, incluindo a rede britânica de supermercado Tesco e a loja de
departamentos Marks & Spencer, ameaçou parar de comprar commodities
brasileiras em protesto contra um projeto de lei (PL 510/2021) em tramitação no
Senado, que tratava da regularização da ocupação de terras ...
Comentário:
O governo do presidente da República Jair
Bolsonaro está deixando que os desmatadores destrua a floresta Amazônica. Neste
mês de novembro/2021 houve a maior destruição de árvores veja: https://oglobo.globo.com/brasil/meio-ambiente/desmatamento-ate-novembro-o-maior-dos-ultimos-dez-anos-na-amazonia-diz-imazon-25327068
Só existe uma vacina para parar com essa
doença ambiental é um boicote internacional (mundial)
das commodities do Brasil, exigindo não só que seja parado todos os cortes de
árvores, mas que, o governo se comprometa em reflorestar toda área até hoje
devastada pela ambição do homem. O boicote mundial tem que ser geral para todas
as commodities.
O governo sem exportar:
A madeira a
floresta continuará de pé.
As carnes a
floresta continuará de pé.
Minérios e ouro a
floresta continuará de pé.
A soja, o café e
outros grãos a floresta continuará de pé.
O petróleo a
floresta continuará de pé.
Portanto, todos os importadores
internacionais são responsáveis pela devastação da Floresta Amazônica e do
Pantanal do Mato Grosso porque estão sendo coniventes com as queimadas
criminosas e o desmate ilegal e de maneira devastadora contra a natureza e as
vidas existentes naquele complexo florestal; ao se comprometer com o governo
brasileiro em comprar as mercadorias das commodities estão também sendo os
demolidores da floresta Amazônica.
O governo brasileiro e os ruralistas sem
exportação e sem dólares, com a produção estocada, têm que colocar no mercado
toda a produção abaixo preço e a inflação cai, o Real se valoriza e a fome
diminui com a elevação do salário mínimo através do custo baixo da economia. Sem
dólares o governo passa um calote no FMI e no Banco Mundial.
Os empresários mundiais não só estão
ajudando através do boicote a reflorestar o Amazonas como também a ajudar o
povo brasileiro a sair da fome e da miséria social.
Ernani
Serra
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59706210
Pensamento: O desmatamento
acontece, pois o homem está construindo uma selva de pedra.
Lucas
Moreira
Uma arriscada fronteira do desmatamento na
Amazônia.
Desmatamento, violência no campo e fogo
andam de mãos dadas rumo ao interior da Amazônia pela fronteira sul do
desmatamento
Ampliação de desmatamento na BR 319, em
Canutama, Amazonas, em 11 de setembro de 2021.
Até 1975, a Amazônia brasileira havia
perdido apenas 1% de sua cobertura florestal. Quase cinquenta anos depois, o
Brasil já perdeu quase 20% de sua porção da maior floresta tropical do mundo,
segundo dados do MapBiomas. O motor para tanta destruição foi a implementação de
uma ideia equivocada de que a floresta seria um empecilho, um “inferno verde” a
ser vencido para dar lugar ao “desenvolvimento”. Modelo defendido até hoje e
que segue fazendo vítimas, acumulando tragédias e promovendo a miséria para
muitos e lucro para poucos.
O carro chefe deste modelo é a produção
agropecuária, que avança sobre a floresta, apoiada no desmatamento e no uso do
fogo. Hoje em dia, a ciência já provou que, na verdade, a floresta tem muito
mais valor em pé, do que desmatada. Apesar disso, a visão “desenvolvimentista”
do século passado ainda é defendida pelas elites econômicas e executada com
apoio de políticos e empresas.
O desmatamento para a produção de
commodities já está consolidado em áreas onde antes existiam floresta, como o
Mato Grosso e parte do Pará. Mas o arco do desmatamento segue avançando,
especialmente no sudoeste e oeste do Pará, onde a escala de destruição segue
alcançando proporções titânicas, e na região sul do bioma, onde se encontram os
estados de Rondônia, Amazonas e Acre, área visitada pelo Greenpeace Brasil na
expedição realizada em setembro de 2021, e que vem se destacando nos últimos
anos, devido a velocidade e voracidade com que a floresta é consumida.
A porção de floresta que existe nessa
região resiste graças à criação, no passado, de Unidades de Conservação
estaduais e federais e é a barreira que protege a parte mais preservada da
Amazônia. Permitir que a destruição avance por essa região pode ser um caminho
sem volta, com consequências desastrosas para o Brasil e para o mundo.
Fogo reacende a fronteira adormecida
Como acontece em outras fronteiras de
desmatamento na Amazônia, o processo de mudança do uso da terra começa com a
retirada da madeira de maior valor, seguida da derrubada das árvores menores e,
consequentemente, as queimadas, que são usadas no processo de desmatamento. De
1 de janeiro a 20 de outubro deste ano, os três estados (AM, RO e AC), juntos,
responderam por quase metade (49,5%) dos focos de calor identificados na
Amazônia, segundo dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe). O Amazonas, sozinho, concentrou 21% dos focos de
calor (14.356) do período.
De 1 de janeiro a 7 de outubro, os alertas
de desmatamento do Deter-B nesses três estados juntos chegaram a 3.208 km²,
segundo dados do Inpe. “De 2019 para cá houve um aumento na área de grilagem de
terras em Rondônia. Algo que muitas vezes a gente tá chamando de ‘grilagem
online’, que são propriedades declaradas, em áreas próximas a unidades de
conservação e até mesmo dentro das unidades de conservação”, relata a
pesquisadora do Programa de Geografia da Universidade Federal de Rondônia,
Amanda Michalski.
A grilagem, aliás, é um grande problema na
Amazônia como um todo. No último ano, 31,63% dos alertas de desmatamento foram
detectados em florestas públicas não destinadas. Essa situação pode se
intensificar ainda mais se projetos de Lei como o 2633/2020, conhecido como PL
da Grilagem, aprovado em agosto deste ano pela Câmara dos Deputados, forem
aprovados. Na prática, este projeto irá anistiar invasores de terra pública e
incentivará novos ciclos de grilagem. O PL aguarda agora a aprovação no Senado
e pode ser votado a qualquer momento.
Rebanho em fazenda na BR 319, em Porto
Velho, Rondônia. (© Nilmar Lage / Greenpeace)
De acordo
com Michalski, o gado é usado na região como “um manto, para disfarçar o crime
ambiental que vem a partir da grilagem de terra”. De acordo com informações do
IBGE, em 2020, Rondônia contava com um rebanho bovino de 14,8 milhões de
cabeças de gado, isso equivale a oito bois para cada habitante do estado.
A pecuária extensiva avança pautada na
abertura constante de novas áreas. Muitas vezes a pecuária é utilizada no
processo da grilagem, onde as áreas, depois de derrubadas e ocupadas com alguns
bois, acabam legalizadas por vários meios. Essas terras, posteriormente, podem
ser repassadas para a produção de commodities, a exemplo da produção agrícola
que utiliza de mecanização e fertilização para produzir grãos, principalmente
soja. A soja por sua vez tem se expandido continuamente na Amazônia, em áreas
que eram previamente pastagens, deslocando a pecuária para áreas de floresta.
Resumindo: o gado abre espaço para a soja entrar.
“Hoje a gente já observa que essa pecuária
que tá no norte de Rondônia já avança para o sul do Amazonas e parte do Acre, e
a soja avança aqui em Porto Velho”, explica. De acordo com a pesquisadora, a
ação dos governos estadual e federal tem sido determinante para a
intensificação desse processo na região.
Em maio deste ano, o governador de
Rondônia, Coronel Marcos Rocha (sem partido), sancionou a Lei Complementar
1.089, que extinguiu 202 mil hectares de áreas protegidas no estado, retirando
a proteção de porções significativas da Reserva Extrativista Jaci-Paraná e do
Parque Estadual de Guajará-Mirim. A Resex Jaci-Paraná perdeu quase 90% de seu
território e o Parque Estadual de Guajará-Mirim perdeu 55 mil hectares. Essa
lei está sendo questionada na Justiça.
“Rondônia é como um laboratório do crime
ambiental. Se deu certo em Rondônia, isso vai se intensificar e a gente vê este
processo a partir do que eles estão querendo montar, essa nova regionalização
que é a chamada AMACRO”, alerta a pesquisadora.
Proposta de regionalização econômica,
AMACRO abrange 32 municípios dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia.
AMACRO é um acrônimo formado pelas
iniciais de Amazonas, Acre e Rondônia, e trata-se de uma regionalização
econômica que visa incentivar a produção agropecuária na região. Apesar de a
palavra “sustentabilidade” estampar todas as publicações oficiais a respeito do
projeto – o nome atual do plano é Zona de Desenvolvimento Sustentável
Abunâ-Madeira -, sua estrutura está construída em torno da ampliação de infraestrutura
e incentivos voltados à produção agropecuária.
“Isso é preocupante, principalmente porque
além de incentivar um modelo nada inclusivo e que se nutre de desmatamento, não
conversa com a urgência climática e com a crise da biodiversidade, podendo
abrir cada vez mais acesso para partes praticamente intactas da Amazônia”, diz
Cristiane Mazzetti, da campanha de Amazônia do Greenpeace.
O exemplo mais próximo desta iniciativa
pode ser visto no Cerrado, com o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia),
onde o modelo promoveu a concentração de renda, de terras, desmatamento e
esgotamento dos recursos naturais, além do acirramento da violência no campo.
Para o Queops Silva de Melo, representante
do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) de Lábrea, infelizmente as políticas
públicas na região são mais direcionadas para o agronegócio do que para
atividades que convivem com a floresta, o que resulta nessa disparidade entre
os modelos econômicos. “O que a gente precisa aqui é incentivo à produção extrativista.
Essa região do Sul do Amazonas é vista como área de exploração livre, você pega
a produção do indígena, do ribeirinho, e leva a preço baratíssimo. Ao mesmo
tempo, vão trazendo coisas de fora que não são da nossa cultura, não é da nossa
vocação, nosso sistema aqui é um sistema riquíssimo de biodiversidade. Se
valorizasse isso com política pública a gente teria recursos suficientes para
todo mundo viver bem”.
Violência na
floresta
De acordo com o último relatório da
Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre Violência no Campo, em 2020 foram
registrados 69 conflitos no Acre, 68 no Amazonas e 72 conflitos em Rondônia. Em
todo o Brasil, foram 2.054 ocorrências de conflitos no campo, o maior número da
série histórica do levantamento, que começou em 1985.
“Aqui atualmente o conflito por terra não
é tanto pela propriedade da terra, pelo assentamento. O pessoal está brigando
para ficar acima da terra. A maior parte dos conflitos é de pessoas que se vêem
ameaçadas e expulsas de suas terras. E para isso muitas vezes usam o fogo, o
desmatamento e a destruição como forma de expulsar as comunidades tradicionais
de seus territórios e da floresta que é sua fonte de recursos e de vida”, conta
Josep Iborra Plans, missionário da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Porto
Velho.
O missionário relata casos de ameaça,
expulsão, trabalho escravo e até assassinatos, onde os culpados dificilmente
são identificados ou punidos. O representante da CPT fala de uma justiça
desigual, que pune o pequeno colono, enquanto inocenta grandes grileiros. “O
Estado, de uma forma assim de propósito, se faz ausente, deixando os
pistoleiros agirem e que impere a lei dos mais fortes, dos grandes grileiros”,
afirma.
São casos como o do agricultor Antônio da
Silva*, que vivia em uma comunidade ribeirinha em Rondônia e foi expulso da
terra que habitou por 25 anos. “Um dia chegou uma pessoa lá dizendo que era
dona da minha terra e de mais 18 mil hectares. Me chamaram para entrar num
acordo que eu acredito que ia custar a minha vida, né? Então eu não aceitei e
hoje eu tô pagando esse preço”, relata. Depois da recusa, o agricultor passou a
ser ameaçado e perseguido por pistoleiros, teve sua área cercada, seus animais
de criação mortos, até que as ameaças se intensificaram de tal maneira, que ele
foi forçado a sair de sua terra.
O extrativista Augusto de Souza* traz um
relato parecido. Depois de anos vivendo da coleta de castanhas em uma reserva
extrativista no Amazonas, viu seu mundo virar de cabeça quando grileiros
invadiram seu castanhal e o expulsaram da área. Hoje, as castanheiras
centenárias não existem mais e a sensação é de impotência. Ambas identidades
foram preservadas nesta reportagem, para segurança dos entrevistados, que
seguem sob ameaça.
“No Sul de Lábrea foi mais ou menos assim,
tinha os extrativistas de castanha, os seringueiros, e aí começou a invasão. O
pessoal começou a entrar, os madeireiros tirando madeira, depois vinham os
pecuaristas derrubando o resto. Alguns dos extrativistas que resistiam ao preço
deles, eles diziam que então custaria R$ 4, que é o preço de uma bala”, conta
Adelson Arruda de Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e
Trabalhadoras Rurais do Município de Lábrea, que viu a economia do município,
antes baseada na agricultura familiar, avançar rumo à concentração de terra e
onde a pecuária responde pela maior parte da produção.
Segundo Adelson, muitos dos “novos donos”
da terra vem de outros estados, como o Paraná e Mato Grosso. “O que acontece
com o agricultor familiar depois que ele é expulso da terra? Ele deixa a
agricultura familiar e vem para a cidade basicamente para passar necessidade,
passar fome”, relata.
A flexibilização da legislação ambiental e
a falta de fiscalização são as causas apontadas pela missionária Laura Vicunha,
do CIMI de Rondônia, para o avanço das invasões e da violência que sofrem os
povos indígenas no estado.
“O território Karipuna, por exemplo, é um
território que no passado já foi reduzido 40 mil hectares e é um povo pequeno,
então fazem de tudo para pressionar esse território. Esse ano a pressão se
intensificou ainda mais, sobretudo na parte sul da terra indígena, que foi
impactada por aquela lei (1.089) que desafetou a Resex Jaci-Paraná e parte do
Parque Estadual Guajará Mirim. Com essa pressão e com essa liberação, a
legalização da grilagem, fez com que o desmatamento e os focos de queimada
voltassem a subir”, afirma.
Entre 2017 e 2020, foram devastados 3.646
hectares da TI Karipuna, que ocupa a posição de 9ª terra indígena mais
desmatada na Amazônia. Os relatos de extração ilegal de madeira, ameaças e até
de loteamentos dentro da TI são fartos, mas os problemas continuam, o que levou
os Karipuna a entrarem com uma ação judicial contra a União, a Fundação
Nacional do Índio (Funai) e o governo de Rondônia por inação. Na ação, os
indígenas pedem que os invasores sejam expulsos, que as obras realizadas dentro
da TI sejam destruídas, que as áreas desmatadas ilegalmente sejam recompostas e
que a TI seja, de fato, protegida e fiscalizada.
A situação das populações indígenas não é
muito melhor no Amazonas, onde o avanço da agropecuária ameaça a vida dos povos
de norte a sul do estado. De acordo com Queops, do CIMI, as queimadas e o
desmatamento impactam a saúde e a sobrevivência dessas populações. “A fronteira
agrícola vem chegando e uma das coisas que preocupa a gente é que todas essas
comunidades, essas aldeias, o principal acesso é pelo rio, mas os igarapés
estão sendo fortemente ameaçados, eles estão secando e essa população está sendo
forçada a migrar de um local para o outro, devido a esse desmatamento nas
cabeceiras dos rios vindo do sul do município”, conta.
As constantes ameaças vindas de Brasília,
como a possibilidade de aprovação do Marco Temporal, adicionam uma camada extra
de pressão. A tese, defendida arduamente por ruralistas, dentro e fora do
Congresso, e pelo presidente Jair Bolsonaro, que prometeu “não demarcar um
centímetro de terra índigena” em seu governo, argumenta que um povo indígena só
pode ter sua terra demarcada se conseguir comprovar que estava sobre ela no dia
5 de outubro de 1988, data em que a Constituição foi promulgada, ignorando todo
o processo colonizatório, em que muitos povos foram dizimados, escravizados,
proibidos de falar seu idioma e exercer sua identidade cultural, além de
expulsos de suas terras.
“Não é assim, nós estamos aqui há muito
tempo, nós estamos aqui muito antes de 5 de outubro de 1988. Então, nós
entendemos que a demarcação dos nossos territórios precisa ser concluída. Eu
tenho o meu território demarcado. Já outros parentes aqui da nossa região não
tem. Então precisamos lutar por eles”, defende Antônio Enésio Tenharim,
coordenador geral Organização dos povos indígenas do Alto Madeira (Opiam). De
acordo com o Antônio, esta não é a única ameaça vinda de Brasília. O
sucateamento da Fundação Nacional do Índio (Funai), o Projeto de Lei 191/2020,
que visa permitir a mineração em TIs, também ameaçam a integridade dos povos
indígenas não só do Amazonas, mas de todo o Brasil.
“Vivemos um
momento em que a floresta e seus povos estão seriamente ameaçados pelo
enfraquecimento de órgãos públicos de controle, por uma série de propostas no
âmbito legislativo, que objetivam entregar as florestas públicas para o
desmatamento, e por uma visão de desenvolvimento que já se mostrou equivocada
para a Amazônia”, afirma Cristiane Mazzetti. “A região do sul do Amazonas,
norte de Rondônia e Acre é mais uma expressão desse modelo que precisa ser
revisto imediatamente, dada a emergência climática e a vulnerabilidade social
presente no Brasil. É preciso viabilizar uma economia capaz de conviver com a
floresta e promover real desenvolvimento na região”, defende.
Faltando poucos dias para a 26ª Cúpula
Climática da ONU, também conhecida como COP26, brasileiros e o resto do mundo
voltam suas atenções para ouvir o que os governos apresentarão como
contribuições para solucionar a crise climática. O Brasil, que poderia ser uma
liderança neste debate, infelizmente, segue na direção oposta.
Greenpeace Brasil•7 de julho de 2023•
Comentário:
Querem acabar com as florestas: da
Amazônia, dos Cerrados e da floresta Atlântica.
Não há interesse político para zerar o
desmatamento dessas florestas. O presidente Lula pretende zerar o desmatamento
do Amazonas em 2030, mas do jeito que vai, em 2030 não haverá uma árvore em pé.
Se houvesse interesse em zerar o desmatamento deveriam começar agora, ou ontem,
o tempo está acabando e à Fervura Global está começando e a humanidade estão
prestes a ser extintas, tudo por causa da ganância e ignorância de grupos
poderosos que querem o lucro não importa a que preço, se amanhã todos estejam
mortos.
Os incêndios em toda parte do mundo são
criminosos não tem a ver com o Aquecimento Global, se o aquecimento tocasse
fogo não seria em determinados locais e sim em toda a floresta ou mata, nunca
houve incêndios espontâneos no passado. O incêndio na floresta do Canadá foi
criminoso porque as chamas começaram simultaneamente no Leste e no Oeste do
Canadá. Estão querendo áreas para expandir os centros urbanos por causa da
explosão demográfica mundial. No Amazonas é para virar pastos para engorda do
gado que vai se transformar em commodities para exportar e matar a fome de países
estrangeiros, enquanto no Brasil, o povo passa fome e vive na miséria social. O
presidente Lula é o presidente do faz de conta que governa, no país do faz de
conta.
Ernani Serra
Pensamento: Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem
como fazendo o mal.
Maquiavel
Postagem em destaque POLÍTICOS ATUAIS DA GUERRILHA NO BRASIL
segunda-feira, 21 de setembro de 2026 A IA E O STF O STF usou e abusou do seu poder Supremo em vez de usar para o bem se envere...
A VERDADE NA INTERNET
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Exmo. Sr. Procurador da República Ministério Público Federal Procuradoria da República em Pernambuco Av. Gov. Agamenon Magalhães, ...



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